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sábado, 4 de março de 2017

Como combater a ditadura do Poder Judiciário

1) Ruy Barbosa dizia que a pior das ditaduras é a do Poder Judiciário, chefiada pelo presidente do STF. Em tempos de ativismo judicial, em que a verdade está dissociada da definitividade e da justiça, as decisões tomadas serão absurdas - e contra elas não há a quem recorrer.

2) Como os membros do STF são escolhidos pelo Presidente da República e têm a garantia da vitaliciedade, então eles simplesmente não estão sujeitos a nenhuma autoridade acima da deles, pois não há poder moderador. Como os presidentes passam e eles ficam, no final o Poder Judiciário terminará legislando.

3.1) Na monarquia, o Rei (ou o Imperador, no nosso caso) é juiz, pois modera o conflito de interesses que há no âmbito do parlamento, deixando ao Judiciário a tarefa de aplicar a lei nos casos de conflitos de interesse em que não há motivação política e ideológica - o que livraria o Direito do ativismo judicial, coisa que faz com que a justiça se reduza a ser o lugar onde se pratica o exercício arbitrário das próprias razões, o que caracteriza litigância de má-fé. O próprio fato de haver Poder Moderador é a prova cabal de que há independência no Judiciário.

3.2) Além disso, como o Imperador é juiz, a autoridade do juiz da Suprema Corte decorre da autoridade desse juiz. Por isso, ele deve ser sábio e prudente, uma vez que o Imperador tem o dever de proteger o povo dos maus governos, ao tomar o povo como parte de sua família - e é neste ponto que o tribunal de justiça se torna um tribunal de relação (e é neste ponto em que o público se torna privado e o privado se torna público, a ponto de haver comunitarismo, causa que leva o país a ser tomado como se fosse um lar).

3.3) Quando o juiz é sábio e prudente, as decisões tendem a ser uniformes, uma vez que tendem a ver a justiça desde o conteúdo das ações humanas - e é neste ponto que o Poder Moderador é crucial para a restauração da Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de março de 2017 (data da postagem original).

sexta-feira, 3 de março de 2017

Antes de me perguntar se sou um filósofo conservador, estude o que realmente significa conservadorismo - e não confunda com conservantismo.

Por isso é que, quando me apresentam como "filósofo conservador", a única resposta que me ocorre é:

_ Conservador é a puta que o pariu, que conservou você na barriga por nove meses em vez de deixá-lo cair na privada. (Olavo de Carvalho)

1) Se me fizerem a mesma coisa que fizeram com o Olavo, eu antes farei esta pergunta: o que você entende por conservadorismo? Se for aquilo que o mundo entende por conservadorismo, então eu também te mando ir tomar no cu - e faço-o sem cerimônia, pois sou perfeitamente capaz de mandar os ministros do STF irem pra aquele lugar ao vivo e a cores em plena sessão, transmitida em rede nacional e na rede mundial de computadores. Além disso, vá estudar as nuances da língua portuguesa. O professor Olavo mandou estudar a linguagem - se você não fez isso, então não me venha com essa coisa cretina.

2) Quando digo que sou conservador, eu sei o que digo, pois eu sei o que deve ser conservado: a memória da dor de Cristo, pois foi do sacrifício do cordeiro de Deus que passamos a ter a verdadeira liberdade. É por isso que sou católico, vivo a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus e eu sei quem eu sou e para onde vou: para a pátria definitiva, para o Céu, pois é lá que quero estar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

Notas sobre o meu legado filosófico no âmbito familiar

1) Mesmo que eu não consiga despertar a consciência de meu povo, ao menos eu posso preparar meus filhos e meus sobrinhos para continuarem a minha luta, quando meus dias na Terra se findarem.

2) Ao menos, a audiência da minha família está garantida. Meu pai e meu irmão lêem avidamente tudo o que escrevo.

3) Ninguém poderá me chamar de proletário - eu contribuí para a sociedade política com mais de 3000 artigos, entre 2014 e hoje. Se ninguém me deu ouvidos, a culpa não foi minha. Meus filhos e meus sobrinhos terão o privilégio de aprender tudo o que sei, coisa que raramente vou destinar a alguém. Até porque ninguém está interessado em fazer de mim seu tutor ou mentor. Ao menos, por enquanto.

4) Nos EUA, se falassem português, eles iriam me disputar a tapa. Infelizmente o que digo só vale para o Brasil, pois o que penso se funda na realidade brasileira e não na americana - e eu me preparei para isso, com base no Crucificado de Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

Segredos para ser um intelectual no Brasil

1) Houve quem me perguntasse o seguinte: o que é preciso para ser um intelectual no Brasil?

2) Por intelectual eu tomo por conceito aquele que trabalha com o intelecto, lidando com a seguinte questões: de que forma devo servir a Cristo nestas terras distantes, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar n'Ele? E de que forma devo edificar boa consciência nas pessoas, de modo a trocar o erro - fundado no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade - pelo certo, coisa que nos leva a conservar a dor de Cristo, já que Jesus é a verdade e a liberdade em pessoa?

3) Se lido essencialmente com essa questão, então tudo o que fizer de bom acabará restaurando consciência não só no Brasil mas em todo o mundo português, uma vez que minha circunstância local acabará servindo de escola para outros povos, o que assume caráter universal. E o mundo português, da forma como foi fundado, faz da causa nacional uma causa universal, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso vem de Ourique e isso esteve presente na época dos descobrimentos.

4) Se não faço desse modo e tomo o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, então eu não sou brasileiro - na verdade, eu sou um apátrida. Sou nascido na terra brasileira no sentido biológico do termo - e não passo de um parasita. Nada de bom virá de mim - e devo ser arrancado e queimado no fogo eterno.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

É preciso fazer do "sim" um sim e do "não" um não

1) Cristo disse que é preciso que façamos de nosso "sim" um sim e de nosso "não" um não.

2) Se você está me chamando de "radical" por ser antipático àquilo que o mundo prega, então você não está observando esta lição de Jesus, pois você está tentando ser alguém que você não é, de modo a enganar o seu ouvinte e observador onisciente. E é justamente porque Ele é onisciente que você não vai enganá-Lo.

3) A maior prova de responsabilidade que há é dominar a linguagem. Quem conserva a memória da dor de Cristo jamais conservará, por insensatez, o que é conveniente e dissociado da verdade - até porque conservador não é conservantista. Da mesma forma, o verdadeiro liberal não é libertário, justamente porque este é necessariamente um conservantista.

4) Se eu não dominasse a linguagem, eu não poderia dizer: "eis-me aqui, Senhor. Façam-se em mim as coisas segundo vossa palavra". Logo, eu não poderia ser mariano. E por não ser mariano, Cristo em mim não poderia ser gerado por força do poder do Espírito Santo. Logo, não estaria em conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

Você está me chamando de radical? Por acaso você sabe o que isso realmente significa?

1) Não me incomodo que me chame de "radical", se o seu conceito de radical, meu caro leitor, significa viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, amando a verdade do modo mais intransigente possível, sem ceder um milímetro a essa falsa liberdade fundada no senso de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) Agora, se por radical você entende que sou antipático ao que o mundo prega, então eu sou intolerante com muito orgulho - na verdade, você, que se diz tolerante, está sendo intolerante, pois você conserva algo sabidamente conveniente e dissociado da verdade e que está à esquerda do Pai - e é porque você não aceita o que a Santa Igreja de Deus nos ensina que temos o atestado de que você ama a si mesmo, o que me leva a te bloquear com muito prazer, pois não haverá nada, a não ser aborrecimento. E se exerço da minha autoridade para cortar esse mal pela raiz, então o mundo me chamará de autoritário, já que não observo nenhuma regra do Estado Democrático de Direito (em que a lei da terra fica dissociada da Lei de Deus,o que nos leva à apatria).

3) O Papa Emérito Bento XVI disse que este é o martírio de nossos tempos - e eu sofro muito disso, pois não estou ocupando posição alguma condizente com a minha formação, pois está tudo nas mãos dos comunistas, que se alimentam do relativismo preparado pelos libertários-conservantistas, que amam mais o dinheiro do que a Deus. Mas nem por isso eu entrei em desespero - continuo trabalhando para o bem Brasil, apesar dos pesares.

4) Ganho pouco, moro com os meus pais e, para conseguir R$ 50 de doação, eu tenho que trabalhar e muito. Isso sem contar que os apátridas nascidos nesta terra, no sentido biológico do termo, são muito mesquinhos. E a maior prova disso é que as idéias dos libertários-conservantistas (a quem o mundo chama de "liberais", coisa que eles não são, pois não amam a Cristo, que é a verdade e a liberdade em pessoa) fazem muito sucesso por aqui.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017 ( data da postagem original).

quinta-feira, 2 de março de 2017

Notas sobre a importância do instituto da ratificação na Constituição Americana

1) Toda vez que a Constituição Americana é emendada, a emenda precisa ser ratificada por todos os estados da federação. Se a lei orgânica da federação é alterada, então todos os envolvidos no pacto federativo precisam ser ouvidos - eis o fundamento de uma federação verdadeira.

2.1) Aqui no Brasil, toda vez que a constituição é emendada, a emenda é promulgada - e dependendo do caso, por força do princípio da simetria constitucional, torna-se regra de repetição obrigatória nas constituições estaduais.

2.2) Isso é um atestado de que nosso modelo federativo é falso, pois as regras da lei orgânica são alteradas como se alteraria uma lei ordinária - ainda que haja um processo mais dificultoso, isso não é empecilho quando se quer conservar o que é conveniente e dissociado da verdade ou para se praticar o salvacionismo, tal como está a ocorrer na Lava-a-jato.

3) Eis aí porque a Constituição Americana recebeu poucas emendas em pouco mais de 200 anos de existência e a nossa atual, que mal tem 30 anos, recebeu quase 100 emendas. Isso para não dizer que a República foi fundada e refundada várias vezes antes (1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969, 1988). É uma diferença gigantesca.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de março de 2017.