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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Notas sobre a enorme responsabilidade que se tem quando se tem muito conhecimento

1) Quando se tem muito conhecimento, você tem uma enorme responsabilidade. Você não vai compartilhar com qualquer um esse conhecimento de modo a este sair por aí semeando relativismo moral ou edificando liberdade para o nada.

2) Quando a Bíblia foi traduzida para as línguas nacionais, é porque o latim estava se tornando uma língua morta, já não mais falada. Alfabetizar as pessoas de modo a que pudessem ler a bíblia sob a orientação do magistério da Igreja é uma coisa própria da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Quando a Bíblia passou a ser usada como arma contra a autoridade da Igreja, isso acabou gerando uma divisão da cristandade por séculos, por conta da petulância de Lutero.

4) Para evitar que surjam novos Luteros, por força do que escrevo sobre o nacionismo, só aceitarei por aluno quem considero digno de aprender comigo. Ou seja, vou ter de criar um certo esoterismo em relação aos meus estudos.

5) Esses meus alunos virão dos meus contatos, como o Vito Pascaretta, que recomenda o meu trabalho para os outros. Se eu sentir que o sujeito tem má consciência, eu o descarto de antemão.

6) Prefiro trabalhar assim, com gente indicando o meu trabalho. Se houver gente ligada a uma universidade e achar meu trabalho relevante, pode me contratar como professor. Mas a única condição é que só os melhores alunos, os que gostam mesmo de aprender, é que podem ser meus alunos.

7) Prefiro trabalhar de maneira reservada, fechada. Se você for digno, eu te dou aulas e você me remunera pelo trabalho que faço. É só isso!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de junho de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre uma péssima idéia e que me deprime muito

1) Há quem me sugira para fazer mestrado e doutorado numa faculdade particular.

2) Quem me garante que não serei perseguido pelo que penso nessas universidades? Enquanto não me garantirem uma faculdade 100% livre de comunistas, eu não buscarei titulação. Aceito honoris causa por conta do trabalho feito.

3) Embora digam que tenho muito conhecimento e que deveria ser compartilhado, eu digo que esse conhecimento não pode ser voltado para o nada. Afinal, eu escrevo para quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Eu não dialogo com comunistas - meu diálogo com eles vai ser na base da espada.

4) Por isso que prefiro trabalhar na catacumba, pois há uma guerra cultural em curso e não tenho condições de encarar uma sala, visto que a clientela anda podre e não aceito ter alunos comunistas. É na catacumba que me livro da impessoalidade e me sinto livre.

5) Se você quer ter aula comigo, primeiro me traga uma recomendação de um dos meus contatos de facebook, indicando o meu trabalho. Fora isso, não dou aula, a não ser pros meus próximos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de junho de 2017.

Notas sobre palestras e distributivismo intelectual

1) Há um hábito bem comum entre os intelectuais anotarem os pontos principais da fala de uma pessoa de modo a responderem na hora - todos fazem isso e já tentaram me ensinar isso, coisa que acabou não dando certo, pois esse não é o meu jeito de ser. Isto pede um grande senso de intelecção auditiva, coisa essa que eu não possuo. Sou muito preso ao texto, já que ler é ver duas vezes melhor.

2) Se estivesse numa palestra, eu pediria para ela fosse gravada. Em seguida, que a palestra fosse toda transcrita. As perguntas que vierem no curso desta palestra não são respondidas ali mesmo, por conta não ter essa capacidade que todos na academia possuem. Eu as responderei quando puder e tentarei da melhor maneira possível não deixar pessoa alguma sem resposta.

3) Terei o e-mail de todos os que estavam presentes naquela palestra. Os transcritos e as respostas iriam para esses e-mails de modo que todos pudessem ler e meditar também - e se eles tiverem anotações particulares das palestras, que mandem pra mim também, pois isso pode me aperfeiçoar. E isso é uma forma de distributivismo intelectual, pois faço todos colaborarem comigo, sobretudo onde for falho.

4) Quem participa de uma palestra minha é também partícipe de toda a atividade intelectual que produzo. E isso é uma forma de transparência.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de junho de 2017.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Notas sobre uma fala de Duns Scot

1) A maledicência é sinal de infidelidade? Isso depende da maneira como eu sou tratado na relação, pois de minha parte eu sempre trato a todos bem.

2) Por exemplo, minha primeira namorada tinha a péssima mania de opinar sobre sobre coisas sensíveis, que exigem estudo e muita reflexão. Como só falava besteira e conservava o que era conveniente e dissociado da verdade, ela tinha de fato má consciência. E denunciar esta terrível experiência de vida que tive não é uma maledicência, dado que não desejo a ninguém passar pela mesma experiência por que passei.

3.1) Outro exemplo, se minha namorada atual não me dá a atenção de que necessito por conta do trabalho - a ponto de passar mais de 20 dias sem notícias dela -, o fato de estar sondando uma outra pessoa no lugar dela que me dê a atenção devida a tudo o que tenho a dizer não é maledicência ou infidelidade da minha parte.

3.2.1) Em 2004, eu tive um relacionamento com uma modelo de São Paulo, na época do ICQ, que simplesmente sumiu do mapa e nunca mais tive notícias dela.

3.2.2) Como já passei pela experiência do abandono antes, então eu sinto receio de ser abandonado de novo e sem um bom motivo.

4) Enfim, eu nunca fui infiel nos meus relacionamentos. No caso do meu primeiro namoro, a pessoa foi infiel por conta de não amar a verdade de todo o coração. Neste atual namoro, o fato de não ter notícias há mais de 20 dias revela falta de consideração para comigo, um tipo de infidelidade.

5) Se você, minha atual namorada, quer minha lealdade e ser minha esposa, mostre que tenha conteúdo e que esteja disposta a ser parte da minha vida. A vida intelectual que eu tenho é minha vida e não sei ser outra coisa.

6.1) Jamais falarei mal de você, pois não inventarei fatos contra você. Eu só falo fatos que de fato pesam contra você - e isso não é maledicência. Isso é justiça!

6.2) E justiça é dizer a verdade dentro das relações humanas. Se você falha comigo e eu rompo com você, é porque você deu causa pra isso.

6.3) Se você me pedir desculpas por essa falha, eu aceito voltar. Mas uma coisa vai pesar contra você, caso eu aceite voltar a ser seu namorado: por que não temos conversas edificantes, de modo a que possa conhecer melhor você e que possa fazer com que eu me sinta parte da sua história, como um ser que me é tão querido?

6.4) Isso é melhor do que sexo e uma das razões agora para romper é a falta disso, de uma boa conversa. Estou numa fase da vida em que uma boa conversa é melhor do que sexo. Passei muitos anos estudando filosofia e evitando conversas inúteis. Hoje em dia, sinto repulsa de gente vazia, que nada vai me acrescentar. Estou tendendo a pensar que namorar uma pessoa vazia já é um tipo de fornicação, pois isso vai desgraçar a minha alma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de junho de 2017.

Por que escrevo notas de experiência acerca das coisas que vivo?

1) Vida de filósofo é vida pública. Quando se serve à verdade, até mesmo a vida íntima serve como baliza para uma lição de vida.

2) Quando escrevo notas de diário acerca das pessoas com as quais lido, é com esse propósito. A fofoca é um rebaixamento da dignidade da pessoa, visto que não há nada de relevante na história da pessoa de modo a extrair uma história digna de ser contada, junto comigo.

3) Quando há lição de vida relevante, eu não me incomodo que conheçam a minha história, pois pode servir de modelo para as demais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de junho de 2017.

Notas de Diário - 6 de junho de 2017

1) Uma coisa é certa: namorar alguém que fala a primeira asneira que vem à cabeça, sem estudar com cuidado as coisas em toda a sua extensão e profundidade, é caminho certo para o divórcio.

2) Isso revela má consciência. E essa má consciência é capaz de votar em gente do PSOL, pensando que eles são gente de bem, quando, na verdade, são a linha auxiliar do PT.

3) Mais grave do que isso é ela se declarar católica e não perceber, como idiota útil, que está excomungada. É certo que Cecília Garcia Botafogo - minha ex-namorada, a primeira namorada que tive - irá para o inferno, se ela não se emendar.

4.1) Sei que deveria rezar por ela - com este tipo de má consciência, igual a do Lula, eu fico com a vontade arrefecida. Não tenho nada a ganhar, pois não vejo esforço genuíno de emenda.

4.2) Quando a pessoa não preza o saber e nem gosta de estudar, é sinal de que a pessoa não terá meu apoio, pois não ama a verdade de todo o coração, uma vez que nela podemos amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

5.1) Por incrível que pareça, eu consigo resultados melhores com mulheres protestantes do que com mulheres de minha própria fé.

5.2) Se eu der um jeito de expandir o horizonte de uma mulher protestante, de modo a se libertar do grilhão da sola scriptura, eu certamente terei uma esposa melhor do que muitas mulheres que se dizem católicas, nominalmente falando, que nunca tiveram na família um berço católico e que estão expostas a toda sorte de cultura de liberdade voltada para o nada que temos nas escolas, até mesmo naquelas que deveriam prezar pelo ensino católico tradicional. A tarefa de rezar todos os dias por nossa união será uma tarefa fácil - e minha união com ela será forte e duradoura.

6) Outro dia conheci uma pessoa da minha área: Susana Moita, que é cientista política e internacionalista. Ela sonha em ser diplomata, sonho que já tive um dia. Fiquei dias tendo excelentes conversas com ela e acabei gostando dela.

7) Ela é protestante e está presa na sola scriptura. A pessoa com a qual ela se casou divorciou-se por conta do fato de gostar de estudar. Por conta de seu protestantismo, ela acha que o sonho de construir família perdeu-se para sempre.

8.1) Sinto muita pena dela, pois é uma pessoa amável.

8.2) Vejo que só com a ajuda de Deus eu posso fazer com que ela vá além da sola scriptura e veja o que não se vê.

8.3.1) O casamento que teve não cumpriu a finalidade salvífica pela qual foi instituído - por isso, ele foi nulo.

8.3.2) Se ela fosse católica, ela buscaria bater a porta de Deus e entraria com um pedido de anulação de casamento num tribunal eclesiástico. A sentença demoraria um bom tempo - esse seria o tempo necessário para rezarmos juntos e estarmos juntos. É mais ou menos o caso que a Mila Renata tem, que está esperando a anulação de seu casamento.

8.4) Quando o senso de verdade dela for ampliado e passar um dia a compreender que a Igreja que Cristo fundou é a Igreja dos mártires, dos apóstolos e dos santos - a mesma Igreja que vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus comendo a carne e bebendo o sangue de Cristo, o cordeiro que foi imolado na cruz de modo a termos o perdão de nossos pecados -, ela perceberá que o casamento que teve, mais do que nulo, foi inexistente, pois onde se nega a autoridade da Igreja não pode haver o reino da verdade ali.

9.1) Ela não é anticatólica, mas foi criada numa cultura protestante, anticatólica em essência.

9.2) Por isso, tento ser muito carinhoso com ela. Rezarei e estudarei junto com ela, de modo a seja parte da minha vida, pois quero ir pro Céu junto com ela.

9.3) Se eu continuar vendo navios no meu relacionamento com a Madu - que não me dá uma notícia há 20 dias, desde que o computador dela pifou -, eu passarei cada vez mais tempo com a Susana.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de junho de 2017.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Da questão das privatizações enquanto elemento de imaginário colonizado

1.1) A questão da privatização no Brasil está muito deslocada do contexto cultural sobre o qual o país foi fundado.

1.2) Em nenhum momento se leva em conta o fato de que o Brasil é um desdobramento daquilo que se edificou em Ourique. O Brasil é parte do Reino de Portugal, Brasil e Algarves, fundado pelo próprio Cristo para propagar a fé cristã pelo mundo.

2.1) Nossa maneira de debater essa questão está muito contaminada pela cultura de liberdade voltada para o nada que sedimentou o caminho para o comunismo, para o totalitarismo. Tomamos por modelo civilizações marcadas por sua ruptura com Roma, como a Inglaterra - e os EUA, enquanto subproduto dessa mesma ruptura.

2.2) Ter Inglaterra e EUA como parâmetros nessas discussões é confiar mais no do diabo do que no próprio Cristo, que fez D. Afonso e seus sucessores vassalos d'Ele.

2.3.1) E é exatamente por isso que o Brasil está naufragando na apatria. 

2.3,2) Enquanto o sentido de pátria não for restaurado nos termos de Ourique, o país estará mergulhado numa pseudorrealidade, pois o que não decorre do Crucificado de Ourique não é fundamento para se tomar o país como um lar, dado que leva o país ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele - o que mata a religião verdadeira, assim como o senso de se viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2017.