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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Notas sobre a falácia da autonomia universitária, nos termos da Constituição Federal

1) Uma das maiores falácias que há na Constituição é a questão da autonomia do ensino universitário, num contexto em que não há a aliança do altar com o trono, tal como se dá ao longo destes 126 anos de república no Brasil.

2) A atual Constituição Republicana declara de maneira estatutária a autonomia do ensino universitário. No entanto, recusa-se a reger seu povo com base na Lei Natural, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Só por conta disso, a autonomia universitária, declarada nesta folha de papel, é meramente ilusória, pois se funda em sabedoria humana dissociada da divina. E por conta disso, inconstitucional, por estar fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. Eis a questão prática.

3) Além disso, existe uma outra questão: se a ordem do país está de costas para Deus, então a autonomia universitária se confundirá com o neutralismo e com o indiferentismo para com a verdade, pois pressuporá que todos tenham o direito de pregarem a verdade que quiserem, uma vez que estão amparados no falso princípio da liberdade de opinião e expressão, nos termos do Artigo 5º da referida Constituição. E se todos têm o direito de pregar a verdade que quiserem, até mesmo o comunismo, então a constituição consagrou a pseudociência entre nós, uma vez que não existe verdade nenhuma, mas ideologias que se concorrem de tal modo a conquistarem o poder. Resumindo, o caos é o progresso e a ordem de tudo, já que autonomia e neutralismo viraram sinônimos. E o relativismo moral é a nossa realidade - e isso é muito triste.

4) A verdade é que as universidades governamentais são tão privadas quanto uma instituição qualquer, dada a natureza tecnicista do ensino - a diferença é que são voltadas para o fomento do funcionalismo público, o que alimenta a cultura do estatismo.

5) O que qualifica as instituições governamentais como "públicas", da forma como a conhecemos hoje, está na natureza de seu ownership - as universidades governamentais são sustentadas com o dinheiro dos nossos impostos, pois somos forçados a pagar por instituições que não dão retorno algum - e mais: servem para destruir os valores da pátria. Elas são armas de destruição, pois servem a toda uma ordem que toma o país como se fosse uma religião totalitária de Estado, coisa que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. As universidades mantidas pelo governo só servem para preencher os cargos da máquina estatal - por isso, elas são ruins desde a concepção, quando a Universidade do Brasil, a primeira do gênero, foi criada, em 1922.

5) O malefício das universidades governamentais, tal como a conhecemos hoje, é proporcional ao malefício que a República nos trouxe, pois são acessórios que seguem a sorte do principal, própria desse regime revolucionário - e todas elas seguem a lógica de uma biruta de aeroporto.

6) A questão da universidade pública só será resolvida a partir do momento em que se restaurar o verdadeiro sentido pelo qual o pais deve ser tomado: como um lar e não como se fosse religião totalitária de Estado. E isso pede aliança do altar com o trono - e nesse sentido, as universidades públicas só terão a verdadeira autonomia no ensino quando estiverem em conformidade com o Todo que vem de Deus e mantidas pela Santa Madre Igreja Católica, pois Cristo é a verdade - e  a autonomia universitária se funda na liberdade se ensinar aquilo que é fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus, razão de ser de todas coisas.

7) A secularização das universidades públicas é algo extremamente nefasto - o maior exemplo disso é a secularização das PUC's. Como elas foram rebaixadas a serem universidades privadas, elas estão direcionadas a fazer coisas que são fora da sua verdadeira finalidade, da sua verdadeira alçada. Como nós sabemos que há comunistas infiltrados na Igreja Católica, então as PUC's, por serem acessórios daquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, padecerão das ações do comunismo, pois elas são realmente as únicas universidades públicas no sentido naturalístico do termo, pois todas as outras, por serem técnicas, são privadas, até mesmo as governamentais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de junho de 2015  (data da postagem original).

Mais sobre a natureza das universidades privadas

1) Se as universidades privadas são instituições de fomento ao comércio, então elas não têm autonomia de ensino, pois o ensino delas é patrocinado pelas empresas e o ensino deve ser direcionado ao atendimento das necessidades das empresas que pagam a manutenção dessas universidades.

2) Além disso, entre as universidades privadas não há competição, pois universidades não são empresas, por sua natureza - em geral são associações e fundações. Por isso, não podem fazer do ensino algo que deva ser tratado como se fosse banana na feira, pois é imoral.

3) Entre associações e fundações não há competição, mas colaboração - e o fazem de tal maneira de modo a ganhar o patrocínio do maior número de empresas possível. É na colaboração e na excelência que elas buscam o apoio das empresas - e uma mesma empresa pode patrocinar tanto uma quanto a outra ou mesmo as duas. A rigor, não há princípio de exclusão, como a competição pede e pressupõe.

4) Só seria possível conceber uma universidade como uma empresa se ela trabalhasse diretamente na produção de riqueza, tal qual uma empresa faz. Mas o fato é que ela só fornece meios de modo a que isso se torne possível - então, elas são acessórios que seguem a sorte do principal, as empresas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de junho de 2015 (data da postagem original).

A verdade sobre as universidades privadas

1) As universidades privadas nunca vão ter a abrangência das universidades públicas, da forma como a Igreja as concebeu - elas todas se voltam para o comércio, para a técnica, para a prestação de serviço organizado com âmbito lucrativo. Não faz sentido haver uma faculdade de letras de âmbito privado, a não ser para atender a um crescente mercado editorial, voltado para a área de traduções - e isso é algo que não temos.

2) Essas universidades privadas são universidades comerciais, pois são instituições de fomento ao comércio e devem ser mantidas pela classe patronal.

3) De certo modo, levam ao caminho da formação das guildas profissionais, pois é na universidade que encontramos os contatos necessários, de modo a formar sociedades empresárias.

4) É mais sensato que toda empresa tenha sua própria universidade, de modo a preparar seus funcionários. Ou que uma universidade seja mantida por um consórcio de empresas associadas, já que uma universidade é algo muito custoso de manter.

5) Aliás, se o Senado tem sua própria universidade para formar os servidores, então para quê as universidades públicas, da forma como a conhecemos? Isso é uma demonstração clara de que o modelo que conhecemos está FALIDO.

6) Se as universidades estaduais e federais se voltam, por sua natureza, para um público mais amplo, para a nação como um todo, então é natural que elas terminem indo parar nas mãos da Igreja Católica.

7) Aliás, tratar a universidade católica como se fosse privada é dizer que o ensino católico é uma ideologia, equiparando-a a uma universidade protestante ou mesmo a do governo, onde cada um ensina a sua própria verdade - e como tal, deve ficar dentro de ambiente privado. E isso é um erro grave.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de junho de 2015 (data da postagem original).

O debate político pede uma natureza diferente do debate jurídico

1) Um debate político não se dá da mesma forma como se dá no judiciário. 

2) No judiciário, nós devemos nos ater à questão dentro dos termos da ação proposta pelo autor. No debate político, a coisa pode ir além, a tal ponto que o projeto de lei original pode ser reformado por um projeto substituto.

3) Como nós estamos presos a uma cultura positivista, então nós perdemos muita informação importante, uma vez que nossa dimensão espiritual está reduzida ou quase inexistente.

Como se examina uma questão pública

1) Quando forem analisar uma questão pública, não fiquem no contra ou a favor, pois isso é concordar previamente com os termos em que esta questão foi posta, por mais desonesta que isso possa ser.

2) A questão da universidade pública não se reduz a ser contra ou a favor das privatizações. Ela pede algo mais - ela pede a restauração dos valores cristãos no povo, de tal modo a que se tome o país como um lar em Cristo e não como se fosse religião totalitária do Estado. E essa questão não foi discutida como se deve - pois tomaram como se fosse coisa "se eu sou contra ou a favor da privatização das universidades públicas". E isso é desonestidade intelectual.

3) Os libertários, seja na sua forma mais clássica ou na sua forma mais radical, anarco-capitalista, são contra o Estado porque tomam como coisa o fato de que o Estado é em essência divorciado da Santa Religião. E isso se dá dessa forma porque alguém teve a audácia de fazer os príncipes romperem com Roma.

4) Como os libertários querem uma liberdade sem Cristo, então são necessariamente ateus e materialistas, por suas atitudes e ações - e isso prepara o caminho para o comunismo.

Além do debate sobre a privatização das universidades públicas

1) Universidades católicas não são privadas - se Cristo é a verdade, então o que se funda em Cristo é público, pois é universal. E o verdadeiro sentido de público se funda na aliança do altar com o Trono.

2) Se formos analisar friamente as coisas, o que temos é uma falsa concepção de público, que se reduz tão somente ao que está no Estado. E isso leva à noção de Estado tomado como se fosse religião - e se tudo está no Estado e nada pode estar fora dele, então temos é fascismo, tirania. E as universidades não passarão de meros campos de doutrinação, como de fato está a acontecer.

3) É mais sensato restaurar a fé católica no povo e passar as universidades federais e estaduais para a Igreja Católica. Privatizar e fazer o ensino ser vendido como se fosse banana na feira não é solução, pois o ensino, em sua verdadeira dimensão, é serviço fundado no amor ao saber e ao próximo - e como tal, isso não é mercadoria.

4) A questão da privatização das universidades federais e estaduais, na verdade, está eivada de todo o vício libertário, que é tão revolucionário quanto o comunista - na verdade, isso prepara o caminho para o comunismo. Como isso tem origem no protestantismo, então isso não é conforme o Todo. E o que não é conforme o Todo não me interessa, pois não é verdadeiro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de junho de 2015 (data da postagem original).

Sobre as verdadeiras universidades públicas

1) Universidade pública pressupõe universidade onde você é livre para aprender o que você desejar de tal modo a atender a uma vocação, desde que seja conforme o Todo que vem de Deus.

2) Não consigo conceber universidade pública que não seja católica.

3) Enquanto pertencerem a um governo que toma o país como se fosse religião, é ilusão que pensar que são todas públicas - e mais: que são gratuitas.

4) As universidades católicas podem ser gratuitas se todo o povo for dizimista da Igreja. Pois a natureza do ensino se funda no amor ao próximo - e isso pede liberdade em Cristo e não a coerção dos impostos, voltados para o nada. E esse ensino deve ser remunerado com generosidade - e isso se faz no dizimo, pois se as universidades nasceram da Igreja, então isso eu recebi de Deus e cabe a mim pagar o dízimo, como um dever próprio de ser católico. E o ensino é parte da obra de caridade intelectual sistemática, pois a Igreja forma a elite da nação, que deve tomar o país como um lar, em Cristo.