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domingo, 31 de maio de 2020

Da era da doação à venda de produtos - considerações sobre isso

1) Fernando Melo, do Comunicação & Política, dizia que devíamos passar da era da doação e passarmos para a era da venda de produtos.

2) A era da venda de produtos é interessante quando se lida com uma economia de impessoais. Quando você lida com todo tipo de pessoa, você não contribui em nada para a melhoria da alma de alguém, muito menos da sociedade política - você vende um produto qualquer, usa a técnica da publicidade de modo a inculcar poderes mágicos num determinado produto, atribui que ele tem propriedades milagrosas e o gado cai dentro, gerando uma verdadeira desinformação. É por essa razão que esses produtos não eram considerados bens, segundo Aristóteles, mas coisas - e deviam estar fora do comércio, já que não têm valor, não têm utilidade e estão fora da justiça, uma vez que isso tudo está conforme os valores de Pluto, do deus chamado dinheiro - por isso mesmo, crematística.

3.1) Se você quiser fazer um serviço sério, primeiro estabeleça uma relação de confiança entre você e seus ouvintes, a ponto de depender deles através da economia da doação. 

3.2.1) Como toda informação tem uma origem, sempre que puder digitalize os livros que tornaram possível o seu desenvolvimento intelectual, traduza-os ou ensine a eles a língua para poderem ler os textos que você vende - assim, eles se tornam cada vez mais dependentes de você, fortalecendo ainda mais os vínculos entre você e seus ouvintes, a ponto de surgir uma amizade fundada no verdadeiro saber. Se os livros estiverem livres de direito autoral, faça uma nova cópia preservando os aspectos antigos do livro adquirido. 

3.2.2) Não trate isso como se fosse banana na feira e não busque a si mesmo quando quiser se expandir - deixe que Deus conduza as coisas. O máximo que você pode fazer é oferecer meios às pessoas para poderem crescer. A independência intelectual delas depende do seu esforço e do seu trabalho organizado - é melhor ter uma clientela fixa e que te conhece do que um cliente novo e que fica regurgitando opiniões erradas, fundadas no que é conveniente e dissociado da verdade. Antes de esse neófito ser seu cliente, ele precisa ser centrado, tal como fazemos nos iniciados na filosofia. Este é o pré-requisito antes da relação comercial.

3.2.3) Por isso que não podemos trabalhar a partir da ética protestante e com base nos princípios da impessoalidade. Devemos fazer o oposto, devemos servir ordem a toda criatura, uma vez que Deus ama aos homens, aos pobres de espírito. Deus agraciou o filósofo como um Cristo-príncipe, uma pessoa rica no saber de tal maneira a melhorar a vida dos mais pobres, através da transmissão de conhecimento - e essa prestação gera um mercado fundado no encontro do Cristo-príncipe com os Cristos necessitados. Ele não pode ser massificado.  

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de maio de 2020.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Se nome é destino, então o que tem isso a ver comigo e minhas circunstâncias?

1) Um povo famoso é um povo de boa fama, que serviu a Cristo em terras distantes. Dentre os povos da Cristandade, o mais nobre deles todos são os portugueses.

2.1) Se meu sobrenome no alemão antigo implica isso, então isso significa que devo cooperar com este povo de modo a fazer o bom nome da minha família. Se sou virtuoso, minha família pode ser numerosa a ponto de ser uma nação por direito próprio, sem negar sua origem e seu destino, sua razão de ser.

2.2.1) Pelo menos a imigração para o mundo português, para o Brasil em particular, fez um bem danado à história da família. Quem vier depois de mim deve ter consciência disso. 

2.2.2) A Alemanha de hoje é uma vergonha - se tiver que levar em conta o que os alemães fizeram na filosofia e o que foi feito no nazismo, eu teria que ter vergonha de minha origem, em razão dessa herança maldita, Mas eu não tenho nada a ver com Hitler e com o nacional-socialismo. Não tenho parentes na Alemanha e não tenho laços com a cultura alemã - nem quero ter, pois não quero esse passivo, pois não estou à altura desse problema. Precisaria ter uma capacidade muito grande, realmente fora do comum,  de tirar algo bom a partir de coisas ruins - e preciso melhorar muito neste aspecto. E isso talvez peça uma outra geração.

3.1) Dou graças a Deus que nasci no Brasil e minha base cultural é católica e lusitana. E estou adicionando a ela a cultura polonesa, que é tão católica quanto. 

3.2.1) Tomar dois países como um lar em Cristo na conformidade com o Todo que vem de Deus implica dialogar essa vivência no Brasil e minha experiência com a cultura polonesa com essas minhas circunstâncias pessoais. O pouco que há de bom da cultura alemã pode ser usado na construção desse legado cultural - sou herdeiro disso também. 

3.2.2) Talvez este seja o caminho para a reabilitação da própria cultura alemã, já que sou parte da chamada Alemanha dispersa. Sou parte do problema e também parte da solução. Este é o futuro da Alemanha hoje.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2020.

Se os privilégios aristocráticos existissem, quem deveria exercê-los? O primogênito ou o campeão da família?

1) Se uma família é portadora de um privilégio aristocrático, em razão de ancestrais haverem servido à pátria com distinção, então esse privilégio deve ser exercido pelo melhor membro da família que esteja à altura de honrar o legado dos ancestrais.

2) O fato de haver primogenitura indica que há um filho mais velho mais experiente e mais consciente do dever de honrar o dever familiar, mas nem sempre o primogênito é necessariamente o campeão de sua família, a ponto de representá-lo na arena política, onde o destino do país a ser tomado como um lar em Cristo nos momentos mais decisivos.

3.1) Nos tempos atuais, o privilégio aristocrático deveria ser dado nos mesmos critérios do merecimento militar. Talvez o filho caçula melhor demonstre as qualidades necessárias para representar a família e honrar os títulos acumulados por gerações.

3.2) Antigamente, a promoção nos postos da hierarquia militar se davam por conta da origem da família, o que decorria do princípio da primogenitura. Hoje, a promoção nos postos militares se dá por mérito - escolhe-se o mais preparado e o mais virtuoso. 

4.1) Se os critérios militares de hoje são modernos, então a nobiliarquia terá uma natureza mais moderna, meritocrática. E quando formos avalar o mérito, devemos ver se a pessoa espelha as qualidades do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - nem sempre o primeiro nascido encarna essas virtudes. 

4.2) Se fosse cobrado de todos os primogênitos o dever do sacrifício, certamente os tempos antigos teriam mais valor. Mas hoje essa virtude está cada dia menos valorizada, em razão da inflação dos egos, E a inflação dos egos eleva o preço de todas as coisas, a ponto de tudo ficar injusto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2020.

Notas sobre a origem do sobrenome Dettmann

1) Certa ocasião, vi um colega compartilhando informações acerca da origem de seu sobrenome deste site aqui: familysearch.org.

2) Fui pesquisar pelo meu sobrenome. Descobri que Dettmann deriva de Dittmar.

3) Investigando o nome Dittmar, descubro que era um nome antigo do norte da Alemanha. E no alemão antigo significa "raça famosa" ou "povo famoso".

4) Se nome quer dizer destino, então meu dever é ser famoso no sentido justo: sendo santo, servindo a Cristo em terras distantes, tal como Cristo mandou fazer em Ourique. Quando mais novo, já tive ego inflado e estou mortificando meu eu todos os dias, desde que me tornei católico.

4) Gente com meu sobrenome, na sua versão protestante, deve ser gente intragável. E o norte da Alemanha está cheio de gente assim.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2020 (data da postagem original). 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Como restaurar a boa razão neste tempo tão difícil?

1) O' Higgins tinha um lema: ou pela razão ou pela força.

2.1) A reta razão, fundada na verdade, leva à verdadeira fé, e daí à ciência e à justiça.

2.2) Quando se escamoteia a razão, a ponto de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, não resta outro caminho que não a força.

3) Essa ditadura da toga escamoteou a razão faz tempo - não respeitam nada do que é sagrado. Ou essa gente é tratada como se deve ou o país sucumbe. Não há outro caminho.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Notas sobre uma contradição social evidente

1) De nada adianta restringir a circulação dos fuzis se O Capital, de Karl Marx, tem livre circulação. Ambos são armas de guerra: fuzil é para guerra de guerrilha e O Capital é base para a guerra cultural - são guerras diferentes, mas são a continuação da política por meios violentos, já que o animal que mente usa de todo tipo de violência para afastar a verdade fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus da nossa razão de ser.

2) Como o comunismo usa o crime como método de tomada do poder, no final, você encontrará um paiol de fuzis em qualquer morro carioca. E qual foi a causa disso? A livre circulação de idéias marxistas, que foram relativizando os nossos valores morais mais caros ao longo do tempo. 

3) O comunismo é filho da liberdade servida com fins vazios, do relativismo moral. E no Brasil Republicano, ele encontrou um hospedeiro perfeito.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Livros comunistas deveriam ter o mesmo tratamento que os fuzis: circulação restrita

1) Livros são também armas. Maus livros não matam o corpo, mas a alma de muitos, a ponto de fomentar a má consciência em muitos e com ela um espírito revolucionário de modo a destruir tudo o que há de mais sagrado.

2) O comunismo é fruto de uma árvore envenenada - sua origem remonta às visões torpes e pérfidas de Karl Marx.acerca da humanidade. Jesus Cristo dizia que conheceríamos da árvore a partir de seus frutos.

3) Quer desarmar um comunista? Confisque todos os livros comunistas de todos os que fazem disso ferramenta para se fazer revolução. A venda de cópias desse material só pode ser restrita a quem não é comunista ou a quem, sob juramento, estudará o pensamento revolucionário de modo a combater o comunismo. Como o fuzil, que é exclusivo do Exército, a circulação desses livros deve ser restrita a quem vai fazer bom uso deles. A pessoa precisa ter bons antecedentes criminais e não pode ter nenhum traço de psicopatia.

4.1) Muitas idéias que desenvolvi no pensamento conservador são feitas a partir da engenharia reversa que faço a partir de livros comunistas. 

4.2) Se Marx for tirado do lugar e Cristo passar a reinar nesse lugar, você conheça a desenvolver um pensamento conservador capaz de combater o comunismo. O pensamento conservador terá uma plasticidade semelhante a dos autores marxistas e esta não será servida com fins vazios.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Saudade do tempo das milícias municipais criadas por D. Sebastião

1) Fico imaginando o que aconteceria se o povo tivesse armas e a consciência de que elas são usadas para proteger as pessoas, a ponto de organizar uma milícia de emergência para dar cabo desses ministros do STF, pois de nada adianta sermos poder constituinte originário se não temos armas para responder à traição, à flagrante ruptura institucional. 

2) Antes mesmo da segunda emenda da constituição americana, D. Sebastião determinou, antes de morrer no Marrocos, que todo território deveria ter uma milícia com gente do lugar disposta a pegar em armas de modo a defender o lugar dos inimigos, pelo bem de Portugal e da missão de servir a Cristo em terras distantes. Foi assim que Portugal passou a ter um largo território, muito bem defendido, em todos os cinco continentes. 

3) Quando o Brasil foi seqüestrado pela maçonaria, em 1822, foi instituído um poder central que matou a autonomia das câmaras republicanas. Um exército único foi criado e toda uma tradição inventada surgiu a partir do Exército, de modo a se justificar uma comunidade imaginada a partir dos valores da caserna militar, do positivismo e da maçonaria (e o desarmamentismo do povo foi em parte feito pelo próprio Exército - isto é fato histórico). Está na hora de dar um basta nisso!

4) Essa medida de D. Sebastião foi um dos fatores democráticos que ajudou na formação do mundo português decorrente da missão de servir a Cristo em terras distantes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Do uso do Twoo como ferramenta de intercâmbio

1) Pela minha experiência, relacionar-me com americanas diretamente não tem sido uma boa experiência. Elas não têm interesse pela minha língua, nem pela minha realidade - por isso, não se importam comigo. Para elas, não passo de um belo pedaço de carne.

2.1) Seria mais sensato tratar os Estados Unidos, assim como outros lugares do planeta, como um território da Lusitânia Dispersa. Vou tentar me relacionar com pessoas que nasceram aqui no Brasil e que estão vivendo nos EUA. Assim, fica mais fácil me estabelecer na nova terra, a ponto de tomá-la como meu segundo lar em Cristo mais facilmente.

2.2) Os amigos americanos, ou os amigos europeus que esta pessoa tiver, eu vou tomando-os como amigos, enquanto não desenvolvo pleno conhecimento da sociedade americana ou desta sociedade européia em específico de modo a conhecê-la tão bem quanto a brasileira. Preciso mapear esta sociedade e saber onde posso encontrar o que preciso para que eu possa progredir nela. 

3.1) Os dólares de gente brasileira que mora nos EUA, assim como os euros dos que moram na Europa, são muito bem-vindos e é essa gente que estou procurando. Conquistarei estas pessoas e obterei a cooperação dessas pessoas. 

3.2) Eis o segredo da minha expansão. Afinal, a pátria é minha língua e ela foi servir a Cristo em terras distantes - melhor que eu sirva a quem fale minha língua, ainda que essa pessoa esteja distante do Brasil. Se ela estiver num país-chave, ela poderá cooperar comigo.

4.1) Não posso esquecer, todavia, que línguas estrangeiras são sementes para se tomar um determinado país como um lar em Cristo, por Cristo e para Cristo, já que me servirão de base para vôos mais longos. 

4.2) Todo país sério está escorado nesta trindade: língua, religião e alta cultura. Se você dominar esta trindade particular, mais você terá conhecimento da conformidade com o Todo que vem de Deus, pois esta trindade opera no plano da salvação, uma vez que a cultura de um povo serve para que um determinado nacional criado nesta circunstância sirva a Cristo em terras distantes sem que se perca o sentido.

4.3.1) Por esta razão, é fundamental que eu contate estrangeiros residentes no Brasil de modo a aprender a língua deles, de modo a se tomar a terra deles como um lar em Cristo mais facilmente. Eles são minha referência neste aspecto. Afinal, as primeiras lições de vôo se fazem desde o solo.

4.3.2) Do mesmo modo como há uma Lusitânia Dispersa, há uma Hispânia Dispersa, uma Itália Dispersa, Uma Germânia Dispersa, Uma Polônia Dispersa, Uma Rússia Dispersa. Assimilando essas trindades todas, mais você articula de modo a fazer com que o Brasil seja tomado como um lar em Cristo numa estrutura de grande unidade, já que o Todo é maior do que as partes.

4.3.3) Contatar estrangeiras no Brasil de modo a ensinar o português em troca da língua dela é a operação inversa de se servir a Cristo em terras distantes, na Lusitânia Dispersa - trata-se de servir a Cristo dentro das fronteiras de seu próprio país. Ajude um estrangeiro que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento e ele será generoso com você - o que se funda no amor à verdade, com amor se paga. Eis o fundamento da capitalização moral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2020 (data da postagem original).

Comentários sobre uma lição de Carl Menger, constante em seus princípios de Economia

1) Carl Menger, em seus princípios de economia, dizia que devemos reduzir as coisas complexas a termos mais simples, de modo a serem mais facilmente entendidas.

2.1) O problema do reducionismo é o risco de isto ser conservado conveniente e dissociado da verdade. 

2.2) A realidade é complexa. Embora seja interessante decompô-la em termos mais simples de modo que as coisas sejam mais facilmente entendidas, as coisas precisam ser remontadas na sua composição original de modo que se compreenda a sua natureza mais complexa, pois esta, sim, aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.E uma vez entendida essa natureza mais complexa, as coisas podem ser remontadas, de modo que se dê uma nova instrumentalidade às formas sem que se perca o conteúdo fundado na verdade, uma vez que verdade conhecida é verdade obedecida. 

3.1) Se isso é verdade na hermenêutica da continuidade, então isso é verdade na economia enquanto ciência que auxilia na construção da polis, de modo que a cidade dos homens imite a cidade de Deus, a Jerusalém celeste, a ponto de ser um espelho da justiça de Deus na Terra, em razão do poder das chaves que ligam a Terra ao Céu.

3.2) Este é o cuidado que precisa ser feito de modo que a liberdade, fundada na verdade, não seja servida com fins vazios, de modo a relativizar tudo o que decorre do verbo que se fez carne, a ponto de fazer santa habitação em nós através da Santa Eucaristia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2020.

terça-feira, 26 de maio de 2020

A verdade sobre a colonização holandesa como a raiz da Nova Ordem Mundial maçônica

1.1) Em direito marítimo um navio é algo que flutua, capaz de transportar pessoas e coisas, a ponto de ser uma verdadeira cidade flutuante. E esta cidade flutuante reflete a cidade dos homens, cheios de si até o desprezo de Deus.

1.2.1) Durante o processo de colonização de uma terra, você troca o fruto do trabalho da população economicamente ativa por sementes que serão usadas de modo a expandir a comunidade que está sendo organizada, nos moldes de uma empresa. E essas sementes se dão na forma de capital humano, de pessoas que anseiam em vir para o Novo Mundo em busca de uma nova vida, de um novo começo.

1.2.2) Para que fosse criado um banco de mão-de-obra, as pessoas ficavam alojadas nos navios, aguardando designação para irem para certos lugares para poderem trabalhar, uma vez que certas profissões eram difíceis de se obter, como o missionário usado para convencer os nativos de modo a trabalharem para as causas do capital financeiro, por exemplo. Para que essas habilidades, enquanto sementes, possam se desenvolver, foi preciso uma montar uma universidade, desenvolver toda uma teologia específica e ter comida suficiente de modo a sustentar uma população de colonos livres até se tornarem missionários e irem converter os nativos de modo a cooperarem com eles. 

1.2.3) Esses nativos trabalhavam na agricultura, pois eram agricultores de mão cheia e constituíam a base da pirâmide da sociedade colonial. Eles sustentavam os colonos livres brancos, que exerciam ofícios especializados. Conforme a riqueza ia se concentrando nas mãos de quem detinha habilidades artesanais, era natural que a sociedade ficasse dividida entre eleitos e condenados. 

2.1) Eis aí o momento em que as sementes da especialização geram novas sementes segundo sua espécie: através do processo educacional. Estas sementes eram germinadas em novos solos de modo a fundar novas colônias e expandir o território colonial, a ponto de vários países e territórios serem tomados de modo a expandir a empresa colonial, uma vez que os holandeses foram aos mares em busca de si mesmos, uma vez que eles são uma versão mais extremada da estupidez espanhola.

2.2.1) Se durante o processo de formação das nações do Novo Mundo isso se tornou uma verdade conhecida, então no mundo moderno isto se tornou uma verdade obedecida.

2.2.2.1) Eles ofereciam os produtos da fé fundada na riqueza tomada como sinal de salvação, que se tornou causa nacional dessa comunidade imaginada, a todos os países, a ponto de poderem prosperar por mérito próprio - e a melhor maneira de fazer isso é construindo um império colonial em terras distantes, a ponto de fazer da comunidade que está sendo forjada uma espécie de empresa. 

2.2.2.2) Chegará um tempo onde não se saberá bem a fronteira da nação e a fronteira da empresa, a ponto de ficar tudo na empresa e para a empresa - e como a empresa se confunde com a figura do Estado, no final tudo ficará na figura do Estado a ponto de nada estar contra ele ou fora dele. E uma vez obtidos esses recursos a partir da troca, você, na qualidade de pagador impostos, acabará pagando a bolsa de jovens de todas as nacionalidades e credos para que possam estudar e assim ajudar no desenvolvimento do país. Ou seja, você está fomentando filantropia a desconhecidos e de maneira forçada - e essa gente não terá nenhum laço de lealdade para com você.

3.1) A cultura que cada família deixar nesta terra ajudará no aperfeiçoamento local, pois cada família tem sua verdade e é fábrica de gente nessa verdade, uma vez que ela não está vinculada a homem nenhum, já que todos são igualmente pecadores. A interação de diferentes culturas fundadas no fato de se amar e rejeitar as mesmas coisas fundadas no homem, pelo homem e para o homem fará o país seja melhor a cada dia - afinal, o céu é o limite quando se tem ambição, não é mesmo?

3.2) Enquanto nos países católicos ocorre um mare clausum, uma espécie de monopólio ou apropriação indevida dos mares, fundado em alegações que remontam ao direito natural, a Holanda, por razões pragmáticas, prega a liberdade de se navegar nos mares de modo a se retirar tudo o que há de bom de lá, nem que seja a base de pirataria ou de predatismo. E um pirata é um agente do governo que age sob uma licença de corso. E essa gente pratica verdadeiros atos de terrorismo contra a economia colonial de outros países. Por isso mesmo, um agente revolucionário.

4.1) Eis a ação do detestável Velho Mundo no Novo, pois ela é um espelho do homem que preferiu seguir a linha do Velho Testamento rejeitando a pedra que agora é a pedra angular da salvação de todos, Jesus Cristo. Esta árvore velha e superada, esta ibirapuera, é uma árvore envenenada cujos frutos só alimentam os egos de quem conserva o que é conveniente dissociado da verdade. 

4.2) Eis a razão pela qual a Holanda é o antípoda de Portugal, tal como a Rússia ou a Inglaterra. Bem-vindos ao admirável mundo novo da riqueza tomada como sinal de salvação, o qual leva ao caminho da Nova Ordem Mundial. Bem-vindos ao universo da ética protestante e do espírito do capitalismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020 (data da postagem original)

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Notas sobre a importância da Bula Manifestis Probatum na História do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

1) No último 23 de maio, foi celebrado em Portugal o aniversário da Bula Manifestis Probatum, que ratifica o tratado de Zamora assinado em 1143, reconhecendo de vez Portugal como um reino independente na Cristandade, como um agente histórico a serviço de Cristo. Agora, Portugal podia servir a Cristo em terras distantes, tal como foi profetizado em Ourique. 

2) A graça dessa bula foi concedida em 1179 - por esta razão Portugal tem 841 anos de história. Do milagre Ourique até a bula, foi um processo de 40 anos - por isso, o povo português ficou no deserto de modo a cumprir a sua missão com perfeição.

3) O Reinado de D. Afonso Henriques é análogo à liderança mosaica - ele tinha que conduzir seu povo no deserto por um período de 40 anos. E como Constantino, ele tinha um sinal: era por meio do signo da Santa Cruz que ele venceria qualquer batalha. E depois dele viriam mais 16 monarcas, mais 16 gerações que continuariam seu legado de glórias fundadas no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem até o desaparecimento trágico de D. Sebastião no Marrocos, em 1580, em Alcácer-Quibir. 

4.1) Desde a restauração, em 1640, estamos no tempo do interregno. Chegará um tempo em que Cristo porá os olhos sobre Portugal, Brasil e Algarves novamente, a ponto de haver um monarca que restaure tudo em sua antiga glória, uma vez que Portugal guardou com lealdade o dogma da fé. Isso é tudo o que as profecias de Ourique e de Fátima dizem. 

4.2) É urgente que tenhamos paciência e suportemos em Cristo todo esse mal que foi armado pela maçonaria.  

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020 (data da postagem original).

Dos símbolos nacionais como símbolos bolsonaristas - notas sobre isso

1) Os comunistas estão falando que os símbolos nacionais são símbolos bolsonaristas, uma vez que esses mesmos símbolos, que outrora eram servidos de maneira vazia, passaram a ter sentido agora, uma vez que emergiu uma liderança verdadeira que representa realmente o que pensa o povo. 

2.1) A ascensão de lideranças autênticas como Bolsonaro faz com que a comunidade outrora imaginada, feita de modo a justificar uma narrativa revolucionária, passe a atualizar estes signos de modo que uma comunidade verdadeira acabe se revelando, uma vez que o espírito de verdade não destruiu os signos, como os revolucionários fazem, mas deu um sentido de verdade a eles, que antes não existia. A operação é semelhante ao complemento nominal, quando lida com um objeto direto cuja classe gramatical seja a do substantivo abstrato.

2.2.1) Ao contrário do revolucionário, o conservador não é iconoclasta - ele apenas atualiza o símbolo de tal maneira que um símbolo outrora revolucionário passe a servir a Cristo, uma vez que houve uma mudança de paradigma da história de um povo de dentro pra fora, fazendo com que as coisas tenham o seu real sentido restaurado.

2.2.2) Conforme esse povo vai conhecendo sua verdadeira história, esses símbolos vão sendo substituídos gradativamente pelos símbolos originais, a ponto de a república maçônica universal se transmutar numa república aristocrática. Só mesmo com muito senso de aperfeiçoamento das instituições fundadas na verdade é que a república dá lugar à monarquia novamente. 

3.1) Como diz Fernando Melo, do Comunicação & Política, a monarquia de 1889 não voltará - e como bem apontou Loryel Rocha, ela tinha o DNA que preparou o caminho para a República. A ruptura institucional alcançará a ambos, a tudo o que remonta a 1822, a tudo o que se fundou na mentira de que éramos colônia de Portugal.

3.2) Para a monarquia voltar, é preciso que a república, a nossa atual circunstância, se transmute em monarquia, de modo a ser melhor absorvida. E isso pede uma cultura de sólido cristianismo, uma sólida cultura católica. 

3.3) Para que o regime seja mudado de modo a melhor atender os anseios do povo, você deve cultivar o povo na verdade, amando a Deus sobre todas as coisas. Se isso for feito, o regime mudará de modo a melhor atendê-lo, fazendo com que o Brasil como comunidade se revele como nação de verdade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020 (data da postagem original).

Se o Brasil precisa ser refundado, então o Brasil precisa ser repovoado com base no princípio do idem velle idem nolle

1) Durante o processo de povoamento de uma terra, você troca o fruto do trabalho da população economicamente ativa por sementes que serão usadas de modo a expandir a comunidade que está sendo organizada. E essas sementes se dão na forma de capital humano, de pessoas que anseiam em vir para o Novo Mundo em busca de uma nova vida, de um novo começo.

2.1) Se durante o processo de formação das nações do Novo Mundo isso se tornou uma verdade conhecida, então no mundo moderno isto se tornou uma verdade obedecida. 

2.2) Você deve oferecer os produtos de uma verdadeira fé fundada na santificação através do trabalho, que se tornou causa nacional, a todos os países que estão interessados em se comprometer com a política de se promover os valores cristãos, a ponto de servir a Cristo em terras distantes através do trabalho, a ponto de preparar um bem comum que nos prepare para a pátria definitiva, que se dá no Céu. E uma vez obtidos esses recursos a partir da troca, você poderá ajudar a pagar a bolsa de jovens brasileiros para que possam estudar na Europa e assim ajudar no desenvolvimento do país ou recrutar famílias católicas européias que queiram vir morar ou trabalhar aqui e deixar um legado nesta terra. 

3.1) A cultura que cada família deixar nesta terra ajudará no aperfeiçoamento local, pois família é fábrica de gente. A interação de diferentes culturas fundadas no fato de se amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento fará com que o país seja melhor a cada dia, fazendo com que a liberdade não seja servida com fins vazios. 

3.2.1) Enquanto no país tomado como se fosse religião ocorre um mare clausum, - a ponto de tudo estar no Estado e nada estar fora dele ou contra ele, o que faz com que o nacionalismo não passe de um sintoma de um socialismo de nação cuja fé já entrou em metástase -, o nacionismo é a liberdade de se navegar nos mares oceanos da misericórdia. 

3.2.2) Você pode navegar nesses mares, sob a licença de servir a Cristo em terras distantes. E esta licença estende a outros povos através do exemplo distribuído - e assim, por costume, os outros povos adquirem a mesma licença, a ponto de colaborarem com Cristo nessa missão, fortalecendo ainda o Reinado Social de Cristo-Rei. 

3.2.3) Por isso, é crucial que você assimile o legado e a cultura de diferentes famílias, sobretudo das melhores famílias da cristandade, de modo a desenvolver uma verdade potência cristã que seja capaz de lutar contra as três globalizações: a tecnocrática, a islâmica e a comunista. 

4.1) É na unidade da diversidade, fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que se constrói a verdadeira federação. 

4.2) Esta é a gênese do verdadeiro e admirável Novo Mundo que se abre em toda a sua plenitude a partir da América Portuguesa, num cenário de Nova Ordem Mundial.  

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020.

Do papel de uma empresa transnacional numa cultura que toma múltiplos países como um mesmo lar em Cristo

1.1) Estava assistindo a um vídeo do Loryel Rocha onde as empresas transnacionais, quando vêm para o Brasil, elas conseguem privilégio temporário, no sentido de reserva de mercado de por 30 a 70 anos e não fazem transferência de tecnologia. 

1.2) Como a visão de mundo delas é ver a riqueza como sinal de salvação, elas fazem de tudo para explorar os recursos dos condenados de modo a ficarem ainda mais ricas, inviabilizando os outros de crescerem - e durante o processo de exploração acabam desenvolvendo ainda mais seu poderio tecnológico aumentando sua dominação. 

1.3) Eis o segredo dessa aliança dessas grandes corporações transnacionais com os nossos políticos, que são sustentados com o dinheiro de propina que essa gente repassa, uma vez explorado o mercado. Trata-se de um problema ético e moral, que transcende a própria lei. Será preciso cultivar novos homens desde o berço de modo que não imitem o mau exemplo existente. 

2.1) Quando há uma cultura onde são tomados vários países como um mesmo lar em Cristo, quem estabelece uma atividade econômica organizada é convidado a oferecer o seu serviço numa terra onde as pessoas estão necessitadas dele - e essas pessoas amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento ou estão dispostas a viver a vida dessa forma. 

2.2) Se você é o prestador do serviço, você presta o seu serviço, você recruta os trabalhadores locais, trata-os como se fossem filhos de sua própria terra e ensina tudo o que você sabe de modo a progredir com suas próprias pernas e terem sua própria missão de servir a Cristo dentro do contexto da Cristandade. E você será tomado como um dos melhores dessa terra que te acolheu, a ponto de ser tomado como um nacional dessa terra - e assim você tomou dois lugares como um lar em Cristo, a ponto de ser um diplomata perfeito neste aspecto.

3.1) O segredo para uma economia transnacional nacionista é a santificação através do trabalho - a missão de servir a Cristo em terras distantes deve ser compartilhada, a ponto de estimular outros povos a serem livres em Cristo e poderem agir tal como Portugal sempre agiu. 

3.2) Quanto mais a Lusitânia se dispersar, mais os países passam a ter uma nova razão de ser como nação em Cristo, por conta de terem dentro de si um germe da Lusitânia, fundada nessa reta missão. Esta é a verdadeira ordem mundial que precisa ser edificada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de maio de 2020 (data da postagem original).  

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sexta-feira, 22 de maio de 2020

We love the president day em Brasília

1) No Civilization, quando você cuida bem das suas cidades, elas espontaneamente celebram um feriado especial chamado "we love the king" day.

2) Pelo que vejo das reações à gravação da reunião ministerial, vai haver um "we love the president day" pela primeira vez na história da República. 

3) Do jeito como andam as coisas, Bolsonaro se reelege. Game over para os revolucionários! Agora, o próximo passo é chutar a bunda maçonaria.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2020.

Notas sobre a relação entre teologia e filosofia


1) O que é a teologia senão amor à sabedoria a serviço da verdade, coisa que decorre do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem? O teólogo nada mais é do que um filósofo que se esvaziou de si mesmo de modo que Cristo reinasse em todas as suas reflexões e pensamentos, a ponto de apontar novos caminhos fundados na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Novas verdades vão sendo reveladas, permitindo-se que se aprimore a ainda mais o senso de obediência, uma vez que verdade conhecida é verdade obedecida. Eis o princípio pelo qual a autoridade desses pensadores aprimora a liberdade de muitos, posto que a verdade é o fundamento da liberdade.

3.1) Eles são os verdadeiros cavaleiros que manejam um outro tipo de espada, a pena - e nos tempos atuais, o teclado. E a partir da pena, do teclado, produtos como os livros vão sendo desenvolvidos de modo a livrar povos inteiros da ignorância, do senso de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que a pena é tanto arma de luta quanto instrumento de trabalho, de modo a se cultivar a alma de muitos, a ponto de produzir cultura.

3.2.1) Não é à toa que são padres, pais de muitos. Esses fabricantes de livros são o escudo pelo qual se protege uma nação inteira da mentalidade revolucionária. A palavra em polonês para padre (ksiądz) lembra muito a palavra inglesa para escudo (shield), neste aspecto. Eles são os verdadeiros guerreiros de uma guerra cultural enquanto guerra justa, pois lutam na esfera espiritual, contra forças que não são deste mundo, mas que influem neste mundo em que vivemos.

3.2.2) Um bom teólogo é um necessariamente um bom filósofo - por isso, uma reserva moral não só para uma nação inteira, mas também para toda a Cristandade, que é a verdadeira ordem mundial. Afinal, ele serve a Cristo em terras distantes. 

3.2.3) É exatamente este tipo de pessoa que Cristo quis fosse fabricada na Terra de Santa Cruz, mas que maçonaria tratou de perverter, a ponto de converter esta árvore nova e promissora (ibirarama) em uma árvore velha e superada (ibirapuera) em muito pouco tempo.

José Octavo Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2020.

Notas sobre a guerra justa

1) Três eram os requisitos de uma guerra justa:

A) Que a guerra fosse de caráter defensivo.

B) Que fosse conduzida por autoridade legítima, a ponto de vermos Cristo na figura do governante (no caso um príncipe ou um monarca)

C) Que não produzisse mortes além do necessário. Não se podia matar pessoas inocentes (homens desarmados e indefesos) nem mulheres ou crianças, muito menos tomar os bens desses pessoas, na forma de pilhagem. 

2) A doutrina da guerra justa não via a res hostilium, a coisa do inimigo, como res derelictae, coisa abandonada. O inimigo pode ser algum povo cristão que esteja sendo governado por um tirano - por isso, a guerra se faz contra o tirano, não contra o povo, que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. E neste ponto, devemos amar os inimigos, a ponto de libertar o povo que é vítima da de um mau rei.

3) No caso de pessoas de outras religiões, devemos servir ordem no tocante a converter esses povos. E o verdadeiro ecumenismo implica levar todos a discutir os postulados da verdadeira fé de modo que todos amem e rejeitem as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

4) A doutrina da guerra justa foi o que motivou as cruzadas e foi o que motivou a revelação de novas comunidades, como o Reino Latino de Jerusalém ou O Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a partir do milagre de Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2020.

Da guerra permanente dos protestantes à paz perpétua iluminista - notas sobre isso

1) É fato verdadeiro que o liberalismo decorreu de uma ordem protestante, principalmente de uma ordem calvinista, puritana.

2) A maior prova disso é não se pode falar em paz em perpétua sem antes falar da concepção de guerra permanente dos puritanos, visto que eles não acreditavam em fraternidade universal. Para eles, Jesus, por conta de vir ao mundo trazer a espada, era capitão de um exército, de uma milícia de anjos e arcanjos. Isso remonta ao Deus do Antigo Testamento, que era um Deus da guerra. Por conta dessa concepção, Deus amava a figura dos soldados.

3.1) Por conta da natureza corrompida do homem, essa guerra tinha natureza permanente e duraria até o fim dos tempos - e essa guerra não podia ficar nas mãos de um rei, enquanto homem - eis a gênese do republicanismo moderno que deu origem aos EUA. 

3.2.1) Eles ignoravam completamente a concepção aristotélica do homem como um animal que erra. Todo homem tem dentro de si o desejo de conhecer a verdade - e ao conhecer a verdade, o homem tende a se emendar e a se arrepender, a ponto de criar obras que atestem a sua conversão, criando um legado para as gerações futuras que servem como prova de seu testemunho. Por conta disso, por conta de rejeitarem as boas obras, os puritanos se tornaram os inimigos da antiga ordem fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, a ponto de serem os primeiros agentes da Nova Ordem da História, os primeiros revolucionários. 

3.2.2) O professor Olavo de Carvalho já falou que até mesmo uma má filosofia ou uma má teologia serve de pontapé inicial para projetos ainda mais nefastos - a maior prova disso é que os iluministas se valeram da concepção de guerra permanente dos puritanos e criaram a paz perpétua. E para isso precisavam acabar com todas as guerras, nem que seja desarmando toda a população ou entregando a tomada de decisão da vida das pessoas a especialistas, ignorando a natureza do homem como animal que erra e que do erro vem o aperfeiçoamento das coisas. 

3.2.3) Os iluministas até mesmo deturparam a doutrina medieval de guerra justa, alegando que a religião não é motivo suficiente para se proteger o ser humano da tirania, como se todas elas fossem más por si mesmas, a ponto de edificar liberdade com fins vazios. Para essa gente, a vida, a liberdade e a propriedade seriam os únicos elementos suficientes para se justificar uma guerra defensiva contra a ação do Estado. Eles nunca levaram em conta a verdade - e isso só confirma a tese esta ordem liberal só beneficia o homem enquanto animal que mente.

4.1) Eu estava assistindo a um vídeo do Loryel Rocha em que ele estava comentando um artigo escrito na Revista Época em que o referido autor, cujo nome não lembro agora, estava afirmando que o bolsonarismo é uma milícia religiosa nos mesmos moldes dos puritanos. De conservadores, eles não tinham nada - eles eram, nas palavras do autor, revolucionários.

4.2) Parece-me que Loryel e o referido autor lido por ele estão muito fora da realidade. Não vejo nenhum elemento revolucionário nos que seguem o Bolsonaro - eles o fazem de maneira genuína, movidos pelo sincero amor à pátria.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2020.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Das três fases da verdadeira ciência econômica

1) Em Adam Smith, a economia clássica esbarrou no problema do valor, que era medido no valor do trabalho.

2) Na Alemanha, a questão do valor nunca foi separada da utilidade, a ponto de surgir uma escola na Áustria que explica o valor pautado nas necessidades do homem, dando um aspecto psicológico ou subjetivo à economia.

3.1) Mas o mundo centrado no homem, pelo homem e para o homem é o mundo do animal que mente, o que faz com que os preços tendam a ser arbitrários.

3.2) A verdadeira medida de todas as coisas é Cristo, uma vez que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Deus foi-nos igual a tudo, menos no pecado. Por isso Ele é a fonte de toda a justiça, uma vez que é a verdade em pessoa, o fundamento da liberdade.

3.3.1) É conhecendo o Cristo necessitado e suas circunstâncias que compreendemos as razões pelas quais o prestador de serviço aumenta e diminui de preço as coisas de modo a conquistar seus clientes. 

3.3.2) Quando ele aumenta o preço de seus produtos, devemos saber as razões pelas quais ele tomou esta decisão de negócio - se a decisão for justa, paguemos o que ele pede; se as razões forem injustas, isso caracteriza usura, e isso é pecado. O prestador de serviço que fizer isso deve ser repreendido de modo que não faça mais isso, dado que isso se trata de amor ao próximo, uma vez que devemos ver Cristo nessa pessoa.

4.1) O tripé da economia é este: valor, utilidade e justiça - e esses três elementos produzem uma trindade, um plano de salvação fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem como a medida de todas as coisas. E esta trindade visa atender às três necessidades do homem: as necessidades do corpo, da alma e do espírito. 

4.2) Isso faz da economia, enquanto ciência auxiliar da política, uma ciência a serviço da trindade, uma vez que a política, quando organizada, promove a caridade, o que leva à continuação da trindade, a ponto de a cidade dos homens ser um espelho da Jerusalém celeste.

.José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

Separando ciência econômica da ideologia: economia não é crematística

1) Algumas pessoas me apontaram um seguinte dado: deveria haver uma racionalidade maior dos agentes econômicos na hora de estabelecer o preço de seus produtos. Na maioria das vezes, vemos o preço aumentar de maneira irracional, tal como vemos no preço da gasolina.

2.1) Esse comportamento irracional é movido pela concupiscência e pela ganância. Platão criticava muito a sociedade de sua época por conta disso. Essa gente buscava a riqueza com prazer a ponto de gerar um sério problema ético. 

2.2) Eis o problema da crematística. Por isso que falo muito da economia - enquanto ciência auxiliar da política, no tocante à construção do bem comum - e da crematística como coisas diferentes. É preciso separar ciência séria da pseudociência, da ideologia. O que vemos hoje não é economia, mas pseudociência econômica, a crematística. E tudo isso é movido pela ética protestante e pela cultura da riqueza tomada como sinal de salvação, a qual Marx chamou de capitalismo.

3) A concupiscência nada mais é do que paixão desordenada pelos luxos e pela cobiça. E isso leva ao pecado e à prática da usura. Ela fala mais do homem cheio de si até o desprezo de Deus, a ponto de a economia acabar caindo num aspecto subjetivo, arbitrário. Isso diz muito do homem enquanto animal que mente, enquanto pior dos animais, separado do Direito e da Justiça.

4.1) A benevolência apela para duas das nossas maiores faculdades: a inteligência - que é a capacidade de aprender a realidade das coisas, uma vez que elas apontam para a realeza de Cristo - e a vontade, que é a capacidade de dizer sim  à verdade, uma vez que conhecemos as pelas quais as coisas foram criadas, baseadas no amor divino.

4.2) Na economia de benevolência, nós procuramos os motivos pelos quais os que ganham a vida prestando serviços à população aumentam ou diminuem os seus preços, de modo a conquistar os seus consumidores. Precisamos vê-los como uma espécie de Cristo que trabalha para ter o pão de cada dia. Ele é um Cristo necessitado dos favores da clientela, tanto quanto um mendigo. Para ele, o freguês sempre tem razão, pois ele vê nele um Cristo-príncipe. E esse Cristo-príncipe pode estar em qualquer classe social, até mesmo entre os mais pobres. 

5.1) Trata-se de uma questão cultural. E isso certamente afeta a maneira como se faz ciência econômica. 

5.2) Se buscamos a verdade, então busquemos uma economia pautada na ética cristã (leia-se católica); se buscamos conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, façamos da ciência econômica uma ideologia, a ponto de se nadar em dinheiro como se não houvesse amanhã, o que certamente não faz o menor sentido, já que o maior propósito da vida é a vida eterna.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

Da doutrina do preço justo como limite que separa os juros da usura

1) O termômetro do preço quantificado não é o indicativo suficiente para se saber se o preço cobrado é justo ou não. É preciso conhecer os motivos determinantes do vendedor - e só possível tendo uma conversa honesta com essa pessoa.

2) Às vezes um produto é mais caro do que um similar numa outra loja em razão de uma circunstância particular do vendedor - e esta razão pode ser justa, como ter uma melhor condição para ajudar no sustento da família. E isso já é motivo, por caridade, para se preferir um bem deste vendedor, que é um Cristo necessitado, ao de um outro mais barato, movido pelo amor próprio até o desprezo de Deus.

3) A economia não é subjetiva, no sentido de que ela é voltada para o homem cheio de si até o desprezo de Deus, esse animal que mente. A economia é pessoal e circunstancial.

4.1) Uma pessoa é um indivíduo. E o verdadeiro indivíduo está sempre diante de Deus, confessando todos os seus atos e prestando conta a Deus de tudo o que faz, pois tudo pertence a Deus.

4.2) A vida de uma pessoa é medida pelas suas circunstâncias e pela incerteza. Por essa razão a economia tende a se voltar para o bem comum, o que prepara as pessoas para a vida eterna. Tende a ser, portanto, economia de utilidade pública, pois ajuda a edificar ordem pública, a ponto de um país ser tomado como um lar em Cristo.

5)  A doutrina do preço justo, fundada no fato de que não devemos servir a nosso irmão com usura, é o que faz com que saibamos discernir quais preços são justos e quais preços são vis. E isso no pede que a gente conheça as razões pelas quais meu irmão aumentou o preço de um determinado. E você deve tomar conhecimento dessa decisão.

6) O fato de o aumento e a redução de preços se fundar numa decisão é a prova cabal de que a lei da oferta e da demanda não é um mecanismo, pois estas coisas não se dão de modo automático. Há uma tendência de aumento ou redução de preços que pode ser seguida ou não pelos que oferecem os produtos - e para isso precisamos conhecer suas razões, o que os levou a tomar tal decisão e não a outra. Se forem justas, pagaremos o preço justo; se injustas, isso caracteriza usura, o que é odioso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

Comentários sobre justiça e economia no tocante à preferência de bens presentes a bens futuros

1) Numa sociedade materialista, a maioria das pessoas preferirá os bens do presente aos bens do futuro, uma vez que há uma tendência de esses bens do futuro não chegarem, em razão de algum risco.

2) Quem tem bens do presente tenderá a cobrar um preço maior hoje, de modo a estimular a produção de bens futuros do mesmo gênero, quantidade e qualidade que os vendidos do presente, uma vez vendidos os bens do presente, garantindo assim a fungibilidade dos bens.

3.1) A cobrança de um preço adicional com o intuito de estimular a produção de bens futuros tem um fator justo, visto que ela é benéfica para toda a sociedade. Mas esta informação tem que ser passada para o consumidor de modo que ele possa colaborar com a atividade do produtor - e isso se dá através da negociação, onde na conversa essa informação é passada. 

3.2) Se esta informação for incutida no preço sem que haja uma negociação, sem que haja uma conversa prévia de modo a se tomar conhecimento dos motivos determinantes que levaram um determinado produto a ter ser seu preço aumentado, então tal cobrança tende a ser injusta, visto que estou coagindo de maneira moral alguém a pagar por um preço que, a primeira vista, não parece ser justo, o que caracteriza usura.

4.1) No mundo moderno, o fato de muitos compradores comprarem um produto sem negociar revela uma crise nos contratos, uma crise na capacidade de negociar - e isso faz com que a justiça dessa cobrança seja servida com fins vazios, em razão da cultura da impessoalidade que há nas relações comerciais de massa.

4.2) A mera cobrança de preço pode acarretar surpresa e eventual conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida, o que enseja processo. Eis aí a base para judicialização das relações de consumo, em razão dessa cultura de crise do contrato, fundada numa confiança precária.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.  

Dos rascunhos como armazéns de idéias a serem publicadas

1) Na economia, enquanto ciência da informação, há um custo de oportunidade decorrente do tempo que você leva para vender todos os bens de uma loja, de modo a esvaziar o estoque, e o tempo necessário para repô-lo ou preenchê-lo estrategicamente de modo a atender uma demanda futura. Esse descompasso pode levar a um eventual prejuízo.

2) A maior função do armazém é ser o lugar onde se faz a transição de um tempo para outro. Ali ocorre a troca intertemporal. É por conta disso que se resolve o problema do descompasso entre uma demanda forte e a capacidade de atender essa demanda por longos períodos até a sua posterior queda.

3) Quando escrevemos um determinado texto, nós temos um rascunho. Além de ser um lugar onde planejamos o texto que vamos escrever, sempre há um descompasso entre um pico de produção intelectual e a publicação de um texto. E o rascunho, neste aspecto, exerce a função de armazém, estocando uma idéia criada até a sua posterior publicação. Em economia criativa, isso é extremamente vital, uma vez que a ação do escritor e a ação do editor tendem a um descompasso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

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Da ciência e da técnica como ideologias e como causas da má consciência nacional

1) Toda boa consciência, para ser fomentada, precisa estar com a ciência, enquanto conhecimento acumulado das coisas que foram provadas e convenientemente guardadas de maneira sensata, uma vez que elas apontam para Deus. Por conta disso, esses alimentos espirituais provados e experimentados tendem a ser estocados numa despensa especial, capaz de resistir ao teste do tempo, o que faz com que biblioteca não seja muito diferente de uma geladeira, posto que tudo isso se funda na eternidade.

2) Toda má consciência, para ser fomentada, precisa que a ciência e a técnica sejam usadas à serviço da ideologia. Ela se funda na cultura de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. É com esses alimentos espirituais estragados que se envenena a alma de um povo. E esses alimentos espirituais estragados são vendidos como se fossem banana na feira, nas livrarias, à luz do dia - o que é um grave crime contra a economia popular.

3) A raiz da ciência e da técnica como ideologias se dá com o divórcio da fé e da razão. Se a fé não decorre do verdadeiro Deus e verdadeiro homem, então esse saber produzido, estocado e acumulado será usado com fins vazios, a ponto buscar uma pretensa salvação vazia. E isso fomenta políticas revolucionárias, marcadas pelo salvacionismo, tal como já vimos ao longo da história da República.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

Notas sobre uma qualidade e um defeito marcantes do povo brasileiro e como isso influi na questão do coronavirus

1.1) Uma qualidade de meu povo é indiscutivelmente o asseio. Até onde sei não há povo que se preocupe tanto com a higiene quanto o brasileiro. 

1.2) O hábito de comermos com guardanapo essas comidas de lanchonete, enquanto os demais povos comem com as mãos, já demonstra essa preocupação. Às vezes, isso chega a ser uma obsessão, a ponto de ser uma porta para neuroses. E num cenário de pandemia, isso pode ser fatal, pois é a porta de entrada para a tirania, como de fato está ocorrendo.

2) Um defeito marcante de meu povo é o desprezo pelo conhecimento. Se o amor pelo saber fosse combinado pelo amor ao asseio, o Brasil indiscutivelmente seria uma excelente civilização, a ponto de combinar o legado cultural indígena do asseio, que é próprio do corpo, aos cuidados da alma, através do amor pelos livros, uma das marcas da civilização européia. E isso criaria uma civilização sui generis, como a japonesa.

3) O desprezo pelo conhecimento, aliado à obsessão pelo asseio - coisa que foi fomentada pelas políticas higienistas da República Velha - fez com que as pessoas se preocupassem apenas com os aspectos aparentes da alma humana. Um bom escritor, se for capaz de remover esse verniz de conservantismo pretensamente civilizatório, de tradição inventada, verá que nada sobra. 

4) A grande verdade é que o culto ao asseio por si mesmo não é capaz de formar uma grande civilização. Ele precisa de um complemento de modo que isso torne a civilização ainda mais refinada do já que é - e isso se dá através do amor pelo saber, a ponto de casar o europeu com o indígena. E o mestiço, o híbrido disso, não será um horror metafísico, tal como pensam os gregos antigos, mas uma verdadeira porta de entrada para a virtude, fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2020.

Introdução ao estudo da biblioteconomia

1) A biblioteconomia combina o conhecimento de duas disciplinas: a economia e a arte de ser bibliotecário.

2) Sobre a arte de ser bibliotecário, você deve compreender a natureza de uma biblioteca, enquanto celeiro. E o modelo para compreendê-la está em estudarmos a Grande Biblioteca de Alexandria no Egito, assim como o Egito enquanto celeiro do mundo, enquanto dádiva do Nilo.

3.1) A economia lida com informações, no tocante à produção e consumo dos bens da vida. É uma ciência acessória à política e à justiça, que não deve ser confundida nem com a plutologia, nem com a crematística.

3.2) Dos bens da vida, o livro é tão vital para a civilização que ele merece um estudo particularizado, uma vez que conhecimento é poder. Trata-se de um alimento para a vida intelectual, uma das necessidades da alma.

4) De nada adianta uma economia organizada na informação ou uma ciência auxiliar voltada para a difusão dessa informação  sem a bibliofilia, sem o amor pelos livros. E o amor pelos livros deriva do amor pelo conhecimento.

5.1) Antes de digitalizar ebooks e vender livros físicos, eu comecei colecionando livros. Sempre gostei de conhecimento, sobretudo conhecimento histórico - desde os 14 anos eu monto a minha biblioteca. 

5.2.1) Se você quiser melhorar a cultura de um povo, você deve ensinar seus filhos desde o berço a terem amor pelos livros, a ponto de bem cuidarem deles.

5.2.2) Da mesma forma como repreendemos nossos filhos quando eles desperdiçam alimento, devemos repreendê-los quando eles não dão o devido valor a um livro cujo conteúdo é inestimável para uma civilização inteira, a ponto de este perecer por conta da falta de cuidado. Afinal, o livro é o alimento da alma e este alimento igualmente não deve ser desperdiçado, a ponto de ser um pecado contra o Espírito Santo, contra a missão que recebemos do Crucificado de Ourique de modo a servir a Ele em terras distantes, de modo a propagar a fé cristã. E o que mata a alma por inanição não é passível de perdão.

José Octavio Dettmann

terça-feira, 19 de maio de 2020

Considerações sobre a semana de trabalho fundada numa ordem social pautada no crédito social

1) Uma semana tem 7 dias. 

2) Tirando o domingo, que é o dia do descanso, os demais dias são de trabalho. A jornada semanal é de 48 horas semanais - a pessoa trabalha 8 horas por dia e tem uma hora de almoço. 

3) Se a pessoa trabalha 48 horas em 6 dias, então tem direito a folgar por 48 horas. Dessa forma o ritmo de trabalho na sociedade é movido pela trindade.

4) As folgas podem ser acumuladas e convertidas em férias ou mesmo licenças, por conta da relação de crédito e débito. 

5) Duas são as maneiras de se obter um ano sabático: trabalhando 7 anos para um mesmo empregador ou convertendo 12 meses de férias acumuladas através da poupança.

6.1) O uso das folgas acumuladas do banco atenderá a este binômio: a necessidade da empresa do serviço desse empregado específico e o bem-estar desse trabalhador em particular. 

6.2) É mais sensato que o empregador e o empregado entrem num acordo de modo que a relação seja a mais harmônica possível. Esta é a melhor justiça do trabalho que pode ser feita, fundada na concórdia entre as classes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Por que a teoria do crédito social surgiu da disciplina nas penitenciárias?

1) O sistema de fazer o preso trabalhar e estudar por três dias de modo a ter um dia a menos de pena na cadeia estimula a disciplina. E com a disciplina a pessoa aprende a servir os outros e a seguir o caminho das honras, deixando assim o crime.

2) Através da disciplina, a pessoa consegue estabelecer uma poupança. E com essa poupança, ela vai organizando uma economia própria, a ponto de ser empregador e ter colaboradores na sua empresa.

3.1) Esta idéia da disciplina das penitenciárias - instituto este criado pela Santa Madre Igreja de modo a corrigir os pecadores que cometem crimes - pode ser estendida a toda a sociedade, pois muitas pessoas não dão o devido valor ao trabalho, enquanto pena, enquanto sacrifício pessoal visando o melhor de uma nação inteira. 

3.2) Por conta da visão de mundo muito socialista, enraizada na consciência das pessoas há muitas décadas, muitos inventam maneiras de faltar ao trabalho, a sair mais cedo do trabalho, a dar desfalque na empresa, a ponto de até mesmo buscarem um meio de acabar com a empresa na justiça do Trabalho, através da cultura do jeitinho, de se querer ter vantagem em tudo. Como diz o professor Olavo, a consciência média das pessoas está voltada para o crime - e a melhor forma de combatê-la é introduzindo um mecanismo de disciplina social, através de um sistema de crédito e débito, a ponto de a honra e a lealdade serem estimuladas e premiadas.

4) O valor objetivo dessa honra é o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele deve ser imitado e visto em toda e qualquer pessoa. Quanto mais cristã for a sociedade, maior o senso de lealdade e de integração entre as pessoas, maior a disciplina social, a ponto de a mente não se voltar para o pecado, para o crime. 

5) Cristo não pode ser retirado da sociedade sob pena de isso ser servido com fins vazios, a ponto de um grupo de animais que mentem ter controle sobre tudo e sobre todos. Por isso, o combate ao comunismo é fundamental, pois a eterna vigilância garante a liberdade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Dos direitos previdenciários que podem ser adquiridos em razão da relação de crédito e débito havida nas relações de trabalho

1) Se as folgas podem ser convertidas em férias, e estas num período sabático, então elas também podem ser perfeitamente usadas para se adquirir um auxílio-doença e outros direitos previdenciários.

2.1) Se houver necessidade, o empregado deve usar os créditos que tem com o empregador de modo a se recuperar da doença. Esses créditos podem ser usados emergencialmente ou preventivamente, pois nunca se sabe quando uma pessoa saudável vai perder sua capacidade laborativa em razão de uma doença ou mesmo de um acidente.

2.2) Licenças como gala ou nojo podem ser adquiridas a partir dessas folgas acumuladas. Um empregado disciplinado e produtivo deve fazer uma poupança desses dias dias de modo a usá-los, quando mais precisar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Como nasceu meu pensamento jurídico a partir das minhas circunstâncias pessoais?

1) Quando cursei Direito, eu tive que entender a diferença entre law e right.

2) Law é a lei natural; se a justiça implica ver a verdade contida na ação dos outros, então a lei precisa ser usada como mecanismo de legítima defesa de tal maneira que o mal não prevaleça sobre o bem, uma vez que o fundamento da vida em sociedade é o bem comum - e o bem comum se funda no fato de amarmos e rejeitarmos as mesmas coisas tendo o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem por fundamento, pois Ele a razão de ser de todas as coisas.

3) Right tem haver tanto com concessão quanto com aplicação de direitos. Tudo isto está fundado na reta razão. Para eu conceder um direito, é preciso que esse direito seja justo e eu preciso ver um Cristo necessitado na figura de meu povo. Se esse direito for concedido, esse povo será cada vez mais livre em Cristo a ponto de ser cada vez mais leal na missão de servir a Ele em terras distantes, tal como foi estabelecido em Ourique. Por essa razão, o governante, que é um Cristo-príncipe (bogaty), deve conceder esse direito a esse Cristo necessitado (ubogi), aprimorando a assim liberdade de muitos. 

3) Do natural law vem o natural right, a aplicação da justiça fundada na boa razão. Medidas de convencimento racional serão usadas de modo que as pessoas cheguem a um acordo e resolvam seus conflitos sem a necessidade de uma intervenção judicial de tal maneira a substituir a vontade das partes. Eis ai o princípio da concórdia entre as classes.

4.1) Quando estudei polonês, eu aprendi a diferença entre ubogi e biedny

4.2) Ubogi é aquele é ser que portador da pobreza evangélica. Por ser humilde e depender da boa vontade de Deus (Bóg), então são suscitado um Cristo-príncipe (bogaty) de modo a cuidar dos mais pobres, posto que política, quando bem organizada, é a promoção da caridade. E a economia é uma das partes da política, neste aspecto. 

4.3.1) O biedny é aquele ser que vive segundo os preceitos da carne, em conformidade com o espírito da matéria, com o mundo atual. Mesmo que tenha dinheiro, ele gastará seu dinheiro nas suas necessidades mais imediatas, preferindo sempre bens do presente a bens futuros. 

4.3.2) Ele é um pobre decorrente de uma cosmovisão herética, que dividiu o mundo entre eleitos e condenados. A mera não posse de dinheiro o coloca na condição de exército de reserva de modo a ser usado para se fazer revolução. E uma vez feita revolução, a legislação será pautada na lei do mais forte, a ponto de conceder aos biednys todo e qualquer direito, visto que não passam de meros pobres coitados. 

5.1) Eu tive a oportunidade de estudar Direito na faculdade e polonês, em preparação para a JMJ em Cracóvia. Por conta de ter reunido estas diferentes informações em torno da minha pessoa e incorporado isso ao meu sistema de reflexões, eu pude ser capaz de produzir esta reflexão. 

5.2) Quanto mais línguas diferentes você aprender, mais dicotomias você poderá conhecer, a ponto de estabelecer uma relação entre elas. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Notas sobre direitos trabalhistas fundados numa relação de crédito e débito havida entre patrão e empregado

1.1) Na Lei de Execuções Penais, quando o preso faz o trabalho efetivo de estudar ou de trabalhar por 3 dias úteis, um dia da pena é reduzido. 

1.2) No Direito do Trabalho, esta relação análoga pode ser estabelecida: para cada dia trabalhado, o trabalhador tem direito a um crédito de 8 horas de folga - e se ele trabalhar por três dias, ele tem direito a um período de 24 horas de folga)

2) Essa folgas podem ser acumuladas. Quando ele tiver 30 dias de folga acumuladas, ele pode converter isto em férias. E elas podem ser concedidas observando a necessidade da empresa e o bem-estar do trabalhador. Essas férias podem ser acordadas.

3) Quando há múltiplas férias acumuladas e não gozadas, ao total de 12, ele tem direito a tirar um ano sabático, que deve ser destinado a descanso, a estudo, a aprimoramento profissional, ou a cuidar dos parentes mais próximos. Tudo isso fundado nos créditos trabalhistas que este trabalhador tem com as pessoas a quem serviu, um vez que esses créditos trabalhistas são créditos sociais de natureza personalíssima (são desse empregado e não de mais ninguém).

4.1) Se as pessoas que estabelecem uma atividade econômica organizada amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento a ponto de verem seus empregados como seus protegidos, como Cristos necessitados. então é melhor que se conceda estes direitos fundados na reta razão por sensatez, na medida de suas possibilidades, uma vez que isso se trata de uma questão de justiça. Precisamos ver a verdade contida nas ações dos outros - e a verdade é que o trabalho é uma honra e um grande sacrifício a ser prestado de modo que o país seja mais bem tomado como um lar em Cristo, posto que se trata de verdadeiro ato de mortificação, de santificação. 

4.2) Não esperemos o Estado tomado como se fosse religião conceder estes direitos, pois isto acabará expurgando a idéia de Deus na sociedade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020 (data da postagem original).

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Do Brasil como comunidade revelada - como compreender sua organização política

1) A gênese do Brasil surgiu do casamento de D. Pedro com D. Leopoldina, do casamento diplomático entre a Casa de Bragança com a Casa de Habsburgo.

2) A Casa de Bragança é a casa regente que restaurou a missão de servir a Cristo em terras distantes, depois da União das Coroas Ibéricas. Por isso, tivemos continuidade daquilo que foi estabelecido em Ourique. a partir de 1640.

3) A Casa de Habsburgo foi casa reinante do Sacro Império Romano Germano

4) Por essa razão, a organização política brasileira deve ser pensada tendo por base esses dois modelos políticos, uma vez que esses conhecimentos estão reunidos numa relação de família. 

5.1) Não se trata de comunidade imaginada, mas de comunidade revelada a partir da sabedoria política de D. João VI. Mas isto foi seqüestrado pela maçonaria de modo a se fomentar nova ordem mundial. 

5.2) Tudo isso durou até os dias de hoje, quando o povo decidiu dar um basta e resolveu ser titular de seu próprio destino, em Cristo fundado. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de maio de 2020. (data da postagem original)

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