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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Notas sobre o perigo de se estudar o panenteísmo

1) O problema dessas explicações que buscam a unidade transcendental das religiões está no fato de que todas as religiões são boas, são verdadeiras. Se todas as religiões são boas, elas dispensam a pessoa de Jesus, a ponto de se reduzirem a uma bondade operativa, fundada no fato de se conservar o que é conveniente e sensato, como se o homem não tivesse sido marcado pelo pecado original, como se essa barafunda entre o sensato e o insensato não existisse.

2) A verdade é uma só, pois só no Cristianismo é que encontramos um Deus que veio até nós, na pessoa de seu Filho muito amado, de modo a nos salvar do pecado. Como Ele é a verdade em pessoa, então Ele tem a realeza em pessoa, e essa realeza nunca entrará em colapso, pois Ele venceu a morte. Por isso, tudo o que se fundar na conformidade com o Todo que vem de Deus jamais entrará em colapso, uma vez que o Salvador feito Homem garantiu que o mal não destruirá a Igreja, assim como o acessório que segue a sua sorte: a civilização cristã.

3) Quando se busca a unidade transcendental das religiões, então tudo se reduz a uma só causa, a ponto de apontar a monarquia como o começo do crepúsculo da civilização, e não sua aurora, jogando na lata do lixo todas as lições de Aristóteles sobre as formas virtuosas e viciosas dos regimes políticos, por conta de estarem ou não em conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso necessariamente leva a uma linha inexorável de decadência e morte, como se Deus estivesse morto. E quando admitem que Ele não está morto, então dizem que temos um Deus que simplesmente não age - uma explicação deísta, o que é tipicamente maçônico.

4) O problema dessas explicações é que elas dispensam o milagre e a renovação da verdade por essas forças extraordinárias de ação que decorrem de um Deus onipresente. Essas explicações negam as fundações do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves decorrentes de Ourique, pois são fatalistas. Eis o verdadeiro perigo desses estudos panenteístas - eles são relativistas. Afinal, as idéias têm conseqüências - e essas conseqüências são nefastas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2018.

A verdade sobre o absolutismo

1) Nas monarquias cristãs, Deus, por intermédio da Igreja, está acima do Rei. Isso é a prova cabal de que o Rei é vassalo de Cristo, servidor da Igreja da qual o Papa é vigário. O Estado estava na pessoa do Rei, que imitava a Cristo em sua realeza. Não é à toa que a Igreja coroava o Rei. Só em casos muito especiais, como em Ourique, que vemos o próprio Cristo escolher o vassalo, tal como se deu com D. Afonso Henriques e todos os seus sucessores.

2) Quando dizem que Deus está morto ou Ele é um delírio, então é nessas horas que temos um Estado absolutista, uma tirania, pois tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

3) Há muito mais absolutismo numa República bananeira do que na monarquia daqueles tempos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2018.

Quando o saber é parte integrante do amor cortês

1) Na Idade Média, o símbolo do amor cortês eram as flores, sobretudo rosas. Até hoje, a maioria das mulheres preferem rosas (isso se não estão empoderadas, contaminadas por esse vírus que é o feminismo).

2) A cortesia é um gesto nobre e sublime, pois indica amor que transcende o tempo, o que agrada a Deus. Isso não se aplica tão-somente às rosas, mas também aos livros, aos artigos ou outra coisa que contenha saber.

3) Quando o saber é partilhado entre os amantes, então ele produz algo muito mais profundo do que a mera cortesia, que tende a reduzir as pessoas às suas ações, a ponto de ter seu conteúdo esvaziado e se tornar insincero. Se o saber for parte do conteúdo do amor cortês, então isso gera uma espécie de cortesia qualificada, que produz não só mais saber como também uma família cuja vocação é a busca do saber, já que isso aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2018.

Dos componentes da soberania de uma nação - o caso do sistema de pesos e medidas

01) Tal qual a moeda, o sistema de pesos e medidas tem que ser confiável.

02) Assim como a moeda mede a força da economia de um país, o sistema de pesos e medidas de uma nação se torna confiável, não só pela sua precisão, mas também porque possibilita relações comerciais justas e duradouras, o que facilita e muito a tarefa de se tomar o país como um lar. É servindo ao comércio que ele se torna confiável.

03) Onde cada povo tem a sua verdade, os padrões serão diferentes, a ponto de haver conflito de interesses.

04) Se os povos são autodeterminados por conta da vontade de Cristo, já que Deus distribui a cada povo um papel específico de modo a que possa servir bem à causa de Cristo no mundo, então um acordo, uma conciliação é possível. E isso se inclui a questão dos pesos e das medidas.

05) É verdade que pesos e medidas representam a soberania de um país, tal qual a moeda corrente. Mas essa soberania não pode ser exercida de modo a que cada povo a viva tal qual a sua verdade, pois a sabedoria humana dissociada da divina é soberba, pecado capital. Os pesos e medidas nacionais, tal qual a moeda nacional, devem ser reflexo de um país tomado como se fosse um lar e não como uma religião.

06) Os povos que melhor servirem à causa de Cristo têm o direito natural de espalhar sua influência a todos os outros que queiram tomar o seu país também como o seu lar, embora tal desejo esteja sendo impedido por conta de governos seculares tirânicos que tomam o país como se fosse religião, governando de costas para as tendências da nação. Esses povos vão buscar a proteção de um povo santo ou vão se associar a ele como províncias vassalas e tenderão a contribuir muito para a cultura deste país de santos a que tanto buscam ajuda.

07) Quando o país é tomado como se fosse um lar, as relações tendem a ser mais cordiais e os padrões adotados se consolidam nos costumes.

08) Da mesma forma como o governo não pode perverter esse senso manipulando a moeda, ele também não pode manipular os pesos e medidas, de modo a prejudicar a população, roubando no peso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de agosto de 2014. (data do rascunho)

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2018. (data da publicação)

domingo, 22 de julho de 2018

Como o distributivismo ajuda a aumentar a realidade das coisas, a ponto de estimular as pessoas a viverem a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus?

1) Outro caso de realidade aumentada seria o seguinte: se eu fosse agraciado por Deus com a riqueza, a ponto de ser um bogaty, a melhor forma de incentivar meu filho a estudar é pagando-lhe 50 reais a hora estudada.

2) Se meu filho se dedicar a estudar e a compreender a verdade das coisas, a ponto de viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, no final ele ganha 400 reais após um dia árduo de estudo. Após terminar a universidade, ele terá capital suficiente para abrir uma empresa.

3.1) O pai que ama seu filho, a ponto de incentivá-lo a estudar e premiá-lo com dinheiro, por conta do esforço, está praticando distributivismo.

3.2) Se a pessoa se sente recompensada realmente pelo esforço dispendido, então ela vai encontrar prazer no estudo, já que seu trabalho está sendo recompensado. Ela não precisa tomar placebo, a ponto de suportar a maldição que é o estudo, uma vez que a riqueza se tornou uma espécie de salvação para os condenados, para os biednys. Até porque o biedny, se tiver a riqueza na mão, vai querer se elevar e assumir o lugar de Deus, a ponto de ser esmagado como uma barata.

3.3) É preciso ser ubogi, antes de ser um bogaty - é da pobreza evangélica, própria do humilde, do que vive em conformidade com o Todo que vem de Deus, que Deus capacita o pobre a ponto de ser agraciado com a riqueza, que vai ser usada de modo a promover o bem comum.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2018.

Postagem relacionada:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2018/06/dos-dois-tipos-de-pobre.html

É na eucaristia que aumentamos o nosso senso de realidade, o nosso senso de presença diante do Divino Pai Eterno

1) A única realidade aumentada que eu conheço se dá no fato de que Cristo está realmente presente na eucaristia, pois Deus é criador das coisas visíveis e invisíveis.

2) Como perscrutar é ver o que não se vê, então é essencial comungar de modo a ver duas vezes melhor, já que isso aumenta a realidade a ser investigada. E isso pede que você aumente a sua fé, a ponto de viver em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Qualquer outra forma pretensa de aumento de realidade que não a que decorre dos santos mistérios não passa de ilusão aumentada, de conservantismo sistemático.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2018.

Ilusões chamam ilusões - notas sobre a descapitalização moral promovida pelo conservantismo insensato, o que leva à imbeclilização coletiva de uma nação inteira

1.1) Na época em que o Pokémon Go era febre, as pessoas perdiam o senso da realidade, uma vez que estavam tão focadas no jogo que esqueciam que estavam na rua - e estar na rua implica estar em constante atenção, já que ela é cheia de perigos. 

1.2) Isso faz da realidade virtual uma ilusão, pois as pessoas estão conservando isso conveniente e dissociado da realidade, que é a vida real - e esse tipo de conservantismo leva as pessoas à estupidez sistemática, pois não estão aprendendo absolutamente nada da realidade que as cerca, marcada por perigos. E esse tipo de diversão - se levada ao extremo, tal como a moda sempre nos induz - não é saudável, pois tal conservantismo nos afasta da amizade com Deus, pois a insensatez nos leva a imoderação dos nossos gostos.

2.1) Existe tempo para tudo: há tempo para o trabalho, há tempo para o lazer, há tempo para estudar, há tempo para comer e para dormir. Há tempo até para morrer.

2.2) Se tudo se reduz a uma só coisa, torna-se uma monomania, reduzindo a vida tão-somente à diversão, a uma só dimensão do que ela é na realidade, tornando-a fracionada, fragmentada - e isso fracionará a consciência das pessoas, tornando-as insensíveis ao chamado de Deus à santidade, na forma de uma vocação. Se a vida de uma nação se reduz às suas paixões e diversões, então esse país é espiritualmente vazio, perdendo a sua razão de ser, que é ser tomada como um lar em Cristo, o que nos prepara para a pátria definitiva, que se dá no Céu.

3) A ilusão aumentada do Pokémon Go é reflexo de outra ilusão aumentada fundada na riqueza como sinal de salvação. O trabalho se reduz a um sofrimento que precisa ser evitado ou aliviado por meio da diversão. O trabalho deixa de ser enobrecedor e santificador, pois o mundo foi dividido entre eleitos e condenados, cabendo aos eleitos à riqueza, que passa a ser buscada como um fim si mesmo, edificando liberdade com fins vazios.

4) Há uma descapitalização moral provocada por sucessivas ilusões que chamam ilusões. De ilusão em ilusão, isso leva à imbecilização coletiva.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2018.