Pesquisar este blog

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quando você toma o seu país como um lar em Cristo, seus conterrâneos são seus irmãos gêmeos, pois nasceram na mesma terra que você, apesar de serem diferentes de você

gêmea - alguém do sexo feminino que nasceu junto com você, no mesmo dia e no mesmo ventre em que você foi gerado.

ziemia - terra, em polonês (tem a mesma pronúncia que gêmea, em português)

1) É muito raro você vir ao mundo com um irmão gêmeo ou uma irmã gêmea.No entanto, é muito comum tomar os que habitam na mesma terra como se fossem seus irmãos.

2) Quando você toma o país como um lar em Cristo, de certa forma eles se tornam seus irmãos gêmeos, pois vocês são iguais uns aos outros - já que são criaturas amadas por Deus - e ao mesmo tempo diferentes uns dos outros, tanto em matéria de personalidade quanto em matéria de dons e circunstâncias de vidas. E essas desigualdades existem de modo que haja uma interdependência, de modo que uns trabalhem em função dos outros, base de toda solidariedade, sem a qual a vida gregária seria impossível.

3) Não é à toa que o igualitarismo, no sentido absoluto do termo, é essencialmente anti-social. E o que é o socialismo senão uma cultura sistematicamente anti-social, a ponto de relativizar tudo o que é mais sagrado, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2016.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Notas sobre um comentário de Ésquilo a respeito das estátuas de bronze


1) Ésquilo disse que uma estátua de bronze é o espelho da forma de quem viveu e o vinho da mente de quem almeja seguir seu exemplo.

2) Espelho da forma: a santidade, a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Vinho da mente: a alegria de saber que Cristo ressuscitou e que venceu a morte. Por isso que comungamos de seu corpo e de seu sangue na forma de pão e vinho.

4) Quem é iconoclasta ignora toda a sabedoria clássica.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

Dilema que teria, se fosse padre

1) Se fosse padre, eu estaria neste dilema: quando se consagra o corpo e sangue de Cristo na forma do pão e do vinho, eu certamente teria que tomar do vinho, o sangue de Cristo, que tem álcool. E eu, que tomo remédio para depressão, não posso beber álcool, por conta do problema da interação medicamentosa.

2) O que fazer nestas circunstâncias?

Notas sobre o neocolonialismo

1) Quando uma civilização se lança aos mares em busca de si mesma, ela acaba fundando colônias de modo a promover a glória de si mesma, na pretensa esperança de salvar outros povos do atraso, ao impor seu modelo civilizado a outros povos. Não é à toa que países que agem assim no ultramar tendem a ser péssimos colonizadores. Um exemplo disso é a França. A Holanda, que pretendia fundar um império comercial, é outro mau exemplo, assim como a Inglaterra vitoriana, que adotou um modelo inspirado no holandês, de modo a criar mercados para as suas indústrias, criando um novo tipo de mercantilismo.

2) O neocolonialismo, feito no século XIX e XX, é uma marca dessa vaidade. As colônias se tornam exportadoras de matérias-primas e acabam sendo mercados exclusivos de modo a consumir os produtos industrializados da metrópole. Trata-se de um dos fundamentos da economia protecionista.

3) O fundamento desse protecionismo está em Maquiavel - o príncipe deve criar meios de modo a que seus súditos dependam de sua autoridade. Essa dependência acaba pervertendo a legitimidade: em vez de as pessoas apoiarem o príncipe por conta de suas virtudes inerentes, por ser um excelente vassalo de Cristo, tendem a apoiar o príncipe porque ele é um manipulador populista, um pai dos pobres atrasados - o que prepara o caminho para o que vemos nesta República populista, coisa que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. E por conta dessas políticas clientelistas, o Estado é tomado como se fosse religião, a ponto de ficar fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Maquiavel, em seu livro, também recomendava que o príncipe tivesse colônias no além-mar. Portanto, Maquiavel é o pai do neocolonialismo, coisa que só passou a ter um fundamento mais nefasto com a entrada da ética protestante, que levou a uma ordem econômica fundada no amor ao dinheiro, enquanto salvação espiritual: o capitalismo.

5) Comparado com Portugal e Espanha, ir ao mar em busca de si mesmo e promover a liberdade dos mares de modo a semear má consciência em todos os povos do mundo inteiro é edificar liberdade para o nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

A verdadeira conquista de um povo se dá de maneira espiritual

1) Quando se conquista um povo para Cristo, você deve conquistá-lo espiritualmente de modo a que ele se sinta parte de seu povo, tal como um filho adotivo - e um filho adotivo é um filho legitimado, pois alguém de outro sangue passa a ser de seu próprio sangue por força do amor de Deus, o que leva à distribuição do jus sanguinis a outros lugares de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo.

2) Duas são as razões para a guerra justa, fundada no fato de se tomar o país como um lar em Cristo e de modo a servir a Ele em terras distantes:

2.1) Em momentos de gravidade, a guerra é feita de modo a afastar flagelos humanos - como os astecas, que faziam sacrifícios humanos em honra a falsos deuses - de modo a libertar outros povos da tirania desses bárbaros, o que levará a Espanha, a nação libertadora, a ser tomada como se fosse um lar em Cristo.

2.2) Ou para prevenir que os valores da mentalidade revolucionária, como os da famigerada Revolução Francesa, sejam semeados na Terra de Santa Cruz. D. João VI tomou a Guyana Francesa e cuidou dela até que a monarquia fosse restaurada na França. Em troca de apoio na questão de Olivença ou da confirmação da ocupação da Cisplatina, os portugueses devolveram a Guyana aos franceses. E o povo de Caiena foi tão bem tratado pelos portugueses e choraram com a partida deles - e isso foi tomar o Crucificado de Ourique como se fosse parte de seu lar, o que significa escrever uma página de civilização nesta terra, tomando-a como se fosse um lar em Cristo.

3) A conquista não se restringe apenas ao campo militar. Quem ensina um outro povo a reflorestar sua terra e a recuperar o solo da degradação tem tanto valor quanto aquele que promove a conquista. Os portugueses, quando vieram aqui, ensinaram os índios a reflorestar. Com isso, o pau-brasil foi preservado, tornando o comércio mais permanente, o que viabilizou que o pais fosse tomado como se fosse um lar em Cristo de maneira mais permanente. É o começo da colonização nesta terra, no sentido de semear a consciência de que esta terra deve ser tomada como fosse um lar em Cristo, com base na pátria do Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

Notas sobre dízimo e capitalização moral

1) Se a poupança é uma floresta, então ela deve ser usada de modo a financiar grandes projetos ou em gastos de emergência. E como em todo projeto massivo, é conveniente e sensato que você tenha mudas, de modo a reflorestar aquilo que foi sacrificado.

2) No caso do dízimo, a pessoa não precisa sacrificar uma floresta inteira, mas uma árvore - e é dessa árvore que se fará uma bela manjedoura para o menino Jesus habitar em nós. Basta uma árvore por mês - se todos os membros da comunidade derem uma árvore, no final uma bela floresta é criada em memória ao menino Jesus. E o menino jesus fará morada em cada coração que leva a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Tal como soube certa ocasião, todo aquele se preocupa com o reflorestamento ou com a irrigação do solo está tomando o país como um lar em Cristo, o que não deixa de ser uma espécie de distributivismo, base para a capitalização moral e financeira de uma nação. Na partilha, o tempo é deixado nas mãos de Deus é Ele quem sabe qual é o tempo oportuno para se dar a devida recompensa, o que cria uma verdadeira noção de juros livres, fundados na bondade, pois é no interesse de Deus que devemos dar as coisas. Esse interesse vai muito além de qualquer interesse convencionado, principalmente se fundado em sabedoria humana dissociada da divina. Eis a verdadeira mão invisível explicada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016 (data da postagem original).

sábado, 24 de dezembro de 2016

Como começou o desarmamento espiritual de nosso povo?

1) Quando Cristo anunciou a missão de que devemos servir a Ele em terras distantes, Ele se baseou no fundamento de que veio ao mundo para nos trazer a espada. Os portugueses, com essa espada, expulsaram os muçulmanos e tinham coragem para ir até os confins da terra para combater os inimigos de Cristo.

2) Cristo armou espiritualmente o povo de Deus - e nenhum povo era tão bem armado, espiritualmente falando, quanto os portugueses.

3) Quando o Brasil separou-se de Portugal, ele começou se desarmando espiritualmente. Primeiro de seu destino fundado em Ourique, passando a conservar o que era conveniente e dissociado da verdade. Com este armamento mais fraco, baseado num convencionalismo materialista fundado em sabedoria humana dissociada da divina, isso acabou sendo presa fácil para o marxismo cultural. Bastou desarmar esse convencionalismo conservantista que o povo ficou indefeso, dado que o pior desarmamento é o desarmamento espiritual e cultural de uma nação.

4) Paulo Freire aprofundou ainda mais o desarmamentismo provocado por força do quinhentismo. Ao dizer que o Brasil fora colônia de Portugal, fora daquilo edificado em Ourique, nosso povo perdeu a arma espiritual. Se você não faz da sua alma uma espada, como você tomará o país como se fosse um lar em Cristo, de modo a que esta seja uma escola de santidade, de modo a nos preparar para a pátria definitiva, que se dá no Céu?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2016.