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domingo, 12 de novembro de 2023

Notas sobre o malefício que os canais de rádio e TV podem causar a uma nação quando se prestam ao trabalho de mentir e desinformar - o caso da Rede Globo

 1) A televisão é um instrumento de informação e este atua sobre o espectador de forma a lhe induzir um comportamento passivo, ante as informações que lhe são transmitidias: basta ao telespectador apertar um botão e as notícias (e tudo o mais que vem desse canal) chegam de forma direta – e em certa medida, de maneira invasiva – , a ponto de violar o direito natural que o telespectador tem de não ser informado sobre uma determinada matéria que não lhe interessa, por conta de prejudicar tudo o que lhe é mais caro em termos de valores morais.

2)  A informação penetra através dos olhos e dos ouvidos e chega até a mente do espectador de tal forma sem que este se dê conta do real alcance e significado dessa “invasão”.  O espectador é um alvo extremamente vulnerável, sobretudo no âmbito psicológico, do que recebe da tv, a tal ponto que ele não tem defesa alguma contra os maleficios que esta causa.

3.1) O espectador não tem como identificar se determinada noticia é verdadeira ou falsa, ou se existe alguma ideologia  embutida  no que é relatado, a ponto de pretender induzi-lo a uma opinião errônea e pré-concebida sobre o que é informado. Esse processo de desinformação induzida é de interesse particular, sobretudo de quem redige ou orienta as redações, ou mesmo de quem impõe a maneira como a noticia nos é apresentada (e a maneira como uma informação nos é apresentada faz toda a diferença, sobretudo da forma como ela é percebida – e  a maneira pela qual a informação é percebida determina a opinião sobre o fato noticiado).  E da maneira que o homo videns fica a navegar pelos canais através dos botões – em busca de um alento, de uma distração para os seus problemas cotidianos –, essas coisas jamais lhe passam pela cabeça e ele nem percebe que está sendo programado.

3.2) Por conta dessa sistemática capacidade que a TV tem de formar a opinião de quem assiste a ela, a emissora de televisão é uma prestadora serviço que depende da concessão das autoridades do Estado e este serviço é concedido para ser prestado à população, em nome do Estado, através de regulações contratuais, impostas pelo direito administrativo. O objetivo dessas regras é evitar que o uso indevido dessa elevada capacidade de formação seja manipulado, de tal modo a gerar uma deformação ou mesmo uma desinformação. Como o indivíduo é vulnerável e hipossuficiente em relação a esta ação traiçoeira, à própria nação, por extensão, é vulnerável e hipossuficiente a esta mesma medida – neste sentido, o Estado atua aqui em duplo sentido, tanto em questão da segurança nacional como também na defesa do consumidor dessas informações.

3.3.1) Um exemplo de norma que visa coibir o referido abuso é a que impõe limitação de certa quantidade de canais concedidos a uma mesma empresa, de modo a impedir a concetração dos poderes de usar, gozar e dispor do meios de comunicação em poucas mãos. 

3.3.2) Esta é uma das normas mais desrespeitadas no Brasil, pois, infelizmente  a referida lei não se estende às retransmissoras da programação central. E assim chegamos à realidade do que ocorre no país, onde uma empresa detém a propriedade de cinco transmissoras da programação, mas essa mesma programação é veiculada por centenas de “repetidoras”, que alcançam todo o território nacional. Isto faz com que a norma seja sistemanticamente violada e faz com que os efeitos perniciosos dessa violação se tornem extremamente perigosos à democracia, uma vez que os controladores da programação central utilizam de meios até mesmo financeiros para expandir o seu poder de influência junto à audiência que assiste à sua progrmamação. Isto é explicado pela alta capacidade financeira da Rede Globo, por ser uma das maiores beneficiárias dos recursos do BNDES desde os tempos de FHC, fato este que pode ser  facilmente ser apurado, desde queo  BNDES revele esta intormação - o que ainda não foi feito, infelizmemnte.

4.1)  Nas regras que regulam a concessão de canais de rádio e TV, vigora-se o princípio de que as informações devem ser prestadas a serviço do bem comum, de toda a sociedade.  Não é o que faz a Rede Globo, uma vez que esta usa e abusa do poder inerente à natureza da TV como instrumento de informação e com esse poder, impulsionado pelos recursos de capital de que dispõe, vai impondo à população vulnerável sua agenda, a ponto de gerar uma desinformação sistemática - o que coloca a democracia no Brasil em risco, como comprovam os fatos que estão a acontecer neste moomento e que choocam a nação – ou, ao menos  aquela parcela crescente da população que se conscientiza dos riscos à democracia da qual a Rede Globo é responsável, por conta do seu comportamento, por conta do flagrante abuso do poder que lhe foi concedido. (Texto escrito originalmente em 2017).

John Earl Keats (autor do texto)

José Octavio Dettmann (revisão e publicação desse texto no blog)

Fonte: https://www.facebook.com/socorro.padilhabrandaovilela/posts/pfbid023di84m861TGsSjkiuWeMwKVkbfT47kbpyMvYm1vMeFB1hbPmjmPs16ZKhPgHYL5Gl

domingo, 16 de abril de 2023

Notas sobre cultura de rede social e sobre a importância de ter um segundo ou mesmo terceiro perfil em relação ao principal - notas decorrentes da minha experiência fundada nisso

1) Não vou me basear em notícias de jornal de quem não conheço. De hoje em diante, se eu quiser compartilhar alguma notícia, preciso me relacionar com o produtor de conteúdo de modo a me convencer de que ele está falando a verdade.

2) Pela minha experiência, compartilhamento sem relacionamento é estar vulnerável à desinformação, ao esquema de poder fundado no conservantismo que tende a perverter todos os nosso valores morais por meio da imprensa.

3) Se eu pudesse criar uma segunda conta no Facebook, a ponto de começar tudo de novo, eu inicialmente começaria me relacionando com as pessoas - quando sentir que a pessoa é digna de crédito, então compartilho a postagem. Não posso agir como gado - é preciso agir como gente, como pessoa culta, ainda que estejamos numa sociedade em pé de guerra, à beira do comunismo.

4.1) Se fosse criar uma segunda conta no Facebook, é como se fosse ter uma segunda vida, uma segunda oportunidade - e por meio dela ajustaria minha conduta de modo a bem agir na rede social. 

4.2) Não atuaria na política como na primeira conta, já que focaria na relação interpessoal, pois estaria trabalhando a arte de conhecer pessoas que me bateram à porta do meu perfil, mas cujo pedido de amizade eu fui forçado a negar em razão do contexto de guerra cultural em que estávamos metidos, uma vez que elas não atendiam ao critério mais mandamental do primeiro perfil: ser católico, ter um perfil cheio de informações relevantes e ser monarquista - e por não atenderem a esse critério, eu não aceitei adicioná-las à minha rede, visto que não teriam nada a acrescentar, a ponto de ocuparem o espaço que poderia ser ocupado por um relacionamento mais produtivo, dentro deste contexto de guerra.

5.1) Desde que entrei para esta rede social, em 2007, eu conheci pessoas de todo tipo. Algumas foram até maravilhosas comigo, mas tive que bloqueá-las, em razão de não me serem úteis no esforço de guerra contra o comunismo. 

5.2) Se minha atividade não fosse ambientada nesse clima de guerra, tal como havia antes de 2013, certamente eu cultivaria essas amizades, sem a necessidade de criar um perfil só para elas. Estas foram as circunstâncias que motivaram o meu agir durante todos esses anos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de abril de 2023 (data da postagem original). 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Por que um bom livreiro precisa ser um intelectual? Das vantagens desse traço de caráter em relação aos livreiros puramente mercantilistas, que tendem a tratar os livros como banana na feira

1.1) Durante meu tempo de Orkut, eu recebi um depoimento favorável de um dos meus contatos me dizendo que uma das minhas características mais marcantes é a de que eu era um intelectual. 

1.2) A grande vantagem de ser intelectual está no fato de que você consegue estabelecer uma rede de contatos onde pessoas que prezam o conhecimento se encontram e ficam a trocar informações e subsídios para a produção de novos artigos, como livros e revistas, por exemplo, a ponto de obter ganhos sobre a incerteza por conta disso. E essa rede é essencial para se exercer bem a profissão de livreiro.

2.1) Por conta da minha associação com alunos do Olavo, fui metido numa rede de trocas de livros muito boa da qual eu não quero sair. 

2.2) Embora eu não compre livros dessa rede, eu anoto todos os livros que vejo nela de modo a montar meu próprio catálogo. Na Estante Virtual, eu vou atrás dos livros de modo a obter um preço menor por eles. Quase sempre consigo um preço convidativo, por conta disso.

3) Em virtude de eu estar sempre pesquisando por livros, o algoritmo desta rede social descobriu essa minha tendência e me manda recomendação de livros, quase todos esquerdistas. Naturalmente, eu aceito essas sugestões de bom grado, pois elas me servirão de base para eu combater melhor meu inimigo: a esquerda latino-americana.

4.1) Também fiz parte de uma comunidade que defendia a reincorporação dos territórios da América Espanhola de volta à Espanha: o nome do grupo era "contra la leyenda negra" ou algo assim. Nesse grupo, eles sempre mandavam uma bibliografia muito preciosa para se combater o entendimento esquerdista dominante que justifica a descolonização e a balcanização da América espanhola, esse tipo de ordem de coisas que está sendo conservado de maneira conveniente e dissociado da verdade. 

4.2.1) Infelizmente, acabei saindo do grupo porque teve um imbecil que acusou os brasileiros de roubar territórios do Peru. Não só bloqueei o cara como saí do grupo - e minha ausência durou até o fim do mandato do presidente Bolsonaro, quando o tempo se completou, o que me deu liberdade para me concentrar em outras coisas.

4.2.2) Agora que estou refeito, penso em voltar ao grupo para continuar coletando os preciosos dados que esse grupo produzia - a razão pela qual saí do grupo é aquilo já me era a gota d'água: além dos inimigos internos estarem destruindo o país desde dentro ainda tem nego de fora falando merda sobre o Brasil. Aí não há Cristão digno desse nome que agüente!

5) Por conta do nacionismo e por conta das boas relações que eu tive com o meu pároco, fiz muitas amizades com os poloneses. Sempre que posso, recebo indicações de livros de história da Polônia, marco-as como relevantes e vou atrás desses livros de modo a digitalizá-los e lê-los. Esses livros, uma vez lidos, eu vou vendê-los, como caixeiro-viajante, nas minhas idas às colônias dos poloneses, lá no Paraná.

6) Se eu juntar todos esses dados nesse meu sistema de atividade econômica organizada, eu terei um catálogo vasto e poderei usufruir dessa riqueza por bastante tempo, já que ela será servida ao bem comum, em razão de estar em domínio público, mais cedo ou mais tarde. E isso faz de mim um colaborador da iniciativa pública, uma vez que estarei servindo a Cristo em terras distantes, tanto dentro do meu país quanto fora dele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 2022 (data da postagem original).