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terça-feira, 17 de julho de 2018

Algumas características da minha ficção, caso algum dia aprenda a contar histórias

1) Caso um dia eu seja capaz de contar uma boa história, meus personagens todos terão sobrenomes poloneses, alemães, suecos, ingleses e até finlandeses, embora o cenário seja quase sempre o Rio de Janeiro.

2) Não que eu não despreze os sobrenomes portugueses - na verdade, sempre gostei de nomes diferentes e achei que isso fosse mais fácil de individualizar os meus personagens.

3) O que há de português neles é que todos são católicos, bem católicos. Além disso, todos falam português e têm uma lealdade quase canina com tudo aquilo que decorre de Ourique, pois tomam o Brasil como um lar em Cristo por força disso, muito mais do que os nascidos aqui e que ficam a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Essa é a essência ficcional dos meus personagens.

4) Quanto à parte real, os fatos todos decorrerão de coisas que vi ou vivi, assim como de coisas que conheci por meio de outras pessoas, cujo depoimento farei registro, se tiver oportunidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2018.

Por que a economia é uma ciência moral?

1) Se economia é ciência moral e se moral é lei que se dá na carne de cada um de nós de modo a estarmos diante d'Aquele que nos criou, então a economia é o estudo da organização do país tomado como se fosse um lar em Cristo de tal maneira que a riqueza, adquirida por conta do trabalho nobre e santificador, ajude na construção de um bem comum, feito de tal maneira que prepare a todos os que amam e rejeitam as mesmas tendo por Cristo fundamento de modo a todos irem para a pátria defiintiva, que se dá no Céu.

2) Obviamente é uma ciência que ajuda na formação da polis, pois sistematiza todo o conhecimento empírico acumulado pelos indivíduos, ao longo de gerações, de modo a apontar para aquilo que é universal, para aquilo que decorre da conformidade com o Todo que vem de Deus, uma vez que verdade conhecida é verdade obedecida, como bem disse Platão. Por isso que falamos em economia política, pois a polis, para ser virtuosa, deve imitar a Jerusalém Celeste, a cidade de Deus.

3.1.1) Não custa lembrar que, para Aristóteles, a Ética dividia-se em Política e Economia.  

3.1.2) Tanto é verdade que a organização do lar de modo a construir riquezas que ajudem na construção do bem comum necessita da orientação das autoridades legítimas investidas de poder de modo a nortear o que precisa ser feito para o bem de toda a polis, de todas as famílias que fazem parte dela - por isso mesmo, a administração do bem comum necessita de liderança. Por isso mesmo, toda economia necessita de política - se pátria é família ampliada, então o princípio da subsidiariedade é sempre observado, uma vez que primeiramente observamos a economia doméstica, matrimonial por excelência, para só depois deduzirmos os princípios gerais que torneiam a economia da polis como um todo, uma vez que o todo, fundado em Cristo, é maior do que a soma das partes, as famílias.

3.2) No mundo onde a riqueza é tomada como um sinal de salvação, visto que o mundo foi dividido entre eleitos e condenados por conta da ação de um demiurgo, economia e política estão num mesmo círculo, um círculo secante. É nisso que dá ficar imitando a ética que decorre da cosmovisão protestante - se a riqueza é tomada como se fosse salvação, então todo país rico será tomado como se fosse religião, posto que foi eleito por Deus para ser grande, de Primeiro Mundo, ao passo que todo país pobre está condenado a uma condição inferior de antemão, a ser parte eternamente do Terceiro Mundo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2018 (data da postagem original).

O caminho da excelência é como plantar carvalhos, não couve - notas sobre a melhor maneira para preencher as 5 mil vagas de seu perfil no facebook

1) Enquanto muitos buscam a popularidade, preenchendo rapidamente as 5 mil vagas do perfil com qualquer porcaria, eu tomei a direção oposta: preencher as 5 mil vagas do meu perfil com o que há de melhor, o que toma muito tempo. Afinal, atuar na rede social é mais ou menos como eu faço no campo da digitalização: é um trabalho de paciência e diligência, que deve ser feito da melhor maneira possível.

2) Os que buscam popularidade plantam couve - eles conseguem os resultados de maneira rápida, mas a duração da glória é pouca, posto que se funda no amor de si até o desprezo de Deus.

3.1) Os que buscam a excelência plantam carvalho. Preencher as 5 mil vagas de um perfil de rede social com o que tem de melhor leva muito tempo, mas, quando isso é feito, você consegue gente que vai ouvir o que tem a dizer e que vai ser fiel a você para o resto da vida, ainda que em terras distantes, pois estas pessoas amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.2) Cada pessoa adicionada de excelente qualidade é como um lago cheio de peixes - é preciso pescar nesse lago também até conquistar o apoio dos peixes que estão associados a este lago. Mas isso não pode se fundar no amor de si - as coisas precisam se pautar na conformidade com o Todo que vem de Deus. Afinal, na rede social, você é um pescador de homens, um semeador de consciência.

4) Ser conhecido a longo prazo tem muito mais valor do que ser conhecido rapidamente, pois quem quer a excelência deseja o sincero reconhecimento dos melhores, ao passo que o medíocre quer o reconhecimento do mundo, ainda que este despreze o trabalho do medíocre, uma vez que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2018 (data da postagem original).

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Do conservantismo por omissão - o caso da presidente da Croácia

1) Se você é católico e se você se contenta com o que está disponível, então você corre o risco de pecar por omissão. Se você se contenta com o está disponível, então você pode estar conservando algo dissociado da verdade, a tal ponto que você correrá o risco de perder a amizade com Deus e se afastar do dever de não esquecer da dor de Cristo, que faz de você conservador e livre n'Ele, por Ele e para Ele (liberal, no meu modesto entender).
2.1) É possível haver conservantismo por omissão, sim. Muitos dos nascidos nesta terra tendem a se contentar com o que está disponível, a de correrem o risco de serem enganados a ponto de perderem a amizade com Deus sistematicamente e assim desligarem a Terra de Santa Cruz do Céu.

2.2.1) A maior prova disso é a presidente da Croácia, que se tornou a nova musa do movimento conservador. Muitos não sabem que ela é pró-aborto. 

2.2.2) Ser católico devoto e defensor do direito de abortar é uma incoerência, uma contradição absoluta. E isso é estar fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, já que você não está amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Em resumo, você está excomungado, desligado da fé que recebemos dos Santos Apóstolos.

Destaco isto da notícia de jornal:
Considerada da ala moderada de seu partido, a política católica declarou durante sua campanha, em 2014, que daria o seu apoio caso um dos filhos se assumisse como homossexual. Ela também disse que autorizaria o uso medicinal da maconha e que a decisão de fazer um aborto cabe à mulher.
José Octavio Dettmann

Duas razões para se comemorar

1) A primeira é que nasceu um Deus-menino para o nosso bem (ele é Jesus).

2) A segunda é que vai morrer um deus-caudilho para o nosso bem, mais cedo ou mais tarde, quer por morte natural, quer por morte por pena capital (ele se chama Lula).

3) Se esse deus-caudilho morrer, aí eu posso dizer que Nietzsche tem razão, em relação a este caso. Pois no caso do que falei no ponto 1, ele está completamente errado, pois o Deus que se fez homem ressuscitou.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de julho de 2018.

Lula vive se comparando com Jesus - se isso é verdade, imponham a ele os mesmos castigos que Jesus sofreu

1) Lula vive se comparando com Jesus, certo? Que tal matarem o apedeuta tal como mataram o verbo que se fez carne? Se o apedeuta não ressuscitar em 3 dias, é sinal de que não é Deus. Só o verdadeiro Deus é capaz de vencer a morte e a corrupção do pecado - e Jesus fez isso. Lula não fará isso, eu garanto.

2) Se ele se compara a Jesus, então ele deveria provar o que alega sendo flagelado e crucificado. Mas ele é um covarde - e a legislação brasileira veda esse tipo de prova, com base no princípio da dignidade da pessoa humana, abolindo a pena de morte ou outras penas consideradas "cruéis". Agora, matar uma criança dentro do ventre da mãe se respalda no mesmo princípio: no caso, o da dignidade da mulher feminazi, que é mais humana do que os outros.

3.1) Embora muitos não concordem comigo, parece-me que esta é uma boa solução.

3.2) O cristianismo é o que é porque se sustenta na verdade; o lulismo é o que é porque se sustenta em conservar o que é conveniente e dissociado da verdade - e perecerá por força da ação do tempo, já que o PT, sem seu deus-caudilho, não é nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 julho de 2018.

domingo, 15 de julho de 2018

Conservadorismos

O conservadorismo em moda aqui no Brasil, que se tornou bandeira de muitos cristãos, e que tem como ícone máximo, entre os políticos, o deputado e candidato à presidência Jair Bolsonaro, é o "conservadorismo empírico", como chama o Roger Scruton.

Tal é um conservadorismo "dos costumes", da "tradição cultural" (sic), em que a "religião cristã" entra como um elemento, importante até, porém SUBORDINADO ao interesse político, em sentido bem moderno: interesse pelo poder enquanto tal, o qual comporta um certo relativismo moral mitigado, que procurará agradar, tanto quanto seja possível e necessário para alcançar o poder, tanto às perspectivas morais da Lei Natural quanto aos interesses particulares que fazem parte do jogo político.

Não "conserva" o que é "eterno", mas o "que deu certo"; conserva o que é "conveniente" (para alcançar o poder), como diz o amigo José Octavio (que chama este conservadorismo de "conservantismo").

E se não conserva a "verdade moral enquanto tal", é por não conhecê-la, mas porque a "tradição" entra como um elemento ideológico: como afirma o próprio João Pereira Coutinho, estrela conservantista (sic) portuguesa, o "conservadorismo é uma ideologia reativa" (cf. PEREIRA COUTINHO. As ideias conservadoras. São Paulo: Três Estrelas, 2014, p. 29), que nasceu com Edmund Burke, após a Revolução Francesa.

Este conservantismo também sempre apoia o liberalismo em economia, e por isto, costuma se apresentar como "conservador nos costumes e liberal em economia". Aos princípios liberais da economia às vezes costuma dar um peso maior que aos princípios morais clássicos, e os conservantistas brasileiros costumam impugnar qualquer visão econômica "heterodoxa" (sic) como "comunismo" (sic).

Para uma visão mais ampla do tema "conservadorismo" ou "direita" eu sugiro o livro "Da direita moderna à direita tradicional: análise de uma categoria metapolítica", do prof. Cesar Ranquetat Jr.

Eu discordo apenas de 1 ponto do livro: penso que é preciso separar a direita tradicional de inspiração católica e a "tradição perenialista" citada pelo autor, que é, a meu ver, coisa bem moderna como o neoconservadorismo (e que influi nele...).

Mas é um grande livro, que apresenta com profundidade o panorama da "direita" e a importância da dimensão metafísica da política, além de resgatar a tradição conservadora ibérica (devo e pagarei uma resenha).