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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Notas sobre a infalibilidade do Papa

1) Jesus é o Rei dos Reis e é Deus.

2) Se Ele é Deus, Ele pode tudo - e veio para atender a uma finalidade: fazer valer a vontade do Pai.

3) O vigário de Cristo senta no trono, enquanto Jesus não volta. Como vigário, é só um substituto precário. A maior prova disso é que ele é um homem sujeito a falhas. Para assegurar o fato de que o mal não vai prevalecer sobre a Igreja, como bispo e sucessor dos apóstolos, o papa é treinado a reconhecer de ouvido o que Jesus falou - e ele não faz isso sozinho; ele conta com a ajuda de todos os outros bispos que se encontram no mundo inteiro - e todos rezam juntos, nas intenções do Papa. Ao se pronunciar com base nessa tradição, ele fala como se fosse Jesus - e nisso o Papa é infalível, pois devemos ver Jesus no Bispo de Roma. O Papa não é um qualquer, pois foi escolhido pelo Espírito Santo que governa a Igreja, de modo a manter as coisas bem do jeito que sempre foram. A seara espiritual pede permanência - a temporal muda com o tempo e as circunstâncias. Eis a diferença destas duas monarquias.

4) Sem a tradição apostólica, não há magistério na Igreja. Muitos menos Bíblia.

Aviso aos navegantes

1) O dono deste mural sabe o que significa conservadorismo, é católico e monarquista convicto.

2) Se você é feito de geléia, você não durará muito por estas bandas. É preciso muito amar a verdade, coisa que se dá em Deus, de modo a permanecer sendo meu ouvinte. Tenho um apego muito forte à sã doutrina e serei intolerante com o erro e com o pecado.

3) Sou como um gárgula de uma antiga catedral: aqui, as forças do mal, que conservam o que é conveniente e dissociado da verdade, jamais prosperarão.

4) Eu falo para os que tomam o Brasil como um lar, com base na Pátria do céu - nunca para os que tomam o país como se fosse religião de Estado desta República combalida, cuja fé encontra-se metastática. 

5) Assim como os crismados são poucos, poucos são os verdadeiros brasileiros, que sabem que a verdadeira nação se fez em Ourique, quando nosso primeiro Rei viu Cristo Crucificado - e Nosso Senhor a ele anunciou que, enquanto Portugal bem servir à cruz, este pequeno grande país sempre vencerá. E como descendentes de portugueses, somos herdeiros disso.

6) Eu conheço bem e honro a minha herança. Meu compatriota e meu irmão faz o mesmo, pois ama e rejeita as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento.

Se você é frouxo ou morno, terminará me bloqueando - ou eu bloqueando você, se você não for nada disso. Não diga que eu não avisei.

Notas sobre o parlamentarismo

1) Há quem diga que o parlamentarismo se rege pelo princípio da responsabilidade em face da incerteza, uma vez que os governos duram porque não têm prazo definido para acabar. O maior exemplo disso é que o partido liberal-democrata ficou 50 anos no poder no Japão ou que a Inglaterra esteve sob o comando de Margareth Tatcher por 11 anos, bem mais do que qualquer Presidente da República, cujo mandato é de 4 anos, renovável por mais 4.

2) A imprevisibilidade é natural na vida humana, quando se toma o país como um lar, que é tanto uma ciência quanto uma arte - para se fazer com que o país seja tomado como um lar em Cristo, os critérios de justiça e de segurança jurídica devem ser os mais estáveis possíveis, enquanto permanecerem as coisas funcionando bem.

3) No parlamentarismo - por ser um governo de colaboração, já que os diferentes grupos que estão no poder são parte de uma mesma nação e um completa o outro, tal como há numa grande família -, o que vale é a cláusula de bem servir - enquanto eu estiver servindo bem ao meu povo, enquanto estiver guardando o bem comum, eu estarei conservando a dor de Cristo, ao fazer o povo tomar este país como um lar em Cristo. E é isso que realmente conta, no plano da eternidade.

4) Um marco arbitrário de tempo, tal como há no mandato - na seara da administração pública -, não deve ser o fator pelo qual um político deve sair, de modo a que outro entre e assuma o lugar dele. O que conta são os resultados - se de 4 em 4 anos as coisas funcionarem bem, ele fica e vai ficando até que se mudem as circunstâncias. E quando mudarem as circunstâncias, aí é que cabe a alternância de poder. Pode ser que um ministro saia e entre outro do mesmo partido - ou que um partido saia e dê lugar a outro. Isso é questão de grau. E é essa sintonia fina deve ser feita, pois a necessidade de uma mudança deve atender a critérios de oportunidade e conveniência, de modo a que o senso de país tomado como um lar não se perca, uma vez que país tomado como se fosse religião é a forma pervertida desse senso, onde a nação será governada por presidentes metidos a iluminados. E isso gera irresponsabilidade sistemática.

5) O tempo no parlamentarismo conta como uma consulta - duas são as perguntas que são feitas à população:

5.1) A primeira pergunta é: o partido que sustenta o ministro deve ser destituído? Se a resposta for positiva, o governo é dissolvido e novas eleições são feitas.

5.2) A segunda é: o ministro deve ficar? Se ele tiver de ser trocado, então o povo confia no partido, pois entende que os critérios de governo e de justiça adotados pelo partido, que são as bases para as leis, são os mais seguros e estáveis, já que estão em conformidade com o Todo que vem de Deus.

5.3) Não é preciso que haja o advento do termo para que isso ocorra: o poder moderador de um rei convoca antecipadamente eleições, quando as coisas não vão bem, de modo a que os problemas sejam resolvidos, só que com outro grupo no poder.

6) Os mandatos devem atender à instrumentalidade das formas - formalismo por formalismo leva a uma liberdade para o nada, causa da edificação da tirania, tal como há na república presidencialista. Alternância de poder por alternância de poder leva à instabilidade, por conta da constante mutação dos critérios de justiça e de segurança jurídica. Isso é liberdade fora da liberdade em Cristo, o que não é conforme o Todo que vem de Deus. Muitos vão se aproveitar da instabilidade para poder criar governos tiranos e autoritários, uma vez que a liberdade para o nada leva à escravidão.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O conservantismo leva à soberba

1) Quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade é soberbo, pois vai declarar-se superior a outro, que é conforme o Todo que vem de Deus, justamente por entender que o humilde vive numa grande mentira. E vai começar a praticar tiranias e a financiar políticas revolucionárias porque se acha eleito por Deus - e predestinado, por ter a riqueza material.

2) Ainda que adotem o eufemismo "reformado", tal nome é para mascarar a natureza revolucionária da heresia protestante, pois eles desafiam a autoridade da Igreja Católica e a atacam com violência e com mentira. A maior prova disso é que protestantes usaram a recém-criada imprensa de Guttenberg para fazer propaganda - por meio de impressos escritos semeavam mentira e desinformação, métodos extremamente típicos da mentalidade revolucionária, de modo a fazer com que a mentira repetida se tornasse verdade, fazendo com que muitos renegassem a fé verdadeira e assegurando a soberania dos tiranos que governassem uma região por meio do protestantismo.

2) Em línguas germânicas, a palavra "revolução" tem conotação violenta, sangrenta, bem ao contrário do latim, em que ela nos remete a um ciclo que se repete - e que é verdadeiro por ser regular e previsível. Basta me reportar aos comentários de Mises sobre a obra de Karl Marx quanto a isso.

3) Calvinistas e muçulmanos são bem semelhantes nesta atitude. Calvino mesmo estabeleceu uma ditadura violenta em Genebra.

Explicando a fé trinitária

1) Houve quem dissesse que é muito estranho os protestantes crerem na fé trinitária, dado que é impossível de se sustentar essa doutrina com base na Sola Scriptura.

2) Um dos fundamentos da fé trinitária está no fato de que Jesus falou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém ao Pai senão por mim". 

3) Quando Ele diz que é a verdade, ele aponta que é o Deus verdadeiro. E ninguém vai ao Pai, que é Deus verdadeiro, a não ser por outro Deus verdadeiro. 

4) Esse Deus verdadeiro foi gerado e não criado - foi concebido pelo Poder do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria.

5) A verdade se encarna em três pessoas - o Deus-Pai que cria as coisas com base na inspiração e no amor, o Deus-Filho que salva os homens do pecado e o Deus de Bondade, que é o Espírito Santo que conserva a dor de Cristo e mantém a obra salvífica d'Ele, a Santa Madre Igreja, pelos séculos e séculos, e impede que o mal não triunfe sobre ela.

6) A compreensão da trindade se dá porque foi sentida e é preciso que se mantenha viva ao longo dos tempos a capacidade de reconhecer de ouvido o que Jesus falou. Sem a tradição apostólica, seria impossível contar a história desse acontecimento tão espetacular, que foi a vinda do Nosso Senhor até nós. E a bíblia foi escrita inspirada no mesmo Deus que criou todas as coisas e que mandou seu Filho amado para nos salvar do pecado, apontando as coisas de modo a que se veja a Jesus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Jesus é o centro da interpretação da Bíblia - e sua obra salvífica é conforme tudo o que ele edificou, pois Ele fez as coisas de modo a satisfazer a vontade do Pai.

7) Enfim, sem a tradição apostólica e sem o magistério dos mesmos, não haveria bíblia. Ela deve ser lida com a fé naquilo que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Não pode ser lida como se lê um livro qualquer - se for feita assim, haverá conservantismo, o que é pecado contra o Espírito Santo.

Uma nova forma de explicar a diferença entre conservador e conservantista

1) A razão de ser da diferença entre conservador e conservantista é mesma do escritor para o escrevente.

2) O escritor escreve criando - faz da escrita uma obra de arte. É um autor, um artista. Age de maneira independente. Quem cria faz obra - faz isso porque crê em algo verdadeiro, sincero - e o que é verdadeiro é conforme o Todo que vem de Deus. Na criação, a fé está intimamente ligada à obra - e como fomos criados à imagem e semelhança de Deus, então temos o poder de criar - o que não podemos é criar do nada, pois onipotência e onisciência não temos. Eis a diferença do criador para a criatura.

3) O escrevente pratica a escrivaria - faz da escrita um elemento técnico, uma ferramenta de registro. O escrivão é o escrevente experimentado. O escrevente é conservante, pois o registro conserva o que é conveniente, pois documentos tem fé pública, uma vez atendidos os requisitos jurídicos previstos em lei.

4) Quando a lei dos homens se divorcia da lei natural, o trabalho do escrevente torna-se conservantismo, pois conserva-se o que é conveniente e dissociado da verdade, base para tudo aquilo que está à esquerda do Pai. Pois da lei pervertida nascem registros pervertidos, falsos tornados verdadeiros.

5) E quando se corrompe a cultura, corrompem-se todas as bases da civilização. 

6) Por isso que precisamos aprender a manter a integridade, mesmo diante de todo o mal. Pois ao mal não devemos ceder.

Sobre a real finalidade do Direito Constitucional Positivo

1) Eu acreditaria em contraditório e em ampla defesa - e até mesmo em dignidade da pessoa humana -, se houvesse entre nós a aliança entre o altar e o trono, da forma como foi estabelecida em Ourique, em 1139. Como essa aliança se deu por milagre, ela está acima do escrito, pois se dá sob a carne - neste ponto, não precisamos de constituições para declarar o óbvio.

2) Se for preciso estabelecer uma constituição, que seja de modo a organizar um Estado de tal maneira a fazer com que essa aliança se efetive, pois herdamos a missão de servir a Cristo em terras distantes. 

3) Enquanto houver esse divórcio, então as constituições são e serão todas folhas de papel, o que reforça o eterno caráter autoritário desta república, esteja ela ou não sob um verniz de democracia.