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terça-feira, 9 de agosto de 2022

O Linked In e a questão da bolha dos títulos acadêmicos

1) A coisa mais irônica no Brasil: todos querem títulos acadêmicos como se fossem verdadeiros troféus. As empresas pagam mais por conta da titulação acadêmica, mas ela não vem necessariamente acompanhada de uma produtividade real.

2) O Linked In revela a existência de uma verdadeira bolha: a bolha da inflação dos títulos acadêmicos. E como toda inflação, ela decorre da inflação do ego das pessoas, pois elas só sabem conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. No lugar de produzirem conhecimento, as universidades só produzem um papel sem valor - e isso só vai trazer crise de confiança lá na frente, assim como crise civilizatória, já que tudo perdeu o seu completo sentido.

3) Se eu tivesse condições de montar uma empresa, eu contrataria a pessoa por conta do que ela tem na alma - ao invés de alguém me escrever qualquer mentira num currículo e tentar me enganar, eu veria o que essa pessoa de fato posta em redes sociais, como Facebook ou Twitter. Se ela posta conteúdo relevante, se ela tem um blog, se ela é inteligente, se ela é muito católica e preza os valores tradicionais, então esta pessoa seria o típico empregado que eu contrataria. Mesmo que este talento não preencha as necessidades da minha empresa, eu devo indicá-lo a uma empresa de um ramo correlato com a qual tenho boas relações de modo a bem aproveitá-lo. 

4) De nada adianta a pessoa ter de fato um título se ela não posta nada de relevante em vitrines relevantes, pois talento é para ser visto, não escondido. Como diz o professor Olavo, o ser tem mais valor que um título acadêmico - e o ser é um dado do presente, pois é o conjunto das suas experiências enquanto ser vivente reabsorvidas dentro das suas circunstâncias, algo difícil de ser obtido e repetido num experimento científico perfeito, o que deveria ser preferível a um bem futuro - uma titulação acadêmica, ainda mais vinda de uma faculdade que não lhe ensina nada.

5) Se o ser fosse preferido ao fato de se ter um título, a verdade seria o fundamento da liberdade, a ponto de os bens do futuro decorrentes desse presente serem também desejados, pois isso fomenta esperança num futuro promissor.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2022 (data da postagem original).

sábado, 18 de junho de 2022

Do potencial de programas assemelhados ao honeygain em tempos de pandemia

1) Recentemente, por volta do dia 15 de junho, eu comprei o jogo Machiavelli The Prince na Good Old Games. Quando fui testar o jogo no dia seguinte, que era feriado de Corpus Christi, o dia estava tão frio que me vi incapaz de realizar os testes pelo tempo que gostaria. Eu só pude escrever algumas impressões iniciais sobre o jogo, a partir de certos contextos que já conheço, e olhe lá.

2.1) Como não estamos longe do inverno, resolvi entrar em recesso até o frio passar.

2.2) Durante o recesso, eu não faço digitalizações, não escrevo artigos, muitos menos jogo videogame, uma vez que são atividades essencialmente de verão, o que significa ausência de frio para mim - o máximo que dá para fazer nestas circunstâncias é assistir a vídeos. Como no inverno estou mais passivo, isso é um cenário perfeito para o honeygain, já que eu obtenho renda a partir desse cenário de passividade. Pelo menos é uma compensação financeira por conta de não estar fazendo o que eu mais gosto no momento - embora não ganhe muito dinheiro com isso, pelo menos já me dá um certo alento, o que alivia um pouco as coisas.

2.3.1) Fico imaginando como programas dessa natureza seriam extremamente úteis num cenário de pandemia como aquele que tivemos em 2020 e 2021, pagando toda a renda que as pessoas precisam para viver, sem depender da boa vontade dos animais que mentem que controlam o governo do país.

2.3.2) Programas de renda passiva seriam boas idéias que a iniciativa privada precisaria criar de modo a complementar a renda do auxílio-Brasil - e ela seria uma boa solução para tempos de crise onde o emprego falta e onde o governante do país é um filho da puta. Para nós do Brasil, a sorte é que tivemos um Bolsonaro na presidência e ele nos foi um bom governante, pois ele se revestiu de Cristo para cuidar do povo necessitado; os demais povos não tiveram a mesma sorte.

3) Depois de dois dias meditando sobre essa questão da renda passiva no honeygain, na noite do dia 18, o frio - ao que me parece - diminuiu consideravelmente, a tal ponto que voltei às minhas atividades habituais. Caso esfrie de novo, não tenho outra escolha senão ficar na cama e ver aulas do Estratégia Concursos ou ver jogos da NBA o máximo que posso, pois não dá para fazer muita coisa no computador.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de junho de 2022 (data da postagem original).

Acesso ao honeygain:https://r.honeygain.me/PSEIKCC24A

sexta-feira, 6 de maio de 2022

O Concílio Vaticano II é o 1789 na Igreja

“A aproximação que eu faço da crise da Igreja com a Revolução Francesa não é uma simples metáfora. Nós estamos na continuidade dos filósofos do século XVIII e do transtorno que as suas idéias provocaram no mundo.

Os que transmitiram este veneno à Igreja são os mesmos a confessá-lo. É o cardeal Suenens que exclama: «o Vaticano II é o 1789 na Igreja» e acrescentava, entre outras declarações desprovidas de precauções oratórias: «Não se compreende nada da Revolução Francesa ou Russa se se ignora o antigo regime ao qual elas puseram fim... Igualmente em matéria eclesiástica, uma reação não se julga a não ser em função do estado de coisas que a precederam.» 

O que precedeu e que ele considerava como devendo ser abolido, é o maravilhoso edifício hierárquico que tinha no seu cimo o papa, vigário de Jesus Cristo sobre a terra: «O Concílio Vaticano II marcou o fim de uma época, por menos que se recue, ele marcou mesmo o fim de uma série de épocas, o fim de uma era.»…

Tudo estava preparado para a data anunciada e a 11 de Outubro de 1962, os padres tomavam lugar na nave da Basílica de São Pedro em Roma. No entanto houve um acontecimento que não tinha sido previsto pela Santa Sé: o Concílio desde os primeiros dias foi invadido pelas forças progressistas. Nós experimentamo-lo, sentimos e quando digo «nós», eu entendo a maioria dos padres do concílio naquele momento.

Mas os que haviam urdido este pequeno golpe de Estado tinham-no feito de antemão com indivíduos selecionados nos diversos países. Eles puderam adiantar-se às conferências e, de fato, obtiveram uma grande maioria.

Reconciliar a Igreja com a Revolução, tal é a empresa dos liberais que se dizem católicos.”

Dom Marcel Lefèbvre, em “Permanência”, 1969.

Fonte da postagem: http://usheethe.com/LWxX

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https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2022/04/lutando-contra-este-estado-de-coisas.html


terça-feira, 5 de maio de 2020

Sobre a relação entre a usura e a crise dos contratos

1) Nos contratos de empréstimo pautados numa cultura onde as pessoas amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, cada pessoa é única, tendo uma necessidade única. Não há contratos padronizados - por isso, as cláusulas devem ser discutidas.

2) Numa das cláusulas do contrato A empresta para B R$ 100,00 para comprar algum bem para a sua atividade economicamente organizada. Após 3 meses, B deve restituir a quantia a A, pagando um prêmio de 10 reais por cada mês que ficou com o dinheiro. No total, ele paga R$ 130,00 - juros de 10% ao mês. Uma vez fixado o empréstimo, é deixado algum bem em garantia, caso o tomador não tenha fama como bom pagador, por conta de seu primeiro empréstimo.

3) Depois de três meses, o empréstimo é pago e o bem dado em garantia é devolvido. E conforme ela vai pedindo dinheiro e pagando, menor vai sendo a taxa de juros e mais dinheiro a essa pessoa poderá ser concedido, uma vez que ela vai construindo fama como boa pagadora de dívidas.

4) Nos contratos de usura, que são em geral leoninos, os contratos são geralmente pré-estabelecidos. Não há margem para se negociar o crédito. A pessoa se vê forçada a assinar o contrato porque está em situação de necessidade. E nesses contratos, a pessoa corre o risco de perder os seus bens por meio de uma execução judicial, ou de ser agredida ou morta, vítima de extorsão.

5) Os contratos de empréstimo bancário são pré-estabelecidos porque a lei de usura permite aos bancos essa prática. Por isso que eles são campeões de reclamação no PROCON.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de maio de 2020 (data da postagem original).

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