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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que não publico meu livro logo?

1) Algumas pessoas, vendo que tenho uma obra vasta, de mais de 3 mil artigos, me perguntam por que motivo eu ainda não publiquei um livro.

2) A resposta que eu dou é a seguinte:

A) Há muitas coisas ainda a se pensar sobre a questão do senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião imanente de Estado, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele. Só com o passar do tempo e com a orientação do Espírito Santo é que terei condições de escrever sobre essas questões mais complicadas. Por isso, não tenho pressa em publicar.

B.1) Para o trabalho cultural que estou a fazer em silêncio, muito pouca gente dá atenção ao que eu tenho a dizer. Essas pessoas estão mais presas ao vazio que é próprio deste tempo presente e não conseguem perceber a enorme riqueza espiritual que pode decorrer do senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo, com base naquilo que foi edificado em Ourique, a 25 de julho de 1139, quando os portugueses expulsaram os muçulmanos de seu território com os favores do Céu. E o Brasil, em 1500, é um desdobramento disso.

B.2) Pela minha experiência, não adianta falar as coisas de maneira aberta - as pessoas estão muito bestializadas, a tal ponto de que riem daquilo que não compreendem. Se há uma coisa que conheço desde a tenra infância é este tipo de coisa - e não é à toa que elas são apátridas, ainda que nascidas no solo brasileiro, no sentido biológico do termo. Por isso que fico no meu cantinho falando aos poucos que me ouvem. Já consagrei minha atividade, que é a projeção do meu ser, aos Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria - e deixo ao Santo Espírito Deus a tarefa de ser meu guia neste trabalho tão difícil que estou a fazer.

C.1) Se este país tivesse o que costumo ver nos Estados Unidos, publicar meu trabalho atrairia uma legião de interessados disposta a aprender comigo e a aperfeiçoar meu trabalho onde eu falhar miseravelmente. Aqui, o pessoal se contenta com o que está disponível, pois vive a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E se publicasse o meu trabalho, certamente haveria uma legião de haters inundando minha caixa postal, dizendo gratuitamente que sou um péssimo escritor ou que sou o pior escritor da história do universo. É por isso que estou pensando em publicar pequenas tiragens só para os conhecidos, visto que muitos começaram a conhecer meu pensamento só agora e não puderam ler toda a produção que eu tive, que é vasta, de mais de 3 mil artigos.

D) Enfim, é como já me disseram: o tempo rege todas as coisas fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus, de modo a aperfeiçoar tudo. Quando tiver um público razoável, só aí é que publico, pois odiaria ver o fruto do meu trabalho encalhado nas estantes, à espera de leitores.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre nacionidade e capacidade civil

1) Todo ato humano conforme o Todo que vem de Deus pode implicar em aumento ou diminuição de patrimônio, esse complexo de bens que possuímos desde o momento em que somos concebidos e que passa a ser uma realidade concreta a partir do momento em que saímos do estágio de um ser humano em potencial (embrião e feto), um vir-a-ser, para a de um ser humano nascido com vida, pleno. E para que esse vir-a-ser se torne uma realidade, os direitos do nascituro precisam ser resguardados desde a concepção.

1.1) Esse complexo de bens abrange tanto os bens-coisas quanto também as relações sociais.

1.2) Uma pessoa bem nascida não é só uma pessoa rica materialmente, mas aquela que nasce numa família estruturada de modo a ser uma verdadeira Igreja doméstica em toda a sua plenitude.

1.3) Ainda que uma pessoa tenha nascido numa família economicamente pobre, ela será espiritualmente rica se vier de uma família estruturada, capaz de ensinar a seus filhos a amar e rejeitar as mesmas coisas que Cristo ama e rejeita, condição sine qua non para se compreender a missão que herdamos desde Ourique, que é servir a Ele em terras distantes, coisa igualmente essencial para se tomar o país como um lar em Cristo, pois é nesse lar que temos a escola que nos prepara para a pátria definitiva, que se dá no Céu, quando recebermos a vida eterna.

2.1) Do ponto de vista do Direito Moderno, o homem nascido com vida, o indivíduo plenamente capaz (sui juris), é a mônada racional da ciência.

2.2) E enquanto ele for vivo ele terá poderes muito grandes, quase que divinos, enquanto dispuser dos meios efetivos para manifestar bem sua vontade (em geral, meios econômicos e jurídicos).

2.3) Como o homem é tomado como o centro do universo, isso acaba edificando liberdade para o nada, além de conflitos sistemáticos de interesses qualificados por pretensões resistidas, pois esse mundo é fundado pelo senso de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de o Estado ser tomado como se fosse religião em que tudo está nele e nada poderá estar fora dele ou contra ele - o que leva à abolição da família.

2.4) E é neste ponto, portanto, que o Direito Moderno é na verdade uma pseudociência: a Legalística. E o positivismo é o culto dado ao que é estático, morto. Não é à toa que isso é também cultura da morte.

3.1) Para o Direito ser Ciência, Deus deve ser tomado como o centro de todas as coisas, pois Ele é a verdade em pessoa - e o que é a justiça senão enxergar a verdade naquilo que os homens agem ou dizem, de modo a ver se Deus está neles ou não?

3.2) Se Deus nos diz para sermos fecundos, então a base da sociedade é a família. E é na família que encontramos o Direito em sua verdadeira dinâmica, onde a vida de um ser humano X servirá de ponto de partida para um ser humano Y, que o sucederá e prosseguirá o trabalho de X de modo a que o país seja tomado um lar em Cristo mais facilmente.

3.3) É dentro dessa dinâmica de herança e sucessão que temos tradição, essencial para se tomar o país como um lar.

3.4) Dentro deste prisma, podemos dizer que nacionidade é mais do que capacidade técnica para assumir direitos e obrigações, pois a noção de patrimônio vai muito além dos bens-coisas, pois abrange também relações humanas.

3.5) Quem não souber tomar o país como se fosse um lar em Cristo, jamais poderá ser uma pessoa íntegra e tratar seus semelhantes de maneira digna e ser tratado da mesma forma com reciprocidade.

3.6) Por isso que isso pré-existe à questão da nacionalidade, que é a relação dessa pessoa com o seu soberano, que foi ungido por Deus de modo a cuidar do bem comum e a cuidar de seu povo como se fosse parte de sua família.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2017.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

De Radical Anacrônico a Cruzado do Império

1) Hoje eu fui chamado de "Cruzado do Império" (sic)

2) Afinal, estou sempre combatendo os infiéis - os apátridas, que conservam este muquifo de pé conveniente e dissociado da verdade, a República no Brasil, marcadamente revolucionária e totalitária.

3) Como os apátridas preparam o caminho para os islâmicos, então eu sou cruzado duas vezes.

4) Eu vou fazer jus ao que me chamaram hoje. Mais do que apelido, isso virou título pra mim.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2017.

Notas sobre a composição revolucionária da República Brasileira

1) A República brasileira foi um mix de influências revolucionárias: Revolução Americana, Revolução Francesa, Fascismo Italiano e Idealismo Alemão, que é um tipo de Romantismo em que você faz um pacto com o diabo para conseguir ganhar uma eleição (e nele o Estado é tomado como se fosse uma segunda religião, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele).

2) Herdamos um modelo constitucional americano, mas a estrutura jurídico-administrativa é francesa. Foi adotado o casamento civil e o registro civil de pessoas naturais. As freguesias foram convertidas em distritos, que depois se tornaram bairros. Se a estrutura das freguesias portuguesas fosse mantida, eles iriam criar algo terrivelmente mais medonho: as paróquias civis.

3) Casamento civil, registro civil, paróquia civil (impropriamente chamada de "freguesia") - eis o kit completo para se tomar o Estado como se fosse uma segunda religião. De alguma forma fomos preservados dessa terceira insanidade. Como não sabemos nada de Portugal, por força do quinhentismo, a mentalidade revolucionária foi implementada de maneira indolor, quase imperceptível. E isso se deu através das escolas públicas - e mais tarde, com o MEC que estendeu a doutrinação às escolas privadas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2017.

Tolerância zero a quem edifica liberdade voltada para o nada

1) Sempre que posso, estou sempre acompanhando as postagens dos meus pares.

2) Em relação ao acessório que segue a sorte desse principal, os comentários, estou adotando a seguinte postura: "opinião idiota = bloqueio". Certos comentários, neste mundo pautado pelo de fato de todo mundo tem o direito à verdade que quiser, não passam de verdadeiras ervas daninhas - e essas ervas daninhas acabam anulando a relevância da postagem.

3.1) Eu estou interessado em aprender a realidade. E isso vai muito além do discurso ideológico.

3.2) No caso da CEDAE, quanto à privatização em si eu não sou contra, posto que fornecer água é um serviço e não uma ideologia. No entanto, o problema é a quem a CEDAE vai ser oferecida - e aí entra a questão ideológica ou o salvacionismo.

3.3) Se ela vai ser oferecida aos árabes, aos chineses ou a essas famílias oligarcas do Estado do Rio de Janeiro, como os Picciani, então eu sou contra, posto que é um jogo mesmo de cartas marcadas. Para estes casos, negociar com essa gente será um PÉSSIMO negócio, dado que acabará semeando relativismo moral, liberdade voltada para o nada. Isso sem falar no risco de destruírem nossa fundação, que é essencialmente católica e portuguesa.

3.4) É neste ponto, pois, que essa gente a quem o mundo chama de "liberais" (libertários-conservantistas, como eu chamo) é tão igual aos esquerdistas. E da mesma forma que os esquerdistas, eles fomentam mentalidade revolucionária. 

3.5) Se as pessoas estudassem as transformações do Direito Administrativo português por conta da Revolução Liberal do Porto, um dos sub-produtos da Revolução Francesa, veriam que eles tinham ser proscritos da vida política da nação, posto que são anarquistas, a ponto de matar o senso de tomar o país como se fosse um lar em Cristo, ao fazerem o Estado ser tomado como se fosse religião. Esse negócio de criar uma "paróquia civil" tem mais é que ir pra puta que o pariu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2017.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Notas sobre as freguesias portuguesas

1) No Direito Administrativo português, freguesia é a menor porção de um território administrado, tomado como se fosse um lar. Freguesia decorre de comunidade dos filhos da Igreja, numa época em que havia a Aliança do Altar com o Trono.

2.1) Alguns administrativistas portugueses chamam a frequesia de "paróquia civil", para não confundir com a paróquia religiosa.

2.2) Ainda assim, isso é o atestado de que o Estado republicano português é tomado como se fosse uma segunda religião, de modo a eliminar a primeira e verdadeira, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) Nossa estrutura lembra muito a de Portugal. Alguns lugares do Rio mesmo nasceram de freguesias, como Jacarepaguá, por exemplo.

3.2) Por isso que eu vejo que as paróquias têm uma força muito grande na vida do bairro. O avanço da especulação imobiliária só aumenta ainda mais a demanda por trabalho missionário nas paróquias locais, pois a própria estrutura do local favorece o fortalecimento do catolicismo na região.

3.3) O mesmo não pode ser dito em relação a outros bairros do Rio de Janeiro ou mesmo ao centro da cidade, que foi revitalizado de modo a que o comércio e a economia de serviços dessem o tom à dinâmica da cidade, ao invés da vida religiosa.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017.

Notas sobre as circunstâncias em que meu trabalho foi escrito

1) Há quem me critique pelo fato de usar marcas de repetição nos meus textos, de modo a serem usados como jargões. Com esta crítica eu concordo - o problema dela é que ela não olha para a circunstância em que minha obra foi escrita.

2) Minha obra foi feita na rede social, onde todo mundo tem o direito à verdade que quiser - e é por conta de haver isso que há relativismo moral, o que mata a inteligência das pessoas. E é justamente por conta de haver essa tal liberdade voltada para o nada que informações relevantes caindo em mãos erradas, a ponto de não verem as nuances e implicações que tais coisas podem trazer para todo o tecido social. É mais ou menos como dar a Bíblia para cada um interpretar do jeito como quiser - e essas leituras particulares, fundadas em sabedoria humana dissociada da divina, acabam criando um clima de Fla-Flu na internet. Como parto do pressuposto de que meu leitor vive na conformidade com o Todo que vem desse mundo louco, então eu escrevo dessa forma, pois estou a desafiar a pretensa inteligência alheia, que conserva o que aquilo que é conveniente e dissociado da verdade, que é Cristo.

3.1) Eu não sou contra a idéia de a informação ser distribuída a todo aquele que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, pois parto do pressuposto de que meu irmão é inteligente e saberá muito bem discernir o certo do errado - e a razão pela qual eu quero publicar um livro é para essas poucas pessoas (e é por respeitar a inteligência do meu próximo que tirarei as marcas de repetição que uso em meus textos, já que estarei num ambiente não virtual, mas virtuoso).

3.2) No entanto, eu sou contra a tal democratização da informação, pois parto do pressuposto que há na realidade o fato de que todo mundo tem o direito à verdade que quiser, a ponto de interpretar o que está escrito da mesma forma como fazem com a Bíblia.

3.3) Como falei, essas interpretações particulares, fora da realidade, acabam com o senso de tomar o país como se fosse um lar em Cristo, o que leva à profusão de toda índole movimentos separatistas pelo país afora, o que é uma heresia política clara, uma vez que isso ofende ao Crucificado de Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017.