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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Depois dizem que os brasileiros somos imbecis

Uma texana me pergunta:

_ Alguma vez você já esteve nos EUA?

Eu respondi isto a ela:

_ Eu ainda não tive a oportunidade de fazê-lo, mas meu irmão já. Ele esteve na Flórida, em Nova York e em Washigton D.C. Numa segunda viagem, ele também esteve em Los Angeles. Meu irmão e minha cunhada gostam de viajar - eles acabaram de partir pra Europa agora.

_ Parece-me que você não gosta de viajar - disse a texana.

_ Não é isso. É que viajar pra fora é muito caro. Eu não ganho o suficiente pra isso. Se pudesse fazê-lo, eu me mudava para os Estados Unidos - domino bem o inglês e há ainda lugares seguros. O ideal seria que eu fosse para a Polônia, pois o povo de lá tem uma visão de mundo muito parecida com a minha, além de ser muito seguro por lá. Mas ainda não domino a língua deles.

(Depois falam que brasileiro é imbecil. Nas minhas conversas com gente daqui, a única pessoa que não juntava o lé com o cré direito foi a única namorada que eu tive - ela justamente levou um pé na bunda de minha parte porque não assimilava direito a realidade das coisas ditas, fora que gostava de opinar sobre coisas que sequer compreendia, coisa que abomino. Onde foi que eu disse que eu não gosto de viajar? Eu apenas disse que não tive a oportunidade de viajar pros EUA, por conta da falta de dinheiro).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2018.

O que é preciso para ser um crítico social mordaz?

1) Para se tornar um crítico social mordaz, você precisa haver estudado muita história e muita literatura, uma vez que os escritores literários captam situações sociais de uma época a ponto de fomentar a imaginação das pessoas para certas coisas assemelhadas que ocorrem no presente ou mesmo no futuro. Até mesmo coisas opostas àquilo que houve no passado precisam ser imaginadas - e isso pede que o escritor seja um verdadeiro pintor retratista de uma época, a ponto de não fazer retoque algum da realidade.

2) Outra possibilidade é tomando dois ou mais lugares como um mesmo lar em Cristo. Enquanto não moro em lugares como EUA ou Polônia, eu vou coletando a experiência que me é contada pelo meu pároco ou mesmo de americanos ou poloneses que vier a conhecer eventualmente no Twoo. E com base no que coleto eu vou pensando nas possibilidades, o que me leva a fazer troça daquilo que vejo no Brasil e que é ridículo, à luz daquilo que de bom me contam.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2018.

Notas sobre a involução da cultura de encontro

1) No tempo de Isaac Newton, as cafeterias inglesas eram conhecidas como "universidades do centavo". Você pagava um centavo por um café quente e ouvia excelentes conversas enquanto tomava café.

2) Antes da Grande Depressão, era possível tomar um chá ou um café a dez centavos de dólar. Lugares análogos à Confeitaria Colombo eram verdadeiras "casas de chá de santo dime" - conversas inteligentes e aristocráticas eram movidas à base de muito cafeína.

3) No Brasil, nas baladas da vida, você paga dez paus (dez reais ou mais) pela cerveja - que é feita de milho, em vez de cevada ou malte. Enquanto você toma uma cerveja de qualidade questionável, você vê um malandro qualquer fazendo um esquema com uma republicana qualquer. E nesse esquema, o malandro vai mostrar pra ela com quantos paus se faz uma canoa. Crianças nascidas sem pai e mãe surgem após isso, quando não são abortadas. O Carnaval é o ponto culminante desses encontros questionáveis.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2018.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Antes da Grande Depressão, o chá podia ser servido a dez centavos a xícara e não era diabólico (literalmente, era chá do santo dime)

1) Houve uma época nos Estados Unidos em que era possível tomar uma xícara de café a dez centavos de dólar. Na língua inglesa, a moeda de dez centavos é chamada de dime.

2) Se naquela época eu desse uma xícara de chá a dez centavos a um cliente meu, então isso seria chá de santo dime. Não seria satânico como o santo daime, que é alucinógeno; seria santo mesmo porque servi a meu semelhante naquilo que ele me pediu. É pelo santo dime que teria o pão nosso de cada dia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2018.

O negócio é dividir pra poder dominar, nem que seja multiplicando o atraso em nome do progresso por 10

1) JK prometeu avançar 50 anos em 5. O progresso foi a passo de Michael Jackson, próprio de gente que caminha no mundo da lua.

2) Temer disse que o Brasil voltou 20 anos em 2.

3) Juntando tudo, 70 anos em 7 (se fosse 70 vezes 7, seria caso de perdão, mas isso não vem ao caso, já que eles negam tudo aquilo que Jesus nos ensinou, uma vez que a República é maçônica). Como os apátridas enxergam o povo como uma imagem distorcida de um mesmo espelho, que deve estar quebrado, então isso explica nossa falta de sorte.

4) Mais 30 anos em 3 e teremos um século perdido em uma década perdida de maus governos. Eis o que dá o caos em nome da ordem e o retrocesso em nome do progresso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2018.

Se a fé católica me levou a estudar o polonês, então isso me fará querer estudar a língua inglesa com mais afinco

1) Se o idem velle, idem nolle foi-me determinante para procurar tomar a Polônia como meu lar em Cristo, então por que não tomar os Estados Unidos da mesma forma?

2) Acabei de conhecer uma mulher americana da Pennsylvania que é católica também. Isto é um bom sinal!

3.1) Como minha amiga Sara Rozante disse, somos católicos (universais), mas não uniformes.

3.2) A maior prova disso é que os lugares são diferentes tanto em geografia quanto no clima - e tomá-los como um lar em Cristo pede diferentes estratégias. Isso faz com que eu tenda a me aprimorar na tarefa de construir pontes neste aspecto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2018.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Notas desse primeiro dia de busca por gente polonesa com quem eu possa conversar


1) Deus viu que meu projeto era bom. Consegui encontrar uma polonesa para conversar: o nome dela é Iwona (ainda não sei seu sobrenome). Além de ela ter a oportunidade de praticar o inglês, ela pode aprender minha língua. Logo de cara, eu percebi que ela tinha interesse na minha língua também.


2) Com isso o meu propósito se tornou maior do que eu havia pensado: estarei ensinando aos poloneses minha língua, minha filosofia e aquilo que se fundou em Ourique. E em troca estarei aprendendo polonês e quem sabe terei a oportunidade de ter uma polonesa como namorada e, consequentemente, uma esposa. Como tenho um razoável domínio de língua inglesa, também tenho a oportunidade de estimular as pessoas a praticarem inglês comigo. O padre Evandro, quando era vigário na minha paróquia, costumava praticar inglês comigo.



3) Como estou feliz!



José Octavio Dettmann



Rio de Janeiro, 14 de maio de 2018.