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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Notas sobre função empresarial pura e sobre a questão da culpa e do risco

1) Os austríacos falam em função empresarial pura, onde a pessoa percebe uma oportunidade e a aproveita de modo acolher ganhos sobre a incerteza. Como esse trabalho é de longo prazo, então ela se organiza de modo a agarrar essa oportunidade.

2) O problema disso está no fato de que essa noção tem por paradigma o homem rico no amor de si até o desprezo de Deus. Como esse homem é um animal que erra - a ponto de virar um animal que mente, quando se radicaliza neste tipo de conduta -, então é provável que ele seja responsabilizado por isso, se houver falha futura.
3) O homem prudente é amigo do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, pois ele aprende a partir dos erros dos outros, assim como de seus próprios erros. Ele vai servindo a seus semelhantes de modo a poder crescer e preencher uma lacuna de modo atender a demanda de consumidores cada vez mais exigentes.

4.1) Se tomarmos por base minha experiência em redes sociais, o homem prudente ganhará mercado servindo de maneira reservada a quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

4.2) Se a rede for construída tendo por princípio a amizade como a base da sociedade política, então marcar 99 pessoas na rede, sempre que houver alguma novidade, permitirá uma expansão sustentada na verdade, posto que a publicidade revelará a verdadeira demanda pelo serviço prestado; se a riqueza for tomada como um sinal de salvação, então fazer impulsionamento pago na rede social vai atrair todo tipo de pessoa, a ponto de esse trabalho ser servido com fins vazios, o que será improdutivo.

4.3.1) Onde a ordem social é servida com fins vazios, isso só atrairá os irracionais de tal maneira que só revelará a ignorância dos sujeitos, assim como o grau do fechamento das almas para a realidade fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Eis o paradoxo da publicidade, a ponto de ela ser confundida com propaganda.

4.3.2) Ainda que a pessoa use filtros e critérios, esses algoritmos não são confiáveis, pois não atrairão as pessoas certas. Por isso mesmo, o melhor critério para crescer é agir de maneira reservada e apurar as coisas tendo por critério a realidade - a experiência sentida, nunca a abstração dos algoritmos.

4.3.3) Afinal, o verdadeiro conhecimento vem da experiência -  você precisa provar o sabor das coisas de modo a fazer o ajuste de modo a converter o erro em acerto. Por isso, a função empresarial não é pura - o mundo, enquanto tecido social, é complexo e as coisas estão todas interligadas, umas vez não podemos reduzir as circunstâncias pessoais que motivaram a ação de estabelecer uma atividade econômica organizada como se elas fossem um fim em si mesmo, a ponto de fazer da riqueza sinal de salvação, neste vale de lágrimas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de julho de 2019.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

When there's a will, there's a way - da nevagação polinésia como precursora espiritual da navegação portuguesa

1) Antes da navegação portuguesa, houve a navegação polinésia. Diante da imensidão do mar, há sempre um caminho que leva a uma terra, ainda que isolada no meio do nada; se houver vontade, haverá sempre um caminho. Deus achou isso bom - e daria este dom a um povo que se tornaria grande por se lançar ao mares n'Ele, por Ele e para Ele.

2) Quando Jesus disse para os apóstolos que eles poderiam dizer a uma oliveira para sair de onde ela se encontra para fincar-se no mar, isso não seria possível se essas coisas não dependessem da providência divina. E para sermos bons católicos, nós precisamos viver em conformidade com o Todo que vem de Deus de modo a acharmos um caminho, uma vez que servir a Cristo em terras distantes levará a mares nunca dantes navegados - se dependermos da vontade de Deus, então sempre acharemos um caminho para cumprir tal propósito, mesmo que, a olhos humanos, isso pareça impossível.

3) É aqui que as duas histórias se cruzam, tal como Roma encontrou Atenas e Jerusalém. Tudo é possível, se Cristo for o fundamento de todas as coisas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de julho de 2019.

Da humildade da Polônia e da soberba do Brasil - notas de dois movimentos históricos distintos

1) Quando você pede para alguém nascido no Brasil descrever um carro, em geral essa pessoa descreverá o carro do vizinho, cheio de tudo aquilo que desejaria ter no próprio carro. Esta descrição revela um traço inerente do que é nascido nesta terra: a inveja, coisa que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Mesmo que o carro do vizinho seja uma Ferrari, minha carroça é melhor que o carro dele, pois eu a comprei com o meu esforço, com o meu dinheiro suado. A Ferrari do vizinho pode ter sido comprada com dinheiro público desviado de alguma maracutaia.

3.1) Enfim, a inveja é a mãe de toda corrupção. A pessoa ficará tão rica no amor de si até o desprezo de Deus que vai adotar os mesmos métodos de se elevar por mérito próprio. No final, tal como ocorre com o PT, o invejoso será esmagado como uma barata.

3.2.1) O maior bem que uma pessoa pobre tem é a honra. Mesmo que ela compre um casebre de palha, aquele casebre é o seu palácio. Com o tempo, esse palácio será melhorado numa casinha de madeira e daí um dia poderá virar uma casa de pedra, se tiver esperança e fé na providência divina.

3.2.2) A História da Polônia é exatamente o que Cristo disse: o humilde será elevado e o arrogante será esmagado. Se hoje a Polônia é o que é hoje, é porque passou por muito sofrimento. Deus permitiu esse sofrimento de modo que esse país fosse forte - Ele tinha um plano especial para esta nação.

3.2.3) O Brasil, que nasceu nobre, foi que nem o filho pródigo - separou-se de Portugal sob a alegação de que era colônia, inventou uma história falsa, renegou sua origem portuguesa e hoje está na maior miséria espiritual que há. Mas, ao contrário do filho pródigo, ainda não voltou para a casa do Pai. E meu trabalho é exatamente este: trazê-lo de volta. Por isso que estudo a outra ponta que nos foi sonegada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de julho de 2019 (data da postagem original).

Impulsionamento pago no facebook é como semear um torrent

1) Fazer propaganda no facebook é como semear um torrent - você precisa semeá-lo bem de modo que ele possa crescer bem sozinho, sem que você precise intervir.

2) Ao contrário do torrent, não há hit and run - as pessoas reagem à sua publicação. Se ela é relevante, elas compartilharão a postagem, ampliando ainda mais o alcance até um ponto onde já não é mais necessário semear, pois já há um crescimento sustentado pela iniciativa do público de tal maneira que compensa a semeadura inicial.

3.1) Se a verdade é fundamento da liberdade, então vale a pena passar adiante as mensagens relevantes de tal maneira que eu atinja gente séria em meio ao lixo esquerdista.

3.2) Trata-se de uma verdadeira operação de prospecção - em meio ao lixo você encontrará gente séria, o que constituirá o verdadeiro ganho sobre a certeza, quando se trata de navegar num mar povoado de monstros marinhos que mais parecem zumbis.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de julho de 2019.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Negociar com partidos ou negociar com bancadas temáticas - notas sobre o erro de Onyx Lorenzoni, quanto à articulação política

1) Tirando o MDB, onde o mesmo partido tem várias alas, os demais partidos brasileiros tem um grupo mais ou menos homogêneo. PT, PDT, PCdoB, PSB e outros partidos fazem parte do Foro de São Paulo - e com eles não se negocia.

2) Se você divide as bancadas em bancadas temáticas, você está chamando para negociação uma Benedita da Silva, que é do PT, faz parte do Foro de São Paulo e é membro da chamada bancada evangélica. Isso é dormir de conchinha com o inimigo.

3) Há membros do Foro em meio à bancada BBB (boi, bíblia e bala). Como não há idem velle, idem nolle, então tal costura se funda numa conveniência dissociada da verdade: que o comunismo é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, a ponto de destruir o senso de tomar  o pais como se fosse um lar em Cristo.

4) Por conta disso, eu o demitira da articulação política, tal como o Bolsonaro o fez. Mas, como Bolsonaro não é Duda e seu núcleo de referência são os militares, ele entregou a articulação a um militar. Como os militares foram a causa dessa república maldita, então isto foi um erro tremendo, pois são positivistas, tão revolucionários quanto os comunistas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de julho de 2019.

Notas sobre economia num mundo permeado pela pós-verdade, pela Era dos Extremos

1) Numa sociedade saudável, não dominada pela ideologia, a publicidade revelaria a demanda pelo seu produto. Se você servisse a essa pessoa, você teria ganho sobre a incerteza.

2) Como sou uma pessoa ansiosa, eu ativaria a publicidade enquanto não estivesse ativo no computador. Assim que voltasse a ele, eu poderia saber dos resultados.

3) Nesses tempos loucos, contudo, o que a publicidade faz é revelar a ignorância das pessoas, o fechamento sistemático  de suas almas de tal maneira a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. É dentro de um ambiente desse que a esquerda cresce e prospera, pois revela o estado animalesco por que passa o nascido no Brasil, biologicamente falando.

4.1) Infelizmente, a sociedade, de fato, está dividida artificialmente em eleitos e condenados.

4.2) Os eleitos amam a Deus com todo o seu entendimento - eles precisam se proteger uns aos outros de modo a sobreviverem nesse mundo doente, contaminado pela ideologia. Os condenados são os que conservaram o que é conveniente e dissociado da verdade. Enquanto essa vaidade não for quebrada, o mundo fundado na sanidade e na verdade não poderá se expandir.

5.1) Definitivamente, as leis de concorrência perfeita não se aplicam neste mundo louco.

5.2) A imperfeição é a circunstância - e devemos estudar economia neste mundo cheio de neuroses, onde as pessoas precisarão de óculos para que a alma possa enxergar as coisas em toda a sua plenitude sem os borrões da ideologia, que distorcem tudo o que é dito e que deve ser visto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de julho de 2019.

A publicidade revela a demanda? Reflexões sobre isso

1) Se a sociedade não estivesse doente, se a rede social não fosse pautada pela ideologia liberal, fazer publicidade de modo a revelar a demanda pelo que você produz seria realmente saudável, pois é a alma do negócio. Teria muito mais ganhos sobre incerteza, por conta de estar servindo a Cristo em terras distantes.

2) Em tempos de ideologia, esses mares virtuais estão fortemente habitados por monstros marinhos de toda sorte, que são verdadeiros zumbis.

3.1) Mas a adversidade pode ser convertida em oportunidade; se há limões, então esta é a hora de se fazer uma limonada.

3.2) Se o facebook é movido pela ideologia liberal, a ponto de a publicidade ser usada como um sonar para detectar monstros marinhos nesta rede social, então esta seria a oportunidade perfeita para usar encurtadores remuneratórios como o adf.ly de tal maneira que as pessoas acessem as postagens e me remunerem por força disso. Há muito tempo atrás, entrei num fórum recheado de esquerdistas e postei muitas matérias vinculadas nesse link remuneratório. Como esse encurtador remuneratório me paga em dólar, esse dinheiro foi usado para comprar livros nos EUA, o que faz com que esses apátridas financiem a sua própria cova a longo prazo.

4) Infelizmente, o facebook baniu o adf.ly, meu encurtador favorito. Eu iria trocar real por dólar. Seria uma beleza!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de julho de 2019.