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segunda-feira, 6 de março de 2017

A economia subjetiva decorre de regras objetivas fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus

1) Num mundo onde todo mundo tem a verdade que quiser, o valor das coisas tende a ser subjetivo num sentido extremado, a tal que ponto que o ilícito pode ser convertido em lícito, o que acaba promovendo um verdadeiro branqueamento de capitais (lavagem de dinheiro).

2.1) É dentro de um ambiente desse em que temos a Lei de Say (ou de Lei de Gerson na economia, em que todo produto cria sua própria demanda, já que estamos num mundo onde todos têm direito à verdade que quiser, o que edifica liberdade voltada para o nada, de caráter revolucionário).

2.2) Exemplo disso é a cocaína, que é ilegal, mas tem gente que vai comprar pra consumir ou revendê-la para traficar.

2.3) O produto ilegal criou sua própria demanda - à medida que vai crescendo e se tornando um negócio lucrativo, vai havendo uma pressão, por parte dos libertários e conservantistas, de modo a que isso acabe se tornando legal.

2.4) E essa pressão aumenta quando o dinheiro vindo de uma atividade ilegal é convertido em imóveis ou acaba entrando na bolsa de modo a financiar atividades legais, fomentando tráfico de influência).

3.1) A verdadeira economia subjetiva só pode decorrer de objetos lícitos e legítimos, fundados na conformidade com o Todo que vem de Deus. Pode-se falar que é uma permissão que Deus deu aos homens de modo a que tivessem soberania sobre todas as coisas, de modo a que criação se aperfeiçoe e se aprimore por meio da atividade humana, por meio de desdobramentos sucessivos que se são ao longo do tempo e das gerações.

3.2) Santo Agostinho falou que em questões discutíveis (como preço e quantidade de produtos a serem demandados no mercado, aqui pensado no encontro entre produtor e consumidor) pedem liberdade, e liberdade implica livre instrumentalidade dos contratos de modo a que possam bem servir à ordem pública, ao bem comum. E livre instrumentalidade dos contratos pede livre negociação das cláusulas de contrato, livre vontade, livre de qualquer vício - e não contratos de adesão, que tendem a ser leoninos, lesivos.

3.2) A economia subjetiva está fundada na boa-fé dos contratos negociados em paridade, em que um indivíduo preza o trabalho do outro - e esse trabalho é fundado numa vocação de modo a servir seus semelhantes, seja em escala local, seja em escala regional, nacional ou mundial. E isso funciona perfeitamente bem no âmbito cristão, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.3) A ordem pública deve proteger a boa-fé objetiva dos contratos, pois nela se fundamenta a confiança - e a confiança decorre do fato de se tomar tanto o produtor quanto o consumidor do produto como irmãos em Cristo - o que os coloca pé de igualdade, fundamento para se negociar com honestidade e lealdade.

4) Enfim, este são os fundamentos sobre economia num cenário em que a nação é católica, confessionalmente falando.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de março de 2017.

Por que esse debate sobre a adoção do modelo de franquia, por parte das operadoras de telefonia, não deveria existir?

1) Se a intenção das operadoras, que recebem muitos subsídios do governo, é limitar a internet usando dados falsos de modo a justificar o modelo da franquia, então o simples fato de esse modelo estar em debate, ainda que técnico, já é perder o debate. Isso cedo ou tarde acabará passando.

2) O objetivo do debate é chegar a verdade, ainda que por meio de uma guerra de métodos. Se uma das partes usa dados falsos, como é possível haver debate? Isso é impossível!

3) Eis aí o malefício do Estado Democrático de Direito - se todo mundo tem direito à verdade que quiser, então o sujeito inescrupuloso poderá expor essa verdade por meio de dados sabidamente falsificados e fraudados, o que é, na verdade, uma mentira.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de março de 2017.

Num mundo politicamente correto, falar a verdade é uma heresia

1) Num mundo politicamente correto, falar a verdade é uma heresia, já que para essa gente Deus morreu.

2) Só que eles se esquecem, de maneira conveniente e dissociada da verdade, que Deus ressuscitou ao terceiro dia e venceu a morte. E neste ponto, eu escolho falar a verdade, mesmo que isso me produza conseqüências nefastas. Neste mundo politicamente correto, sou heresiarca com muito orgulho. Por isso que sou contra-revolucionário.

3) Se o mundo de esquerda se diz de direita de maneira falsa, então eu estou à esquerda dessa direita falsa de modo a restaurar as coisas na conformidade com o Todo que vem de Deus, já que estou regressando à origem das coisas, que estão à direita do Pai no sentido verdadeiro do termo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de março de 2017.

Notas sobre a relação entre populismo e totalitarismo

1) Se a voz do povo é a voz de Deus, então o Estado é tomado como se fosse religião, pois os políticos se fazem de vigários de sacerdote, o que é uma espécie de vigarice. E uma das coisas mais nefastas é manipular a vontade de Deus de modo a tirá-Lo do Centro do mundo, que é o seu verdadeiro lugar, e nele colocar o povo, que são os homens reunidos por Ele de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo.

2) Não é à toa que o populismo decorre dessas coisas - e não é à toa que ele é irmanado com o totalitarismo, uma vez que isso é socialismo do povo, pelo povo e para o povo, já que o canal para exercer isso se dá na democracia de massas, uma das conseqüências do avanço das idéias libertárias, próprias da Revolução Francesa.

3) Se o comunismo precisa ser proibido tal como o nazismo, então o populismo precisa ser igualmente banido, pois ser idiota não é um direito mas uma irresponsabilidade, uma vez que a pessoa foi chamada a ser santa, a ser uma fiel servidora da verdade e da boa razão que decorre da verdadeira fé, mas preferiu conservar o que é conveniente e dissociado disso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de março de 2017.

Se o conservadorismo é reto naquilo que assume, o conservantismo tangencia o assunto por força de sua covardia inerente

1) Se o senso de conservar a dor de Cristo decorre de vida reta, fé reta e consciência reta, então o conservantismo - o senso de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade - tangencia o assunto.

2.1) Escrever é um ato de coragem - por isso que tangenciar o assunto revela uma covardia intelectual. E essa covardia intelectual fará com que a verdade não atinja as pessoas que precisam ouvir o que é bom, para o seu próprio bem.

2.2) Como isso semeia a mentira, então o agente que escreve acaba tirando uma nota baixa, uma vez que a mentira precisa ser penalizada, já que isso está à esquerda do Pai.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de março de 2017.

Notas sobre uma tradição que gostaria de implementar: o julgamento do Imperador Diocleciano, responsável pelo martírio de São Sebastião

1) Se eu fosse prefeito, todo dia 20 de janeiro - dia de São Sebastião - haveria o julgamento simbólico do Imperador Diocleciano, responsável pelo martírio desse santo.

2) Trata-se de um júri simulado, um rito. Se houvesse o julgamento simbólico, seria a melhor forma de viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, através do dizer o Direito.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de março de 2017.

domingo, 5 de março de 2017

Como o Cristianismo acabou com a escravidão?

1) Na Roma Antiga, onde a escravidão era a ordem do dia, a única maneira de fazer um escravo se reproduzir era levá-lo à suruba anual. Por isso, o escravo tinha que ter boas condições físicas de modo a que pudesse fazer sexo com as escravas e gerasse tantos filhos quanto pudesse. Afinal, ficar comprando escravo de maneira recorrente era algo caro. Além disso, não era todo dia em que era possível ficar fazendo guerra de modo a escravizar os vencidos, pois guerras custavam caro ao erário, aos cofres públicos.

2) Com o advento do Cristianismo, os escravos puderam se casar e deixar bens aos descendentes, os quais nasciam livres. Paulatinamente, a escravidão foi acabando, a ponto de haver liberdade fundada na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) É fato historicamente incontroverso que foi o Cristianismo quem acabou com a escravidão. Se isso foi verdade nos tempos antigos, foi também verdade no advento da Idade Contemporânea.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de março de 2017.