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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Notas sobre imigração e nacionidade

1) Se eu tomo meu país como um lar em Cristo, é natural que esse meu exemplo vá além da minha casa. Se na qualidade de Rei eu faço disso política de Estado, isso atrairá mais pessoas, de modo a terem uma vida melhor e poderem tomar esse novo país como um lar em Cristo já que na terra ancestral isso está inviável.

2) Uma nação de imigrantes se constrói a partir da nacionidade. E isso implica amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. As experiências dos que vêm são assimiladas e o país passa a ter essa experiência atualizada e aprimorada, já que uma nova forma surgiu de modo a passar essa mesma santa verdade.

3) Quem edifica para o nada parte do pressuposto de que todas as religiões são boas. Logo, a discriminação religiosa é um arrepio à lei, já que o Estado está divorciado da Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique. Com isso mesmo, terroristas islâmicos entram pelas fronteiras da Europa mascarados de refugiados cristãos, que são sempre perseguidos por causa de sua fé verdadeira.

4) É a mesma coisa que vejo quando inventaram de colocar católicos e protestantes nessa barafunda chamada conservadorismo. E a primeira coisa a fazer é desfazer a barafunda. O Cristão, por causa de Cristo, sempre será perseguido - e é este que será acolhido. O muçulmano sempre matará o não muçulmano - e esse não pode entrar nunca, pois é inimigo de Cristo.

5) Por isso que não aceito essa cultura de liberdade voltada para o nada, uma vez que o ambiente econômico sempre estará inexoravelmente conectado ao ambiente político, cultural e religioso, uma vez que tudo isso é fundamento para se tomar o país como um lar, já que tudo está interligado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

Notas sobre a questão da eficiência produtiva em face da legitimidade de um serviço prestado no âmbito da comunidade

1) Um dos fundamentos da economia, tal como a conhecemos, é a busca pela eficiência. E eficiência implica produzir mais com menos recursos de modo a se ter mais dinheiro.

2) O problema desse discurso é que ele está inexoravelmente preso à ética protestante, em que a riqueza é vista como um sinal de salvação.

3) Dentro do universo católico, para ser mais produtivo, você precisa ser requisitado cada vez mais por todos aqueles que buscam o seu serviço - e quando te pedem cada vez mais por seu serviço é porque as pessoas na comunidade estão te dando a legitimidade necessária para o seu trabalho, pois elas amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento -  o que fortalece sua influência no âmbito comunitário, já que favorece a santidade de muitos. Para você dar conta dos pedidos da melhor maneira possível, você pode pensar numa maneira de atendê-los bem sem que se perca a urbanidade, a deferência e a cortesia, coisas que são fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Se você vai ter todo um trabalho de modo a preparar a empresa para atender a mais pessoas, então é lícito pedir mais dinheiro a quem patrocina o seu trabalho, uma vez que você terá custos maiores. Mas isso é sempre feito de maneira pessoal, por meio de acordos - e nunca de uma maneira impessoal, ao manipular os preços.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

Notas sobre discriminação religiosa no âmbito trabalhista

1) Discriminar implica selecionar. E selecionar implica escolher um, por preencher aquilo que está sendo demandado, em detrimento do outro, que não atende aos requisitos da demanda por mão-de-obra.

2) A liberdade de expressão de uma empresa implica recrutar aqueles profissionais necessários a uma empresa. Por exemplo, se tenho uma fábrica de roupas, eu vou precisar de alfaiates e costureiros - e não de pedreiros.

3.1) Numa empresa de economia distributivista, em que ser católico é parte da identidade da empresa, a empresa contrata católico, pois parte do pressuposto de quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento será honesto e conforme o Todo que vem de Deus.

3.2.1) Pela legislação atual, isso seria "discriminação injusta", pois estaria negando emprego aos que conservam o que é conveniente e dissociado da verdade.

3.2.2) Ora, a República rompeu com a Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique e é isso que deve ser desobedecido. O simples de fato de querer contratar católico já é ato de desobediência civil, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.1) Uma das razões pelas quais eu só contrataria católico é que, mesmo que ele não tenha experiência profissional, eu posso dar a ele a oportunidade de crescer profissionalmente, fazendo com que ele tome o país como um lar mais facilmente, tendo por Cristo fundamento. Se contratasse outro que não fosse católico, eu estaria dando preferência ao dinheiro e não a Deus - além do mais, isso seria promover a liberdade fora da liberdade em Cristo, em que todos têm a verdade que quiser, o que acaba edificando liberdade para o nada.

4.2) A não ser que eu tenha uma política ecumenista na empresa, de modo a converter a todos à Santa Madre Igreja Católica - e isso deveria ser política de Estado, em aliança com a Igreja -, é preferível conservar o que é conveniente e sensato: a conformidade com o Todo que vem de Deus, uma vez que o trabalho é santificação - e feito numa empresa católica, é santificação sistemática.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

Do distrbutivismo e da atividade econômica organizada

1) Se o trabalho é meio à santidade, então uma atividade econômica organizada leva à santidade sistemática.

2) Se o patrão patrocina o trabalho de seus subordinados, conduzindo-os na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus - coisa que leva à excelência na prestação do serviço -, então a economia subordinada torna-se economia coordenada, pois o empregado servirá ao seu patrão não porque ele manda, mas porque o ama, tal como o Rei que rege seu povo.

3) É justamente porque o fim das coisas é a vida eterna que a produção de riquezas de modo a atender as necessidades da população é uma forma de trabalho que merece ser santificado. E isso é distributivismo.

4) Para um fim bom, o meio deve ser conforme o Todo que vem de Deus; para um fim mau, fundado no amor o dinheiro, o meio, por mais virtuoso que seja, jamais será bom. Na verdade, acabará edificando liberdade para o nada, a base do relativismo moral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

Notas sobre ética católica em ambiente de economia subordinada, patrocinada

1) Se o patrão deve ser como o Cristo de sua empresa, então ele deve guiar seus empregados naquilo que é próprio da ética católica: servir aos semelhantes com humanidade e gentileza - e suportar o seu próximo, ainda que seja um cliente chato, pentelho, exigente.

2) Ao iluminar os caminhos de seus empregados, ele os ensina o sabor que é próprio de lidar com os ofícios do comércio - e nesse ponto ele se torna líder. E por ser líder ele distribui o saber a seus empregados, de modo a que um dia se tornem empreendedores como ele, uma vez que é próprio do líder ser luz do mundo e sal na terra dos negócios.

3) E quando os empregados servem fielmente ao seu líder, eles são remunerados com salário, que tem tanto natureza alimentar como também servem de meio para se ofertar àquilo que é próprio a ser consagrado no altar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

Das funções do sal e da luz

1) Eis as funções do sal:

A) Realçar o sabor dos alimentos;

B) Conservar os alimentos, de modo a que não apodreçam;

C) Purificação da alma;

D) Ponderação (de modo a que a sabedoria humana não se afaste da sabedoria divina por meio do amor de si, que pretende se bastar por si mesmo).

2) Eis a função da luz: iluminar os caminhos, de modo a ver claramente o que as trevas nos escondem. Assim, a gente evita pedras de tropeços e abismos.

3) O saber decorre do sal; experimentamos de tudo e ficamos com o que é conveniente e sensato. E é justamente porque temos experiência que podemos guiar as pessoas de modo a que saibam se guiar na luz, na conformidade com o Todo que vem de Deus. E não é à toa que o sábio é um iluminado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2017.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Notas sobre um dito medieval examinado sob o ponto-de-vista da ética católica e sob o ponto-de-vista da ética protestante

1) Na Idade Média havia este dito popular: quem tem talento manual encontra ouro em qualquer lugar.

2.1) Se o obreiro seguir o ensinamento de São Josemaría Escrivá, ele poderá ir servir a Cristo em terras distantes através do seu trabalho.

2.2) E ao fazer coisas magníficas, o trabalho excelente será remunerado de maneira magnificente, liberal. E isso é distributivismo, pois as pessoas estão vendo no artífice o Cristo enquanto sucessor de São José em seu trabalho de carpinteiro, servindo aos necessitados de seus serviços.

3) Se o bem mais amado for o ouro e não a Deus, e se esse ouro for visto como um sinal de salvação predestinada, então ele poderá edificar a verdade que quiser com o seu trabalho - e isso será altamente contraproducente e destrutivo, pois estará edificando liberdade para o nada.

4) É por meio do relativismo moral que a fé verdadeira acaba sendo abandonada, a tal ponto de o bem que ela produz, que faz o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, ficar ausente. E dentro desse vácuo, o Estado é tomado como se fosse religião - e tudo ficará no Estado, a ponto de nada estar fora dele ou contra Ele.

5) O multiculturalismo depende do Estado tomado como se fosse religião para fomentar políticas públicas e da cultura da liberdade para o nada para que isso seja legitimado. E neste ponto o islamismo se aproveita e destrói o que ainda sobrou de cristianismo em nossa civilização.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 2017.