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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sobre a importância de salvar o progresso de sua partida, nos jogos de videogame (e uma analogia disso com a vida real)

1.1) Uma coisa que aprendi nos antigos adventures dos anos 80 e 90 do PC é que é preciso ter o hábito de salvar os jogos com freqüencia, de modo a explorar todas as possibilidades de ação possíveis dentro do jogo.

1.2) À medida que você vai progredindo no jogo, novas possibilidades de ação vão surgindo de modo a que você possa experimentar e descobrir qual pode ser o melhor caminho possível ao seu jeito de jogar, que é de certo modo um jeito de ser. E quanto mais se avança, mais possibilidades se acumulam ao longo do tempo - o que faz com que os jogos de estratégia acabem imitando a vida real neste aspecto, pois as possibilidades são tantas, quase infinitas, que se torna conveniente e sensato se especializar em determinados ramos de saber de modo a que você progrida tanto intelectualmente quanto espiritualmente.

1.3) Por isso, quando você está numa circunstância de jogo onde há um leque de opções a explorar, salve a partida e experimente todas as possibilidades de ação, pois é somente assim que você ganha experiência enquanto jogador.

2.1) No caso da vida real, a única maneira de salvar uma experiência vivida é registrando-a por escrito. E para se viver bem, você precisa conhecer a experiência dos que estiveram em vida antes de você, de modo a que você se mantenha num caminho reto e virtuoso, conforme o Todo que vem de Deus. Se não houvesse tradição, a gente viveria a vida em pecado constante, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, que é Cristo.

2.2) Se a Ciência Política estuda todas as possibilidades de ação humana possível de tomada do poder, então é indispensável que você aprenda tudo o que é preciso saber por meio de simuladores - ali está toda a experiência acumulada dos livros condensada em algo claro e prático, de modo a ser facilmente visualizado e percebido. E neste ponto, nada é mais didático do que jogos de simulação e estratégia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 2017.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Todo apátrida nascido nestas terras, no sentido biológico do termo, é um insano

1) Enquanto algumas pessoas passaram a ser chamadas de loucas num mundo pós-COF, eu, antes mesmo de fazê-lo, já era chamado de louco ou de radical anacrônico.

2.1) É aquela máxima de Lênin: acuse-os do que você realmente é.

2.2) Quem me acusa de louco não tem amor pela verdade, uma vez que sabedoria humana pura é loucura ante os olhos de Deus. E quanto menos amor pela verdade, mais insanidade.

2.3) O que é a psicopatia senão pensar sistematicamente em falsear? Começa como um hábito para depois se tornar vício, a tal ponto que você perde o controle. E quanto mais habilidade verbal, quanto mais tendência à extroversão, maior a tendência de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Não é à toa que é uma doença, pois isso nos leva à esquerda do Pai sistematicamente.

3.1) Concordo com o Fernando Petersen quando diz que o nativo desta terra está doente, mas me recuso a dizer que este doente é brasileiro, pois o verdadeiro brasileiro toma o país como um lar em Cristo com base na missão que recebemos do Cristo Crucificado de Ourique de modo a servir a Ele em terras distantes - e isso pede vida reta, fé reta e CONSCIÊNCIA RETA, ou seja, uma escolha virtuosa de vida, uma vocação, nem que seja extraindo pau-brasil, como era antigamente.

3.2) Como o nativo desta terra nega a Deus, e está obstinado em conservar isso conveniente e dissociado da verdade, então a terra está desligada do Céu - por essa razão, ele é apátrida. E apátrida, até onde sei, não tem direito algum enquanto não fizer as pazes com Deus e praticar todos os atos de desagravo necessários em relação aos erros constantes e sucessivos que levaram esta terra à apatria sistemática.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2017.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Notas preliminares sobre uma possibilidade histórica hipotética que me passou pela cabeça

1) Me passou agora pela cabeça revisitar aquela idéia dos partidos português e brasileiro, que havia no Primeiro Reinado. E estou tentando especular sobre o que aconteceria se tal realidade existisse no Segundo Reinado, quando vieram os imigrantes, sobretudo italianos, alemães e japoneses.

2) Se essa realidade existisse, surgiriam o partido italiano, o partido alemão e o partido japonês. E o caráter nacional desses partidos está no fato de tomar o Brasil e esses países de origem como um lar em Cristo, de maneira vis a vis. E os imigrantes, por estarem tomando o Brasil como um lar, em Cristo, seriam brasileiros, pois teriam representantes no Parlamento Imperial da mesma forma como tem representação na Alemanha, Itália ou Japão desde o exterior. Quando se toma dois ou mais países como parte do mesmo lar em Cristo, eu não vejo problema.

3.1) O problema ocorreria por força de como esses imigrantes chegaram ao Brasil: Itália e Alemanha, quando unificaram seus países, adotaram toda uma legislação de inspiração liberal totalmente fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.2) Muitos dos imigrantes eram casados no regime do casamento civil, enquanto o Brasil Império adotava o regime do batistério. Eles precisariam ser cristianizados antes de serem assimilados como parte da nova terra, já que seriam considerados apátridas.

3.3) No entanto, a solução proposta pelo Visconde de Taunay foi reconhecer o casamento civil válido, para efeito da entrada desses imigrantes - e isso abriu o precedente para que o casamento civil e o registro civil fossem estendidos a toda população, acabando de vez com a Aliança do Altar com o Trono, coisa que veio com a República.

3.4) Muitos desses imigrantes já estavam contaminados pelas idéias nacionalistas, de tomar o país como se fosse uma segunda religião, a tal ponto que iriam querer criar países dentro do país, de modo a fomentar separatismo, tal como o Eric Silva bem apontou. E ele está certo.

3.5) Um dos erros da política pró-imigração no Império foi que ela focou mais o desenvolvimento econômico fundado no amor ao dinheiro do que aquilo que se conhecia desde Ourique, uma vez que a chaga liberal acabou fincando raízes no Brasil. Aliás, desde que o Brasil se separou do Reino Unido, inventou-se a alegação de que ele era colônia - e o país foi trocando o que foi edificado em Ourique pelo quinhentismo - e o país começou a ser tomado como se fosse religião até desaguar na República.

4) Essa questão dos partidos dos imigrantes pediria toda uma estrutura que já não havia mais por conta do vintismo. E tal como falei num artigo anterior, essas camadas de mentalidade revolucionária precisam ser retiradas de modo a que esta questão seja bem vista à luz daquilo que foi fundado em Ourique.

5.1) É algo bem complexo, o que demanda tempo e muita reflexão. Embora tenha me passado pela cabeça de maneira embrionária, eu não escrevo a primeira coisa que me vem à cabeça sem antes meditar e muito sobre essa questão, pois escrever é um ato muito sério e tento fazer isso do modo mais responsável que faço.

6) Enfim, esse exercício de trazer para o Segundo Reinado o partido português e o partido brasileiro em tempos da chegada dos imigrantes é um bom exercício de pensamento em ciência política, pois há possibilidades de ação hipotéticas aí que podem vir a ser reais, se houver toda uma conjuntura nacional e internacional favorável a isso, o que não deixa de ser realista, ainda que não possa ser vista, no momento em que escrevo este texto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2017.

Notas sobre o trabalho santificador do nacionista (do que toma dois ou mais países como parte do mesmo lar em Cristo)

1.1) Quando você toma dois ou mais países como parte de um mesmo lar em Cristo, você vai servindo às duas comunidades, na medida de suas possibilidades e circunstâncias.

1.2) Como a vida é um eterno empreendimento, quanto mais você conhece sobre as circunstâncias de cada país, mais você pode comparar o que é virtuoso em um e o que é virtuoso e em outro, assim como o que é nefasto em um e o que é nefasto em outro. E quando num ponto específico há um antagonismo de vício e virtude, é aí que o diplomata perfeito atua de modo a que a virtude vença o vício, servindo a Cristo em terras distantes. Afinal, o trabalho do nacionista é este: converter vício em virtude, já que toma pelo menos dois países como parte do mesmo lar em Cristo, por conta de ter dupla nacionalidade.

2) A este trabalho do nacionista se aplicam todas as lições de São Josemaria Escrivá sobre o trabalho como meio de santificação, pois sem a graça de Deus, nenhum trabalho cultural ou técnico será capaz de converter apatria em civilização. Não é à toa que o nacionista é o diplomata perfeito por excelência.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2017.

Notas sobre nacionidade e apropriação cultural

1) Tenho passado esses últimos dias a jogar The Guild 2 - e enquanto me divertia, estava correndo aqui entre meus pares uma discussão sobre apropriação cultural.

2) Para quem toma dois ou mais países como parte do mesmo lar em Cristo, o diplomata perfeito sempre se apropriará do que é bom de cada cultura de modo a que as virtudes de uma corrijam os defeitos da outra - e por intermédio desse diplomata perfeito, isso se dá de maneira recíproca, pois o exemplo é distribuído nas duas comunidades, se ele deixar isso na forma de legado familiar nos dois territórios. E é por haver legado familiar que haverá distributivismo nas duas pontas.

3) Para quem toma o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada poderá fora dele ou contra ele, debater com este ser é perda de tempo, uma vez que ele usará este conceito como ferramenta de modo a instituir um primtivismo afro-indígena de modo a destruir o legado civilizatório português que aqui foi estabelecido por força da missão que recebemos em Ourique.

4) Esse tipo de uso instrumental, pragmático, da apropriação cultural é uma ferramenta nazista, pois está focado no socialismo de raça.

5) Não importa se o socialismo é de nação (fascismo), classe (comunismo) ou raça (nazismo). Os três conceitos são fungíveis entre si e para eles os fins últimos da Revolução Cultural justificam os meios para a tomada total do poder, pois são meios ideológicos. Por isso, a melhor forma de combater esse mal é denunciando essa canalhice.

6) A verdade precisa ser servida a quem preza a vida livre fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, pois é só por meio da verdade que haverá a restauração da realidade, o que restaurará o uso do poder para servir ao bem comum, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo, da forma como foi estabelecida em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2017.

Notas sobre realidade aparente e realidade sedimentada encoberta em camadas de mentalidade revolucionária

1) É muito importante estudar a realidade das coisas. E a realidade não é apenas a que se apresenta aparente, sensível, de modo a ser tomada como se fosse coisa - a realidade se estende a coisas que não podemos ver, pois ela está encoberta por camadas de mentalidade revolucionária (globalismo, totalitarismo, libertarismo, conservantismo - próprio da Reforma Protestante)

2) Buscar a verdade é mais ou menos fazer prospecção de petróleo. Você precisa eliminar as camadas de mentalidade revolucionária que estão na superfície, de modo a compreender as coisas dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Se a Idade Média foi a época em que os homens mais cooperaram com a civilização fundada nos valores de Cristo, então precisamos desfazer as camadas de mentalidade revolucionária aparente de modo a compreender aquela realidade. Registros documentais dão um subsídio nessa direção, mas como todo registro, algum detalhe pode estar errado - e aí será preciso todo um trabalho filosófico especulativo de modo a ver o que havia de errado na Idade Média e ser consertado à luz da doutrina da Igreja e não através da falsa solução criada pela mentalidade revolucionária, que não passa de gambiarra, de solução aparente para algo que não foi bem resolvido, pois se preferiu conservar o que era conveniente e dissociado da verdade.

4) Para se estudar o distributivismo, há que se fazer o restauro dessa realidade não só pela via documental, que pode ser condensada em simuladores ou jogos eletrônicos, como também pela via da especulação racional acerca desses problemas. Não se trata de medievalismo romântico ou estético, mas estudo da realidade - e é parte desse estudo ver o que não se vê, como diz Bastiat.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2017 (data da postagem original).

Imposto sempre se dará por força de lei e a natureza disso é o seu caráter extraordinário

1) Sempre que o mundo português estiver em guerra de modo a defender a integridade de seus domínios, impostos, por força da lei natural, podem ser criados de modo a custear as despesas decorrentes da guerra, de modo a que missão de servir a Cristo em terras distantes sobreviva em face aos inimigos de Cristo.

2) A natureza dos impostos é a sua natureza extraordinária. É em tempos de emergência que a lei é usada de modo a forçar a colaboração alheia em tempos de crise. Se é medida fundada na defesa da pátria, então isso é perfeitamente justo.

3) Não faz sentido haver cobrança de impostos em tempos de paz. Se o povo é tomado como parte da família, a contribuição com o governo deve se dar de maneira costumeira, uma vez que a confiança é a regra geral das coisas ainda que não escrita, pois o povo que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento sempre estará disposto a colaborar com aquele é Pai de seu povo e vassalo de Cristo, o sucessor de D. Afonso Henriques.

4) O fato de haver impostos ordinários na República se deve ao fato de que a instabilidade é a regra, já que a República é uma crise permanente. Como o povo é visto como órgão, então a lei fica forçosamente acima do costume uma vez que Deus não é o norte das coisas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2017.