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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quer ter poder? Tome o condomínio onde você mora

1) Eu vejo muitas postagens a respeito de tomar um partido político. Eu vejo muitos debates que se limitam à abstração - e olhe lá.

2.1.1) Desde que aprendi com o Olavo que o fundamento da ciência é estudar a realidade, então temos um desafio prático: será que algum conservadorzinho mequetrefe de facebook já organizou um plano para se tomar um condomínio inteiro, ao longo das gerações?

2.1.2) Quando digo tomar, isso significa dizer ter controle sobre as coisas, de modo que só entrem aqueles que são dignos de serem bons vizinhos, que comungam dos mesmos valores, amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

2.1.3) Isso é uma forma de usar o poder de dispor das coisas de modo a atrair só quem ama e rejeita as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento, o que faria com que uma relação condominial fosse mais orgânica e não essa bagunça como vemos hoje, em que o dinheiro prevalece sobre os valores essenciais para se viver em comunidade, o que faz com que a má consciência dos maus vizinhos acabe transformando o condomínio numa ditadura, com a anuência de uma maioria pusilânime, covarde, gente essa que age como se fosse um verdadeiro proletário no sentido romano do termo, consentindo para que o mal e a desarmonia prosperem. Usar o poder de dispor de modo a criar uma comunidade de pessoas honestas que tomem o mesmo lugar como um lar tendo por Cristo fundamento é uso justo do Direito de Propriedade, pois você contribui para a formação da comunidade que vai usufruir da coisa comum, o que constitui uma espécie de colonato.

2.2) Se o condomínio fosse habitado por gente da mesma família ou por pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então você teria uma força local que nenhum vereador local teria - e isso se chama poder real. E se isso se espalhar para a vizinhança inteira, naturalmente os que possuem má consciência e os pusilânimes seriam expulsos de modo a dar lugar para os que são íntegros e que vivem a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.3.1) Antes de se tornar um poder real na cidade, muita coisa deve ser feita a longo prazo. Eu estou começando esta experiência mesmo no condomínio onde eu moro.

2.3.2) Quando começar a morar sozinho, pretendo começar alugando um apartamento do meu condomínio mesmo e fazer amizade com os senhorios que são boa gente, de modo a adquirir o imóvel, após boas relações com eles. Assim, a família terá dois imóveis próprios - e o voto da família terá mais peso nas decisões de condomínio, criando uma espécie de poder moderador, de modo a barrar as pretensões do empoderados, dos ricos em má consciência.

2.3.3) Ao longo das gerações, esta política será reproduzida até que todos os imóveis fiquem nas mãos da mesma família.

2.3.4) Se por alguma razão algum membro da família tiver de servir a Cristo em terras distantes, ele poderá alugar o apartamento, mas não pode ser para qualquer orangotango facilmente encontrável por aí, de modo a criar relações desarmônicas no condomínio - afinal, onde o dinheiro fala mais alto que os valores morais, a desgraça reina.

2.3.5) O condomínio onde moro será tomado para ser uma escola de nacionidade em seu aspecto mais microscópico, pois é na casa da gente que aprendemos a tomar a cidade onde moramos como se fosse um lar em Cristo - sobretudo uma cidade como o Rio de Janeiro, que é o coração do meu Brasil. Como é também casa comum, o condomínio onde moro será uma escola de comunitarismo.

3.1) Como uma boa teoria nasce de boas experiências práticas, então eu manterei um diário contando meticulosamente a tomada do lugar onde moro ao longo das gerações. Não usarei armas nem violência - usarei diplomacia e boa-fé. E claro, os frutos do meu trabalho, de modo a conseguir aquilo que tanto desejo.

3.2) Muitos podem chamar isso de antieconômico, mas eu chamo isso de reconquista da cidade para aquilo que se fundou em Ourique - e isso que faço é um experimento. Enquanto a monarquia não é restaurada, eu uso aquilo que me é possível, já que sou um pequeno rei e quero construir meu pequeno reino.

3.3) Se os condomínios de hoje são microcosmos da república - esse regime nefasto onde o amor ao dinheiro é o princípio que constitui todas as coisas, a ponto de edificar liberdade para o nada -, então a melhor maneira de humanizar os condomínios é criando monarquias condominiais. E isso implica conquistar as unidades autônomas uma a uma até ter poder real sobre as coisas, quer por meio da propriedade, quer por meio do prestígio daqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

Notas sobre as maiores dificuldades que tenho, quando se trata de relacionamento virtual

1) Uma coisa é certa: ter um relacionamento virtual, quando se mora no mesmo teto com seus pais, é motivo de confusão - mesmo que a namorada seja uma verdadeira santa, a primeira impressão é a que fica e provar o contrário dá uma mão-de-obra danada. Defender esta causa no tribunal familiar é mais desafiador do que aquilo que se costuma fazer na Suprema Corte, embora seja causa constitucional, por conta do Direito Natural: o direito à constituição de sua própria família, de uma maneira legítima, de formar um ramo a partir do seu tronco originário. Digo isso não só como advogado mas também como constitucionalista.

2) O simples fato de sair de casa para se encontrar com uma desconhecida, que não tem um histórico de ter estudado ou trabalhado com você, já queima o filme da amada perante seus pais. A solução para este problema implica que você tenha uma fonte de renda de modo a bancar uma vida solitária por um tempo - assim, o relacionamento poderá se desenvolver sem que os seus pais sabotem seu namoro virtual, pois o teto paralelo protege a intimidade do casal em vias de contrair núpcias. A vida íntima é matéria privada estrita - e matéria familiar é uma matéria privada com certos elementos de vida pública. E isso pode ser motivo de escândalo - por isso, é preciso que você tenha seu próprio teto - assim, ninguém apita na sua vida.

3.1) A maioria dos relacionamentos nascem nas escolas ou na Igreja, ambientes historicamente respeitáveis. No meu caso, eu cresci no subúrbio - a moças da escola eram umas pequenas vadias e eu não tinha com quem conversar sobre assuntos importantes, fora que vivia sofrendo de bullying, justamente por ser inteligente e gostar de estudar.

3.2.1) No caso de vivência na Igreja, eu tenho muito pouco tempo de católico, pois meus pais não são católicos - se tivesse crescido na Igreja desde cedo, talvez encontrasse uma pessoa que me amasse desde jovem, por ter crescido junto comigo.

3.2.2) Fazer amigos na Igreja é algo que é me muito mais lento do que o normal, se levarmos em conta a maioria das pessoas, pois meu caráter reservado, quando lido com as coisas do mundo real, não me permite que eu me entrose tão rápido quanto gostaria; se a pessoa não tiver habilidades intelectuais e prezar o conhecimento, ela não consegue coisa alguma de mim, visto que não tenho tempo para coisas fúteis, vazias - e a vida em paróquia é rica em fofocas, tal qual o padre Jan tão bem disse. Afinal, eu tendo a tomar a vida intelectual como parte da vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus - e isso me é tão importante quanto a vida de oração ou o ar que eu respiro. Se a pessoa não preza isso, então nada consegue de mim - não porque a trate mal, mas porque não há o que conversar.

4.1) É por conta de um cenário como esse que a internet é a salvação da lavoura para mim.

4.2) E para aproveitar o máximo de experiências positivas, certamente vou precisar ter meu próprio canto, onde possa ter relações íntimas, sem que isso vire uma dor de cabeça, quando lido com os meus pais, que têm uma visão de mundo diferente da minha. Além disso, eu não sou como a média das pessoas - se não tiver pessoas com o mesmo jeito de ser, que amem o saber e amem e rejeitem as mesmas coisas tendo com Cristo fundamento, eu não me dou com ninguém. Por isso que passei muitos anos da minha vida falando com amigos imaginários, antes do advento da rede social - afinal, eu não admito lidar com gente vazia, pois nada tenho a ganhar com eles.

4.3) Acho que deve ser por isso que sobrevivi à má consciência, pois eu não aceito as coisas do mundo, já que o mundo que conheço não é conforme o Todo que vem de Deus. Acho que deveria ter nascido na Idade Média - nasci no país errado e no século errado (risos).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

Sobre a importância de tomar o lugar de quem amamos como se fosse seu lar também

1) Uma das coisas que sempre acho interessante num namoro à distância é o fato de que é possível tomar o lugar onde sua amada nasceu e mora como parte do seu lar em Cristo - e isso é uma via de mão dupla, se houver consciência reta, vida reta e fé reta. 

2) Se eu tivesse uma namorada de fora do Rio ou mesmo do Brasil eu iria aprender as coisas do lugar dela, pois certamente iria tomar esse lugar como parte do meu lar, tal como costumo fazer aqui no Rio de Janeiro. Eu iria aprender a fazer as coisas à maneira local e fundir com a experiência que aprendi na casa dos meus pais.

3.1) Certamente, experiências que encontraria na casa dos pais da minha namorada ser-me-iam úteis. 

3.2) Vamos supor que o pai da minha namorada seja pecuarista e trabalhasse com gado leiteiro- se tivesse oportunidade, eu iria levar uma amostra do produto da fazenda para casa, de modo a minha mãe fazer iogurte com o leite produzido na fazenda do pai da minha namorada. Seria uma experiência e tanto. 

3.3) Quando tivesse dinheiro por força da venda dos meus livros e estivesse na terra de minha amada eu compraria um pouco do leite produzido, de modo a que pudéssemos ter algo de qualidade, já que a comida de hoje em dia, servida no supermercado, anda batizada. Faria dos meus pais clientes habituais dos produtos da fazenda do pai da minha namorada, o que fortaleceria ainda mais os laços de família. Eis algo a se pensar - pois isso casa nacionismo e distributivismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

Sobre a importância assimilar as habilidades de todos aqueles que amamos

1.1) O professor Olavo de Carvalho costuma dizer que toda mulher carrega a marca do homem com quem teve relações sexuais.

1.2) No caso da série A Rainha do Tráfico, a personagem principal não só carregava as marcas desses homens como também suas habilidades. Ela sabia pilotar barcos, sabia ler cartas náuticas, bem como consertar barcos e outros veículos, além de saber contabilidade e tudo o que era necessário para o tráfico de drogas. Dentro de um ambiente de organização criminosa, ela tinha um perfil diferenciado, o que a colocaria num posto de alto comando.

2.1) Eu só tive apenas uma namorada - e ela era muito boa cozinheira e muito boa em cuidar da casa, mas péssima para conversar sobre assuntos importantes, o que acabava sabotando o meu trabalho.

2.2) Se eu morasse sozinho, eu certamente iria aprender as habilidades domésticas dela antes de terminar com ela, posto que ela tinha má consciência, já que votava naquele calhorda do Freixo. Infelizmente, o fato de morar com os meus pais não me permitiu que eu aprendesse o que precisava aprender, antes de a relação azedar de vez. A pressão foi muito grande para que eu rompesse com ela.

2.3) Essas habilidades domésticas que poderia ter aprendido no relacionamento anterior ser-me-iam úteis para cuidar da casa enquanto minha esposa estivesse trabalhando, quando eu estiver na vida de casado. Quando ela voltar pra casa, ela volta a ser dona-de-casa e eu volto para o meu trabalho de escritor.

2.5) Talvez eu aprenda com ela essas coisas, de modo a que possa cuidar das coisas pra ela, enquanto está no trabalho. E faria isso com muito prazer. Quando tivesse tempo livre para escrever, eu voltaria à minha atividade principal.
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

Notas sobre o namoro e o casamento fundados naquilo que herdamos em Ourique

1) Se devemos ir servir a Cristo em terras distantes, então uma das vantagens de se namorar uma pessoa que se encontra em terras distantes é que o amor será verdadeiro, visto que a prática do sexo será muito rara. Se a prática do sexo é remota, por força da distância e do encontro eventual dos amantes, eis aí um verdadeiro incentivo para a prática da castidade.

2) O lado bom de se namorar uma mulher que habita uma terra distante, ou mesmo estrangeira, é que poderei aprender dela a experiência de tomar o lugar de nascimento dela como se fosse meu lar também - e como já falei antes, nacionismo é também ciência, dado que não são apenas dois corpos que se tornam um só mas também dois lugares, a ponto de se tornarem uma nação.

3.1) Quando a prática é feita sistematicamente ao longo das gerações, nós temos um povo brasileiro verdadeiro, em que os membros da sociedade possuem ancestrais de cada um dos 27 cantões que representam a nossa federação. E isso constitui jus sanguinis - algo mais forte do que a letra da lei é capaz de declarar.
3.2) Em termos literários, isso constitui uma experiência muito rica, pois a pessoa aprenderá desde o berço os regionalismos. E é desses regionalismos que virão as experiências necessárias para se fazer uma boa leitura, a ponto de se reinventar a língua portuguesa de tal maneira em que todos os lugares sejam contemplados num texto só.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

Notas sobre as letras enquanto tábua de salvação num ambiente culturalmente vazio

1.1) Se Nietzsche dizia que um grande escritor de cartas nasce a partir da experiência de se lidar com membros de uma sociedade completamente vazia, então da escrita de cartas vem toda a experiência necessária para se escrever textos de ficção ou mesmo textos de não-ficção, como é o meu caso.

1.2) Antes mesmo de trabalhar com não-ficção, eu já trabalhei com crônicas e romances de ficção científica - como meu ponto fraco eram os diálogos, então eu decidi focar a não-ficção, pois na parte descritiva eu costumava fazer um trabalho satisfatório, a tal ponto que minhas redações eram sempre selecionadas para as feiras de ciência da escola, durante os anos em que estive no segundo grau (hoje Ensino Médio).

2) Afinal, para sobreviver a um ambiente cultural vazio, você precisará buscar amigos imaginários. Se esses amigos imaginários forem postos no papel, estes darão ótimos personagens de ficção. Se você atrelar a esses personagens de ficção atributos de pessoas que você conheceu online, estes darão personagens realistas.

3) Numa sociedade vazia, as letras são a última tábua de salvação, pois é preferível estar só, falando sozinho, a estar mal acompanhado. E digo isso por experiência própria.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2017.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Antes do advento da rede social, a única maneira de sobreviver a um ambiente culturalmente vazio era por meio de amigos imaginários

1) Antes do advento da rede social, eu tinha o hábito de conversar com amigos imaginários e debatia com eles sobre as coisas que aprendi nos livros e sobre coisas que havia nos jogos eletrônicos.

2) Na época, todo mundo me chamava de maluco, pois tinha por hábito falar sozinho. Eu não tinha com quem conversar sobre esses assuntos de que gostava muito, por força de gostar de estudar - se não havia um amigo adequado pra mim na minha circunstância, lá estava o tapa-buraco, o amigo imaginário para costurar o rombo.

3) Isso foi assim até o advento da rede social. Hoje eu me relaciono com pessoais reais, as quais só conheço por meio da rede social, já que elas se encontram em outros lugares do país ou mesmo no estrangeiro. Eles supriram aquilo de que precisava - e nunca mais precisei recorrer a esse artifício.

4) É perfeitamente normal falar sozinho com seus amigos imaginários - até porque os seres humanos de sua área geográfica são vazios e não têm nada ate acrescentar. E para sobreviver a esse ambiente cultural nefasto, a receita é agir dessa forma. O mundo vê isso como loucura, mas isso é sobrevivência. Se você estiver pronto para a rede social da forma como estou, vá pra lá. É infinitamente melhor do que lidar com imbecil.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de abril de 2017.