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sábado, 21 de julho de 2018

Notas sobre a época em que fazia do file-sharing um negócio

1) Em 2011, eu estava em um grupo de concursandos fazendo file-sharing remunerado das aulas que gravava no Curso Glioche. Eu era usuário do uploading.com e costumava receber 8 dólares por mil downloads. Ao longo daquele ano, eu consegui uns 90 dólares (numa cotação de 4 reais o dólar, uns R$ 360,00). Usei o dinheiro para comprar alguns dos livros de que necessitava - dentre eles, o Belonging in the Two Berlins, de John Borneman.

2) Em 2018, nas atuais circunstâncias em que me encontro, se o uploading.com ainda existisse e admitindo que todas as 99 pessoas que costumo marcar a cada postagem baixassem os arquivos que mando, eu certamente iria faturar 0,79 centavos de dólar por dia - 23,76 dólares, ao longo de 30 dias. Como tenho 20 ebooks feitos, 475,20 dólares no total (R$ 1900,80 por mês, numa contação de 4 reais o dólar). Isso certamente seria um excelente negócio, pois ao longo de um ano eu iria receber 5702,40 dólares (ou R$ 22.809,60, nessa mesma cotação mencionada).

3) Não é à toa que eu gostava mesmo de medidas discretas para ganhar meu tão sonhado dinheirinho, já que não gosto muito de ficar cobrando das pessoas. Isso já seria o suficiente para autopagar a câmera com a qual eu digitalizo meu material, bem como o tripé e o suporte em v de madeira indiana que costumo usar para fazer as digitalizações.

4) Se trabalhasse a lealdade das pessoas, de modo a preencher 3 perfis só com gente da melhor qualidade, interessada em conhecimento, então faturaria 120 dólares num único dia para cada ebook que fiz, por força do princípio da eventualidade. Como já fiz mais de 20 livros, faturaria 2400 dólares num único dia. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de julho de 2018.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O que uso para fazer uma boa digitalização

Se digitalização é uma receita de bolo, então eu vou lhe dizer os ingredientes e o modo de fazer

1) 1 Cãmera digital Mitsuca 12 MB com função texto

2) Suporte em V de madeira indiana

3) Tripé adequado à sua altura. Como tenho 1,80 m, então eu uso um tripé adequado ao meu tamanho.

4) Pesos de papel adequados ao tamanho do livro. Você pode usar um pote de moedas, um potinho de pringles etc.

Softwares:

1) Snapter (se conhecer algum software melhor, me fale)

2) Pix Resizer

3) Advanced JPEG Compressor

4) PDF

Modo de fotografar:

1) Sempre fotografe de manhã, naqueles dias em que temos céu de brigadeiro ou parcialmente nublado. Evite fotografar em dias muito ruins.

2) Comece fotografando capa, contracapa e orelhas.

3) Fotografe uma página por dia e vai deixando o peso atuando na página seguinte. No dia seguinte, você fotografa essa página e vai fazendo isso até terminar. Embora pareça demorado, as melhores coisas costumam vir lentamente - é preciso disciplina e muita dedicação. Só aí você consegue um excelente resultado.

Processamento das fotos

1) Depois que você fotografou, pegue a melhor foto e processe no Snapter.

2) Em seguida, use o Pix Resizer (eu costumo usar 1600 x 2000 pixels para as páginas e 800 x 2000 pixels para a orelhas),

3) Depois o use o Advanced JPEG Compressor para reduzir o peso das páginas e só então você aplica o pdf.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de julho de 2018.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Notas sobre uma lição que aprendi ao longo dos meus muitos anos de rede social

1) Mais do que compartilhar as postagens relevantes encontradas, é preciso guardar os links e reproduzir o conteúdo num blog, pois é provável que você seja bloqueado por essa pessoa considerada importante, que te fornece informações.

2) Por isso mesmo, é importante garantir o próprio acesso à informação, pois, quando se é bloqueado, você simplesmente não tem mais acesso a ela.

3) Meus anos de rede social me ensinaram a não desenvolver laços sentimentais com as pessoas - a qualquer momento eu posso ser bloqueado, ainda que eu tenha muitos anos de relacionamento com aquela pessoa. Basta o orgulho de se conservar o que é conveniente, e dissociado da verdade, e tudo se põe a perder.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de julho de 2018.

O presidencialismo é a ordem social do exercício arbitrário das próprias razões

A ideia revolucionária se implanta na alma das pessoas quando elas acreditam que a soberania advém do povo e não de Deus. E como cada indivíduo tem uma vontade particular, não se podendo atender à vontade particular de cada um, elege-se uma vontade qualquer como sendo a “vontade geral” e se a implanta, mesmo que à revelia do povo. E aquilo que parecia ser uma libertação, escapar da vontade soberana e perfeita de Deus, se torna um dos principais instrumentos para a tirania.

Roche Maria do Egito (A.K.A Rochelle Cysne)

Facebook, 17 de julho de 2018

https://web.facebook.com/roche.cysne.3/posts/205841846937160

1.1) Exercício arbitrário das próprias razões implica fazer justiça com as próprias mãos.

1.2) Essa pessoa toma como parâmetro que justiça é a lei do mais forte. Por isso que nos Estados tomados como se fossem religião somos governados por "homens fortes", que fazem da carta constitucional "uma licença de corso". Não é à toa que repúblicas presidencialistas descristianizam sociedades inteiras, preparando o caminho para o comunismo.

2) Fazer justiça implica ver a verdade contida nas relações humanas. O justo juiz dá pleno cumprimento à lei e precisa imitar o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, de modo a aplicar a justiça, uma vez que a lei positiva precisa ser vista como um mecanismo de legítima defesa contra o arbítrio, coisa que se dá a partir do momento em que começam a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de isso desaguar numa tirania.

3) A partir do momento em que a Cruz é retirada dos tribunais, o homem forte se torna o juiz, a ponto de não haver mais a quem recorrer, nem mesmo a Deus. E o exercício arbitrário das próprias razões se torna a regra de todas as ações, não a verdade. Eis a falência da ordem constituída - o povo não viu em Deus a fonte de seu verdadeiro poder.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de julho de 2018.

Comentários:

João Damasceno: Sempre pensei nisso, amigo. A democracia é uma forma de autotutela, pois a vontade da maioria (mais forte) é imposta sobre a minoria ( mais fraca), independente do compromisso com a verdade ou utilidade da gestão pública.

Segredo para ser meu discípulo

Hoje um contato meu me pediu para ser meu discípulo. Como sei que mais cedo ou mais tarde terei mais gente me pedindo isso, então escrevi algumas coisas para os que desejam seguir os meus passos na vida intelectual:

1) Nunca me tome como religião, pois não sou guru de seita. Se há algo em que estou errado, me corrija, pois isso é caridade intelectual.

2) Tente juntar suas experiências com as minhas, no tocante a tomar o Brasil como um lar em Cristo, por força de Ourique. Caso você esteja na Lusitânia Dispersa, seja a ponte de modo a conjugar o que você sabe lá fora com o que há aqui dentro.

3) Ame e rejeite as mesmas cosas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o Todo que vem de Deus. Monte todo o seu círculo social somente com pessoas que comungam neste princípio. Dentre eles, escolha os melhores, que vão ajudar você no seu trabalho.

4) Odeie com todas as forças tudo o que decorre do fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, pois o conservantismo ofende a Deus gravemente.

5) Colabore comigo naquilo que mais precisar (seja com dinheiro, livros ou alguma outra coisa).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de julho de 2018.

Mais uma verdade sobre o capitalismo

"O capitalismo, em sua natureza teleológica, esconde uma pretensão utópica: a redenção da humanidade por vias econômicas, ou como dizia o Pe. Meinvielle: "o paraíso econômico na terra". Se o socialismo é com toda justiça recriminado pela pretensão insana de estabelecer uma sociedade igualitária, o capitalismo é, com o mesmo rigor, recriminado por acentuar além da medida a desigualdade, de modo que é comum, no capitalismo liberal o monopólio de um único homem superar o PIB de muitos países. Nos dois casos uma injustiça flagrante é constatada. A desigualdade é uma condição natural das sociedades, mas a desigualdade exacerbada no capitalismo é artificializada. E poderia ser corrigida com o triunfo da "desprezada" caridade, o que tornou-se, também, uma utopia, mas que ainda é a fonte vital de propostas econômicas marginalizadas, como o distributivismo e o "socialismo cristão" de Leão XIII".

Erick Ferreira

Trecho de um livro que ele pretende publicar em breve

Facebook, 17 de julho de 2018.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Segredo para não ter problemas no estrangeiro: respeitar as leis de lá

1) Qual é a melhor pedagogia para se respeitar as leis de lá? Respeitando as leis daqui. Exemplo: se você atravessa uma rua fora da faixa de pedestres ou quando o sinal ainda está vermelho, mesmo que não haja nenhum carro a passar por perto, então a probabilidade de você reproduzir tal conduta lá é alta. Enquanto aqui não tem punição, enquanto lá a lei é aplicada. 

2) Se você é multado lá, então você certamente vai precisar fazer uma transferência bancária internacional, pagando uma taxa de câmbio exorbitante, fora da taxa oficial (já que temos uma máfia do câmbio), bem como esperar um prazo de dois a cinco dias de modo que a transferência seja feita (e nesse período, os bancos ganham dinheiro enquanto isso). Meu irmão foi multado na Alemanha por estacionamento proibido e está tendo uma dor de cabeça por lá.

3.1) Quando falo que é preciso tomar dois ou mais países como um mesmo lar em Cristo, eu digo isso pela seguinte razão: Deus preza o direito e a justiça.

3.2) Se você toma o pais como um lar em Cristo, você não será punido por força do erro de proibição, por conta de ser estrangeiro, e poderá passar sua experiência a quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.3) Quando você constrói as pontes que decorrem da verdade, fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus, então você contribui para a formação de uma cultura comum tendo por fundamento tomar esses dois países como um mesmo lar - e isso será levado em conta se essa cultura for tão influente a tal ponto que nenhum Ministério das Relações Exteriores poderá ignorar. E essa cultura comum será uma cultura única - por isso que não acredito em multiculturalismo, pois isso faz com que a integração esteja sempre na mão do Estado, que será tomado como se fosse religião, já que tudo estará no Estado e nada estará fora dele ou contra ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2018 (data da postagem original).