Vivemos um tempo em que as fronteiras políticas e monetárias não representam mais barreiras absolutas para quem compreende que servir a Cristo exige não apenas santidade pessoal, mas também inteligência estratégica e domínio prudente dos recursos temporais. A economia globalizada, os tratados fiscais e as novas tecnologias bancárias tornaram possível algo que sempre foi um ideal cristão: a circulação virtuosa dos talentos. É nesse espírito que se propõe aqui uma triangulação nacionista, alicerçada em três pilares territoriais — Brasil, Finlândia e Suécia — para o cumprimento de uma missão espiritual com prudência fiscal e visão de futuro.
1. O ponto de partida: o Brasil e a graça de Ourique
O Brasil, herdeiro da missão de Ourique, é território consagrado a Cristo. O povo que aqui habita recebeu a incumbência de levar a fé às terras distantes, não pela espada revolucionária, mas pelo labor contínuo, pela cultura, pela fidelidade nos pequenos atos.
Como residente fiscal brasileiro, o indivíduo que aqui mantém seu domicílio goza de uma importante vantagem: isenção de imposto sobre a poupança. A legislação atual permite que, mesmo com contas no exterior, os rendimentos ali auferidos sejam apenas declarados — e não tributados — desde que não convertidos em reais. Isso cria uma base sólida para acumular capital sem lesar a própria consciência nem a legislação vigente.
2. A Finlândia e o capital reciclável
Na Finlândia, o zelo pelo meio ambiente oferece uma oportunidade espiritual e econômica: o país paga aproximadamente €0,15 por latinha ou garrafa reciclável. O que para muitos seria lixo, para o homem consciente torna-se matéria-prima de uma vida ordenada, onde cada ato tem valor eterno.
Estabelecer uma residência de verão na Finlândia — por até 90 dias, sem alterar a residência fiscal — permite participar deste sistema de devolução ecológica e transformá-lo em um rito de disciplina e recolhimento, onde o trabalho simples adquire dignidade. Os valores acumulados são recolhidos em espécie ou cartão, e podem ser preservados em euros, sem necessidade de conversão em reais, em total conformidade com a legislação brasileira.
3. A Suécia e a confiança bancária
A terceira ponta da triangulação é a Suécia, onde se encontra o Handelsbanken, um banco peer-to-peer com fama de resiliência, inclusive durante a crise de 2008. Seu modelo, baseado na confiança mútua e no baixo risco, o torna símbolo de uma economia mais ética e menos especulativa.
Abrir uma conta no Handelsbanken exige, em geral, uma relação de negócios local, algo que pode ser construído ao longo do tempo. Enquanto isso, os euros acumulados na Finlândia são depositados no Brasil, em uma conta corrente multimoeda do Itaú Personnalité, preservando o capital em moeda forte, sem conversão.
Quando o Pix multimoeda for implementado — como parte da integração monetária planejada pelo Banco Central com o Drex e as moedas digitais estatais —, será possível transferir esses valores de forma instantânea para carteiras como o Astropay, onde, sob certas condições, esses valores podem até render juros ou cashback. Tudo isso sem se afastar da verdade ou ferir a consciência.
4. Uma moral do capital: fidelidade sem servilismo
Essa triangulação não é uma fuga do Brasil, nem um apego às vantagens do exterior. Ao contrário: é um uso virtuoso da liberdade, onde o capital não é fim, mas instrumento. O verdadeiro capital, como ensinou Leão XIII, é fruto da santificação pelo trabalho e pelo estudo ao longo do tempo.
Nessa perspectiva:
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O Brasil representa a origem espiritual e a fidelidade às raízes;
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A Finlândia representa a estação do trabalho simples e redentor;
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A Suécia representa o destino da confiança e da solidez bancária.
Com essas três terras, o homem cristão desenha um mapa nacionista não-revolucionário, onde servir a Cristo em terras distantes é também cuidar do destino do próprio povo, fundando um testemunho que alarga as fronteiras do conhecimento, da honestidade e da prudência.
Conclusão
Enquanto o mundo grita por revolução e dissolução moral, cabe aos filhos de Ourique desenhar rotas alternativas: fiéis ao código da honra, às leis justas e ao chamado eterno. A triangulação nacionista aqui delineada não é apenas uma estratégia de sobrevivência econômica, mas um ato de lealdade a um Rei que não reina apenas nos templos, mas também nas bolsas, nos bancos e nos mercados — desde que o servo seja digno.
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