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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Da importância da pastoral do acolhimento de modo a tomar o país como se fosse um lar em Cristo

1) Uma coisa que vejo em filme americano e que não vejo aqui é o seguinte: quando você é novo na vizinhança, a comunidade próxima ao lugar onde você vai morar monta um comitê de boas vindas e te recebe. Em termos comunitaristas, isso é uma verdadeira pastoral do acolhimento, feita de modo a se tomar o novo país como se fosse um lar em Cristo. E isso é importante, nacionisticamente falando.

2.1) Não vejo essas coisas na minha paróquia - quando comecei a freqüentar a paróquia próxima do meu lugar de residência, as senhorinhas da tal pastoral nunca me abordaram dessa forma.

2.2) Se a pastoral do acolhimento é o comitê de boas vindas da paróquia e não faz o que deve ser feito, então por que razão ela existe? Para massagear o ego de quem é parte da pastoral?

2.3) Se a pastoral não funciona como tem que ser, então ela não é conforme o Todo que vem de Deus, já que a indiferença é o verdadeiro fundamento da liberdade para o nada, pois surgirão pessoas no seio da Igreja que não acreditarão na fraternidade universal, proporão uma nova heresia e a casa terminará dividida. O próprio Cristo disse que se alguma coisa não faz bem o seu trabalho, é melhor arrancar e jogar ao fogo eterno, pois a omissão favorece o mal.

2.4) A sorte é que eu fui à Igreja sabendo o que queria, após muitos anos aprendendo catolicismo na Internet. Recebi a primeira comunhão, tive o batismo confirmado e tento ser um bom exemplo de católico para quem acompanha o que faço, seja no facebook, seja no ambiente paroquial, quando não estou no computador, a trabalho.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 2017

Como o nacionismo favorece o estudo das ciências da terra?

1) Se é próprio do sábio apropriar-se da experiência alheia como se fosse sua de modo a edificar nobre e sublime, então é perfeitamente possível tomar vários países como parte do mesmo lar tendo por base as coisas que meu padrinho me conta da Polônia, por exemplo.

2) Pelo menos, é a referência que eu tenho, enquanto não tenho a possibilidade de ir à Polônia pessoalmente. E quanto mais experiências acumular, melhor

3) Meu irmão mesmo viajou e morou em vários lugares do Brasil, antes de ir ao Chile. Ao voltar ao Rio, trouxe muitas coisas interessantes pra casa, além de histórias a contar.

4) Sempre que posso, tento converter a experiência dele em reflexão teórica. Pelo menos, é o que posso fazer dentro da minha circunstância.

5.1) Penso que é uma boa idéia escrever toda uma literatura de viagem de modo a saber se vale a pena ou não tomar um país como se fosse um lar em Cristo.

5.2) A literatura de viagem pode se dar não só em forma de um romance como também na forma de ensaios dissertativos e expositivos, tal como venho fazendo no campo da nacionidade.
5.3.1) Mais do que atiçar a imaginação, por força dos encantos do lugar, é preciso que se faça toda uma especulação ao se levar tudo o que se conhece e se sabe de sua terra de origem e introduzir na outra terra para qual você vai ou já foi de modo a tomá-la como se fosse uma extensão de seu lar, de modo a se tornar uma espécie de caravaçarai cultural. Até porque há coisas que não são viáveis aqui - seja por conta do clima, seja por causa do alto custo das coisas ou por causa da criminalidade - que poderiam ser tentadas na Polônia ou no Chile, por exemplo.

5.3.2) Se estivesse na Polônia, eu faria muitas experimentações que não poderia fazer aqui, por conta das nossas circunstâncias - e o que não puder ser feito na Polônia ou no Chile, por conta do alto custo ou do clima, eu tentarei experimentar aqui, quando a verdadeira ordem - a ordem monárquica - for restaurada. Caso não esteja mais vivo até lá, consignarei isso no diário - e meus sucessores farão o experimento no meu lugar.

5.4) O nacionismo leva a uma nova visão da terra e do uso do espaço geográfico, pois elimina o conceito de determinismo geográfico de Carl Ritter, o que pede muita experimentação - como cultivar e adaptar espécies nativas do Brasil em outros lugares bem como espécies nativas da Polônia ou do Chile de modo a serem aproveitadas aqui, por exemplo. Compararia várias amostras do solo da Polônia ou do Chile só para conhecer sua real produtividade, por exemplo. Se a coisa der certo, tentarei ter casa nos três lugares, de modo a que sirvam de portos seguros onde eu possa descansar, estudar, experimentar e seguir viagem.

5.5) Se isso der certo, a botânica e agronomia ganharão uma dimensão humana enorme, por força disso. E o melhor: vira conhecimento de família e passa a ser distribuído a toda comunidade, por força do distributivismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 2017.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Notas sobre o seguro agrícola como uma forma de investimento

1) Se investimento tem natureza produtiva, então ser agente garantidor de uma safra futura e incerta é um tipo de investimento.

2) Se o promitente comprador e o promissário produtor fazem um pacto de safra futura, o banqueiro que se compromete a assegurar a safra, em caso de prejuízo por conta de maus fatores climáticos e de eventuais pragas, vê uma excelente oportunidade de negócio para os que deixam seu dinheiro no banco. Se não houver o sinistro, o promissário produtor pagará ao banco com uma parte dos lucros decorrentes do cumprimento do contrato, já que o futuro tornou-se uma certeza e a indenização tornou-se desnecessária.

3) Essa parte dos lucros é convertida em juros para quem deixa o dinheiro no banco, pois o cliente do banco é sócio da atividade bancária, se confiar na pessoa do banqueiro. 50% do prêmio vai pro banqueiro e 50% vai pro poupador - como são vários os poupadores, o prêmio do poupador é dividido em partes iguais.

4) Se no distributivismo a tendência é valorizar pequenos e médios negócios, então o banqueiro só pode assumir um certo número de clientes, geralmente os que melhor confiam na atividade dele, de modo a assegurar um rendimento maior para o dinheiro guardado no banco. Se o banqueiro ama mais o dinheiro que a Deus, a quantidade enorme de clientes pulverizaria os 50% do prêmio em frações irrisórias, que tendem a ser frações ideais de um investimento real, fundado numa relação pessoal - e isso caracteriza especulação, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus e fora da realidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 2017.

Notas que explicam as razões pelas quais a Igreja Católica condena a especulação envolvendo alimentos

1) Na economia pessoal, prevalece o princípio da confiança. Se eu confio no trabalho de um agricultor, então eu posso prometer comprar a produção dele se houver colheita de boa qualidade. Como é provável que a colheita possa não ocorrer, isso faria jus a uma indenização por conta do prejuízo que possa ocorrer se o clima ou as pragas não cooperarem - eis aí a natureza do contrato de seguro, coisa que pode ser feita por quem cuida de um banco. Por isso, a natureza desse contrato é triangular, pois se trata de uma parceria - e é mais comum haver essa parceria se houver uma economia comunitária e familiar.

2) Na ordem fundada no amor ao dinheiro, o contrato que promete comprar a produção futura de alguém tende a ser licitado na bolsa de valores e quem der o maior valor ao leiloeiro assume a posição contratual de fornecedor daquilo que está sendo demandado. Trata-se de especulação, por conta de haver impessoalidade, o que aumenta ainda mais o risco, pois o promitente comprador é um desconhecido, que pode não cumprir a promessa.

3) Na ordem fundada no amor ao dinheiro, eu posso determinar a quantidade de sacas, o preço da saca, o gênero e a espécie de alimento que vou comprar, bem como a sua qualidade. Tudo o que estiver fora do especificado será descartado, tal como um bebê deficiente numa sociedade eugenista, que terminará seus dias abortado e usado para se fazer adoçantes com ele, tal como ocorre na Pepsi. É por essa razão que a Igreja Católica condena a especulação envolvendo alimentos, pois alimento, ainda que fora do padrão, pode ser aproveitado de modo a alimentar os mais pobres, quem mais precisa dele. Se a vida com deficiência é parte dos planos de Deus, então os alimentos colhidos fora do padrão exigido pelo contrato são parte do plano de Deus de modo a que o promitente comprador faça com eles a caridade de alimentar quem precisa ser alimentado. E isso fortalece ainda mais a tese do comunitarismo e do distributivismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 2017.

Se leitor e escritor se encontram sistematicamente, então o plano de assinatura é benéfico para ambas as partes (notas sobre o potencial do plano de assinatura)

1) Quando os leitores confiam tanto no trabalho de alguém, elas em geral costumam fazer um programa de assinatura em que elas se comprometem a consumir o produto intelectual futuro produzido por este escritor. Isso viabiliza o trabalho intelectual independente, pois o escritor pode trabalhar sem a necessidade de recorrer aos serviços de uma editora.

2.1) É mais ou menos a mesma lógica do sujeito que se compromete a comprar a produção agrícola de alguém, se houver colheita de boa qualidade. Trata-se de compromisso de consumo de produção futura.

2.2) A diferença deste tipo de contrato para a assinatura de um trabalho como o meu é que no primeiro há o risco de o clima não cooperar, enquanto no segundo há o risco de eu morrer, caso eu seja vítima de acidente ou de ser assassinado. A possibilidade de ocorrer uma má colheita é muito maior do que eu morrer, pois vivo uma vida enclausurada, própria de quem vive no mosteiro - por isso, o risco é baixo, por conta do estilo de vida que levo.

3) Se todos os meus leitores se comprometessem a fazer uma assinatura, agendando 12 pagamentos de R$ 50 pelo menos, a vida seria muito mais tranqüila não só para eles, pois sabem que escrevo bastante e bem, como também seria mais tranqüilo para mim, pois poderia me concentrar mais e mais no meu trabalho de modo a escrever trabalhos melhores.

4) Eis aí algo que poderia ser levado em consideração.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 2017.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Notas sobre os lobos em pele de cordeiro (do conluio entre falsos historiadores e autoridades políticas ilegítimas)




1) Quando se toma o Estado como se fosse religião, não é a sabedoria dos humildes quem diz o direito - na verdade, quem diz o direito é quem é soberbo e rico em sabedoria humana dissociado da divina. Por isso, arroga-se autoridade sem o ser, na verdade.

2) Por conta disso, o serviço público acaba se reduzindo a uma verdadeira fortaleza de papel, onde a forma é mais importante do que o conteúdo, fundado na verdade, no verbo que se fez carne.

3) Por conta disso, se o historiador, o guardião da memória, resolver conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, ele acabará transformando o estudo do passado de uma nação em uma mera versão, numa mera justificação do poder - e isso é insincero. E quando o guardião da memória viola o principio da não-traição àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, ele tende a ser uma das pessoas mais desprezíveis que há, dado que seu trabalho é serviço público essencial e ele está sendo agente garantidor da mentalidade revolucionária.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 2017.

Comentários de Reagan sobre o falso conceito de contribuinte, nos termos do Código Tributário Nacional


1) O pagador de impostos que é aquele que trabalha para a União sem nunca ter havido prestado concurso público para ser servidor público.

2) Por conta dessa circunstância, somos chamados de prestadores de impostos, pois pagar por força de obrigação legal se chama prestação, até porque despesa pública é despesa de trato sucessivo e permanente.

3) A figura do prestador de impostos surge quando o país é tomado como se fosse religião de Estado, em que tudo está nele e pode estar fora dele ou contra ele. Como o Estado, nesta circunstância, tende a subverter e a corromper tudo o que há de mais sagrado, vira fascismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 04 de janeiro de 2017.