Pesquisar este blog

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Por que os encontros da direita devem se dar nas paróquias e não nos lugares grã-finos?


1) Meus colegas de faculdade mais próximos sempre me propunham para que me encontrasse com eles com freqüência. Propus para que os encontros se dessem à tarde, pois estava sempre disponível nesse horário (na época ficava em Niterói o dia inteiro e as minhas tardes eram livres). O pessoal só aparecia para os encontros à noite, onde rolava balada e chopada.


2) Por isso que não fiz amigos na faculdade. Ninguém estava interessado em estudar e discutir coisas importantes - todos, na verdade, estavam interessados no lazer, naquilo que era fútil e improdutivo. Todos viraram esquerdistas e engrossaram os quadros da classe ociosa.



3.1) Esses encontros que a direita organiza na Barra da Tijuca e em Copacabana passam a seguinte mensagem: "alta cultura é luxo"!



3.2) Alta cultura é como eucaristia: alimento espiritual. Ele não é luxo, mas uma necessidade salvífica. Por isso que organizo meus encontros na minha paróquia. Sabe quantos vão? Ninguém vai!



José Octavio Dettmann



Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2019.

Os encontros da direita têm natureza megalômana e isso precisa chegar ao fim

Há quem me proponha tomar um copo de suco de laranja na Barra da Tijuca.

Eis o que digo a quem me propõe isso:

1) A condução é cara e os serviços são caros. Além do ISSQN (Imposto sobre serviços de qualquer natureza) e do ICMS, eu devo pagar o status que há por trás do suco de laranja, pois a Barra é bairro de gente rica. Se você não tem conteúdo para conversar comigo, então este convite é um desejo sincero de que eu tenha prejuízo.

2) Enquanto a direita brasileira não organizar encontros em lugares onde se faz churrasco na laje, em lugares onde se joga futebol na várzea - onde os que têm camisa enfrentam os sem camisa, tal como a esquerda fez nos primórdios do PT -, este país não vai pra frente.

3) Eu tenho a tendência de chamar meus contatos a virem à minha casa (não me incomodo de receber visitas). Como meus pais prezam a privacidade deles, não poderei fazer isso agora. Só poderei fazê-lo quando morar sozinho e não sei quando isso vai acontecer.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2019.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Por que prefiro o latim eclesiástico?

1) Entre a pronúncia eclesiástica e a pronúncia reconstituída do latim, eu prefiro a primeira opção porque a comunidade falante realmente existe - trata-se da comunidade dos príncipes da Igreja que falam latim e que celebram missa tridentina nessa língua. Isto é a prova cabal de que a língua não está morta - ela está restrita ao uso dos melhores homens que imitam a Cristo, a ponto de torná-la sinônimo de compromisso com a excelência, língua de ciência.

2.1) A pronúncia reconstituída do latim me soa artificial - afinal, como vamos saber se o latim de pronúncia reconstituída é realmente o latim falado na época de Júlio César, Octavio, Cícero, Trajano, Marco Aurélio e outras figuras históricas que viveram na época em que Roma era um império pagão que perseguia os cristãos?

2.2.1) Além disso, Roma teve muitos séculos de história - é natural que o latim tenha evoluído, a ponto de o latim da época de Tarquínio, o soberbo não ser o mesmo latim da época em houve as guerras púnicas ou o mesmo latim da época em que César mandava e desmandava em Roma.

2.2.2) Por isso, quando vejo alguém aconselhar o uso da pronúncia reconstituída, eu já vejo que o sujeito é picareta, pois não há comunidade viva que fale latim de pronúncia reconstituída.

3.1) Se o latim aprimora a inteligência, então o melhor método de se aprender a língua é amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.2) Mesmo que você não queira ser sacerdote, a experiência de aprender a língua da Igreja é uma honra muito grande, um verdadeiro privilégio. E ela deve ser ensinada por alguém que seja a santidade em pessoa.

3.3) Quando aprendi polonês, eu aprendi com o padre de minha paróquia - além de excelente sacerdote, ele nasceu na Polônia e foi ordenado por D. Karol Wojtyła, arcebispo de Cracóvia. E isto foi uma graça recebida. Quando for aprender latim, que seja dessa forma: por um padre santo. Aqui no Rio, eu não conheço nenhum padre irlandês - se conhecesse um, eu aprendia inglês com ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2019.

Chega de falso moralismo!

1) Ficou escandalizado com o fato de eu advogar a tese de que o vermelho de batina que teve a infeliz idéia de adorarmos esse demônio chamado Pachamama deve ser atirado da Tarpéia? Rua pra você também! Cristo veio trazer a espada e vou dar com ela nos falsos moralistas.

2) Eu me libertei dos conservantismos dos falsos moralistas. Como é bom amar o bem e odiar o mal! O politicamente correto não me atinge mais.

3.1) Atirar o ídolo no rio é pouco, embora seja muito importante do ponto de vista simbólico.

3.2) É preciso que o herege desocupe o cargo que está a ocupar. É demônio disfarçado de sacerdote; é demônio disfarçado de bispo, sucessor dos apóstolos; é demônio disfarçado de príncipe da Igreja e há até demônio ocupando indevidamente a cátedra de São Pedro, fomentando heresia - a mera possibilidade de imaginarmos uma pessoa ocupando o papado e fazendo o contrário do que naturalmente se espera já nos atenta para o perigo real em que estamos metidos. Cristo não está presente nestas pessoas que estão ocupando indevidamente esses lugares. Rua com eles!

3.3) Que se dê aos dignos o sacerdócio, o bispado, o cardinalato e até o pontificado! Os humildes, eles serão por Deus elevados.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2019.

Se a rede social existisse na era de ouro das corporações de ofício, como ela seria?

1) Quando você aprende uma profissão, você apreende o compromisso de bem usá-la como ferramenta para se santificar através dela, nunca como arma para degradar o tecido social. Uma corporação de pessoas nesta circunstância é uma associação de pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento porque se santificam através desse trabalho. Elas vêem Cristo no advogado, Cristo no juiz e em qualquer outra profissão que garanta o pão de cada dia sem ferir direito alheio.

2) O internauta, o que se santifica através do trabalho que faz na rede social, é um trabalho como outro qualquer. Se a conformidade com o Todo que vem de Deus fosse a razão de ser desta sociedade em que vivemos, haveria toda uma multiplicidade de redes sociais cujo ingresso se daria mais ou menos como no antigo orkut: você entraria nelas se fosse convidado. Se você não conhece pessoa alguma, mas deseja seguir esse caminho, você poderia procurar a guilda dos internautas e se tornar um aprendiz na profissão. Se tiver bons antecedentes morais e criminais, você pode se inscrever - e se pagar a taxa de manutenção do curso, você pode usufruir das benesses da guilda pelo tempo que quiser.

3) Não haveria uma rede nos moldes do facebook. Rede social é um bem público e ela beneficia toda a comunidade dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Seria um bem fora do comércio.

4.1) Quem faz da riqueza sinal de salvação e fica rico no amor de si até o desprezo de Deus acaba pervertendo a corporação de ofício a ponto de virar uma OAB da vida. Não é à toa que a advocacia anda de mãos dadas com a maçonaria, neste país.

4.2) A mesma coisa pode ser dita com o facebook e a maçonaria que fundou os EUA, a ponto de restringir a profissão de internauta aos que dizem "amém" aos interesses do Partido Democrata, cujos métodos de esquerdismo são importados pela esquerda daqui.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2019.

Internet é como dirigir - usá-la é uma honra que deve ser dada aos maduros e capazes de bem manejá-la

1) Certas pessoas, quando estão atrás de um volante, se revelam verdadeiros psicopatas.

2) A mesma coisa pode ser dita com relação a quem está escrevendo atrás de um teclado e diante de uma tela de monitor. Ou quando esta mesma pessoa está diante das câmeras, falando para Deus e o mundo no youtube.

3) Usar a internet deveria ser como dirigir. Na mão de gente responsável, é ferramenta; na mão de psicopata, ela vira arma de assassinato de reputação. Só aqueles que têm maturidade para entender o que é certo ou errado poderiam ter o direito de usá-la.

4) Alguns alegam que ela é a base para o direito de expressão. Mas de nada adianta a liberdade de expressão se ela é servida com fins vazios. De nada adianta a liberdade sem a responsabilidade, sem a capacidade de usar este bem a serviço da verdade, da conformidade com o Todo que vem de Deus. Num mundo permeado pelo liberalismo e pelo relativismo moral, fica muito complicado confiar em alguém, realmente. Admito que tenho muita vontade de aprender latim, mas os únicos dois latinistas que conheço vivem brigando. Onde o ego fala mais alto, ali não me faço presente.

5.1) É por isso que prefiro aprender alguma coisa diferente com professores presenciais, naquelas áreas onde sou um neófito. É por isso que rezo tanto para que as federais sejam liberadas desses comunistas - nelas poderei ser aluno ouvinte e ir classificando os professores pelo que sabem e pela sua capacidade de transmitir o saber. Não me incomodo de fazer essa avaliação por mim mesmo, nessa qualidade.

5.2) Se houvesse uma cultura de gente fazendo esse papel, a ponto de ser uma profissão, não precisaríamos de governo substituindo aquilo que as pessoas que amam o saber seriam capazes de fazer por si mesmas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2019.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Da grande unidade como base para se escrever da forma como escrevo - relatos da minha experiência

1) Quando se toma vários países como um mesmo lar em Cristo, por conta da missão de servir a Cristo em terras distantes, você incorpora três estruturas ao seu arsenal: língua, religião e alta cultura.

2) Da Polônia eu incorporei palavras da língua polonesa, passei a conhecer ainda mais profundamente a fé católica e elementos culturais ligados a essa fé, além de uma certa noção da cultura eslava pré-cristã.

3) Do tupi, incorporei palavras dessa língua, elementos de sua cultura que se fortalecem com o cristianismo e noções de sua cultura antes do cristianismo e após a cristianização.

4) Mesmo que você não domine todo o tripé de cada língua, com o tempo você dominará, a ponto de usá-lo como arsenal expressivo e imaginativo de tal maneira a mostrar novos caminhos que levem à Roma dos apóstolos, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Eis a grande unidade católica.

5.1) Minha língua nativa, o português, é a base sob a qual se assenta toda a minha argumentação. Quando uso palavras de língua polonesa ou o tupi guarani, eu as uso para criar associações e enriquecer o imaginário do meu leitor-ouvinte. Com isso, nós temos uma espécie de interlíngua de base portuguesa e ouriqueana, já que a literatura é usada como instrumento de evangelização.

5.2) Isso não destrói a língua - o uso catacrético de vocabulário de outro idioma amplia os recursos que o português mesmo não seria capaz de exprimir. É como ter uma mira melhorada: você tem mais precisão e consegue mais resultado gastando menos bala, de modo a progredir no objetivo. E isso, em termos de guerra cultural, é primordial.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2019.

Notas sobre o amor intransitivo, um dos produtos da ordem social liberal

1) Em espanhol, a palavra para leilão é subasta.

2) O homem rico no amor de si até o desprezo de Deus é como um verbo intransitivo; ele acha que não necessita de algum complemento para ter seu verdadeiro sentido, posto que é rico no amor de si até o desprezo de Deus.

3.1) Na ordem onde os homens se bastam por si mesmos, amar será sempre um verbo intransitivo. E nisso começa a cultura dos leilões de virgindade, já que isto se tornou uma verdadeira prisão.

3.2) Afinal, para que se guardar para um homem virtuoso, que espelhe a virtudes do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que é Jesus? Numa ordem liberal, todos os homens são como animais que mentem - e nesse ponto a virgindade vira um ativo, uma mercadoria já que a modéstia virou bem escasso, tão valioso quanto o ouro.

3.3) E a mulher, tal como uma prostituta, se vende a quem pagar mais, a ponto de ser republicana e viver a vida em conformidade com o esse todo que vem de Mariane, um verdadeiro nada. Eis a ordem social liberal de nossos tempos

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2019.

Por que o cristianismo será sempre ibirarama, nunca ibirapuera?

1) Na língua tupi, o tempo está no substantivo. Uma árvore nova, a ibirarama, revela uma ordem promissora e virtuosa, amparada na verdade; a árvore velha, a ibirapuera, é como uma árvore oca: velha, superada, sem viço, pronta para ser abatida.

2.1) O cristianismo sempre será uma ibirarama, posto que que ela se funda no verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

2.2) Essa ibirarama se funda nas ranas (feridas ou chagas) do senhor e devemos conhecer essa verdade o mais rano (cedo) possível.

3.1) Os que enxergam a ordem edificada nesse verdadeiro Deus e verdadeiro Homem como uma ordem velha e superada (ibirapuera) são como os judaizantes, já que buscam conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

3.2.1) O espírito moderno se funda todo na ação humana e no tempo que rege essa ação, onde o passar do tempo só revela as ruínas daquilo que já está velho e superado, criando florestas de árvores ocas por onde passam, esperando o seu desmate sistemático.

3.2.2) Esse espírito moderno está intimamente ligado ao futurismo. Esse futuro não mais a Deus pertence - com o império da técnica, o homem pode se tornar Deus e ser o senhor de seu próprio destino. Como o homem que enxerga a Cristo como uma árvore velha só conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, essa bússola não aponta para norte algum e todo barco que navega nessa mar nada misericordioso terminará à deriva ou naufragando.

3.2.3) Eis no que dá uma ordem sem sentido - ela não será como uma arca de Noé, capaz de sobreviver ao dilúvio espiritual que virá quando tudo o que decorrer do modernismo começar a ser exterminado, ao negar Cristo sistematicamente.

4.1) O Cristianismo jamais será uma ibirapuera. Ele torna nova todas as coisas velhas. Se você botar um renovo de planta numa floresta de ibirapueras, toda a floresta se renovará.

4.2) Ela não será renovada por magia, mas por milagre, sobretudo fundado na missão de servir a Cristo em terras distantes, tal como se deu em Ourique. E esse império não perecerá, pois se funda naquilo que é capaz de renovar as coisas velhas, visto que é um império de cultura, não de domínio, onde tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2019.

Notas sobre as quatro camadas da mente humana: a mente pagã, a mente cristã, a mente liberal e a mente totalitária

1) A mente do pagão, que nunca conheceu a Cristo, é própria do homem enquanto animal que erra. Uma vez que ele conheceu o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, ele passa a viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, posto que se revestiu de Cristo, o segundo Adão.
 
2) O homem que enxerga a ordem fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro homem como uma prisão é um homem que busca liberdade conservando o que é conveniente e dissociado da verdade. Ele é um louco - ele perdeu tudo exceto a razão de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, cujo fundamento se dá na vaidade, uma vez que ele é rico no amor de si até o desprezo de Deus e da missão que recebemos em Ourique. Eis a mente libertária e conservantista, indevidamente chamada de "liberal-conservadora".

3.1) O herdeiro dessa ordem tende a ver progresso nessa loucura - ele enxerga a sociedade liberal como uma prisão e busca criar uma ordem que espelha o homem como animal que mente em toda a sua plenitude. 
 
3.2) O homem como animal que mente é feio como o diabo - se o diabo gosta do que é feio e disforme, então isso vai se refletir na arquitetura de seus prédios públicos, uma vez que o belo passou a ser uma questão de foro privado, cujo gosto não se discute.

4.1) Marx dizia que o sólido se desmancha no ar. O sólido é o Cristo, o líqüido é o liberal e o gasoso, o que se desmancha no ar por meio da evaporação, é o comunismo, onde a anarquia impera. 

4.2) Se você enxergar as camadas pelas quais se molda a mente revolucionária, que imagina comunidades fundadas na riqueza de seu amor próprio até o desprezo de Deus, então você será capaz de desmontá-las em etapas, restaurando o curso da missão de servir a Cristo em terras distantes.

4.3.1) Através do estudo metódico do passado e da ortografia dos escritos das épocas pretéritas por meio da paleografia, seremos capazes de restaurar o que se perdeu para a mentalidade revolucionária. Evidentemente, nem tudo dá para ser recuperado, dado que certos registros fundamentais para se compreender uma determinada época foram perdidos.

4.3.2) O conservadorismo necessita de um certo trabalho arqueológico no campo histórico e de muita catequese no sentido de se eliminar o espírito moderno, neopagão, que norteia a produção de cultura e tecnologia do nosso tempo.

4.3.3) Se nossa razão de ser se funda na missão de servir a Cristo em terras distantes, então o verdadeiro senso de ser livre em Cristo, por Cristo e para a Cristo é conservar a dor do cordeiro imolado que deu sua vida para nos salvar do pecado. Se Cristo estiver em nós, deixaremos de ser animais que erram e não viraremos animais que mentem sistematicamente. Eis aí verdadeira tradição primordial (o mitologema) que norteia o nosso senso de tomar o país como um lar em Cristo, a ponto de irmos todos para a pátria definitiva, que se dá no Céu (nacionidade).
 
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2019.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Notas sobre esta ordem gnóstica, fundada no conhecimento oculto e mágico que aprisiona o Brasil nessa ordem imaginada por Bonifácio, indevidamente chamada de livre e independente

1) Estou começando a achar que esses caras da Nova República devem recorrer a algum saber mágico e oculto, pois o messianismo político vem sendo reavivado a cada nova eleição.

2.1) Eles estão querendo controlar algo que é sobrenatural, de modo que tudo esteja no Estado e nada possa estar fora dele ou contra ele. E creio que este deve ser o conhecimento que nos aprisiona nesta falsa comunidade, imaginada por Bonifácio, de modo a negar o propósito para o qual fomos criados, em Ourique.

2.2.1) Se o sebastianismo é um fenômeno sobrenatural, então eles estão tentando buscar uma forma de controlá-lo a seu favor.

2.2.2) A mera psicologia das massas não é o bastante - por isso, devem recorrer à magia. O uso da magia pede o conhecimento dos símbolos e dos contextos. Como a maçonaria promove a migração de símbolos, então isso cria liberdade com fins vazios, pois esses símbolos serão pervertidos. E a isso misturam com o marketing político e a propaganda - o que fomenta má consciência, desinformação e relativismo moral.

3.1) Como magia é uma tentativa humana de manipular fenômenos divinos e sobrenaturais, então ela se funda numa consciência fundada no homem enquanto animal que mente em nome da verdade, rico no amor de si até o desprezo de Deus e da missão que recebemos em Ourique.

3.2) Trata-se de um estado de consciência revolucionário, a ponto de fomentar uma cultura revolucionária. Por isso, é perfeitamente cabível guerra cultural no sentido de se acabar com essa cultura a serviço da política, já que magia é um fenômeno cultural.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2019.

Notas sobre o sebastianismo na República Brasileira - o carisma do presidente é construído através de muita propaganda e magia

1.1) Servir a Cristo em terras distantes, de modo que o Santo Nome do Senhor seja publicado entre as nações mais estranhas, implica ser dependente de maneira permanente da Divina Providência, a ponto de se santificar através do trabalho, nem que seja extraindo pau-brasil.

1.2) Se você for humilde, você pode correr o risco de ser elevado a primeiro cidadão do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a ser soberano desse império criado para Cristo e ser vassalo do Rei dos Reis.

1.3) Se você é vassalo de Cristo, se você é senhor dos senhores sendo o servo dos servos de Cristo, então esse carisma não é construído, mas revelado, pois você se torna a pessoa desejada para colocar o mundo português numa era de ouro que durará até o fim dos tempos, até a segunda vinda de Cristo, quando Ele reclamará de vez o trono para reinar para sempre entre nós. Eis a essência do sebastianismo.

2.1) Weber dizia que o carisma pode ser construído.

2.2) Se o messianismo que gravita em torno da mítica figura de D. Sebastião é um fenômeno de todo lugar que foi povoado para servir a Cristo em terras distantes - fenômeno sobrenatural e que não foi inventado -, então os promotores da cultura de que tudo deve estar no Estado, a ponto de nada estar fora dele ou contra ele, surfam nessa onda de tal maneira a manipular essa força a seu favor. E nesse ponto a propaganda política assume um aspecto mágico, já que estão tentando manipular uma fenomenologia sobrenatural para poder controlar a sociedade de maneira totalitária.

3.1) Os comunistas, os totalitários, não descartam as forças simbólicas que explicam toda essa fenomenologia sobrenatural que nos rege, uma vez que fomos marcados pelo sinal da Santa Cruz.

3.2) Eles se valerão dela para nos controlar - e nesse ponto uma figura qualquer, como um Lula da vida, pode encarnar um D. Sebastião, com a propaganda adequada.

3.3) Vargas, Lula, Aécio, Collor, Dilma, Bolsonaro e Tancredo - todos eles foram revestidos dessa (aparente) aura mítica.

3.4) Se o conhecimento liberta, então devemos achar uma forma de impedir que manipulem esse fenômeno através da propaganda e da magia. E não conheço outra forma que não eliminar da cultura política o senso de que o poder estar acima da sociedade, concepção essa que remonta a Maquiavel e que nos levou ao centralismo, esse mal que nos domina desde 1822.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2019.

Do conhecimento da História de Portugal como um talento que não deve ser enterrado

1) Se Deus lhe deu conhecimento acerca da História de Portugal - conhecimento este que poucos nesta terra possuem -, então sua missão é dar cabo dos que ficam a promover falsos patriarcas como se fossem pais fundadores. E isso é servir a Cristo em terras distantes, a ponto de viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Este conhecimento gera um poder muito grande - e com ele uma grande responsabilidade. Se você não se opõe ao erro, à mentira, à desinformação, então você está a enterrar o talento que Deus lhe deu, o que faz de você o mais maldito dos servos.

3) A palavra do Senhor não deve ser servida com fins vazios, principalmente o legado de uma monarquia que serviu fielmente a Cristo até a sua queda, em 1910. O mau servo, que recebeu esta grave incumbência, está colaborando com os apátridas, a ponto de fazer uma verdadeira tática das tesouras, bem ao estilo dos comunistas: enquanto Nogueira, cria do Olavo, desinforma e semeia a mentira entre nós, Loryel se recusa e a dar-lhe combate, agindo como um verdadeiro agente garantidor desse crime em andamento.

4) Você não escapará de ser responsabilizado por este crime comissivo por omissão, Loryel Rocha. Diante de Cristo, você será duramente condenado - Ele o negará porque você negou a Igreja e o jogará no fogo eterno, por ter enterrado seu talento, que é o de saber a História de Portugal, coisa que é negada a tantos nesta terra desde 1822.

5.1) Eu não recebi cinco talentos. Apenas recebi dois: o de escrever muito bem e o de digitalizar livros. Estou tendo ganhos sobre a incerteza, que são poucos, mas estão vindo com muito esforço pessoal.

5.2.1) Se Deus me permitir, multiplicarei estes talentos não só em quatro, mas também em 8, 16, 32 ou mesmo 64. Só por isso, rezarei insistentemente a Ele para me dar esse talento. 
5.2.2) Esta é uma cruzada pela qual se vale a pena lutar, a ponto de fazer da pena uma espada, em tempos de guerra ou crise, ou mesmo arado, em tempos de paz e prosperidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2019.

Notas sobre a Guerra Cultural que gravita em torno da figura de Bonifácio

1) No dia de 2 outubro eu comecei a digitalizar o livro O Homem da Independência, de Assis Cintra. Até agora, já digitalizei 56 páginas do atual projeto.
 
2.1) Há uma pergunta que não quer se calar: se Loryel leu todos os documentos provando que Bonifácio era um farsante, então por que diabos ele se recusou a debater com Rafael Nogueira?

2.2.1) Nogueira está semeando pelo Brasil afora a falsa idéia de que Bonifácio é uma espécie de founding father, coisa que ele não é.

2.2.2) Esse carbonário maldito, em nome da liberdade (leia-se: liberté, égalité et fraternité [Independência do Brasil] ou la mort), nos separou de Portugal, inventou o argumento de que o Brasil foi colônia e nos afastou da missão de servirmos a Cristo em terras distantes, razão pela qual nós éramos livres n'Ele, por Ele e para Ele.

2.2.3) Esse maldito (Bonifácio) nos colocou numa prisão ideológica da qual só podemos sair se rejeitarmos toda essa comunidade imaginada montada por ele e que faz com que nossa razão de ser, separados de Portugal e de Cristo, seja completamente destituída de sentido.

2.2.4) Se Loryel sabe de tudo isso, então por que se acovardou? Se a verdade é fundamento da liberdade, ele devia por dever moral enfrentar esse farsante e desmascará-lo de uma vez por todas.

3) O professor Olavo fala muito bem o seguinte: política é guerra entre pessoas. Se a falsa historiografia se justifica por razões políticas, então Loryel devia usar todo o cabedal que possui e dar cabo desse embusteiro. Como ele acha que política não é guerra, deixa o terreno livre para esse embusteiro semear desinformação e má consciência por onde passa. Não é à toa que o chamei de conservantista e ele me bloqueou. Conservantista e covarde!

4.1) Se tivesse esse conhecimento que ele tem, eu toparia o debate.

4.2.1) Se debate é pugilato, eu iria literalmente para as vias de fato, pois é o destino do meu país que está em jogo. Meu país será livre em Cristo, por Cristo e para Cristo - ele não ficará sob domínio comunista, nem sob o domínio dessa falsa direita que está a nos dominar.

4.2.2) De nada adianta postar vídeos discretos na web se você, Loryel, nada faz contra os erros desse desinformante maldito. Não se opor ao erro é aprová-lo. 
 
4.2.3) Por conta dessa terrível omissão, o caldeirão mais quente do inferno está reservado ao professor Loryel Rocha - em tempos de crise, ele não deu cabo do Rafael Nogueira como deveria. E não há por enquanto alguém preparado o suficiente para declarar-lhe guerra cultural neste aspecto - eu não sei História de Portugal o suficiente. Se soubesse, faria isso com muito prazer.

4.2.4) Quando me sentir devidamente preparado, eu vou desmontar ponto a ponto toda essa farsa de que Bonifácio é pai fundador de alguma coisa. Ele não é pai de coisa nenhuma, a não ser de uma grande mentira - afinal, ele é um grande servo de Satanás. Cristo veio trazer a espada - e ela está na forma de documentação portuguesa. Vou usar isso contra ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2019.

sábado, 12 de outubro de 2019

Notas sobre uma lição do professor Olavo decorrente da minha experiência pessoal

1) Se alguém disser que não tem filhos, graças a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo, dê a conversa por encerrada imediatamente. Não se pode pronunciar o nome de Deus em vão, ainda mais desse jeito! Isso é negar o propósito da criação, a ponto de edificar liberdade com fins vazios.
 
2) Não é à toa que o professor Olavo sempre chama a nossa atenção para não sermos dominados pelas palavras. Podemos pronunciar o nome de Deus em vão, a ponto de negar o propósito da criação, ao invocar em vão o Santo Nome do autor da vida.
 
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2019.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Estado laico, liberalismo e anarquia - a trindade pela qual se move a utopia revolucionária

1) Estado laico é a maior ilusão que há: se o Estado não se sujeita aos ensinamentos da Santa Madre Igreja, então com que autoridade poderá dizer o que é certo ou errado? Se não há certo ou errado, então a lei será iníqua, a ponto de ser instrumento de opressão, não de liberdade.

2) Se a verdade é fundamento da liberdade, então a verdadeira autoridade é aquela que se revestiu de Cristo. Se Cristo é a verdade, então Ele é o sumo legislador, a ponto de dizer o que é certo e errado a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.1) Se o Estado não tem autoridade nenhuma, então ele não poderá punir, porque não tem legitimidade para isso. Logo, falar em crime num Estado que não se sujeita aos ensinamentos da Igreja é impossível.

3.2.1) O crime pressupõe um dano ao direito - e a lei precisa ser a suma expressão das verdades mais caras do Evangelho. Se não é isso, então é a suma expressão do preconceito, dado que os legisladores estão conservando alguma coisa conveniente e dissociada da verdade - o que ensejará desobediência civil a todos os que usurparam da verdadeira autoridade de dizer o direito.

3.2.2) Os legisladores e os juízes que negam a Cristo são todos usurpadores que precisam ser eliminados a fio de espada. E Cristo veio a este mundo para trazê-la.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2019 (data da postagem original).

Por que facebook não é Shareaza ou Napster?

1.1) Ao contrário de redes como Shareaza e Napster, outras redes ponto-a-ponto famosas, redes sociais como o facebook tendem a ser redes amparadas no mundo real, visto que a base da vida em sociedade é a confiança.

1.2.1) Uma pessoa é medida pelo que pensa, acredita, representa e prevê, uma vez que o pensamento é a própria expressão da realidade - quanto mais revestida de Cristo estiver esta pessoa, mais nobreza você encontra no que é dito e feito por essa pessoa.

1.2.2) Por essa razão, o valor do ponto é objetivo, pois ele se mede no Cristo, não no homem enquanto animal que erra e que peca, que pode vir a se tornar o animal que mente, quando serve liberdade com fins vazios, a ponto de relativizar o que é mais sagrado.

2.1) Se não vivêssemos num mundo permeado pela mentalidade revolucionária, movido pelo conservantismo mais extremo, essa rede tenderia a ser ainda mais produtiva se o anonimato fosse vedado. Todas as pessoas que fomentassem má consciência ou desinformação seriam objetivamente responsáveis por tudo o que dizem e que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.2) Como o Estado está de costas para aquilo que a Santa Madre Igreja ensina, a vedação ao anonimato levaria o direito de se punir qualquer um a ser voltado para o nada, uma vez que falar a verdade virará crime. E o anonimato, enquanto catacumba, é a última linha de defesa diante desse mal terrível.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2019.

Notas sobre publicidade ponto-a-ponto

1) Rede social é rede ponto-a-ponto (peer to peer, no sentido de colega para colega)

2.1) Antes de criar uma página de escritor, durante muito tempo trabalhei com o meu mural de facebook. Quando a criei, convidei os melhores contatos do perfil para curtirem.

2.2.1) Cada contato é um ponto - e o valor do ponto está na qualidade do conteúdo produzido e nas sensatas posições que este defende em relação àquilo que realmente importa, quando o assunto é tomar o país como um lar em Cristo, por Cristo e para Cristo.

2.2.2) Quanto mais credibilidade esse ponto tiver, mais fundamental se torna o apoio dele para a causa. Eis aí o aspecto político da publicidade em rede social - se a amizade é a base da sociedade política, então você precisará reunir os que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento e que você conhece para curtirem a sua página. É por meio deles que você conhecerá outros que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, pois a verdade tem um fim em si mesmo.

3) Durante muito tempo, marquei 99 pessoas no meu mural, de modo a criar um mercado de gente séria, sem o menor compromisso com o esquerdismo. Quando passei a ter mais de 99 pessoas importantes, eu criei uma página de escritor e selecionei o melhor material humano disponível para curtir minha página e direcionei minhas postagens aos amigos dos que me deram like. Foi assim que comecei a crescer.

4) Para se promover um trabalho de excelente qualidade, você precisa fazer publicidade de maneira limitada. E, para isso, você precisa escolher os melhores pontos. É assim que se cresce de maneira sustentável.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2019.

Da publicidade como forma de recrutar o melhor material humano disponível

1) Um nicho foi-me aberto por conta de direcionar a publicidade para os amigos dos que me deram like em minha página de escritor: posso me encontrar com gente que produz muito conteúdo relevante.

2.1) Normalmente, não costumo tomar a iniciativa para adicionar alguém, a menos que a pessoa seja muito católica e tenha muito conteúdo. Através da publicidade, eu encontro essas pessoas mais facilmente, o que faz com que eu tome esta decisão com mais freqüencia e com mais segurança. Assim, o espaço de 5 mil pessoas é preenchido de maneira responsável e produtiva, a ponto de criar um mercado intelectual da melhor qualidade.

2.2) Não é à toa que disse que tive ganho sobre a incerteza - não na forma de dinheiro, mas na forma de lucro operacional, pois encontrei gente inteligente e sem o vício da má consciência, o que faz da publicidade um excelente instrumento para se chegar a este bom resultado. A vinda do dinheiro será conseqüência de trabalho de longo prazo nessa direção - por isso, vou preencher o meu espaço com melhor material humano disponível.

2.3.1) Vou continuar investindo em publicidade nessa direção - assim, encontrarei bem mais pessoas nesse sentido.

2.3.2) Quando tiver ocupado as cinco mil vagas do meu perfil com o melhor material humano disponível, eu poderei criar um segundo ou terceiro perfil no facebook, de modo a acomodar as demais pessoas. Com dois ou três perfis preenchidos, não precisarei mais fazer publicidade.

2.3.3) Eis aí a verdadeira sustentabilidade - todo trabalho intelectual organizado e destinado à salvação de muitos precisa ser sustentado na verdade, que é o fundamento da liberdade. E para alguém ser livre, é preciso conhecer, já que o conhecimento liberta as pessoas do senso de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, que é vazio. É através disso, do estudo, que as pessoas aprendem a conservar a dor de Cristo, pois as pessoas estão provando corretamente dos frutos da árvore da sensatez, não dos frutos da árvore envenenada pelo pecado da vaidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2019.