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segunda-feira, 19 de maio de 2025

A República do “Cristo de Araque” e a urgência do retorno ao Império do Cristo de Ourique

A história política e simbólica do Brasil carrega em si uma tensão profunda entre mito e verdade, entre invenção e autenticidade. A República brasileira, como qualquer nação moderna, é uma comunidade imaginada, uma construção histórica baseada em tradições inventadas e “batizadas” — para usar uma metáfora que se aplica tanto à religião quanto à política. Este caráter inventado, contudo, revela a fragilidade estrutural da República e seu caráter essencialmente fraudulento, pois seu fundamento foi forjado longe da Verdade, distanciando-se de Cristo, fonte verdadeira de ordem e justiça.

A República como invenção histórica e política

Inspirando-se em pensadores como Eric Hobsbawm, sabemos que as nações modernas são moldadas por mitos fundadores e tradições construídas para legitimar regimes e dar coesão social. No Brasil, a Conjuração Mineira e a figura de Tiradentes encarnam esse mito fundador republicano, celebrados no feriado de 21 de abril. No entanto, essa celebração não é um tributo histórico, mas uma encenação que lembra o que Santo Agostinho disse do diabo: que ele é o “grande macaco de Deus”, pois ele macaqueou e zombou das fundações crisocêntricas da Terra de Santa Cruz.

Essa zombaria se manifesta na perversão do que seria um símbolo sagrado — o batismo feita na Santa Missa — transformado numa inversão semântica aqui na terra brasileira, onde o “batizado” passa a ser sinônimo de algo corrompido, tal como gasolina adulterada ou água envenenada. Esse “batismo invertido” é a marca da fraude histórica que acompanha a fundação da República, cuja origem está “batizada” pela conveniência política dos revolucionários e pela ausência da Verdade de Cristo.

Tiradentes, o "mártir" da independência, transforma-se, assim, num “Cristo de araque”: um messias construído para substituir a verdadeira referência de autoridade moral e espiritual, que é Cristo, o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ele é exaltado como símbolo revolucionário, mas, em sua representação histórica e social, muitas vezes é malhado, desacreditado e instrumentalizado, tal qual Judas no Sábado de Aleluia. Ou seja, o “Cristo de araque” serve de figura pretensamente sacralizada para uma causa que não passa de uma versão incompleta e deturpada da Verdade. É tanto a instrumentalização quanto a profanação do sagrado.

A República e sua fraqueza fundamental

A República brasileira, por se apoiar em uma tradição inventada e num mito “batizado” pela conveniência política dos revolucionários, carrega em seu DNA uma fraqueza essencial: não pode se sustentar porque seu fundamento é baseado no que foi conservado na mentira e no afastamento da Verdade divina representada por Cristo. É uma construção secular, laica e muitas vezes relativista, que não se ancora na moral e na ordem transcendental que só o Império de Cristo pode oferecer.

Assim, a República torna-se uma “comunidade imaginada” vulnerável às crises e às contradições internas, pois sua coesão depende da perpetuação de uma mentira institucionalizada, do engano simbólico que oculta as verdades históricas e espirituais do Brasil.

O Império do Cristo de Ourique: o fundamento verdadeiro

Se a República não pode se sustentar, pois é uma invenção falha e “batizada” de falsidade, qual seria o caminho para a verdadeira unidade e justiça no Brasil?

A resposta está no Império do Cristo de Ourique — uma referência histórica e espiritual ao reino que Cristo quis estabelecer, não apenas como uma monarquia terrena, mas como um império espiritual e cultural que abrange todas as nações sob o santo nome do Salvador. Este Império, fundado na Verdade, na justiça e na santidade, representa o modelo legítimo para o Brasil e para o mundo.

O Império do Cristo de Ourique não é simplesmente uma volta à monarquia antiga ou uma nostalgia histórica, mas a afirmação de uma ordem que transcende os limites da política secular e da “comunidade imaginada” da República. É o chamado para que o Brasil e as nações reconheçam sua verdadeira vocação sob o governo de Cristo, para que seu santo nome seja glorificado em toda a terra.

Conclusão: da República inventada ao Império da Verdade

A República brasileira, nascida do mito e da conveniência, da “tradição inventada e batizada”, tem um destino limitado, pois não se funda na Verdade, que é Cristo. O “Cristo de araque” Tiradentes, embora figura importante da história, não pode substituir o verdadeiro Cristo, aquele que fundou a ordem divina e oferece ao homem a justiça e a paz que o mundo secular não pode garantir.

É urgente, portanto, que a República dê lugar ao Império do Cristo de Ourique — o Império legítimo e eterno que visa a santificação das nações pelo nome santo de Jesus Cristo. Somente assim será possível construir uma nação autêntica, fundada na Verdade e na justiça, capaz de cumprir sua missão histórica e espiritual.

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