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sábado, 18 de março de 2017

A capitalização moral traz consigo a capitalização financeira de um trabalho

1) O lado bom de estar escrevendo textos de boa qualidade é que você constrói prestígio. E é através do prestígio que se começa a capitalização moral da sociedade, base para a continentalização das almas de modo a que juntas, amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, tomem o país como se um lar em Cristo, o que nos prepara para a pátria definitiva, que se dá no Céu.

2) Se você não for um intelectual honesto, que bota todo o seu serviço de modo a servir a Cristo em terras distantes, você jamais terá prestígio. Por isso, se você não tem vida reta, fé reta, consciência, afaste-se da vida intelectual, pois isto é caminho de santidade.

3) Como diz São Paulo, quem faz um trabalho digno tem o direito ao pão de cada dia. E isto que faço é também trabalho, tão importante quanto quebrar pedra.

4) Naturalmente, haverá pessoas que colaborarão espontaneamente com o seu trabalho. Outro dia me procuraram no zap justamente para me fazer uma doação, coisa que nem esperava. E recebi a doação. Se um me veio para isso, outros tantos virão - umas doações serão mais eventuais; outras mais freqüentes e recorrentes, a ponto de agendarem 12 pagamentos de R$ 100,00 por mês, como já me fizeram certa ocasião, o que faz com que a vida fique mais tranqüila pro meu lado.

5) Enfim, o caminho do escritor é longo, mas é um caminho de honras. E o caminho das honras cultural pode acabar se tornando caminho das honras político.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de março de 2017.

Continuado a tradição de homens do lar, iniciada pelo meu pai

1.1) Do jeito como anda a advocacia, deixá-la de lado para exercer um trabalho de escritor e reedificar a cultura e a consciência nacional é um ato heróico.

1.2) De ato heróico em ato heróico começa a surgir uma capitalização moral.

1.3) Como escritor, estou sempre em casa, pois trabalho em casa. E em casa, posso me fazer às vezes de homem do lar, cuidando da saúde e da educação dos meus filhos, enquanto minha esposa está trabalhando (a Madu é médica, uma excelente médica - e acho melhor que os pacientes estejam sob os cuidados dela, pois o país está carecendo de bons profissionais nessa área).

1.4) Enquanto minha mãe deu aula, meu pai fez esse papel que vou desempenhar em casa, se eu me casar com a Madu. E estou seguindo o mesmo caminho e não tenho vergonha disso. Meus filhos terão uma excelente educação e não ficarão numa creche. Esta é outra ação heróica, por conta das circunstâncias. Posso não ter as habilidades manuais do meu pai, mas posso fazer o possível para ajudar minha esposa.

1.5) O dia em que a OAB for saneada, eu poderei advogar - farei isso quando meus filhos estiverem crescidos.

1.6) Não sou um homem comum - desde que me tornei monarquista e católico, eu morri para mim mesmo. E não me incomodo de morrer ainda mais para mim mesmo, de modo a cuidar dos meus filhos. Já há tantos advogados neste país, numericamente falando - e nisso sou desnecessário.

2) A verdade é que o Brasil não precisa de tantos advogados; o que o Brasil necessita é de bons escritores - e nisso posso dar uma mão, pois sei fazer bem este papel.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de março de 2017.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Notas sobre o péssimo lado de não ser independente

1.1) O péssimo lado de não ser independente está no fato de que não consigo converter relacionamento online em relacionado real.

1.2) Como moro com os meus pais, que são pessoas de trato mais fechado e que tendem a desconfiar de tudo e de todos, eu sinto que é difícil ser sincero com eles - e o preço da sinceridade é a sabotagem dos meus planos. Não é do meu feitio esconder as coisas a eles, mas sinto que vou ser obrigado a ter que guardar sigilo dos meus negócios online de modo a que não sabotem meus projetos, mais ou menos como aconteceu quando peguei os DVD's às escondidas e fiz cópia dos DVD's. E quando meu pai ficou sem os discos, as imagens que fiz resolveram o problema.

1.3) O único lugar onde realmente me sinto livre é na vida online: aqui o Poder Moderador, exercido por eles de maneira insensata, não me alcança, dado que os bloqueei, de modo a que não façam juízo temerário a respeito do que escrevo.

2.1) Sinto que vou precisar trabalhar muito de modo a que eu possa morar sozinho e fazer o que deve ser feito. Se porventura alguém me chamar para me visitar em sua casa, mesmo que eu só conheça esta pessoa no âmbito virtual, eu não vejo problema em ir vê-la em sua casa, dado que a presença física é só um detalhe. Meus pais têm uma visão muito diferente quanto a isso - e é aí a raiz de todos os meus problemas.

2.2.1) Meus pais dizem que, onde quer que eu fui, eu nunca fui capaz de me dar com pessoa alguma.

2.2.2) E isso é óbvio: no mundo real, eu vejo máscaras em todo lugar. Posso ser gentil com alguém e o sujeito vai me tratar mal. Não tenho como saber da vida pregressa, a não ser que eu visite um perfil dessa pessoa pela internet.

2.2.3) Na vida real, eu me sinto um cordeiro atirado aos leões - por isso que não tenho muita capacidade de ação no mundo real, dado que todo mundo tem a verdade que quiser e não sei lidar num mundo desse. Foi por conta desse problema que lancei minhas base sociais na internet - e foi na vida online que consegui encontrar pessoas com cabeças parecidas, de modo a me desenvolver como pessoa - e é por isso que eu me fiz como pessoa na rede social.

2.2.4) E eu me sinto muito feliz no mundo online - o que me irrita é que meus pais ficam me travando, inviabilizando a conversão de amigos virtuais em amigos reais. E já estou de saco cheio desse Poder Moderador exercido de maneira insensata.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de março de 2017.

Imposto de Renda é o ICMS federal que recai sobre mercadoria viva (ser humano deslocado de seu lar e posto em circulação)

1) ICMS é Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços. Pela lógica, isso recai sobre coisas.

2) Certos serviços circulam não na forma de coisas, mas de pessoas vivas. Essas pessoas vivas podem circular por todo o território nacional. Como cobrar imposto dessas mercadorias?

3) A solução: imposto de renda. No imposto de renda, o cidadão é visto como uma mercadoria.

4) Quando se tem a nacionalidade desse país, ele passa a ser propriedade do Estado tomado como se fosse religião. E ele tem poder de vida e de morte sobre as pessoas que nasceram no lugar. Tem poder de vida e de morte sobre os que não nasceram.

5) Para se acabar com a família tradicional, o homem foi tirado de casa de modo a se deslocar até o trabalho. O homem deslocado torna-se mercadoria viva em circulação. Os Rockfeller apoiaram o feminismo de modo a aumentar o número de contribuintes do imposto de Renda. Resultado: o Estado ficou ainda mais totalitário.

6) Desde que a Constituição dos EUA criou o famigerado imposto de Renda, a República se tornou um monstro totalitário e interventor. E este exemplo foi seguido aqui, pois a República dos Estados Unidos do Brasil é colônia dos EUA.

7) Se este imposto fosse abolido, os homens voltariam para as suas casas e cuidariam de suas famílias. E famílias estruturadas podem ser reconstituídas. Se os pais estão em casa, a Igreja vai na casa deles para serem evangelizados. E a Aliança do Altar com o Trono será restaurada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de março de 2017.

Educação é mercadoria, sim!

1) Os comunistas dizem que educação não é mercadoria.

2) Ora, educação é serviço. Eu, enquanto portador do saber, distribuo o que sei a quem busca aquilo que tenho de melhor a oferecer. Essa pessoa pode ir à minha casa ou eu posso ir à casa da pessoa.

3) Se eu me ponho em circulação e vou à casa dos clientes, o meu serviço vai circulando. Se o meu serviço entrou em circulação, então eu sou commodity viva, pois valho ouro para todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

4) Só que eu não posso ser coisificado, a ponto de terem poder de vida e de morte sobre mim. Sou tão útil à sociedade que sou capaz de organizar livros de modo a que atinjam outros territórios, os quais não seria capaz de atingir fisicamente. E o acessório segue a sorte do principal.

5.1) Deus me ama - e por amor a Ele me ponho como se escravo d'Ele de modo a servir aos meus irmãos aquilo de que necessitam: conhecimento, fundamento para se conhecer a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. 

5.2) Não sou escravo do Estado tomado como se fosse religião. Se sou escravo de Deus, então sou commodity para quem vive a conformidade com o Todo que vem de Deus. Só o autor da vida tem poderes de usar, gozar e dispor sobre minha pessoa, pois eu sou criatura e Ele é o criador.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de março de 2017.

Onde se ama mais a riqueza do que a Deus, a reciprocidade - a lei mais básica do mercado - se torna um preconceito

1) Dizem que a base da economia de mercado é a confiança.

2.1) O fundamento da confiança está no fato de se amar o outro como se fosse a si mesmo, tal como o verdadeiro Deus nos ensinou, que foi verdadeiro homem.

2.2) Se não amarmos e rejeitarmos as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então fazer acordo com os nossos semelhantes, de modo a que possamos produzir riquezas, distribuí-las aos nossos irmãos necessitados, e assim fazer o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo fica impossível.

3.1) Quando a riqueza é vista como um sinal de salvação - em que Deus elege alguns com a riqueza e pune os não eleitos com a pobreza -, isso é indicativo de que se ama mais o dinheiro do que a Deus, o que é claramente herético. Por força disso, a capitalização se torna uma religião, a ponto de ser um capitalismo. E onde se ama mais o dinheiro do que a Deus, nenhuma regra de reciprocidade será observada, pois quem ama o dinheiro tentará buscar poder absoluto de modo a querer ser um Deus. É dentro deste ambiente que o capitalismo gerará os metacapitalistas.

3.2) Se o outro não é visto como um espelho de seu próprio eu e isso se torna norma na sociedade, então o capitalismo é o regime natural feito para homens naturais, que estão presos na condição do pecado e não serão capazes de fazer algo de bom por si mesmos, como diria Santo Tomás de Aquino. Afinal, o que é o filho natural senão um filho bastardo, que renegou sua filiação divina?

4.1) Para que o capitalismo pudesse ser convertido em distributivismo, Deus teve que assumir a forma humana e elevar os homens, de modo a nos tirar do pecado. Se a filiação divina foi restaurada, então todo o senso de tomar o país como um lar foi restaurado - e a produção de riqueza terminará assumindo uma missão salvífica, pois servirá de escola para a pátria definitiva, que se dá no Céu. E o conjunto das cidades locais que vivem nessa conformidade conformidade com o Todo se chama civilização - e esse local serve de escola para o universal, católico.

4.2.1) Quando se negou a autoridade da Igreja, 15 séculos depois, esse distributivismo foi perdido, criando um verdadeiro relativismo moral. E é nesse relativismo moral que a liberdade é voltada para o nada, a ponto de idéias totalitárias serem vendidas como se fossem mercadorias. Se as idéias são postas em circulação a ponto de se lucrar com elas, vira ideologia.

4.2.2) Afinal, o que é o comunismo senão um subproduto do capitalismo, um desdobramento da mentalidade revolucionária, em que o senso de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade perde tudo exceto a razão, um tipo de loucura?

4.2.3) Foi como bem disse Chesterton: que capitalismo demais gera comunismo demais.

4.2.4) Quanto mais conservantismo, maior a involução moral - e maior a evolução na arte de fazer canalhice - de mentir em nome da verdade, a ponto de a política estar dissociada da ética, dando a clara impressão de que o poder está acima da sociedade, quando, na verdade, é a sociedade a base do verdadeiro poder, que se encontra nela dispersa, tal qual o conhecimento, o verdadeiro saber.

5.1) Eis uma verdade insofismável: onde abundou o pecado, superabundou a graça.

5.2) Se o capitalismo permitiu que o pecado fosse distribuído sistematicamente, a ponto de gerar totalitarismo, então o distributivismo fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus vai superabundar, pois a Igreja Católica é a única força capaz de combater o comunismo e o seu criador: o capitalismo, que é filho da mentalidade revolucionária provocada pela heresia protestante.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de março de 2017.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Quanto mais preso àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, mais livre serei. Logo, serei uma pessoa melhor, pois Cristo é a verdade

1) Há quem diga que sou muito preso ao cristianismo.

2) Ora, sou cristão e meu sobrenome é católico. Se Cristo é Deus e é o caminho, a verdade e a vida, então não há nada mais liberal do que ser escravo de Deus, que é o autor da vida - e da liberdade, por meio do sacrifício do cordeiro que tira os pecados do mundo.

3) Quanto mais preso eu for àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, mais livre e mais responsável serei. Quanto mais preso ao mundo eu for, menos livre serei, pois estarei preso ao pecado, que leva à morte e à apatria.

4) Isso é um postulado - questioná-lo é não levar a verdade a sério. Como posso buscar o saber se não amo a verdade de todo coração? Se aderi à proposição do postulado, é porque ele é a verdade. Logo, isso é fé, dado que postulados são ontológicos e não podem ser questionados, sob pena de não ser cristianismo. Se questionasse os postulados euclidianos, não haveria geometria. Simples assim!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de março de 2017.