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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Da lógica por trás de tudo o que falo

1) Se a verdade decorre daquilo que está à direita do Pai, então isso é bom, pois tem sentido positivo.

2) Se, por pecado original, eu conservo aquilo que é conveniente e dissociado da verdade, então eu estou à esquerda do pai - logo, isso tem um efeito negativo, pois nego aquilo se funda na verdade.

3) Para se restaurar a verdade, a base de toda ordem, tudo que é preciso se fazer é negar a negação. Quando Deus enviou um juiz canhoto chamado Ehud, da tribo de Benjamim, ele fez a negação da negação, restaurando a ligação da Terra ao Céu, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

Sobre a importância dos juízes menores em tempos de paz

1) No tempo dos juízes, em tempos de paz, existiam pessoas que serviam ao povo na verdade, naquilo que era conforme o Todo que vem de Deus. E esses juízes eram chamados de menores.

2) Quando Israel vivia ameaçada de ser conquistada, esses servidores eram substituídos por um chefe militar, um juiz maior, de modo a derrotar os seu inimigos.

3) Quando Jesus falava que os últimos serão aos primeiros, Ele necessariamente se referia ao trabalho crucial que esses juízes menores faziam, de modo manter o povo na conformidade com o Todo que vem de Deus, mesmo em tempos de dificuldade. Pois é em tempo de paz, semeando consciência no povo de modo a viver a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, que se prepara o povo para a guerra, na defesa da verdade, quando esta se vê ameaçada de ser relativizada ou destruída. E onde o mal prospera, o próprio Cristo vem nos libertar, ao trazer a espada.

Sobre a geometria da verdade

1) Tudo está à direita do Pai porque Deus é a verdade - e tudo que ele criou foi ordenado e fundado naquilo que é bom - e tudo isso deve ser conservado desse modo, pois é a coisa mais sensata a se fazer.

2) Se o homem é criatura, criada por Deus por amor, então ele está à direita do pai, por vocação. E tudo o que ele construir na Terra, fundado em Deus, terá seu paralelo no Céu.

3) Acontece que o Homem foi marcado pelo pecado original - e por conta disso, conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. Por isso mesmo está à esquerda do Pai, no seu grau mais básico. Logo, está planejando o caos, fundado em sabedoria humana dissociada da divina.

4) De tempos em tempos, Deus manda canhotos para o mundo de modo a fazer a terra ser ligada ao céu novamente. E na Bíblia, na parte dos juízes, há um canhoto, Ehud, que serviu ao Deus verdadeiro matando um tirano, um governante que dominava o povo da Terra Prometida como se fosse um deus e que conservava esse regime opressivo conveniente e dissociado da verdade. Ele assassinou esse tirano com uma adaga escondida na sua coxa direita.

5) Canhotos como ele, em particular, trabalham de maneira transversal, de modo a conectar as retas paralelas, conectando a terra ao céu. Já no Velho Testamento, por conta disso, podemos antever o poder das chaves, das pontes que ligam a Terra ao Céu.

6) Quando um destro faz um trabalho fundado nisso, ele relembra o martírio fundado na cruz de Santo André - e é pela dor de um santo que conservamos a memória de Cristo de maneira mais próxima. Eis a geometria da verdade. Santo André era irmão de São Pedro, o primeiro Papa, a quem Cristo entregou as chaves do Céu.

Notas sobre a verdadeira esquerdireita

1) Escrevo com a mão esquerda, mas minha alma está à direita do Pai, na conformidade com o Todo que vem de Deus. Logo, eu sou um cruzado, membro desta elite de guerreiros que serve a Cristo em terras distantes, fazendo da minha alma uma espada - e essa espada é simbolizada no teclado em que escrevo, em meu laptop.

2) A maioria dos meus ex-colegas de faculdade escreviam com a mão direita, mas estavam à esquerda do Pai, conservando tudo o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa fundada na mentalidade revolucionária, própria desta República. Não passam de proletários, de hereges que não têm nada na cabeça, a não ser obedecer cegamente às ordens do partido de modo a destruir tudo o que há pela frente, relativizando tudo o que é de mais sagrado.

3) Nada é mais sinistro do que destruir tudo aquilo que é verdadeiro. Se vocês querem uma esquerdireita verdadeira, que seja naqueles poucos que são como eu: são canhotos para escrever, mas que pautam suas vidas naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. O maior exemplo disso é o Padre Paulo Ricardo: canhoto para escrever, mas catolicíssimo até a alma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2015 (data da postagem original).

Pensamento de Bento XVI sobre as cidades modernas

“As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente de homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado.” Bento XVI

Fundamentos da vida horizontal e da vida vertical

1) O verdadeiro fundamento da vida vertical está na conformidade com o Todo que vem de Deus - se Deus é o autor da vida e nos criou, então nós somos criaturas e devemos obediência a tudo o que é mais sagrado.

2) Se somos todos criaturas, então todos estamos sujeitos à lei eterna, pois devemos nos amar e nos perdoar uns aos outros, assim como o Deus feito homem e nos amou e nos perdoou, pois Ele mesmo quis ser nosso irmão e a nós todos salvar.

3) Se somos criaturas, as cidades respeitam os seus limites naturais e não se estruturalizam de tal forma a que uns e outros se tornem estranhos, de tal modo a que as casas não sejam apenas meros campos de isolamento do mundo exterior, mas, sim, lugares onde se fomenta a verdadeira amizade em Cristo, base da fraternidade universal.

4) O verdadeiro fundamento da vida horizontal - divorciada da vida vertical, de modo a compor a Cruz - está no fato de que todos são iguais perante a lei. Mas, de qual lei? Da lei proclamada por todos aqueles que são ricos em sabedoria humana e dissociada da divina. Se a lei moderna nega a Deus, então o igualitarismo fundado na conveniência e na dissociação para com a verdade é de uma falsidade escancarada, pois estabelece liberdade para o nada, onde o ilícito se torna lícito e o que é lícito na Lei de Deus se torna ilícito por força de sabedoria humana dissociada da divina. E isso gera uma confusão demoníaca.

5) Se todos são iguais perante uma lei que edifica liberdade para o nada, então não somos criaturas, mas deuses - e aí começam os conflitos de interesses qualificados pela pretensão resistida, base para toda uma cultura fundada na negação da fraternidade universal. E as decisões judiciais não garantem a justiça - só prorrogam ainda mais o conflito a ponto de exigirem mais Estado, até que tudo esteja nesse Estado e nada fora dele. 

6) Se a fraternidade universal não existe, então somos indivíduos tornados atomizados, pois não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Não passamos de ratos de laboratório para as mais estranhas e nefastas políticas públicas existentes, seja na saúde ou na educação pública. E a cidade se torna anônima - e a nação - que é composta deste sistema de cidades e de estados que comungam de uma crença comum, baseada no fato de vivermos a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus - se torna uma república de apátridas. E onde há apátridas há bárbaros incapazes de se organizarem na forma de um governo justo e estável - e aí somos alvo fácil, pois seremos conquistados por forças anticristãs e criminosas, que amam mais o dinheiro do que a Deus. 

7) Eis aí o projeto de poder da Nova Ordem Mundial: fomentar apatria em todo o mundo, pois a Terra será a nação universal dos apátridas, dos não-humanos, coisa que será tomada como se fosse religião. E o humanismo será superado por qualquer outra coisa fundada na sabedoria humana dissociada da divina - e o ser humano estará extinto, sem Deus e sem nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2015 (data da postagem original).

O movimento monárquico não é um movimento de massa

1) Sou monarquista e o movimento monárquico não é torcida organizada, tal como acontecem com os partidos de massa, como vemos no PT.

2) Como não posso tomar meu país como se fosse religião, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, eu também não posso tomar o meu Imperador como se fosse um Deus vivo, edificador de uma pretensa Igreja Nacional, tal como fizeram os reis dos países protestantes - do contrário, isso vira absolutismo, um tipo de tirania. O próprio uso da palavra "fã" já denota isso - trata-se de lealdade voltada para o nada, o que se torna, pois, um desserviço à verdade.

3) Eu não sou fã do movimento monárquico - eu só sigo o meu Imperador onde quer que ele esteja, pois o que faço tem sentido e propósito - além de ser herdeiro daquilo que se edificou desde Ourique, ele, através de palavras e exemplos, mostra a todos nós, no presente, como devemos servi-lo, enquanto soberano, pois o verdadeiro fundamento da liberdade é fomentar lealdade, amparado na verdade, em Cristo.

4) Se o lar se funda na lealdade, no amor e na reconciliação, então eu tomo o Brasil como se fosse um lar aprendendo ser leal ao meu Imperador e a amar a Família Imperial, ao vê-los imitarem a Sagrada Família Cristã, bem como aprendo a me reconciliar com o passado de minha pátria, pois troco a ignorância fomentada pelo regime republicano pela liderança sábia e esclarecida da Coroa.