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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Notas sobre usura e seus malefícios na formação do Novo Mundo

1) Os que faziam da riqueza sinal de salvação praticavam agiotagem, pois eram onzeneiros. Quem se endividava com eles era seqüestrado e posto a servir no Novo Mundo como trabalhadores forçados durante 7 anos. Muitos desses onzeneiros eram cristãos-novos, judeus que se convertiam ao cristianismo de modo a burlar a perseguição, por conta de seus métodos condenáveis de fazer negócios.

2) Os judeus viam os cristãos como uma seita. Os judeus rejeitaram Jesus como Messias. E por não verem os cristãos como irmãos, praticavam usura. Como alguns deles tinham negócios no Novo Mundo, eles forçavam os endividados a trabalhar naquelas novas terras de modo a pagarem a dívida contraída. Como fruto da própria ganância, a dívida era impagável, a tal ponto que a dívida tinha que ser perdoada e o trabalhador forçado acabava voltando para Portugal.

3) A América do Norte, que foi povoada por seitas heréticas e judaizantes, via na riqueza sinal de salvação, uma vez que o mundo foi demiurgicamente dividido entre eleitos e condenados. Muita gente que vivia na Inglaterra foi raptada por conta da usura e mandada para o Novo Mundo para trabalho forçado, por conta da cobrança dessa dívida durante 7 anos. Esse sistema judaizante de servidão por dívida continuou existindo mesmo após a abolição da escravatura negra nos EUA, após a Guerra Civil Americana.

4) Eis aí porque a Igreja tanto condenava a usura. Isso fazia com que a missão de servir a Cristo em terras distantes acabasse se voltando para o nada, uma vez que usura é cobrança de dívida por razões improdutivas.

5) Há que se distinguir entre os que se punham voluntariamente a serviço de uma dívida, por conta de não terem dinheiro para pagar a passagem para o Novo Mundo, e os que eram seqüestrados e capturados por conta de suas dívidas com agiotas (os onzeneiros, descritos nas peças de Gil Vicente).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.

Da importância do degredo como forma de recuperar os pecadores, no contexto de servir a Cristo em terras distantes

1) Os degredados que eram mandados para a missão de servir a Cristo em terras distantes de modo a pagar a sua dívida com a sociedade por conta de seus crimes podiam ter ou não alguma qualidade especial.

2) Se fossem da nobreza, eles eram enviados para viver entre os nativos, de modo a testar se os nativos eram amigáveis ou hostis. Se fossem amigáveis, eles faziam o trabalho de estabelecer uma parceria entre os nativos e Portugal, uma vez que Portugal via os locais como aliados em potencial. Alguns deles chegavam a se casar com as filhas dos chefes das tribos, a ponto de tomarem esses nativos e a terra onde tradicionalmente habitavam como seu lar em Cristo, criando assim a ponte entre Portugal e os novos protegidos da coroa.

3) Com os nativos, eles aprendiam técnicas agrícolas e até obtinham conhecimentos acerca da natureza local. Conheciam plantas medicinais, quais árvores eram usadas para a construção de canoas e muitas outras coisas que eram por sua vez passadas nas escolas das vilas que mais tarde seriam fundadas, a ponto de facilitar a integração entre Portugal e os povos das terras de além-mar, sobretudo da América Portuguesa.

4.1) O Comércio triangular entre Portugal, África e Brasil deve muito a esses degredados. Um Império de povoamento, de cultura, foi estabelecido por força do relevante serviço que eles prestaram, por conta da missão de servir a Cristo em terras distantes.

4.2) Se o propósito da penitenciária é recuperar o detento, de modo que este pague pelos pecados cometidos, então o degredo fundado na missão de servir a Cristo em terras atendia muito bem as suas finalidades.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Notas sobre liberdade voltada para o nada e cultura de nicho - o caso da literatura marginal

1) Se todo produto cria sua própria demanda, então a tendência é haver uma cultura de nicho. Meu amigo Rodrigo Arantes sempre me falou que o mundo de hoje está sendo todo pautado nisso.

2) Os tradutores que se especializaram em literatura brasileira perceberam um nicho na França. Como são oriundos de uma tradição onde a liberdade é servida com fins vazios, então acabaram publicando nomes da literatura brasileira, que é rica em personagens desse arquétipo marginal, o que promove os valores da mentalidade revolucionária.

3) Eis no que dá a literatura de nicho num mundo onde a liberdade é servida com fins vazios, uma vez que a riqueza se tornou sinal de salvação. Quem serve lavagem a porcos dessa natureza acaba tendo ganhos sobre a incerteza e isso é condenável, pois isso só torna as coisas piores do que já são.

4) Se todo produto deve gerar sua própria demanda, então devemos nos preocupar em promover o belo e não o feio o disforme. O feio e o disforme, tal como uma arma de guerra, devem e precisam ter alcance restrito, pois é uma arma de destruição em massa das inteligências.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2018.

Editores especialistas em literatura brasileira são como traficantes de droga, só que legalizada

1) Assim como o fuzil é uma arma de porte restrito, ler um livro de literatura brasileira pós-1822, sem ter lido os livros da literatura universal que nos apontam para o belo e para o bom, é pôr em risco sua integridade espiritual e intelectual. Nunca leia um livro de nossa literatura sem ter antes assimilado o repertório imaginativo fundado naquilo que decorre da conformidade com o Todo que vem de Deus, que sempre aponta para o belo, para o sublime, para o virtuoso. Você precisa conhecer o melhor que os homens produziram antes de conhecer o catálogo da literatura anti-humana.

2) Editoras que se especializam em literatura brasileira estão agindo da mesma forma que os traficantes, no campo do tráfico internacional de drogas: estão a matar pessoas, ao promover sistematicamente o feio e o disforme, a ponto de ganharem dinheiro com isso.

3) É como vender quadros dos pintores primitivistas aqui. Lá fora, eles não tem valor algum; aqui, eles tinham muito valor.

4) Muitos vão cair no engodo sem o devido aviso e ainda acabarão sendo seduzidos pelo mundo, pelo diabo e pela carne por meio da moda. E nesse ponto os franceses são especialistas, pois será o último grito da moda de Paris, a ponto de causar um grande estrago no mundo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2018.

Notas sobre o perigoso papel das editoras estrangeiras especializadas em literatura brasileira na Nova Ordem Mundial

1) A literatura produzida no Brasil pós-1822, sobretudo após a queda da monarquia e início da República, cumpre aquilo que Claude Lévi-Strauss fala da História: uma forma de catalogar condutas anti-humanas, a ponto de serem tomadas como literatura marginal, uma vez que isso não promove o belo, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus bem como a missão de servir a Cristo em terras distantes, tal como se deu em Ourique. Esse repertório imaginário de conduta humana fora da conformidade com o Todo que vem de Deus será usado pelos que conservam o que é conveniente e dissociado da verdade para promover o feio, o disforme, o vicio como se fosse virtude, o lixo como se fosse o luxo, dando ao marginal, ao diabo, o status quo do qual não é merecedor.

2.1) Ver uma editora francesa se especializar nesse tipo de literatura anti-humana visa a reforçar mesmo a cultura de liberdade voltada para o nada que há na França. Assim como a França nos moldou em muita coisa nefasta, agora estamos ajudando a França a se afundar ainda mais na tragédia em que se meteu.

2.2) Não é à toa que editoras desse naipe são todas comunistas, pois estão promovendo o mito do bom selvagem de Rousseau - desde que o Brasil foi alijado da missão de servir a Cristo em terras distantes, o que temos visto é esta terra reproduzir a cosmovisão dos protestantes, onde a sociedade é dividida entre eleitos e condenados, a ponto de não colaborar em nada em termos de construção do cânone literário com exemplos que apontem para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

2,3) O Brasil, com a sua literatura, se tornou um exemplo de civilização proletária, um modelo de civilização anticristã: o país em nada contribui para a Cristandade, a não ser para edificar uma Nova Ordem Mundial a ponto de servir de berço onde as piores idéias sempre prosperam. Eis o cerne do Império dos Impérios do mundo criado pela maçonaria pós-1822.

3) O surgimento dessas editoras especializadas em literatura brasileira, sobretudo modernista, revela que há um projeto em curso de imbecilização em massa das inteligências. Não é à toa que meu professor de constitucional, José Ribas Vieira, falava em abrasileiramento do mundo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2018.

Do Novo Mundo como fábrica de novos homens - notas sobre a nacionalidade por jus solli

1) Ao longo da História do povoamento da América Portuguesa, era muito comum esta terra receber degredados ou mesmo pessoas que se punham em servidão, por conta de dívidas contraídas de modo a poderem migrar para o Novo Mundo.

2.1) No caso dos degredados, sempre que eles cometiam algum crime em Portugal, eles eram mandados para terras distantes de modo que pudessem pagar sua dívida com a sociedade. Eles eram mandados para servir a Cristo em terras distantes, de modo que o Santo Nome do Senhor fosse publicado entre as nações mais estranhas.

2.2) Nesses territórios de além-mar eles aprendiam uma profissão nos presídios, que também serviam de escolas, e iam pagando seus pecados prestando serviços para o bem da comunidade, a ponto de se tornarem novos homens, uma vez que os novos mundos (América, África e Ásia) são lugares para conversão, para converter o homem velho - pecador e criminoso contumaz - em homem novo e bom, virtuoso e trabalhador, que faz da extração do pau-brasil seu sustento, uma vez que do fruto do seu trabalho vinha a cor vermelha que era usada na roupa dos cardeais, assim como nas cordas dos violinos que eram usados para se executar música que aponta para Deus, uma vez que música é uma das artes do belo, da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) A mesma coisa era aplicada àquelas pessoas que queriam vir ao Novo Mundo em busca de novas oportunidades de trabalho, mas, que por conta de não terem dinheiro para pagar a passagem de ida, acabavam se endividando a ponto de se tornarem servos sob um contrato de 7 anos. Elas aprendiam uma profissão, pagavam sua dívida e no final do contrato recebiam terras como recompensa pelos serviços prestados.

4) Seja no campo civil ou no campo criminal, servir a Cristo em terras distantes ajudava na recuperação das pessoas que se desviavam do caminho da santidade. Uma vez que essa missão era fundada em Cristo, por Cristo e para Cristo, as pessoas acabavam por dar valor ao trabalho como meio de santificação pessoal e passavam a viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

5) Nas escolas das capitanias e dos presídios, eles aprendiam um ofício e serviam aos necessitados de modo que pudessem ter seu próprio dinheiro, montar uma poupança e tomar o lugar onde moram como um lar em Cristo, a ponto de se tornar um novo homem com uma nova vida.

6) A teoria do vínculo com a terra onde se nasce por força do jus solli tem sua razão de ser neste fundamento: o Novo Mundo como um lugar de expiação dos pecados e também um lugar para se santificar através do trabalho. Isto faz dessa terra uma fábrica de pessoas nobres, o que incentiva muita gente a querer buscar uma Nova Vida, a ponto de querer tomá-la como um lar em Cristo. E isso acaba edificando um império de cultura.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2018.

Drawback cultural - notas sobre literatura brasileira na Lusitânia Dispersa

1) Certa ocasião, eu vi uma propaganda no face de uma criatura que criou uma editora especializada em literatura brasileira localizada na França. Obviamente, a tal criatura é comunista.

2) Na Lusitânia Dispersa, há gente que está coletando a experiência de cada local e conjugando com a experiência brasileira. Essa experiência, se for seqüestrada pelos comunistas, acabará sendo usada de modo fomentar o imaginário dos comunistas de tal maneira a aplicar as experiências totalitárias da França, dos EUA, da Suécia e de outros lugares no Brasil. O professor Loryel Rocha, em seus vídeos, nos fala que o Brasil é o laboratório onde certas coisas são aplicadas de modo que sejam espalhadas para o mundo todo, uma vez que é o berço onde as piores idéias sempre prosperam - e tem sido assim desde 1822.

3.1) A guerra pelo Brasil também tem que atingir a Lusitânia Dispersa, a ponto de ser uma pequena Guerra Mundial.

3.2.1) Editoras precisam ser formadas de modo a publicar no Brasil toda experiência literária dos nossos escritores que estão lá fora a juntar o que se conhece de cada lugar da Lustiânia Dispersa com o que se sabe do Brasil de modo que o nosso país seja tomado como um lar em Cristo, a ponto de edificar no povo que está aqui dentro de nosso território uma cultura de resistência a esses arrivismos totalitários que estão sendo documentados na literatura de esquerda a partir de experiências que os escritores brasileiros esquerdistas estão a coletar desses países com tradição de liberdade voltada para o nada, como França, EUA, Suécia e outros lugares.

3.2.2) O que esses escritores que se encontram nesses países comprometidos a cultura de liberdade voltada para o nada estão fazendo é uma nacionalização da mentalidade revolucionária de tal maneira que o Brasil acabe ficando cada mais vinculado à Nova Ordem Mundial, já que o socialismo deve se pautar em cada país - e por isso estão conhecendo essas experiências lá fora e moldando para o que se conhece aqui, já que eles estão fazendo a síntese do que há aqui dentro (tese) com o quem aprendem lá fora (antítese). É como importar matéria-prima.

3.2.3.1) Não se trata de uma mera importação e tradução, como havia no final do século XIX e início do século XX. A coisa ganhou ares mais sofisticados, uma vez os escritores esquerdistas trazem para nós uma visão já nacionalizada (partindo da concepção de Brasil tomado como se fosse religião) e trabalhada de modo que os apátridas daqui de dentro compreendam e apliquem essa matéria-prima de modo que o Brasil aprimore a Nova Ordem Mundial, uma vez que o Brasil serve de berço onde as piores idéias sempre prosperam.  Se essas experiências dão certo, então elas se tornam produto acabado, a ponto de serem reexportadas. É ganho sobre a incerteza, sobre a probabilidade de não dar certo (lucro, em termos de avanço na agenda progressista).
 
3.2.3.2) É como se os escritores esquerdistas fossem uma zona de processamento da experiência importada. Basta pensar nas carnes que vendemos para os países islâmicos - elas precisam passar pelo abate halal antes de serem consumidas lá fora. E é exatamente isso que os escritores esquerdistas portadores da nacionalidade brasileira estão fazendo nesses países. O chumbo vai vir grosso.

4) Para se ter uma dimensão disso que estou falando, o professor Olavo nos fala que o Brasil, por conta da imigração sírio-libanesa, foi o maior exportador de cultura árabe no mundo. E isso é uma espécie de drawback cultural. Toda a nossa experiência totalitário foi processada e traduzida de tal maneira a aprimorar o esquema de dominação islâmica - e isso ajudou na expansão dos islâmicos aqui dentro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2018 (data da postagem original).