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domingo, 11 de novembro de 2018

Liberdade ou verdade? Qual é o critério para se identificar os melhores na sociedade?

1) Numa ordem onde nenhum homem sofre arbítrio de outro homem (república), os melhores homens descendem de famílias cujo histórico é marcado por não ter mácula de servidão (de escravidão por dívidas).

2) De nada adianta a liberdade como critério para definir os melhores na sociedade se houver nessa mesma família homens com mentalidade servil e que queiram escravizar seus semelhantes, a ponto de concentrar os bens da vida em poucas mãos.

3.1) A verdadeira nobreza está naqueles que foram batizados, que nasceram livres em Cristo, por Cristo e para Cristo.

3.2) Cristo é a verdade, é a liberdade e é a verdadeira ordem. É através dele que temos um verdadeiro critério para se separar aristocracia de oligarquia, uma vez que Deus (e não o homem) é a medida de todas as coisas.

4) Se nada é mais liberal do que um conservador no poder, então nada é mais nobre do que um popular no poder, durante os tempos da República Romana e no tempo do Principado (cujo auge se deu durante o período dos cinco bons imperadores). É uma promiscuidade dos infernos, pois tanto a Roma Antiga quanto a pretensa Terceira Roma (O Brasil pós-1822) são nações historicamente anticristãs.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de novembro de 2018.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O verdadeiro poder vem do serviço e do chamado à santidade

1) Grandeza fundada no amor de si até o desprezo de Deus não passa de vazio da alma. De que adianta o poder, se ele vai ser usado com fins vazios? E a riqueza, então?

2) Se você ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, a ponto de ser senhor dos senhores sendo o servo dos servos em Cristo, então você está apto a exercer o poder, uma vez que você vai preenchendo os círculos concêntricos de modo a servir a todo o povo, pois você provou o sabor das coisas de modo que o povo veja em você uma pessoa confiável. Quanto mais legitimidade você tiver, quanto mais Cristo for visto em sua pessoa, mais você é poderoso, a ponto de exercer com justiça e responsabilidade as suas atribuições.

3) Jamais busque o poder se não for chamado por Deus para bem exercê-lo. O poder é propriamente uma vocação. E Deus deu a cada indivíduo uma vocação: enquanto meu padrinho é pároco, eu sou escritor. Os caminhos são diferentes, mas um é o mesmo propósito: levar todos à conformidade com  o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann​

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2018.

Sobre as falácias lógicas do estudo da História Universal desde um ponto cosmopolita

1) O professor Loryel Rocha costuma dizer que livros de História Universal tendem a criar uma universalização forçada, uma vez que o ensino da história neste caso se dá por abstração, nunca das experiências políticas dos povos, em suas circunstâncias geográficas. Por exemplo: se na Europa teve feudalismo, então houve feudalismo em Portugal. Apesar de Portugal fazer parte da Europa, esse pais não teve feudalismo.

2.1) A mesma coisa pode ser estabelecida quando falam da História das Américas. Eles partem da premissa de que todos os países estabeleceram colônias, o que é um ledo engano - se Portugal foi mandado a servir a Cristo em terras distantes, então amar o nativo como se fosse parte do Reino é fazer com que ele ame e rejeite as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

2.2) Portugal considerava os locais como aliados de tal forma casava os seus melhores com as filhas dos chefes locais, assim ele se expandia e não perdia sua influência. Nunca estabeleceu colônias porque nunca tratou os locais como seres inferiores, condenados de antemão. Isso aí decorre da cosmovisão protestante, que é herética, nunca da cosmovisão cristã, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Enfim, se quiser estudar a História a sério, jamais recorra a tomos de História Universal. Estude a História do seu país - se ele nasceu como desdobramento da missão de servir a Cristo em terras distantes, então estude a História de Portugal. Para entender Portugal, você deve entender o que é cristandade e a ameaça que os islâmicos começaram a fazer, quando fizeram do mediterrâneo praticamente um lago muçulmano.

3) Uma coisa puxa a outra. É como conversa que puxa conversa, a ponto de se trocar a ignorância por esclarecimento. É por aí que se começa a estudar a história de forma séria.

José Octavio Dettmann​

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2018.

Notas sobre a perversão da linguagem - o caso de fazer do egoísmo uma virtude

1) Os que edificam liberdades com fins vazios falam que o egoísmo é uma virtude, enquanto o altruísmo leva ao comunismo. Isso é uma mentira, a tal ponto que muitos, como Mises, vão equiparar o cristianismo ao socialismo e chamar Jesus de bolchevique.

2) Nada que é fundado no amor de si até o desprezo de Deus pode ser bom. Os interesses de quem age assim são inegociáveis por conta de sua teimosia e orgulho. Eles não são fundados na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus.Isso é a negação da política.

3.1) Como a sociedade política é fundada no fato de se amar e rejeitar as mesmas coisas que o verdadeiro Deus e verdadeiro homem amou e rejeitou, então ir a mercado pressupõe descobrir sistematicamente os outros, de tal maneira que possa haver uma cultura de negociação, fazendo com os termos do acordo possam se converter em opções que podem ser trocadas umas pelas outras, a depender das circunstâncias.

3.2) É por conta da cultura de negociação e de boa-fé dos pactos que surge uma cultura de administração de interesses de tal modo que favores podem ser trocados uns com os outros de modo a haver uma recompensa por força disso, o que leva a um ganho sobre a incerteza, que é o lucro.

4.1) Quando você consegue estabelecer uma lista de pessoas e registrar suas habilidades, suas qualidades pessoais, o que cada uma gosta, seus hábitos, aí você consegue recrutar a pessoa adequada para um determinado tipo de serviço de que você necessita. E quando você recruta alguém adequado num mundo de incertezas, a própria contratação de mão-de-obra adequada de modo que a empresa melhor se organize e sirva a ainda mais gente já é ganho sobre a incerteza, lucro.

4.2) Se o egoísmo se tornar uma virtude, coisa que não é, o que ocorre é uma crise na cultura de negociação, uma vez que o amor de si até o desprezo de Deus leva às pessoas a serem intransigentes, o que leva ao conflito sistemático de interesses qualificado pela pretensão resistida. E isso fará com que tudo esteja no Estado, ponto de nada estar fora dele ou contra ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2018.

Do comércio como perversão da cultura de negociação

1) Uma coisa é ser negociante. Como o homem é animal político, então todos nós podemos negociar de modo que possamos cooperar uns com os outros.

2.1) A perversão da cultura de negociação se dá quando se faz da riqueza sinal de salvação, de modo a estimular a concupiscência dos olhos e o senso de materialismo, fazendo com que as pessoas tenham má consciência e edifiquem liberdade com fins vazios, relativizando a verdade, a qual se dá em Cristo.

2.2) Neste ponto, o comerciante é uma espécie de proletário, pois ele não contribui em nada para a comunidade política, a não ser com o enriquecimento da própria prole, pois eles receberão uma herança sem nunca ter trabalhado com o intuito de merecê-la. Essa riqueza permite concentrar muitos bens em poucas mãos, a ponto de gerar conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida. E nesse ponto, o Estado vai ter de atuar, dizendo o direito.

3.1) A jurisdição não é a melhor solução para o conflito, quando se trata de alguém que é muito rico e materialista.

3.2) Com o dinheiro, ele pode corromper os agentes públicos e fazer lobby de modo que uma lei seja aprovada para conseguir benefícios particulares, como monopólios e privilégios, evitando o surgimento de uma nova ordem pública que conteste o seu poder.

3.3.1) Como a riqueza é fundada no metal, num bem inorgânico e que não se reproduz, então a tendência é confundir a capitalização com a usura, a ponto de gerar graves malefícios sociais.

3.3.2) A mistura de comércio com política leva a privatização da polis (aquela detestável mistura de público com privado que nós conhecemos por patrimonialismo), fazendo com que o poder fique na mão de poucos e não nos melhores. E esses poucos odeiam-se uns aos outros, a ponto de o poder estar na mão de um deles, o pior dentre os piores, a ponto de haver uma tirania.

4.1) É por essa razão que os povos da Antigüidade Clássica viam no comércio uma atividade marginal. 

4.2) As pessoas ficam à margem da lei, agindo no subterrâneo de modo a conseguir benefícios para si mesmas e prejudicar a sociedade como um todo. É a base de toda a conspiração. A maçonaria constrói seu poder assim e age desse modo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2018.

Notas sobre política na rede e negociação

1) Se o alcance da verdadeira ordem se dá até onde as pessoas podem te ouvir de modo que você seja bem compreendido, então é aí que você pode negociar com essas pessoas.

2.1) Através da negociação, você pode trocar um termo pelo outro, a ponto de haver fungibilidade entre eles.

2.2) Vamos supor que você escreva postagens de utilidade pública para seus pares. Em troca desse serviço de utilidade pública, você pede colaboração financeira. Se a pessoa não tiver condições de fazer isso, você pode trocar este pedido pela divulgação das postagens, de modo a atrair mais gente interessada. Se alguém estiver em Portugal, ou em outro lugar importante e não puder colaborar contigo em euros ou dólares, então ela pode colaborar contigo te enviando livros. Eu mesmo tenho um acordo com um amigo que mora em Portugal para me mandar livros relevantes de lá.

3) Na negociação, você pode dispor dos bens de modo a conseguir outros bens que você dificilmente conseguiria por si mesmo.

4.1) Eis aí os fundamentos da cooperação: do meu encontro com os leitores há uma integração entre mim e eles. Há uma divisão de responsabilidades: eu presto o serviço de utilidade pública na forma de escritos e eles vão me mandando uma colaboração mensal, seja na forma de livros, dinheiro ou alguma outra coisa a combinar.

4.2) Como isso é virtuoso e estabelece ordem pública, no sentido de formar uma comunidade, então essa cultura de negociação deve ser protegida, pois faz as pessoas a edificarem juntas um bem comum de tal modo que o país seja tomado como um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2018.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Notas sobre poder e consciência de rede - minha experiência pessoal

1) Mais importante do que montar um crowdfunding é montar uma lista de pessoas dispostas a colaborar comigo naquilo que eu mais precisar, seja na forma de livros, seja em dinheiro, seja difundindo o que escrevo para outras pessoas.

2.1) Se a base do poder está na sociedade, então é mais importante que se tenha uma consciência de rede a ponto de favorecer uma maior integração entre as pessoas, pois o limite da ordem vai até onde as pessoas estão dispostas a me ouvir.

2.2) Por isso que Santo Tomás dizia que é preciso servir ordem para que a ordem possa bem te servir; se elas amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, tal como você faz, então mais benefícios você pode acumular por conta de servir a Cristo e formar uma rede de contatos disposta a colaborar com o teu projeto de restaurar aquilo que se fundou em Ourique, a ponto de elevar a inteligência das pessoas, que foi rebaixada com esse negócio de construir uma identidade nacional, forjada no argumento de que o Brasil foi colônia, jogando nossa razão de ser na lata do lixo.

3.1) Por isso que não uso métodos coletivistas, como vakinha, apóia-se ou outros mecanismos. Prefiro negociar inbox com uma pessoa de cada vez e difundir as postagens um por um no inbox. Isso dá uma trabalheira, mas consigo muita coisa.

3.2) É preciso progredir devagar de modo que se colha benefícios a longo prazo. Por isso, é melhor plantar carvalho do que plantar couve.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de novembro de 2018.