Pesquisar este blog

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Notas sobre catequese em matéria primária e catequese em matéria secundária

1) Além da catequese em matéria primária - que se dá dentro da matéria da Igreja: sagradas escrituras, tradição apostólica e magistério da Igreja -, temos a catequese em matéria secundária, que se dá no âmbito das universidades.

2) Essa catequese em matéria secundária se dá no âmbito das ciências humanas, nas disciplinas que derivam das sagradas escrituras: direito, história, filosofia, sociologia e economia. Essas áreas são as mais afetadas pelas proposições da Igreja, em matéria de Doutrina Social. Por isso, o estudo dessas matérias deve ser pautado com base nessas diretrizes propostas.

3) As ciências da natureza e da tecnologia, que são ciências servis, só terão a sua utilidade compreendida dentro do âmbito das ciências que estudam o homem enquanto criatura muito amada por Deus. Afinal, se buscarmos estudar a natureza e a técnica de modo a servi-la com fins vazios, então estaremos todos fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.1) Na falta de universidades, a catequese em matéria secundária pode se dar nas paróquias ou mesmo na internet.

4.2) Só aqueles que buscam mesmo as coisas do alto de maneira séria e que se responsabilizam em santificarem a si próprios estudando o homem, a natureza e a técnica é que são os candidatos perfeitos para entrarem nesse grupo de estudos, que pode ser feito também numa forma de pastoral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro 27 de novembro de 2018.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Da importância de cristianizar as ciências humanas

1) Mais um catequista me adicionou. Sinal de que meu trabalho está indo muito bem - nunca pensei que muitos dos meus alunos fossem catequistas! Sou grato a Deus por isso - se eu disser bobagem, eles me corrigem na hora. Sinal de que fortalecer a fé dos católicos é tão importante quanto tirar alguém do protestantismo para o catolicismo - como a causa é justa, Deus mandou uma classe especial de pessoas para aprender comigo.

2) Precisamos catequizar e cristianizar as matérias derivadas da Sagrada Escritura, como Direito, História, Filosofia, Política, Sociologia e Economia. E nesse ponto, estamos falhando feio, pois essas áreas estão totalmente dominadas por liberais e comunistas.

3) Há muita gente boa fazendo catequese na matéria primária, fundada na sagrada escritura; com relação às matérias que derivam da sagrada escritura e que constituem as ciências humanas, nós estamos deixando a desejar. Talvez este trabalho venha a suprir algo que eu nunca vi ninguém fazendo, mas que me pareceu muito relevante: cristianizar todas essas áreas, a ponto de todas apontarem para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2018.

Como a classe ociosa influi no processo de desvalorização da moeda fiduciária, ao servir liberdade com fins vazios?

1) Se a moeda fiduciária indica que tenho direito a uma parte da soma das riquezas que há no país, então isso necessita da verdadeira autoridade, a ponto de aperfeiçoar a liberdade fundada no poder de compra dessa moeda, o que favorece a integração entre as pessoas fundada no senso de tomar o país como um lar em Cristo.

2.1) Quem faz da riqueza sinal de salvação não tem autoridade nenhuma para fazer da emissão da moeda um símbolo de soberania nacional.

2.2.1) A maior prova disso é que a moeda perde o seu caráter fiduciário - ao invés de aumentar o poder de compra da moeda de modo a reforçar a integração entre as pessoas, essa falsa autoridade concentra o poder em suas mãos a ponto de gerar um imposto inflacionário, fazendo com que o poder de usar, gozar e dispor das coisas fique na mão de poucas pessoas, em geral ligadas ao setor governamental. Afinal, ela faz da riqueza sinal de salvação, a ponto de dividir o mundo entre os eleitos (governantes) e os condenados (os governados)

2.2.2) Isso faz com que o Estado seja tomado como se fosse religião, a ponto de tudo estar no Estado e nada estar fora ou contra o Estado. Como essa autoridade é servida com fins vazios, então essa classe que está no poder não tem razão nenhuma para existir, uma que não produz nada de bom para a sociedade, por ser vazia e ociosa. Ela se preocupa mais com o hedonismo, com seu próprio bem-estar, do que com o bem-estar do povo, a ponto de trair a Deus neste fundamento.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2018.

Prefira a autoridade fundada em Deus à liberdade com fins vazios

1.1) Se Deus é a medida de todas as coisas, então todas as autoridades têm seu poder tendo por Deus fundamento. Essas autoridades decorrem dos vassalos de Cristo (reis e príncipes) ou do vigário de Cristo (o Papa, que sucede a São Pedro, fazendo garantir a promessa de que Cristo estará sempre conosco até o fim dos tempos) .

1.2) Se essas autoridades imitam a Cristo Rei e Sumo Sacerdote, então elas acabam aperfeiçoando a liberdade, uma vez que devemos amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, já que Ele é a verdade. Não há liberdade sem ordem decorrente dessa verdade, desse verbo que se fez carne a ponto de fazer santa habitação em nós, por meio da santa eucaristia. Por isso que conservamos a dor de Cristo - e nesse ponto, somos conservadores, não conservantistas.

2.1) Se o homem é a medida de todas as coisas, então as leis não passam de preconceito burguês, enquanto expressão desse grupo de pessoas que controla o poder e que faz da riqueza um verdadeiro sinal de salvação a ponto de dividir o mundo entre eleitos e condenados. Por isso, a constituição do Estado se pauta em nenhuma autoridade, uma vez que a verdade não existe - para essa gente, tudo se pauta na matéria, a ponto de tudo estar no Estado e nada poder estar fora dele ou contra ele.

2..2.1) Como a falsa liberdade decorre do fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, então ela acabará servindo liberdade com fins vazios, a ponto de essa lei orgânica ser escrita e reescrita diversas vezes, por conta do passar dos séculos.

2.2.2) Enfim, quem busca liberdade sem Cristo está a buscar a própria prisão, já vê que no pecado uma virtude. Por isso, que age assim é libertário e conservantista.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2018.

Refutando o conceito de troca autística em Mises

1) Certa ocasião, eu aprendi que lucro é ganho sobre a incerteza. Isso pressupõe que a gente fique na dependência de Deus, uma vez que as coisas se dão no tempo dele. E para que tenhamos benefício neste vale de lágrimas, neste mundo povoado pela incerteza, então devemos viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Quem vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus sempre fará troca heterônoma, uma vez que vê a verdade na razão de ser das coisas, uma que elas foram criadas por Deus com um bom propósito. E uma troca com Deus, essa pessoa que não podemos ver, é sempre uma troca heterônoma, uma vez que estamos vendo o que não se vê, já que Jesus - o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - é a face visível de um Deus invisível.

3.1) Quem nega a Deus sempre verá a troca de maneira autística, fundada no homem como a medida de todas as coisas.

3.2) É por essa razão que pessoas como Mises acabam edificando liberdade com fins vazios, a ponto de dizerem que Jesus foi o primeiro bolchevique. Muitos dos austríacos eram judeus, seguidores dos que negam Jesus como Messias, uma vez que foram os judeus que O mataram, colocando-o numa cruz.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2018.

Economia da salvação versus Teologia da Prosperidade

1) Aprendi muito mais sobre economia da salvação numa simples rifa do que em qualquer manual sofisticado de economia.

2) Descobri que o investimento em Deus sempre é produtivo. O juro costuma ser livre - Ele costuma recompensar quem investe na Igreja muito mais do que as coisas que são arbitradas em contrato, numa relação de homem para homem. Os juros costumam ser pagos no tempo d'Ele, visto que as coisas se fundam na eternidade. Por isso, devemos esperar, não exigir.

3.1) A teologia da prosperidade é o contrário disso. Como toma o homem como a medida de todas as coisas, então essa teologia incentiva que seus praticantes pratiquem usura contra Deus, cobrança do investimento fundado em fins vazios, uma vez que tal heresia negou a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, uma vez que essa heresia é desdobramento da heresia calvinista.

3.2) Como o investimento não se funda na evangelização, mas na riqueza tomada como sinal de salvação, então Deus é tomado como se fosse empregado dos homens, o que de certa forma leva a uma espécie de ateísmo, pois isso leva a entender que de Deus é mau, por não atender as coisas no nosso tempo.

3.3) De certa forma, isso é pronunciar o nome de Deus em vão, além de ser pecado contra a bondade de Deus, coisa que geralmente é atribuída ao Espírito Santo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2018.

Preparação espiritual para o jubileu da paróquia

1) Estou me preparando para 2020. Minha paróquia vai completar 25 anos, enquanto paróquia. Como capela, ela tem uma história mais antiga, pois foi fundada nos anos 50.

2.1) Para esse jubileu, nós vamos trocar o altar. O altar de madeira vai dar lugar a um altar de pedra. Para que a paróquia seja consagrada, segundo o que me disseram, a paróquia necessita de um altar de pedra. Fizeram uma rifa e eu comprei um dos números. O prêmio é um relógio da marca Fossil (não sei se é esse o nome da marca, visto que não a conheço).

2.2) Muitos estão interessados no relógio; o meu interesse, no entanto, é que a paróquia fique cada vez mais bonita e cada vez mais santa de modo que atraia ainda mais gente para a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Se meu número for sorteado, é ganho sobre a incerteza. Darei o relógio à minha mãe, visto não tenho costume de usar relógio.

3) O investimento que fiz tem finalidade produtiva, visto que muitas almas serão santificadas por conta do serviço missionário. Os juros decorrentes desse investimento são livres - o que ganharei em troca por conta disso será incalculável e muito mais do que os R$ 20,00 que dei na rifa, posto que estas coisas se dão no tempo de Deus.

4.1) A economia da salvação não é uma troca autística, mas uma troca fundada entre pessoas: uma pessoa que não podemos ver, que é Deus, e nós, que somos criaturas feitas à Sua imagem e semelhança.

4.2.1) Todo investimento em Deus tem natureza produtiva - e o que é dado em troca vai muito além do que foi dado, pois Deus é bom.  
 
4.2.2) A mão do sacerdote, que recebe esse investimento, deve se comprometer ainda mais a servir a Deus de modo que eu possa cooperar ainda mais nessa missão, pois em Deus eu confio, uma vez que dar é maior do que receber. Não é à toa que os sacerdotes responsáveis por uma paróquia são chamados de "administradores paroquiais". E fazem isso sob o chamado de Deus - por isso que são sacerdotes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2018 (Domingo de Cristo Rei).