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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Notas sobre o metacapitalismo

1) Quando se ama mais o dinheiro do que a Deus, esse tipo de costume que edifica liberdade para o nada se torna o law of the land, o qual é perfeitamente regulado pelo Estado.

2) Num contexto em que o Estado é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele, a melhor forma de conseguir hegemonia econômica é por meio da hegemonia política - e uma das formas de se conseguir hegemonia é por meio da subversão cultural, pensada por Gramsci. Por isso, o que ama mais o dinheiro do que a Deus vai querer estar acima do law of the land, uma vez que já está disseminado na sociedade a falsa idéia de que a lei está acima do costume.

3) Da combinação de ética protestante, positivismo, libertarismo, totalitarismo e globalismo temos o metacapitalismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 2017.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Da política enquanto vocação

 1) Acredito que o labor político não deveria ser tipicamente um emprego, mas um status adquirido por mérito.

2) As pessoas voluntárias a tal atividade deveriam ser pessoas que tiveram êxito em sua vida pessoal e profissional, com mérito especial a quem teve grande sucesso na iniciativa privada. Assim poderia ser uma atividade não remunerada, tendo em vista que os voluntários já possuiriam respectivo patrimônio construído com formidável êxito profissional, estando interessados puramente em aplicar seus métodos bem-sucedidos, já testados e consagrados na gestão do dinheiro público e na atividade legislativa.

3) Isto é uma sugestão prática para redução da incompetência política e corrupção.

Victor Pinheiro 


Por que o senso de tomar o país como se fosse um lar em Cristo leva a uma teoria geral e, conseqüentemente, a uma ciência?

1) Tomar o país como um lar em Cristo pode ser uma teoria porque o simples fato de se fazer isso em cada país é universal, pois é fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. E, apesar de ser universal, cada país tem suas circunstâncias, sejam elas geográficas, climáticas ou mesmo culturais.

2) Quando você toma ao menos dois países como um mesmo lar em Cristo, você está intermediando a troca de experiências que ocorrem num país A de modo a que não se repitam em B (no caso, experiências políticas fundadas na mentalidade revolucionária). Ao mesmo tempo, você estará levando do país A experiências que podem ser aplicadas em B, se forem positivas (como por exemplo, plantar uma nova espécie de árvore frutífera nativa em A no país B - claro, se feita a devida aclimatação e se preparar o solo para o cultivo dessa espécie, então a experiência é perfeitamente possível).

3.1) No caso de experiências culturais, a troca deve ser pautada na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.2) Citemos o exemplo dos poloneses, que têm o hábito consumirem pão ázimo não consagrado em tempos de Natal - eles costumam partilhar esse pão em comunidade, seja em âmbito familiar ou paroquial. Esse costume é nobre - e se fosse capaz de produzir pão ázimo da forma como os poloneses fazem, eu iria reproduzir este costume em minha família, em época natalina.

3.3) Se meus amigos e meus vizinhos forem testemunhas dessa prática e sentirem necessidade de reproduzir esse costume em suas famílias, então terei clientes dispostos a comprar a minha produção de pão ázimo de Natal. Se esse costume atingir a vizinhança, melhor ainda - até o ponto de atingir uma cidade inteira. E aí o costume acaba se consagrando.

3.4) O que diferencia distributivismo de capitalismo está no fato de que os costumes estão fundados na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus, pois é da verdade que se vem a verdadeira liberdade, a qual decorreu do sacrifício de Jesus na Cruz. Os costumes fundados na ordem econômica fundada no amor ao dinheiro edificam liberdade para o nada, pois fomentam relativismo moral. E é por haver relativismo moral que ninguém saberá mais o que é certo e o que é errado, a tal ponto que toda tirania estará moralmente justificada, o que é fora da lei natural.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 2017 (data da postagem original).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dica importante para a guerra cultural

1) Nunca percam uma oportunidade de usar contra os jornalistas as mesmas técnicas maliciosas de linguagem que eles usam contra as suas vítimas. Sempre que puderem, colem neles e em suas idéias prefixos como "-ultra" ou "-extremo".

2) Façam-nos provar de seu próprio veneno. Façam-nos sentir que suas idéias são aberrantes, radicais e intoleráveis pela sociedade. Eles precisam passar a ter vergonha de dizer o que pensam, e agir da maneira que agem. Precisam sentir o peso da espiral do silêncio.

Flavio Gordon (https://www.facebook.com/flavio.gordon/posts/1446457362033991?pnref=story)

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017.

Do jornalismo como uma forma de medicina social

1) Se a filosofia nasce do espanto, então nada é mais natural que o absurdo seja a primeira porta para a verdade, pois ela é a fonte do espanto.

2.1) Um exemplo disso seria esta matéria originalmente publicada pela Telegraph: de que as mulheres em fase de gestação não podem ser chamadas de mães de modo a não ofender os transgêneros (http://www.ilisp.org/noticias/associacao-medica-recomenda-evitar-chamar-gravidas-de-maes-para-respeitar-transsexuais/).

2.2) A matéria é verdadeira, mas vamos supor que ela seja falsa. Ainda que a matéria seja falsa, o simples fato de você chamar a atenção das pessoas para esse absurdo fundado na mentalidade revolucionária já cria um poderoso antídoto contra esse mal: a imaginação moral. O simples fato de que isso é possível de acontecer é realmente verdadeiro, pois é plausível, se você conhecer o modus operandi dos que agem para fomentar a ideologia de gênero.

2.3) É atiçando a imaginação moral das pessoas que elas poderão amar e rejeitar mais claramente as coisas tendo por Cristo fundamento.

3) Eis um ponto onde o jornalismo pode atuar como uma medicina social por excelência: a verossimilhança pode servir de antídoto na luta contra o mal. É como vacinar o povo contra a febre amarela.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017.

Por que Deus quis servir-se de mãos humanas? (Algumas notas sobre teoria da instituição)

1) Toda pessoa jurídica, toda instituição, precisa de mãos humanas para poder funcionar. E não pode ser qualquer mão humana - você precisa de gente íntegra, que vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, para poder tocar a instituição, tal como os animadores que dão vida a um desenho, ainda que em termos institucionais.

2) Dentre as pessoas íntegras, que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, você escolhe os mais preparados, em termos de experiência. E como se mede a experiência do sujeito? Conhecendo a pessoa, seja de forma direta ou indireta, uma vez que o currículo é um mero pedaço de papel e a pessoa pode falar o que quiser nele, a ponto de servir liberdade para o nada ao faltar com a verdade. Por isso que a combinação de positivismo (no sentido de formalismo) e administração de recursos é perigosa, pois é mortífera, já que faz o Estado ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele.

3.1) Eu costumo dizer que este aspecto da gestão de recursos, dentro do âmbito institucional, é realista. Quando o libertário-conservantista fala que a culpa é do Estado, ele está culpando uma pessoa jurídica, um instrumento feito para atender a necessidades humanas, de maneira organizada. Isso é flatus vocis, como diz o professor Olavo - é o mesmo que dizer que quem matou uma pessoa foi uma arma e não o criminoso, que usou tal instrumento com fim pérfido, de modo a cometer um crime. Isso e o desarmamento são a mesma coisa - servem liberdade para o nada, a ponto de edificar tirania. É um pensamento metonímico.

4.1) Evitemos abstrações. Quanto mais abstrairmos, mais inutilidades diremos, pois são fora da realidade.

4.2) Gerir recursos em âmbito institucional pede que se observe a realidade concreta, presente ou futura. Isso pede imaginação e não abstração - e para se ter imaginação, você precisa ouvir a experiência de quem viveu essa realidade antes de você, seja no mesmo lugar ou em outros lugares. E isso é fonte segura, pois nada substitui o conhecimento decorrente da presença de alguém diante de uma certa realidade institucional, que pode se repetir em uma outra época, diante de uma nova geração de servidores públicos, que precisam estar preparados para isso. 

4.3) Não é à toa que a tradição é o maior ativo que uma instituição deve ter - quanto mais tempo ela tiver de vida servindo à sociedade de modo a fazer com que o país seja tomado como se fosse um lar, melhor.

4.4) Por isso que não há instituição mais rica neste ponto do que a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana - ela tem todo esse tempo de vida porque foi divinamente instituída. E a maior garantia dela é que o mal não prevalecerá sobre os valores em que ela foi criada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017. (data da postagem original).

Dos deveres do jornalista, enquanto agente público

1) Tal como o leiloeiro, que garante a lisura e a transparência de uma transação executada num leilão, o jornalista é um agente público que garante a lisura e a credibilidade da informação que é servida a toda população.

2) A razão para se fazer uma faculdade de jornalismo está no fato de que o portador do diploma é considerado um agente público - e como agente público, ele é considerado agente garantidor, uma vez que está vinculando uma informação verdadeira, vinda de uma fonte idônea.

3) Quando o jornalista atua como agente revolucionário, ele estará tergiversando, ao patrocinar a mentira em nome da verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Além de ser antiético, é também crime. Além disso, ele também responde por crimes comissivos por omissão quando deixa de passar, por interesse próprio ou de outrem, alguma informação importante à comunidade dos que tomam o país como um lar em Cristo necessária à segurança desse lar, quando este corre o sério risco de ser invadido ou ter seus valores ameaçados por força de inimigos internos ou externos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017.