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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Nas universidades, pensar diferente não é normal, posto que é crime

1) Há quem me diga que pensar diferente não é errado.

2.1) Eu estudei em universidade federal durante os anos 2000, numa época em que o PT estava no poder e numa época em que o pensamento comunista estava na hegemonia, reinando de maneira absoluta, sem contestação - e naquela época, as redes sociais ainda estavam engatinhando.

2.2.1) Se eu pusesse um pensamento discordante daquilo que era esposado pelo professor, me tiravam ponto - e corria o risco de ser reprovado, se tivesse idéias diferentes das dele.

2.2.2) Pensar diferente não é errado, mas virou crime. Inicialmente, você é reprovado e não progride na carreira. Depois, você é perseguido a ponto de te agredirem e te matarem, só porque você não é comunista.

2.2.3) Num ambiente onde você punido, e não premiado, por conta de abarcar coisas que estão fora daquilo que é conveniente e dissociado da verdade, é preferível seguir o caminho da rede social.

3.1) Embora eu tenha só o título de graduado, eu dialogo com mestres, doutores, pós-doutores, juízes, procuradores, desembargadores e sou reconhecido pelas contribuições que faço no campo do Direito, Filosofia, Economia, História, Sociologia e outros ramos.

3.2) Só não publico meus livros agora porque estou esperando o Bolsonaro ser eleito para que a Operação Limpeza comece.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de setembro de 2018.

Comentários adicionais:

José Augusto Seijas:

Olha que interessante, José Octavio Dettmann! No adestramento de animais, o de pastor alemão é o mais perigoso quando se ensina ataques. Pode fugir do controle. E é isso que está acontecendo com esses rebeldes subalternos.

“Os jovens devem aprender a pensar e agir em massa. É criminoso pensar como indivíduos.” (Che Guevara)

"Dêem-me quatro anos para ensinar às crianças, e as sementes que eu plantar jamais serão extirpadas." (Lênin)

A pior doutrinação é a da esquerda inescrupulosa, capaz de idiotizar dentro da própria escola, universidade.

O que vai ser dessa geração de idiotas úteis depois que o governo entender que será indispensável a repressão, diante do caos ideológico? Esses "idiotas uteis" se acham "cidadãos politizados"! Mal sabem que não passam de rebeldes subalternos, sem ao menos ter cultivado a capacidade de raciocinar, criticar... pelo tom de voz e pela utilização de frases feitas e de efeito, percebemos, claramente, o quão estão comprometidos intelectualmente.

“Os pensadores estão morrendo. Os estudantes no mundo todo estão se tornando, em sua grande maioria, do ensino fundamental à universidade, uma massa de repetidores de informações e não de pensadores que amam a arte da crítica e da dúvida. Temos informações que nenhuma geração jamais teve, mas não sabemos pensar, transformar a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência.” ( Augusto Cury )

José Augusto Seijas: 


https://pt.aleteia.org/2015/01/08/as-universidades-estao-produzindo-ativistas-nao-academicos/

sábado, 15 de setembro de 2018

Do estudar como forma de rezar

1) Escrevi cinco textos de filosofia hoje. A impressão que tenho é como se eu tivesse rezado o dia inteiro. Foi como se meu dia tivesse sido um domingo - como se tivesse contemplado a cruz que há na minha paróquia, ainda que não tenha estado lá hoje.

2) Eis no que dá deixar a melhor parte de você dedicar-se às coisas de Deus através do estudo, seja de História, Filosofia, Economia, Direito. Deixei que Deus me guiasse neste trabalho de hoje. Por isso, sou muito grato a Ele por este dia de hoje.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2018.

Por que devemos estudar a filosofia alemã antes de estudarmos a escola austríaca de economia?

1) Para se compreender a escola austríaca de economia, é preciso estudar um tema muito caro ao liberalismo alemão: a liberdade interior. É próprio da liberdade interior a relação que se dá entre valor, utilidade e o homem como a medida de todas as coisas - é por meio desta trindade que você começa a estudar a psicologia humana, a partir do ponto de vista humanista.

2) Eu percebi isso pelo fato de os austríacos serem neokantianos. E isso implica que devo estudar o pensamento de Kant e os pós-kantianos: Fichte, Schelling e Hegel.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2018.

Do ser como ser percebido - comentário sobre esta definição ontológica

1.1) Se ser é ser percebido, então existem seres que são percebidos através dos nossos sentidos e seres que não podemos ver com os nossos próprios olhos, mas que podem ser conhecidos através do conhecimento histórico, através da tradição ou por meio de alguma coisa que nos remeta à conformidade com o Todo que vem de Deus, que o é criador das coisas visíveis e invisíveis.

1.2) Afinal, o que são as almas senão pessoas, criaturas criadas por Deus que um dia existiram em certo ponto da história e que no momento não estão mais presentes, uma vez que estão esperando o dia do Juízo Final a ponto de ressuscitarem dos mortos e assim ganharem a vida eterna, se forem no caso fiéis defuntos? Além dos mortos, são também parte do universo dos seres que não podemos ver os que ainda não nasceram. Afinal, Deus sabe quando eles estarão no mundo - e por isso não cabe a nós ditar quem deve viver e quem deve morrer, pois a onipotência nos foi negada, uma vez que não podemos ser deuses.

2.1) Se o nosso modelo de imitação se funda no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, então devemos nos esforçar em ver o que não se vê. Se reduzirmos nossa percepção àquilo que decorre do mundo sensível, então a tendência é reduzirmos nossa percepção da realidade das coisas.

2.2.1) Não é toa que almas essencialmente materialistas são necessariamente pouco inteligentes, pois só conservam o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.2.2) E o que é conveniente e dissociado da verdade está no mundo secular e é movido pelas paixões dos que têm um amor próprio exacerbado a ponto de desprezarem Deus, a ponto não de estarem presentes diante d'Aquele que é Sumo Legislador e Sumo Juiz, que é também o autor da vida - o verbo que se faz carne e que fez santa habitação em nós por meio da Santa Eucaristia. E ser julgado à revelia é confissão de irresponsabilidade para com a própria defesa, pois o réu amou tanto a si mesmo que desprezou a sua mãe e advogada, a Virgem Maria. E a justiça divina não socorre quem dorme, neste aspecto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2018.

Notas sobre a relação da escola austríaca de economia com essa questão do mundo interior, que marcou tanto a filosofia alemã quanto o liberalismo alemão

1) A economia subjetivista é fortemente relacionada com a questão da liberdade interior, tão presente na filosofia de língua alemã.

2) Como o homem é a medida de todas as coisas, então o valor está necessariamente ligado à utilidade, a ponto de ter valor relativo.

3.1) Se o homem é o valor de todas as coisas, então somente o verdadeiro Deus e verdadeiro homem é que deve ser o verdadeiro valor de todas as coisas - e esse verdadeiro Deus e verdadeiro homem é insubstituível, pois outro Deus não há. E neste ponto, cada cristão, em sua circunstância particular, deve viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus fazendo com que essas circunstâncias em que se dão sua vida particular terminem sendo um verdadeiro exemplo a ser seguindo, convertendo subjetividade em objetividade, em modelo de santidade.

3.2) Se Cristo não reinar neste aspecto, o amor de si até o desprezo de Deus reinará a ponto de relativizar o que há de mais sagrado, transformando o que é sólido em líqüido, a ponto de desmanchar-se no ar. Afinal, o mal somente prospera a partir da ausência do bem, isto é, quando não há uma ordem social onde Cristo é Rei dos reis e o rei de Portugal termine sendo seu vassalo, como se deu com D. Afonso Henriques, em Ourique.

4.1) A microeconomia é a economia das circunstâncias pessoas, que são irrepetíveis, pois cada circunstância é única para cada indivíduo, uma vez que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Dentro de nossos pequenos reinos, de nossas igrejas domésticas, somos imitadores de D. Afonso Henriques (pequenos vassalos de Cristo) e somos sacerdotes (pais de muitos filhos).

4.2.1) Aquele que se organiza de modo a servir a seu semelhante em seus dons deve imitar a Cristo de modo a ser o verdadeiro paradigma de justiça e de santificação através do trabalho. É preciso ser bom pai de família, bom esposo, bom filho, bom patrão, bom empregado, bom governante, bom comandante, a ponto de fazer dessas coisas caminho de excelência, pois a vida tem várias facetas - e uma vida estável, de santidade constante, é sempre tetraédrica, pois todos os lados são estáveis.

4.2.2) Sendo exemplo, sua amizade com Deus passa a ser ordem do dia e seu exemplo passa a ser imitado, uma vez que o exemplo arrasta. E isso é um tipo de distributivismo.

José Octavio Dettmannn

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2018.

Notas sobre o problema da liberdade interior na filosofia alemã

1) Pelo que pude acompanhar do Curso de História Essencial da Filosofia, do prof. Olavo de Carvalho, a filosofia alemã foi toda centrada na liberdade interior, tema muito relacionado a um aspecto da cultura alemã.

2) De nada adianta buscar liberdade interior se você é rico no amor de si até o desprezo de Deus. Se você não for livre em Cristo, por Cristo e para Cristo, então você não será capaz de usar essa liberdade interior, aquilo que decorre do verdadeiro Deus e verdadeiro como a medida de todas as coisas, de modo a descobrir os outros e partilhar seus dons de modo que juntos possam crescer mutuamente, uma vez que Jesus disse que é preciso amar o próximo como a si mesmo. É preciso mortificar seu eu sistematicamente de modo que essa liberdade não seja servida com fins vazios, criando, assim, impessoalidade.

3) O problema da liberdade interior desordenada está no fato de que o país, que deveria ser tomado como um lar em Cristo, passa a ser tomado como se fosse religião, repetindo o erro dos gregos: de que a polis basta a si mesma. Se o Estado - a mais alta instituição criada pelo homem - basta a si mesmo, então tudo estará no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele. E isto é a prova cabal de que o liberalismo serve ao comunismo, que é totalitário por excelência.

4) Eis aqui o cerne da diferença entre nacionidade e nacionalidade em John Borneman.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2018.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Notas sobre a relação entre utilitarismo, pragmatismo e conservantismo

1.1) Algumas pessoas têm se declarado pragmáticas, ou seja, estão conservando o que é conveniente e útil para elas, sem se importarem com a verdade.

1.2) Se elas não se importam com a verdade, então elas não farão aquilo que o professor Olavo recomenda, que é rastrear a origem das coisas que consideram úteis - se fizessem isso, perceberiam que certas coisas estão à esquerda do Pai, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.1) Por força disso, os defensores do pragmatismo político são necessariamente adeptos do conservantismo, pois estão conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que reduziram a própria conservação ao que é útil ao indivíduo que conserva as coisas sem levar em conta o sacrifício de Jesus, o verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na Cruz.

2.2) Como utilidade é um conceito relativo, então ela ganha aspectos subjetivos, pois basta haver um amor de si exacerbado até o desprezo de Deus que isso se torna norma, a ponto de abolir o verbo que se fez carne da vida social por completo, o que faz com que a liberdade seja servida com fins vazios, o que favorece a ação dos comunistas, que prepara o caminho para os islâmicos se instalarem e destruírem tudo o que há pela frente, por meio do multiculturalismo.

3) O simples fato de haver gente que se declara de direita conservando coisas que são próprias da esquerda é um atestado de que essas pessoas são pragmáticas. E se elas não tiverem consciência do que estão fazendo, então isto é um sinal de idiotia útil sistemática.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2018 (data da postagem original).