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quarta-feira, 20 de março de 2024

Os homens não se enlouquecem por excesso de sonhos, mas se enlouquecem ao procurar razão em tudo

Na abertura de Ortodoxia, Chesterton instiga-nos com essa proposição que, para além de alguma expressão filosófica, é um verdadeiro conselho de amigo: “Os (homens) que realmente creem em si mesmos estão todos em manicômios”.

Com isso, nosso autor não se limita à vanglória - ele lança um olhar caridoso àqueles homens que se obstinam a analisar todos os aspectos da realidade sob uma lupa, debater por uma semana, revisar em três vias e, por fim, sentirem-se seguros ao afirmar que um copo possa ser usado para servir água.

“A poesia é sã porque flutua sem esforço num mar infinito; a razão tenta atravessar o mar infinito e, desse modo, torná-lo finito”, nos traz Chesterton. Talvez essa passagem ilustre melhor o ponto, ao convidar-nos a refletir os limites razoáveis do uso da razão (fora merecer pontos extra pelo uso da poética em defesa da poética).

Finalmente, convidamos o leitor a reservar algum momento para o lúdico, especialmente se estiver sentindo o pulsar da necessidade de se autoanalisar (algo como estar pensando “será que eu busco demais a razão em tudo?”) e simplesmente abster-se de elucubrar a respeito. No lugar, nosso conselho é que pegue uma obra literária e simplesmente entregue-se à imaginação por tanto tempo quanto lhe seja agradável.

Se uma mente sadia é fundamental para o sucesso na vida, aconselhamos que cuide já de sua saúde mental: pare de levar-se tão a sério.


Sociedade Chesterton Brasil

Fonte: 

https://www.facebook.com/chestertonnobrasil/posts/pfbid02fXevSCNvExzuXe4dA2Ny3HAv8fmmJwGhPQeiXgRnyjuh4tfGfsXSzPLt7NGQ3Cxyl

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