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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Por que passei tanto tempo sem namorada?

1) Na época da faculdade, eu ligava muito para a beleza exterior. Durante muito tempo eu tentei namorar modelos - em termos de beleza exterior, era o que havia de melhor, mas a maioria absoluta delas era vazia, não tinha nada a acrescentar, em termos de conversa edificante, construtiva.

2) Como sempre fui muito exigente nessa área, só pouquíssimas mulheres na faculdade me chamavam a atenção. Se fosse jurado de concurso de beleza, eu de longe seria o mais rigoroso deles. Dentre as poucas que eram realmente lindas, nenhuma delas tinha a beleza interior das polonesas, coisa que só aprendi mais tarde, na JMJ.

3) Deve ser por isso que passei 14 anos fracassando, na minha tentativa de ter uma namorada - eu só ligava para a beleza exterior, já que a beleza interior não me existia como parâmetro. E quando namorei pela primeira vez, aos 31 anos, o namoro foi um desastre. A namorada era linda, mas era vazia. Além disso, falava muita abobrinha.

4) Quando aprendi o que era castidade é que percebi a importância da combinação de beleza exterior com a beleza interior de modo a apontar as coisas para a conformidade com o Todo que vem de Deus. Como o professor Olavo fala, as pessoas não cultivam as virtudes morais, pois a beleza das pessoas é usada para o mal, para o pecado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2017.

Notas sobre a questão do conhecimento por presença - o caso das belas moças polonesas que vi na JMJ

1) Eu posso afirmar que o que vi na JMJ me ensinou mais sobre castidade do que muitas das minhas catequeses do meu tempo de crismando.

2) O professor Olavo de Carvalho fala em conhecimento por presença. A maior prova disso é que beleza exterior das polonesas, refletindo a sua beleza interior, me ensinou muito mais sobre isso do que as aulas dos meus catequistas. Para mim, as ações delas me bastaram mais do que as palavras.

3) Por mim, haveria JMJ todos os anos aqui no Rio de Janeiro. São essas coisas, esse tesouro de exemplos, que fazem o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, pois é do exemplo do peregrino virtuoso que podemos ter um parâmetro para comparar o certo e o errado, do ponto de vista da conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2017 (data da postagem original).

Memórias do tempo em que fazia crisma

1) Eu lembro do meu catequista dizendo que ir à balada é pecado, uma vez que a beleza das moças que freqüentam tais lugares é voltada para o mal, com fins vazios.

2) Meu catequista está certo, pois este argumento é objetivo. Mas, para que esse ensinamento religioso se converta em lei que se dá na carne, a paróquia tinha que oferecer a um jovem com os hormônios em alta a possibilidade de conhecer moças virtuosas, tão bonitas quanto as republicanas que vão às baladas - e a Igreja, antigamente, promovia quermesses, que já não existem mais. Como a mais bonita das jovens da paróquia é uma baranga perto da republicana de zona sul, o ensinamento do catequista se torna flatus vocis, moralismo religioso vazio, um tiro no próprio pé. Se a beleza exterior não casa com a beleza interior, então a catequese será ruim, pois o conceito de beleza é inexoravelmente ligado ao conceito de verdade, coisa que é conforme o Todo que vem de Deus.

3) Os jovens que estão nessa faixa etária não estão interessados em servir a Cristo em terras distantes, tal como se deu em Ourique, pois esse tipo de coisa pede maturidade. Certamente eles vão querer alguém geograficamente mais perto, dado que a fisiologia fala mais alto do que a razão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2017 (data da postagem original).

O que diria para o jovem Dettmann, no alto de seus 17 anos, quando estava começando a procurar uma namorada?

1) No Rio de Janeiro, é mais provável encontrar mulher bonita na balada. As mulheres são lindas, mas ordinárias. Elas não são muito diferentes das atrizes pornôs. O mínimo que você consegue nesses casos é uma DST, além da carteira pelada, dado que as coisas custam os olhos da cara.

2) No alto do meus 36 anos eu posso afirmar que o melhor lugar para se encontrar uma mulher bonita é numa Igreja de um lugar qualquer da Polônia. E as mulheres de lá são lindas mesmo, tanto por fora quanto por dentro.

3) Se fosse um pouco mais jovem, eu iria economizar dinheiro para fazer uma peregrinação em Cracóvia. Bem melhor do que torrar dinheiro numa noitada de sábado no Rio de Janeiro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2017.

Memórias da JMJ que houve aqui

1) Quando comecei a assistir missa, por força da JMJ, eu vi muitos jovens na paróquia. As moças da Polônia eram de longe as mais bonitas - nem a mais bonita das moças da minha paróquia chega perto delas, em termos de beleza. Cheguei a me apaixonar por uma delas, mas não sabia como me comunicar com ela, pois não sabia polonês.

2) Além disso, a beleza exterior cumpre muito bem o seu propósito: realçar a beleza interior, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Quando houve a JMJ aqui, foi oferecido um curso de polonês. Como estava começando, nem sabia da existência desse curso. Perdi uma grande chance!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2017.

domingo, 8 de outubro de 2017

Às vezes, um acordo com Deus contém certas cláusulas que lembram o acordo que Fausto fez com o demônio, em Goethe

1) Eis o pacto que farei com Deus: pedirei a graça de ter uma polonesa muito católica como esposa. Se isso me for concedido, então muito me será dado. E se muito me será dado, então muito me será cobrado.

2) De onde virá o dinheiro para o casamento? Da advocacia. A advocacia é aquela cláusula do pacto que lembra muito aquilo vemos na obra Fausto, de Goethe; ela é um verdadeiro inferno. Afinal, se quero o paraíso em forma de mulher, então eu vou ter que me preparar para o inferno: a advocacia. Esse é o preço que tenho que pagar. Por sorte, posso me consagrar à Nossa Senhora de Częstochowa, a padroeira dos poloneses, e consagrar a advocacia e o meu casamento a ela - assim vencerei o inferno da minha profissão tal como Cristo venceu a morte, com a sua redenção.

3) Tirando meu amigo Heitor-Serdieu Buchaul, ninguém foi testemunha dos sofrimentos por que passei na faculdade de Direito. Formar-me foi um martírio - tive depressão e tive muita ajuda da família para conseguir me formar. Se há uma cruz cujo madeiro é indiscutivelmente de chumbo, com certeza isso está na advocacia, principalmente nas nossas atuais circunstâncias. Se tenho o paraíso na forma de esposa, certamente poderei carregar minha cruz do modo mais terno possível.

4) Se minha esposa é parte de um povo que suportou até mesmo a dura provação do comunismo de modo a sair fortalecido na fé, com certeza precisarei de uma pessoa muito forte, capaz de me consolar, pois posso ter crises de ansiedade e depressão por força do trabalho. E de uma polonesa com certeza terei isso, não tenho dúvida. Ela não precisa trabalhar - por ela agüento o tormento dos tribunais de modo a pôr comida na mesa para ela e meus filhos. Se me sobrar alguma coisa, eu continuo escrevendo.

5) Quando os direitos autorais dos meus escritos pagarem mais que meus honorários, volto a minha profissão de escritor, pois advocacia pra mim é bico. Um bico que paga muito bem, infelizmente.

6) Se tiver que defender alguma causa importante, levo minha polonesa e meus filhos para o tribunal para assistirem ao julgamento. Sem apoio da família, não consigo nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2017 (data da postagem original).

Por que não trabalho com economia subordinada?

1) Se tivesse de trabalhar em economia subordinada, em que meu contrato de trabalho fica anotado na carteira, certamente não gostaria de ter por chefe um idiota qualquer. Se sentir que meu chefe é um imbecil, peço demissão, pois de jumento comandando o país já basta o presidente da República - um palhaço que sou obrigado a aturar uma vez a cada 4 anos, quando ocupa a cadeira de presidente da República, no Palácio do Planalto.

2) Por isso que prefiro ter um monarca que seja como D. Afonso Henriques. Ele é líder pela graça de Deus, e é vassalo de Cristo a ponto de nos reger por gerações. Prefiro lideranças sábias e esclarecidas que me tomem como parte da família dos descendentes de D. Afonso Henriques. Estou farto de energúmenos como Lula ou Dilma. Ou mesmo de aproveitadores como o Temer. Ou de ladrões como Sarney e Collor, assim como de fdps como FHC.

3) Se meu rei é exemplo, então o meu patrão - um microscosmos do rei - precisa imitá-lo. Se não fizer isso, prefiro ser servo dos servos de alguém que saiba ser o senhor dos senhores, uma vez que este imita ao próprio Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2017.