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sexta-feira, 31 de março de 2017

Política como profissão + Mandato como propriedade do partido + suplência + lista fechada = agravamento do desgoverno de facção

1) Se o mandato é do partido e o instituto da suplência é mantido conveniente e dissociado da verdade, então a lista fechada é prova cabal de que os parlamentares estão se especializando em determinadas situações políticas, seja a de conflito ou a de cooperação (conchavo).

2) Quando a situação parlamentar é a de um grande acordo de comadres, entram os grandes caciques da política, os primeiros nomes da lista fechada. Quando a situação é a de confronto, aí entram nomes como Wadih Damous, Maria do Rosário, Moema Gramacho (Maria do Lixão) - e outros. A suplência ficará nas mãos de quem faz o trabalho de tropa de choque, o trabalho sujo.

3) Isso confirma a tendência de que a política é uma profissão, a tal ponto que os políticos, com base nesse sistema, entram em uma determinada situação política ou parlamentar de modo a que consigam a vitória para o seu partido. Isso é uma evolução na guerra de facções - pois há políticos especialistas em situações políticas, já que isso é parte da guerra estratégica de modo a que o poder seja mantido ou conquistado a todo e qualquer custo.

4) Isso agrava ainda mais a mentalidade revolucionária dessa República - o que agrada ainda mais os progressistas, os revolucionários, pois ele conservam o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que justiça, para eles, não passa de puro preconceito.

5.1) A estrutura do partido deixou de ser meritocracia branca, fundada em Deus; agora é hierarquia, tal como numa máfia - e nela há uma meritocracia negra, fundada naquilo que o diabo gosta.

5.2) Você começa como um capo municipal e vai subindo na hierarquia do partido até se tornar cacique nacional. É o inverso do cursus honorum, pois só o mais nefasto é que chega ao topo do partido.

5.3) Dentro dos bastidores do partido há o mais puro canibalismo (os adversários serão eliminados até mesmo pela via do assassinato ou do atentado terrorista). A política ficará ainda mais violenta - e isso é mais um indício de que há ditadura por aqui.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Notas sobre o mandato ser do partido político: o problema da suplência

1) Eis aí um problema de o mandato ser do partido, nas eleições proporcionais: a suplência. 

2) Veja o caso desse marginal chamado Wadih Damous, do PT-RJ: ele é suplente - e como num jogo de futebol, ele entra em ação sempre que ocorre alguma coisa envolvendo a Lava-Jato - ele costuma entrar toda vez que o Sergio Moro está em Brasília para colaborar com alguma comissão que visa alterar alguma lei importante de nosso ordenamento jurídico (no caso, o Código Penal). O titular entra estrategicamente de licença de modo a que ele entre no lugar e faça o que tem de fazer: terrorismo no parlamento.

3) O PT usa a suplência como tática política - e o faz com maestria, tal como um técnico que maneja seu banco de modo a reverter um resultado desfavorável. O PT coloca marginais especialistas em um determinado cenário parlamentar ou político de modo a que possam entrar em ação, sempre que a coisa estiver desfavorável a eles.

4) Agora vocês entendem por que o Lula futeboliza questões políticas? É por conta disso!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Acessão intelectual num tempo de mentalidade revolucionária causa escravidão

1) Os que edificam liberdade para o nada dizem: "meu corpo, minhas regras". Partem da concepção de que o corpo é uma propriedade.

2) Em meu artigo mais recente, eu disse que havia uma doutrina antiga, do tempo em que o Código Civil de 1916 vigorava entre nós, em que uma casa podia ser adquirida se a razão de ser dela fosse para abrigar o quadro de alguém famoso, o que acabaria se tornando um museu. Trata-se da inversão da regra de que o acessório segue a sorte do principal - desta vez, o acessório, o quadro de alguém famoso, era o principal - e a casa que vai abrigá-lo vai ser o invólucro que vai proteger a obra da intempérie - e neste ponto a casa se torna um museu ou um armazém.

3) As feministas dizem "meu corpo, minhas regras". Se um ambientalista colocar uma melancia no pescoço delas, elas se tornam escravas do ambientalismo. É como se houvesse uma espécie de programação mental ou coisa parecida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2017.

Notas sobre nacionidade e acessão intelectual

1) No Código Civil anterior a 2002, havia uma classificação doutrinária chamada acessão intelectual.

2) Havia uma acessão intelectual quando você colocava um quadro de Picasso na parede. E justamente porque esta casa tinha um Picasso na parede que ela se tornava mais valiosa. Isso fazia com que o acessório se tornasse a razão de ser da casa, de modo a ser visitada por todos da comunidade. E de tanto acumular obras de pessoas ilustres, a casa acaba virando museu.

3.1) Outro exemplo: a casa habitada por alguém famoso e que contribuiu para a comunidade de tal maneira que ela fosse tomada como se fosse um lar em Cristo.

3.2) Essa casa acabava se tornando lembrança viva de que alguém importante esteve entre nós - a ponto de que o solo que a abriga acabava se tornando consagrado.

3.3) Seja a casa habitada pela Santa Mãe de Deus, seja a casa de um escritor que viveu a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, a casa acaba se tornando um exemplo de que devemos tomar o país como se fosse um lar em Cristo. O arquiteto que a projetou acaba sendo tomado por um benfeitor, pois serviu a um santo.

4) É por haver essas pessoas ilustres, que tomaram o país como um lar em Cristo, que esse senso acaba sendo distribuído a toda a comunidade. E a casa, por conta do estilo arquitetônico da época, acaba virando escola de santidade para os arquitetos do futuro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de março de 2017 (data da postagem original).

quarta-feira, 29 de março de 2017

Alguém me fez esta pergunta no inbox

_ José, vejo que você é muito bom na escrita. Por que não funda um jornal conservador?

Eu respondo:

1) Embora seja verdade o que o Olavo fala - de que o começo de carreira dos escritores é no jornalismo -, a verdade é que nunca trabalhei em jornal, já que não tenho formação jornalística e não sei como lidar com jornais.

2.1) Isso sem falar que essas coisas também demandam dinheiro, coisa que eu não tenho.

2.2) Ainda tenho poucos doadores - se tivesse doadores suficientes me doando de maneira regular, eu faria um trabalho dessa natureza.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de março de 2017.

terça-feira, 28 de março de 2017

Será que saber economia é suficiente para se bem governar esta terra? Isto só não basta!

1) Dizem que o presidente deve saber de economia.

2.1) Se economia pressupõe organizar a casa de tal maneira que ela produza riquezas, então isso pressupõe que você estude nacionidade antes - o que implica tomar o país como um lar, tendo por Cristo fundamento.

2.2) Afinal, a riqueza é o meio de que dispomos modo que o bem comum seja aprimorado de tal maneira que isso nos prepare para a pátria de definitiva, que se dá no Céu.

2.3) Se ela for tomada como se fosse religião, vira capitalismo (idolatria pelo dinheiro, o que atiça os invejosos, os comunistas, que se alimentam dessa liberdade voltada para o nada edificada por aqueles que amam o dinheiro como se fosse um Deus)

3.1) De nada adianta adianta a riqueza ser vista como salvação, dado que isso edificará salvacionismo e isso acabará edificando liberdade com fins vazios - e tudo o que for pensado dessa maneira terá efeito temporário, nunca permanente - a maior prova disso é o sem-número de constituições que já tivemos (7, desde que houve o fatídico golpe de 15 de novembro de 1889).

3.2.1) Para se bem governar, isso pede ao bom governante o estudo da organização social de modo a que se produza riquezas e que isso beneficie a todos que habitam esta terra, enquanto decisões políticas  - e isso tudo pede necessariamente aliança do Altar com o Trono, tal como foi estabelecida em Ourique.

3.2.2) Sem a monarquia, tomar o país como um lar fica sem sentido, dado que foi através dela que passamos a ter uma razão de ser neste mundo, de modo a bem servir a Deus.

3.2.3) E a restauração da monarquia é parte do resgate do senso de se tomar o país como um lar. Afinal, nacionismo é cultura - e estou convertendo a necessidade de tomar este meu país como um lar como a base da minha liberdade, da minha razão de ser já que isso me leva à conformidade com o Todo que vem de Deus

3.2.4) Por isso mesmo, quem chefia o Estado deve saber de História do Brasil tendo por referência a fundação de Portugal em Ourique, assim como amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Assim, o exercente deste Poder poderá moderar os conflitos de modo a que o Executivo, o Legislativo e Judiciário trabalhem em prol do povo. Afinal, o povo deve ser tomado como parte da família do governante, nunca como animais de baia, tal como a República está fazendo conosco, há 128 anos.

3.2.5) Do mesmo modo, o exercente deste poder deve estudar economia como um meio que prepara o caminho para a salvação de todos, de modo a que o maior número de pessoas possível vá para a pátria definitiva, após servir a Cristo nestas terras e em terras distantes, de modo que ambas sejam tomadas como parte de um mesmo lar em Cristo, que é exatamente isso que herdamos, a partir de 1500.

3.2.6) Esse tipo de coisa leva ao distributivismo - afinal, de nada adianta ser mais rico se isso corrói a alma do indivíduo, levando-o à apatria na pátria celestial, de modo a desligar esta terra àquilo que decorre do Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de março de 2017.

A teoria da nacionidade pré-existe a qualquer discussão processual (os fins devem ser antepostos aos meios)

Andréa Martins:

1) José, Estou precisando de uma orientação sobre direito processual civil e pensei que talvez você pudesse me ajudar.

2) Eu estou acompanhando um debate sobre a Teoria da Relação Jurídica no Direito Processual versus a Teoria do Processo como Instrumento, em que um dos palestrantes sustenta que a Teoria da Relação Jurídica é romana, totalitária, que sustentou o nazismo, o fascismo de Mussolini, e que a Constitucionalização do processo criada na América Latina é a única compatível com o Estado Democrático de Direito.

3) Infelizmente, não tenho a fundamentação filosófica, histórica e jurídica para analisar essa linha teórica, mas isso tá me cheirando muito mal.

4) Por isso estou pedindo sua orientação, sua opinião sobre o tema, se você a tiver, e obras indicadas para que eu possa entender a discussão e não ser envenenada com teorias marxistas. Agradeço desde já.

José Octavio Dettmann:

1) A respeito dessa discussão, eu não tenho muito conhecimento sobre isso, mas pretendo estudar esse assunto assim que puder.

2) Para entender este debate, contudo, você precisa antes saber qual é o fim do Estado que está sendo esposado. Ou o país deve ser tomado como se fosse um lar em Cristo ou deve ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nadapode estar fora dele ou contra ele - e como diria o Olavo, não há terceira via.

3) Por isso mesmo, recomendo meus estudos sobre nacionidade e nacionalidade - como é um debate jurídico e filosófico no âmbito da constituição, então ele está acima do debate processual, em termos de hierarquia (pelo menos, é isso que o pessoal do Direito costuma pensar). Por isso, peço que vá ao meu blog e faça uma pesquisa sobre os posts em que falo sobre nacionidade. Isso em si mesmo já daria um livro.

Atenciosamente,

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de março de 2017.