Pesquisar este blog

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Notas sobre ideologia e ciência

1) Concordo com o argumento de que ideologia é hipótese não comprovada pela ciência.

2) A verdadeira ciência tem seu razão de ser se virmos se Cristo falou ou faria alguma tendo por fundamento isto que é declarado na ideologia. É o critério da verificabilidade - se o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem não diria ou faria tal coisa, então isso é falso.

3) Para se fazer ideologia, basta a intenção de conservar algo conveniente e dissociado da verdade. A mera intenção perniciosa por si fomenta hipóteses falsas, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. O verdadeiro Deus e verdadeiro Homem perceberia a má intenção dos pérfidos.

4.1) Só podemos discutir hipóteses científicas se o que formula hipóteses está imbuído de boas intenções, se ele tem honestidade intelectual para poder fazer isso.

4.2.1) A verdadeira ciência se dá na comunidade dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. 

4.2.2) Nas coisas em que devemos experimentar de tudo e ficar com o que é conveniente e sensato cabe liberdade e nela cabe a discussão, a ponto de aparar toda e qualquer intenção insensata sobre o tema, já que o cientista, de certa forma, é uma espécie de jardineiro do Éden, coisa que foi estabelecida através de Cristo, que é o segundo Adão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2018.

Se a liberdade de expressão é servida com fins vazios, então o assassinato de bebês se torna um direito

1) Se a liberdade é divorciada da verdade, então a liberdade de expressão será servida com fins vazios a ponto de relativizar a verdade, colocando o verbo que se fez carne de lado.

2) Se a liberdade de expressão é servida com fins vazios, então os que pregam a liberdade para o nada perverterão a linguagem, a ponto de muitos verem matar e assassinar como sinônimos, quando na verdade não o são, a ponto de muitos caírem no falso moralismo.

3) É por conta do falso moralismo que existem movimentos pró-aborto, gente que prega o direito de assassinar bebês ainda no ventre da mãe ou logo após o parto.

4) O liberalismo é assassino e prepara o caminho para o totalitarismo.

5.1) Gente como o ministro Luís Roberto Barroso é um verdadeiro flagelo.

5.2) Esse projeto de Herodes tinha que ser atirado na lixeira como fizeram com os comunistas na Ucrânia. Esse homem é a personificação da injustiça. Não deveria estar ali na Suprema Corte.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2018.

Da escrita como pesca na terceira margem do rio

1) Escrever é como pescar na terceira margem do rio, descrita num conto de Guimarães Rosa com esse nome. Essa margem só pode ser vista por quem vê aquilo que não se vê, tal como foi dito por Bastiat. As águas da margem desse rio são sempre profundas, pois são as profundezas da consciência, que precisam ser constantemente sondadas por meio do exame de consciência.

2.1) Para se ver a terceira margem do rio, é preciso que se pratique constantemente a aletéia (o não esquecimento).

2.2) Quem recebeu as graças do batismo, a ponto de viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, será guiado pelo Santo Espírito de Deus de modo a pescar homens nessa terceira margem. E a isca são as idéias e reflexões fundadas no fato de se amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.1) Antes de Jesus, o filósofo não bebia das águas do esquecimento, que levavam à concupiscência e à má consciência. Essas águas estavam poluídas. Com o batismo, as águas desse rio foram purificadas e até mesmo os peixes colaboram com o processo de pesca.

3.2) Não se trata de uma troca autística, como diz Mises, esse charlatão que equiparou Jesus a um bolchevique. A troca é sempre heterônoma, uma vez que você necessita do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem para que você possa realmente pescar homens para a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. E pescar, nesse sentido, é sempre descobrir os outros.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2018.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Notas sobre as Espanhas em Julián Marias

1) Há um livro do Julián Marías, se não estou enganado, que trata da Espanha inteligível.

2) Como a Espanha foi aos mares em busca de si mesma, ela acabou edificando Novas Espanhas no Além-mar, a ponto de descobrir os outros. E descobrir os outros leva a servir a Cristo em terras distantes, a ponto de a missão de servir a Cristo em terras distantes cair em suas mãos, por força da União das Coroas Ibéricas, em 1580.

3.1) Por conta dessa busca de si mesma, ela acabou se instalando no Novo Mundo por conta dessa busca.

3.2) O processo de tomar o país como um lar pode se dar por uma busca, quando não se tem uma missão clara nesta seara. E ao descobrir os outros, você aprende a enxergá-los como um espelho de seu próprio eu, o que é uma forma converter o país inteiro à conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.3) Mas a liberdade voltada para o nada, atéia e materialista, fez os países da Hispano-América enxergarem a Espanha como uma imagem distorcida de um espelho, a ponto de criar verdadeiros muros de Berlim psicológicos entre os países que fizeram parte dessa América Espanhola e a Espanha, por meio da independência. Um verdadeiro muro duplo, levando à balcanização de todos esses países.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.

Dos três tipos de servidão por dívida

1) Existem três tipos de servidão por dívida, a saber: a servidão voluntária, a servidão como pena e a servidão que decorre por da usura.

2) A servidão voluntária é uma forma de pagar por uma dívida quando não se tem dinheiro para pagá-lo. É pagamento in natura da dívida. Por ser nobre, favorece a integração entre as pessoas, a ponto de surgir uma relação trabalhista entre elas.

3) A servidão como pena decorre de crimes contra o patrimônio e por ilicitude civil. Visa a recuperação do condenado e a restaurar a integração entre as pessoas. Isso se funda na justiça e aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.1.1) A servidão como forma de cobrar por uma dívida de natureza improdutiva, coisa que é própria da usura, nasce do amor de si até o desprezo de Deus e da riqueza vista como sinal de salvação. Ela se funda no homem como a medida de todas as coisas e é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.1.2) Por isso mesmo ela é condenável e é um crime, visto leva a um enriquecimento sem causa e faz com o que o trabalho perca sua natureza santificante, bem como que a liberdade seja servida com fins vazios, uma vez que leva a escravidão, a ponto de suposto credor ter direito de vida e de morte sobre o devedor, uma vez que há uma cosmovisão demiurgicamente estabelecida que dividiu o mundo entre eleitos e condenados, onde os eleitos estão salvos de antemão e os condenados levados à morte eterna de antemão.

4.2) Como ela decorre da ideologia liberal, que é revolucionária, então ela e a usura devem ser proibidas, pois geram conflitos de interesse, o que prejudica a sociedade como um todo, a ponto de forçar o Estado a dizer o direito sobre tudo, de tal maneira que tudo esteja no Estado e nada fora do Estado ou contra Estado, que será tomado como se fosse religião.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.

Da natureza da pena de servidão por dívida, por conta de ilicitude civil

1) A pena que condena alguém a servir a uma outra pessoa, por conta de uma dívida declarada na sentença em razão de um ilícito civil, cria uma relação de trabalho por força dessa dívida, a ponto de surgir um direito trabalhista em decorrência de uma pena por ilicitude civil. Essa relação de trabalho judicialmente criada tem regras: a pessoa condenada por dívida deve trabalhar x horas em favor do credor, começando do nascer do dia até uma determinada hora do dia, dependendo das circunstâncias, tendo x horas para o almoço x horas para o descanso, a proibição de freqüentar certos lugares moralmente condenáveis etc.

2) Trata-se de uma relação de crédito e débito cujo intuito é recuperar o apenado e restaurar a relação entre os litigantes. Se o condenado devedor for um bom servidor, uma pessoa leal, então ele pode ser recompensado pelos serviços prestados, a ponto de tornar empregado dessa pessoa - e aí a relação de trabalho sai do estado de pena e a passa se tornar um contrato, um pacto de direito pessoal, favorecendo a integração entre as pessoas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.

Notas sobre a servidão por dívida como pena por ilicitude civil

1) Quem comete ilicitude civil é obrigado a indenizar o prejudicado. Se não tiver meios de pagar com dinheiro, ao menos que pessoa seja condenada a trabalhar para o pagamento dessa dívida e, por extensão, para o bem de toda sociedade, uma vez que o trabalho é um meio de santificação pesspal

2) Neste aspecto, a servidão por dívida por conta de condenação por ilicitude civil é uma pena. Como trabalhar leva à santificação pessoal, então o condenado acaba assimilando a lei de Deus que se dá na carne e aprende a dar valor ao trabalho e a servir a seus semelhantes, em vez de causar danos a eles. Enfim, a servidão tinha sua natureza pedagógica.

3) Por conta da liberdade voltada para o nada, em que o homem rico no amor de si até o desprezo de Deus foi novamente tornado o centro de todas as coisas, esse tipo de cláusula penal foi abolida, por conta de uma dignidade pessoal voltada para o nada, a ponto de tudo se reduzir a dinheiro, sem haver a real preocupação com a recuperação do indivíduo que comete ilicitude civil para com seu semelhante, uma vez que houve o permanente divórcio entre dizer o direito e a verdade, já que Jesus é Sumo Juiz e Sumo Legislador e Ele foi posto de lado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2018.