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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Da conformidade com o Todo que vem de Deus como o verdadeiro governo total e global que reina sobre esta Terra.

1) O verdadeiro governo total está n'Aquele que tudo pode e sabe, uma vez que que está presente em todos os detalhes de sua criação, o Universo, pois as coisas criadas sempre apontam para o criador, a ponto de estarem em conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Deus é amor e criou as coisas neste fundamento. Por isso, como criaturas muito amadas por Deus, Ele é tudo para nós.

3.1) Por isso, o termo totus tuus aponta para duas coisas: para a conformidade com o Todo que vem de Deus bem como que Ele é o verdadeiro Rei de todos os lugares em que habitamos. 

3.2) Por amor, somos eternamente escravos de sua infinita bondade, a ponto de cooperar com Ele na promoção e expansão da fé cristã, e assim servir a Cristo em terras distantes, tal como ocorreu em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.

Por que a tentativa de Mussolini de cooptar os católicos por meio do Tratado de Latrão fracassou?

1) Se na conformidade com o todo que vem de Deus tudo está em Deus e nada pode estar do alcance de Deus, uma vez que Jesus foi verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, então é um grande absurdo trazer o católico para o jugo dos fascistas, uma vez que o Estado é a a mais alta realização humana, mas este está aparelhado pelos homens que são ricos no amor de si até o desprezo de Deus, a ponto de tudo estar nesses homens e nada fora desses homens, como se eles fossem a medida de todas as coisas.

2) Por isso, a tentativa de cooptar o catolicismo para o fascismo, por meio do Tratado de Latrão, fracassou - Deus é bom e o homem rico no amor de si até o desprezo de Deus é mau. E o bem sempre prevalece sobre o mal.

3) Se Deus é a medida de todas as coisas, então que os ensinamentos da Igreja governem a todas as coisas, incluindo o Estado, a ponto de os países serem tomados como um lar para Cristo, em Cristo e por Cristo, fazendo com que cada membro da sociedade ame e rejeite as mesmas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso fará com que a maioria das pessoas se prepare para a pátria definitiva, que se dá no Céu. Afinal, a vida eterna, e não a riqueza ou poder, é o maior objetivo a ser alcançado nesta vida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.

Do biedny vem o proletário

1) No polonês, como já disse em artigos anteriores, há duas palavras para pobre: ubogi e biedny.

2) Enquanto o ubogi é o pobre que Deus tanto preza, o biedny é aquele tipo de pobre que vive de bolsa família, mas que é capaz de gastar 300 reais numa calça jeans.

3) O biedny é o subproduto da classe ociosa: o proletário. Não contribui em nada para a comunidade política a não ser pondo a sua própria prole no mundo para o mundo criar. É tão orgulhoso quanto o rico, mas o enxerga como uma imagem distorcida de um mesmo espelho, o que é suficiente para se criar uma luta de classes.

4) E a luta de classes tem sua gênese a partir do momento em que a riqueza é tomada como sinal de salvação. A sociedade foi dividida entre eleitos e condenados, coisa que foi feita por um demiurgo. Por conta disso, isso está fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.

Das origens protestantes do voto secreto

1) O voto secreto tem sua razão de ser numa sociedade marcada pela cosmovisão protestante, onde o mundo foi dividido entre eleitos e condenados, por conta da ação de algum demiurgo qualquer.

2) Os eleitos, os que se julgam salvos de antemão, não precisam fundamentar os motivos determinantes de seus votos. Além disso, por conta de seu conservantismo, eles julgam os católicos um povo condenado e farão de tudo para criar um verdadeiro apartheid social, dividindo a sociedade em guetos.

3.1) O voto secreto é obra do liberalismo, que, por sua vez, é cria do protestantismo.

3.2) Quem acha que tem a sua própria verdade se acha salvo de antemão - e por essa razão não exporá os motivos determinantes da sua escolha ao outro, que está condenado de antemão por conta de discordar dele, ainda que essa discordância, em Cristo, se funde numa boa razão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.

Há circunstâncias desiguais de eleição. O voto do católico pede voto aberto e o voto do que vive em favela pede voto secreto

1) Aristóteles fala que devemos tratar os desiguais desigualmente, nos termos de sua desigualdade.

2.1) Para o católico - que está expressamente proibido, sob pena de excomunhão, de votar em comunista - o voto deve ser aberto.

2.2) Afinal, a política é campo de evangelização e devemos professar nossas escolhas políticas de maneira aberta e pública.

2.3) Como na política nós somos juízes, então devemos motivar os nossos votos, coisa que não pode ser feita numa urna eletrônica, mas numa cédula de papel.

3) Para quem mora numa favela dominada pelo tráfico de drogas, o voto deve ser secreto de modo a evitar que o eleitor seja moto por não votar no político que o traficante indicar.

4.1) Enfim, isto é a prova cabal de que o igualitarismo, que é a base do sufrágio universal, é uma falácia, pois nós vemos evidentes desigualdades de circunstâncias, que pedem diferentes regras eleitorais de modo que todas essas circunstâncias sejam realizadas.

4.2) E neste ponto, a Constituição é inconstitucional, pois ela está fora da realidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.

Notas sobre conservantismo e o problema do voto secreto

1) Se o voto não fosse secreto, o católico que votasse em comunista teria seu voto tornado público, a ponto de ser um escândalo na paróquia. Se ele tentasse comungar, o padre se recusaria a dar a comunhão a ele antes de se confessar; se o padre fosse frouxo, a própria comunidade paroquial faria o que fez quando Haddad e Manuela, comunistas declarados, comungaram de maneira sacrílega.

2.1) O fundamento do voto ser secreto está na dignidade da pessoa humana: que ninguém tem o direito de usar de intimidação e violência na hora de votar, muito menos de sofrer pressão dos pares (peer pressure).

2.2) O problema é que se não houver pressão dos pares, dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento de modo a desestimular o conservantismo, o católico rico em má consciência e que é influenciado pelos comunistas infiltrados na Igreja acabará votando em comunismo. Da mesma forma a gente piedosa e humilde do Nordeste, que é alvo desses padres e bispos ligados à Teologia da Libertação, acaba pecando por força disso.

3.1) Enfim, o sigilo do voto e a desnecessidade de fundamentar os motivos determinantes da escolha cria uma zona escura onde Deus não existe e a pessoa pode conservar, sem coação, o que é conveniente e dissociado da verdade, pois o mau voto distribui a opressão de um mau governo a todos e isso é pecado público.

3.2) Alguns bons cristãos aparentes, após a meia-noite e sem que ninguém perceba, acabam criando uma espécie de zona escura onde, por conveniência, imaginam que Deus não existe e acabam fazendo todo tipo de imoralidade, coisa que só dura até o sol raiar. Se isso acontece no tempo comum, imagina isso na hora das eleições nacionais, estaduais e municipais?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018 (data da postagem original).

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Para os que servem a Cristo em terras distantes por meio da rede social, o próximo não é o que está geograficamente próximo, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade

1) Uma coisa é certa: se devo servir ao próximo, isso não quer dizer que devo necessariamente servir ao que está geograficamente próximo. Meu próximo é aquele que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento - e ele está em terras distantes - pelo país afora ou no mundo inteiro, na chamada Lusitânia Dispersa.

2.1) Pela minha experiência, os que me são próximos são agraciados por Deus em muita coisa, a ponto de estarem na condição de bogaty (rico) naquilo que sabem fazer de melhor.

2.2) Mas os agraciados por Deus não são agraciados em tudo - vejo neles uma certa pobreza, mas aquela pobreza evangélica que Deus tanto aprecia nos pobres, a ponto de chamá-la de humildade.

2.3) O verdadeiro bogaty (rico) foi ubogi (pobre) no passado e o ubogi (pobre) é um bogaty (rico) em potência - e Deus promove o encontro entre eles por meio do mercado, pois ambos se enxergam um no outro no espelho da perfeição moral e espiritual, coisa que é essencial para a construção do bem comum, a ponto de fazer o país ser tomado como um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2018.