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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Notas sobre os três níveis de leitura que podem ser feitas

1) Existem três níveis de leitura: a leitura com o objetivo de aprender, a leitura com o objetivo de avaliar o valor de um determinado conteúdo existente num livro e a leitura com o objetivo de mostrar e comprovar que os fatos que você investiga são, de fato, verdadeiros.

2) Quando você está aprendendo gramática, lógica e retórica, o trivial, você está assimilando formas e conteúdos clássicos. Clássicos não só porque isso é comum a todos os homens, mas também porque as verdades ditas e ensinadas nos livros que estamos estudando são as mesmas desde o tempo em que foram escritas. E por serem as mesmas, são eternas e universais, pois sobreviveram ao teste do tempo e aos particularismos de cada época.

3.1) A segunda leitura está no momento em que você empreende e passa a servir a outros homens de modo a fazer o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo. E neste ponto, o saber é fundamental - e isso pede que você já tenha provado as coisas da mesma forma que os seus antecessores, a ponto de amar e a rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.2) Um bom livro sempre produzirá muitos frutos nas pessoas, a ponto de distribuir consciência reta, fé reta e vida reta nas pessoas - e como o diálogo entre autor e leitor tende a permanecer no tempo, essa pesca de homens tenderá a ser eterna, clássica.

3.3) Um mau livro produz exatamente o contrário, pois edifica má consciência nas pessoas. Do conjunto de idéias pensadas de modo a se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, nós temos uma ideologia. E toda ideologia busca ser um instrumento para a tomada do poder, uma vez que já é lugar comum pensar que o poder está acima da sociedade, quando, na verdade, a base do poder está distribuída na sociedade através de três ações: usar, gozar e dispor de alguma coisa que te pertence por direito.

4.1) A leitura com o objetivo de confirmar as coisas que você anda investigando pede que você tenha provado antes o sabor de todas as coisas que os te antecederam e a capacidade de avaliar se um livro adotado para estudo é bom para sua pesquisa ou não - e é nisso que se respalda toda a autoridade que liga e desliga as coisas de modo a criar uma ponte entre a Terra e o Céu.

4.2) Por isso, como servidor da verdade fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, você precisa estar a par de todas as boas obras no mercado editorial e orientar a quem pede sua ajuda a seguir o mesmo caminho que você na busca pelo conhecimento. Além disso, você precisa estar a par do que as obras ruins ensinam de modo a denunciar o que é malévolo a quem desconhece o assunto - e se você for uma pessoa confiável, elas passarão a evitar ler essas obras, o que as impedirá de serem contaminadas pelo conteúdo nefasto que há nelas.

4.3) Não é à toa que este tipo de leitura é que faz do sacerdote um intelectual por excelência - afinal, conhecimento sem sabedoria só faz as pessoas conservarem o que é conveniente e dissociado da verdade. E isso é uma gnose, um fechamento do mundo para a realidade, a ponto de a alma se sentir presa a um corpo que não é seu - e é neste ponto que as pessoas buscam liberdade fora da liberdade em Cristo, que é o que move o conservantismo, na sua modalidade mais insensata.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2017.

O espírito burguês é, na verdade, proletário

1) No sentido latino do termo, proletário é aquele que não contribui em nada para a comunidade dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, a não ser com a sua própria prole. É o cúmulo do egoísmo.

2) O burguês tende a pensar que o burgo murado tende a ser um mundo auto-suficiente e que isso só já basta. Ele não lida com a terra, é pacifista e só conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de pensar que a riqueza é um sinal de predestinação. Se pudermos passar isso para os tempos atuais, os playboys nascidos na zona sul do Rio de Janeiro são todos assim.

3) Se pararmos para pensar, o estado de espírito burguês se enquadra naquilo que os romanos chamam de proletário. E isso faz com que a liberdade seja voltada para o nada, o que gera o relativismo moral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2017.

domingo, 13 de agosto de 2017

Por que a Igreja deve ser a força motriz de uma cidade?

1) No The Guild 2, eu costumo jogar com um craftsman e quase sempre costumo abrir uma tecelagem. Se eu me caso com uma mulher da classe patron (que é a classe dos fazendeiros), eu tenho suprimento de lã garantido, o que faz com que eu corte o atravessamento do mercado; se eu me caso com uma mulher da classe dos scholars (a dos intelectuais e sacerdotes), eu tenho mão-de-obra para as minhas empresas.

2.1) Embora não seja realisticamente correto, era comum no jogo eu casar com uma mulher da classe dos scholars. Ela se tornava sacerdotisa (e ela podia ser sacerdotisa da Igreja Católica ou da seita protestante). Era um absurdo do jogo - e para evitar polêmicas, ficaram nesse igualitarismo tolo e ridículo, como se o protestantismo e o catolicismo fossem a mesma coisa, o que não é verdade.

2.2) Se o trabalho de evangelização fosse bom, a paróquia ficava lotada de gente da minha religião - e dentre os mais pobres eu recrutava mão-de-obra para a minha tecelagem. Quando se junta gente que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, as coisas ficam ainda mais fáceis.

3.1) Trazendo isso para o plano da realidade, se tivesse um negócio, eu recrutava meus trabalhadores da paróquia próxima.

3.2) Os mais inteligentes e que gostam de estudar, eu investiria neles de modo que pudessem exercer funções mais qualificadas, como ser contador, administrador ou mesmo advogado de modo a defender a empresa numa demanda trabalhista. Esses fariam curso superior e se preparariam para a prova da OAB e de outros conselhos profissionais de modo que pudessem exercer suas funções para o bem da empresa.

3.3) Investir no empregado e treiná-lo de modo que este possa melhor servir naquilo que é necessário à empresa é uma forma de liderança - e isso é um tipo de distributivismo. Isso seria uma forma de combater a cultura do diploma e a impessoalidade decorrente desse sistema. Afinal, do jeito como andam as nossas faculdades, não vale a pena recrutar dessa forma pragmática, pois há uma cultura de quebra de confiança sistemática; nela, o dinheiro é mais amado do que a Deus, o que prepara o terreno para o totalitarismo.

4.1) Com o tempo, eu vou formando minha própria faculdade de modo que os meus melhores funcionários, os mais experientes, formassem os mais novos. E se tivesse muitos filhos, os que estivessem interessados na vida religiosa seriam incentivados a fazê-lo.

4.2) E para evitar que a Igreja onde recruto a mão-de-obra da minha empresa não fique na mão de um herege, eu iria chamar o bispo para uma conversa de modo que colocasse um padre bem católico para cuidar dessa paróquia. Se esse excelente padre for um dos meus filhos, melhor ainda.

4.3) Quando se faz da Igreja o centro de todas as suas atividades organizadas, o país será tomado como se fosse um lar, pois o macro é conseqüência do micro. É isso que faria, se tivesse circunstância favoráveis para isso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2017.

sábado, 12 de agosto de 2017

O marxismo apequena as pessoas

karłem - anão, em polonês

Karl Marx - mentor intelectual da maior desgraça que já houve: o marxismo

1) O professor Olavo de Carvalho fala que Gramsci foi um anão intelectual da pior espécie.

2) E isso é incontestável; quem segue as idéias de Karl Marx torna-se um anão intelectual. E é justamente por conservar o que é conveniente e dissociado da verdade que a pessoa enterra seus talentos e se apequena, por força da covardia e do pragmatismo, elementos esses que fazem a liberdade ser servida com fins vazios, a ponto de gerar relativismo moral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2017.

Notas sobre liberalismo e socialismo como frutos do materialismo

1) Liberalismo e socialismo são apenas dois modos do "capitalismo". Esse "capitalismo" - fundado no amor ao dinheiro, na cobiça de bens materiais - é nota constitutiva da Modernidade. Nesta ordem de coisas, o motor da cobiça se dá pela avareza ou inveja.

2.1) A única solução verdadeira e radical para os problemas econômicos é o ESPÍRITO DE POBREZA, movido pela Caridade.

2.2) Ao não ter seguido a reforma de São Francisco de Assis, a Cristandade perdeu o rumo das coisas como são. E uma das coisas mais espantosas que costumamos ouvir hoje, nestes dias "neoconservadores", é a defesa apaixonada do "capitalismo" como se isso fosse fruto do catolicismo.

Joathas Bello (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=227274541130799&id=100015447638450)

Niterói, 11 de agosto de 2017.

Dica de leitura do Ricardo Roveran

1) Para entender a esquerda latina é necessário entender onde ocorre a intersecção entre as intenções de Simón Bolívar e os métodos marxistas de unificação de territórios.

2) Estou lendo aqui O Tesouro, de Eccehomo Cetina. Apesar de ser um livro profundamente esquerdista, tais interesses são esclarecidos logo nas primeiras páginas.

Ricardo Roveran 

Link para a postagem original: http://lyksoomu.com/dDnR

São Paulo, 10 de agosto de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre a verdadeira tripartição dos poderes que há na sociedade

1) A teoria política moderna dos "3 poderes" (executivo, legislativo e judiciário) é uma furada.

2) Os verdadeiros 3 poderes que existem são: o científico/religioso, o militar e o econômico. Eles correspondem ao ordenamento da república platônica e foram realizados no ordenamento feudal: o clero sabia/rezava, a nobreza lutava e os camponeses produziam.

3) Se quisermos fazer uma analogia com os "3 poderes" da teoria de Montesquieu, legislar é próprio de quem sabe; julgar é próprio de quem tem a espada e executar seria mais ou menos - considerando o sentido de "cumprir", "submeter-se", "servir" - o que era próprio de quem trabalhava no campo, a base material da sociedade medieval.

4) O mundo moderno é o mundo em que os "desclassificados", os burgueses - os que não sabem, não lutam, nem produzem -, compraram a ciência, as armas e a força de trabalho.

Joathas Bello (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=227396131118640&id=100015447638450&pnref=story)

Niterói, 11 de agosto de 2017.

Comentários:

Paulo Junior Ataide Pereira: Eis um aspecto interessante da união do "poder" científico com o religioso: a modernidade, ao tornar a ciência estritamente materialista, deixa-a cega a valores que são transcendentes; as pessoas tornam-se objetos, fonte de lucro e deixam de ser o que são. Além disso, a modernidade faz da ciência uma espécie de religião dogmática cuja fundamentação se dá tão-somente nos objetos empíricos. Ciência sem religião só leva a estes caminhos: à loucura, à desumanização completa ou a ser fonte de erro - ou tudo isso junto.

Referências bibliográficas: Metamorphoses de lá Cité, de Pierre Manent