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quinta-feira, 22 de junho de 2017

A verdadeira leitura de um livro pede que você leia outros livros que te preparem a compreender aquilo que você está lendo

1) Quando leio um livro, eu coleto impressões sobre alguns temas ou conceitos importantes. Exemplo disso: do livro Um Mapa da Questão Nacional eu aprendi a diferença entre nacionidade e nacionalidade, assim como em outro artigo aprendi o conceito de eu-nacional.

2) Ao longo do tempo, fui lendo outros livros, coletando outras impressões. Juntando uma coisa com a outra eu fui assimilando as idéias do livro Um Mapa da Questão Nacional, sem cair no esquerdismo.

3) Eu não li 50 livros por ano. Eu li o que me parecia relevante. Eu li poucos livros, de modo a me ajudarem a digerir o primeiro livro. Para digerir as idéias dos outros livros, vou precisar digerir outros livros e assim sucessivamente.

4) Você pode ler um livro fazendo destaques e escrevendo comentários sobre isso ou ficar fazendo sucessivas meditações, dia após dia. Eu fui pelo caminho da meditação - já escrevi mais de 3400 textos sobre isso e muitas outras coisas.

5) Além disso, sou do tipo que me prendo a um assunto só. Só passo para um novo assunto quando sinto que esgotei a matéria ou cheguei a ter conhecimento suficiente para falar o que penso. Não me incomodo de estudar outros assuntos desde que tenham conexão com o tema da minha pesquisa. Afinal, de nada adianta ser versado em um monte de assunto se não sei nem o básico sobre eles. O que falarei é só palavrório vazio, flatus vocis - e isso edifica má consciência em quem me ouve. E eu não posso ser irresponsável a esse ponto - até porque o que faço é de grande responsabilidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2017.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Notas sobre a importância de se obter informações estratégicas e ter uma rede social de contatos adequados de modo a conhecer o pensamento de certas autoridades acerca de assuntos sensíveis, como a monarquia, por exemplo

1) Hoje aprendi a importância de se obter uma inside information, pois é nessas inside informations que conhecemos o pensamento de determinadas autoridades com relação a certos temas sensíveis, como a questão da monarquia, por exemplo.

2) No STF, ministros como o Lewandowski têm uma postura; em sala de aula, eles têm outra.

3) Se você tiver os contatos adequados, o que você conta aos mestrandos e doutorandos orientados pelos ministros do STF será posto em debate com esses ministros. E é nesses debates, nessas sabatinas que o Senado não faz, que vemos se eles estão ou não à altura do cargo que ocupam.

4.1) Saber o que uma autoridade pensa sobre determinado tema é informação estratégica. E se o pensamento dele for muito frágil, os argumentos deles serão todos desmontados.

4.2) Presume-se que um ministro de Suprema Corte seja uma pessoa preparada, onde ele e a Justiça sejam quase que sinônimos. Quando temos uma pessoa que está abaixo da dignidade do cargo, isso acabará sendo exposto, pois a verdade vem à tona. Mas essa contra-revolução não será televisionada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de junho de 2017.

O que pensa o Min. Lewandowski sobre a monarquia

José:

1) Bem queria que você estivesse presente no Seminário de hoje.

2) Discuti com o Ministro Lewandowski sobre a monarquia. Ele acha isso inviável, por conta de nossa dimensão territorial, isso sem contar que dá espaço ao direito de irresponsabilidade do monarca.

3) Ele disse que apoia o parlamentarismo. Só pude indagar e retruquei quando ele disse que (a monarquia) era uma ideia sem apoio popular.

Seria o máximo ter você lá. Beijo!

 S.R.M
Brasília, 20 de junho de 2017.
 
Comentários:

Giselie Senra: Esses são os argumentos vazios das elites brasileiras para descartar a vontade popular e evitar a possibilidade de debate nas instituições, principalmente, mídia e academia.

João Damasceno: A dimensão territorial é justamente um ponto favorável, pois é mais fácil ficar unido quando se tem um poder moderador central, corrigindo o possível desequilíbrio gerado nas diversidades.

João Damasceno: O judiciário não pode ser simpático à monarquia, uma vez que ela exerce o Poder Moderador; na republica, esse poder é exercido, em tese, pelo Judiciário. mas com limitações. Na monarquia, o judiciário exerce o controle da legalidade e pacificação das relações intersubjetivas. voltando ao seu papel tradicional e típico.

José Octavio Dettmann: Quando Ruy Barbosa fala que a pior ditadura é a do Poder Judiciário, isso é explicado pelo fato de que o Poder Judiciário está exercendo uma função que não é típica: a de ser poder moderador. Afinal, os ministros do STF são nomeados pelo presidente - logo, têm ideologia; se têm ideologia, eles não estão interessados na verdade, nem na justiça. Como presidentes passam e eles ficam, eles são irresponsáveis. 

João Damasceno: Fico impressionado com a cultura rasa dos atuais integrantes do STF. Pra quem já teve tantos eméritos, é lastimável. 

Bruno Fenelon: Do mesmo modo que todos os outros, por conchavos políticos. E não é só "lá em cima", não; toda a carreira é baseada num sistema de ajustamentos (não ajustes), moldagens, acomodações, formatações, compressões de pensamentos e ações, resultando numa determinada configuração, não só funcional como pessoal, principalmente. Depois, vem os compadrios (a maioria já preexistente), os acordos, os agrupamentos políticos internos, os segredos, os alinhamentos às correntes políticas e acadêmicas repetitivas de distorções, ignorâncias e omissões, daí para os grandes compromissos e conluios, que levam, progressivamente, ao topo da carreira. Daí, você explica os despautérios jurídicos interpretativos, decisórios, fraudulentos, políticos, alinhados com agendas externas às leis (e que na prática a elas se sobrepõem), aberrantes, usurpadores de poderes legislativos, ativistas e francamente contrárias aos interesses mais comezinhos do povo. Comprova-se o esquema descrito pela simples observação dos fatos e personagens envolvidos. Há muito não temos Justiça (aqui no sentido de Poder constituído, Judiciário, não filosófico), se é que um dia tivemos. Doutrinariamente, existem formas de Hermenêutica jurídica, de interpretação das normas jurídicas, tais como: gramatical, literal, lógico, sistemático, histórico, analógico, teleológico, sociológico, e até holístico, dentre outras, criadas ou por criar., pois é tudo balela. A única posta em prática em nossos "Tribunais" é a interpretação INTERESSADA. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Mais sobre a Revolução Industrial aplicada à indústria da corrupção

bullion - barra de ouro, em inglês

1.1) De milho gigantesco debulhado em milho gigantesco debulhado, o que era antes transportado por carroças puxadas a cavalo precisa ser transportado por estrada de ferro, movidas a cavalo-vapor.

1.2) E é neste ponto em que o bilhão evolui para trilhão, já que a economia passou conduzida por locomotivas, locomotivas essas que alimentam esses loucos que estão no poder. Eles esqueceram tudo exceto a razão de estarem ali - foi o voto do povo que os levou ao poder. Afinal, no Estado tomado como se fosse religião, a voz do povo é a voz de Deus, a mesma voz que fez o Deus verdadeiro de Deus verdadeiro ir para a cruz e Barrabás, um criminoso contumaz, ser libertado. Nada mais falso do que isso.

2) Se milho é commodity, então milho gigantesco é commodity também. Conduzido por mulas sistemáticas, quase automáticas, vira barra de ouro. E a barra de ouro está nas informações privilegiadas, feitas de modo a conseguir vantagens comerciais injustas e prejudicar a concorrência. Eis o capitalismo de Estado tomado como se fosse religião. Trata-se de um verdadeiro mercantilismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2017.

Notas sobre a economia da corrupção

1) Milhão - milho gigantesco

2) Bilhão - milho gigantesco debulhado.

3) milho gigantesco debulhado é milho gigantesco beneficiado. Por isso, tem alto valor agregado.

4) Se a corrupção era movida a base de planta, hoje ela é industrializada, sistematizada. Já não bastam mais alguns pés de dinheiro; agora, você precisa ter uma planta processadora de modo a fazer com que as sementes de pé de dinheiro produzam os dólares essenciais para comprar os políticos mais cafajestes do mundo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2017.

Notas sobre a diferença entre projetos de poder e projetos de civilização, à luz da verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus


1.1) Todo projeto de poder que faça do Estado instrumento de modo a servir a Cristo e fazer com que o país seja tomado como se fosse um lar e estendê-lo a terras mais distantes é um instrumento de civilização, pois este Estado será vassalo de Cristo, feito de modo a colaborar com o vigário que Cristo aqui deixou, garantindo a continuidade da missão missionária, enquanto Ele constrói as moradas lá no Céu, ao estar sentado à direita do Pai.

1.2) Eis a importância dos corpos intermediários - Cristo é sacerdote e Rei e pode reunir estes dois poderes num só porque é Deus. Como os demais não são como Cristo, então há homens dedicados a coisas do Estado e há homens dedicados às coisas da Igreja, pois esses trabalhos atuam em cooperação um com o outro tal como a reta razão, fundada no bom senso, coopera com a fé verdadeira.

2.1) Se as civilizações são fundadas em torno de algo transcendente - em algo que aponta para a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus -, então todo projeto de poder fundado numa heresia política ou religiosa que tente por forças humanas destruir ou relativizar a verdade é uma anti-civilização. Como o islamismo nega que Jesus seja Deus, então o islamismo não é religião, dado que Allah é um demiurgo, um falso deus.

2.2) Como foi bem dito por todos os que me antecederam, o Islã é um esquema de domínio mascarado de religião. Como é um esquema de poder voltado para a mentira, para o nada, então o islamismo é uma anti-civilização, dado que é norma para esses apátridas mentir, matar e roubar em nome do Islã. Logo, roubar e matar para essa gente não são crimes, o que agrava mais o relativismo cultural aqui.

2.3) Onde mentir, matar e roubar é norma, então os Dez Mandamentos não serão observados. É a mais completa desgraça.

3) Além do islamismo, há o comunismo, que é uma religião política. Enquanto o Islã se baseia num demiurgo, num falso Deus, o comunismo é descaradamente ateu. Para eles a verdade não existe, dado que a justiça é a lei do mais forte. É barbarismo puro.

4.1) Se demiurgo não existe, como diz Santo Agostinho de Hipona, então o islã é um verniz do comunismo. Logo, esses dois projetos sucumbirão, pois nada calará a verdade.

4.2) Tal como houve na Roma Antiga, quanto mais matam cristãos, mais pessoas se tornarão cristãs, pois as sementes dos cristianismo serão regadas com o sangue dos mártires que dão a vida pelos irmãos, em prol da verdade. E como disse o meu colega Monteiro Haroldo, um novo tempo mariano há de nascer - haverá uma segunda Idade Média, um novo tempo em que as pessoas estarão comprometidas com a Civilização Cristã, tal como houve um dia, após a queda do Império Romano no Ocidente.

4.3) E é neste tempo favorável que a missão que herdamos em Ourique se tornará ainda mais forte, pois o Brasil será sede do mundo português restaurado e a principal civilização deste novo tempo mariano. É neste tempo que veremos o gigante adormecido acordar, tal como Jesus fez ao reviver os eternamente adormecidos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2017.

O Estado é o problema? A verdade sobre isto

1) Se o Estado fosse o problema, então um Estado comprometido com os valores cristãos e comprometido com aquilo que foi edificado em Ourique seria um grave problema para o libertário-conservantista, dado que o Estado combateria a prática da usura, condenada pela Igreja.

2) O libertário-conservantista defende a usura, até porque ele vê a riqueza como uma salvação, já que ele se vê o eleito e os demais como condenado. E essa salvação, fundada no amor de si, gera o salvacionismo na política, o que favorece o avanço da mentalidade revolucionária a ponto de tudo estar no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2017.