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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Comentários ao caso da mulher que entrou com uma ação no STF pra abortar

1.1) No Direito Penal, o ato criminoso passa pelas seguintes fases: cogitação, preparação dos meios para a prática delituosa, tentativa e consumação.

1.2) A criatura que pediu permissão para abortar no STF, ao entrar com a ação, já havia cogitado e preparados os meios para a prática do aborto. Se o pedido fosse negado, ela teria patrocínio da esquerda para a prática do aborto na Colômbia, que foi descriminado.

1.3) Rosa Weber negou o pedido - o plano B foi posto em prática. Foi à Colômbia para abortar (tentativa) e abortou (resultado).

2.1) O fato é notório. Só pelo fato de ter praticado esse crime fora das nossas fronteiras, houve uma tentativa de fraudar à lei brasileira, à soberania do veredicto da Suprema Corte. Logo, ela não só responde pelo aborto como também pela fraude à lei brasileira.

2.2) Não importa onde a pessoa vai - o fato de ter cogitado um crime cujo fato já nos é notório já faz com que até mesmo o território da Colômbia seja tomado como se fosse território brasileiro para efeito de julgamento e condenação desse crime; trata-se de ultra-atividade da lei penal, uma vez que a criatura tinha a nossa nacionalidade. E por ter a nossa nacionalidade espera-se do nacional a obediência às leis e à justiça.

2.3) Se a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro, então ela não poderia atentar contra o direito brasileiro da maneira como fez.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2017.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para se conservar a dor de Cristo, para se estar com a serva do Senhor, é preciso fazer com que as palavras não sejam ditas ou escritas com fins vazios.

1) Se essa direita - ou melhor, essa esquerda que se diz de direita - estudasse a linguagem, não ficaria buscando liberdade fora da liberdade em Cristo, que é a verdade em pessoa, uma vez que Ele é o verbo que se fez carne e que passou a habitar em nós, por meio da santa eucaristia, razão pela qual conservamos a dor em Cristo, enquanto memorial.

2.1) A liberdade voltada para o nada se funda em escolhas fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.2) Não é à toa que toda heresia, todo cisma decorre de um conservantismo insensato - e é na obstinação que a pessoa vai estando à esquerda do Pai de tal maneira a estar em conformidade com o Todo que vem da serpente, que leva ao nada. E um dos vários tipo de conservantismo está no nominalismo, onde as palavras perdem a sua significação a tal ponto que qualquer herege ou apóstata se declare conservador e fique fazendo, ao mesmo tempo, troça ou destroçando imagens da Nossa Santa Mãezinha, a virgem Maria, a mãe de Deus.

3) Enquanto as palavras forem usadas para o nada, o relativismo moral reinará sobre nós a tal ponto que estaremos expostos à expansão islâmica e à destruição de nossa terra. E neste ponto podemos dizer que História da Independência - do ato de apatria que D. Pedro fez ao romper com aquilo que foi fundado em Ourique - é o começo do fim da nossa história, da forma como pensou Fukuyama, pois o Brasil terminará inexoravelmente conquistado pelos islâmicos e não terá nada de bom a se restaurar. O materialismo dos apátridas não oferecerá resistência à cosmovisão islâmica. E podemos ver uma amostra disso lá na Europa, sobretudo na Suécia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2017.

Conservar algo em si mesmo é ato de insensatez, já que isso perde a conexão de sentido com a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus

1) Em língua portuguesa, toda palavra com a desinência "nte" significa aquele ou aquela que pratica uma determinada ação no plano da realidade. Exemplo: presidente (aquele ou aquela que preside uma nação) ou conservante (aquele ou aquela que conserva alguma coisa, por ter algum valor para ela ou para as futuras gerações, o que constitui ato de amor ao próximo, ainda não nascido).

2.1) Quando o conservante conserva por conservar, então sua ação é desordenada, visto que insensatez é um tipo de burrice, tal como foi elencada por Santo Tomás de Aquino.

2.2) E burrice obstinada constitui malicia, já que a ovelha na verdade é um lobo disfarçado de ovelha. Neste ponto o conservantismo constitui mentalidade revolucionária no seu grau mais básico, visto que conservar por conservar é exercer uma ação com fim vazio, sem conexão de sentido com a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) Basta que o ato de conservar perca sua conexão de sentido com a verdade que você já está à esquerda do pai, pois a sua escolha foi feita com fins vazios.

3.2) Afinal, as palavras designam coisas e não devem ser usadas com fins vazios, tendo por base um falar por falar, um escrever por escrever a ponto de se exercer uma verborragia despudorada, coisa que é típica dos mais extrovertidos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2017.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Do perigo que é tomar a polis como um fim em si mesmo

1) O professor Carlos Nougué em uma de suas aulas afirmou que, para os antigos gregos, o fim da polis estava nela mesma. Foi neste ponto que Santo Tomás de Aquino divergiu de Aristóteles.

2.1) O professor Olavo de Carvalho alertou que é preciso saber em quais pontos Maquiavel não enxergava a realidade de jeito nenhum.

2.2.1) O maior exemplo disso está no fato de que Maquiavel era estudioso do mundo antigo.

2.2.2) Como os gregos viam o fim da polis nela mesma, então muitos dos ensinamentos práticos d'O Príncipe tendiam a fazer com que o fim do Estado se desse em si mesmo, a ponto de se tornar uma espécie de religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

3.1) Essa incapacidade de Maquiavel ver esta realidade também se estendeu à doutrina de Gramsci, a tal ponto que o comunismo é uma religião política e uma soteriologia, onde o fim da revolução se encontra nele mesmo, na destruição pela destruição, movida no mais puro ódio ou irracionalismo.

3.2) E essa fé cega tende a ser um câncer, que um dia entrará em metástase.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

Aforismo sobre política

Se política é a arte de debater os problemas da polis de modo que a cidade dos homens seja um espelho da cidade de Deus da melhor maneira possível, então não é nem um pouco conveniente debater esses problemas com quem confunde tomar o país como um lar em Cristo com tomar o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

Próximos livros a estudar

Após quase 3800 artigos escritos, sinto que vou precisar estudar muito mais. Mas não tem problema - tenho todo o tempo do mundo para isso.

Próximos livros a estudar:

1) O que é uma nação?, de Ernest Renan.

2) Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson.

3) The Frontier in the American History, de Frederick Jackson Turner.

4) O sonho de Champlain, de David Hackett Fischer, escrito em comemoração aos 400 anos de Quebec.

Enquanto estudo mais um pouco, vocês lêem o que produzi, seja no blog, seja na sistematização que vou fazer com os meus livros.

Tudo o que mais quero é ser pago para estudar e fazer algo de bom pelo meu país. Jamais encherei o saco de ninguém.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A família nuclear nasce da insensatez de quem faz "do minha casa, minhas regras" seu estilo de vida

1) Hoje, 7 de dezembro de 2018, compreendi o real significado do "minha casa, minhas regras".

2) Se eu quiser fazer certos atos que chegam a contrariar às regras mais insensatas da casa, fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, então eu não vejo outro caminho que não ter meu próprio teto.

3) O pior é que as regras mais insensatas da casa são aplicadas ao corpo, no "my body, my rules", pois o corpo é visto impropriamente como uma propriedade, quando deveria ser a morada da alma. A casa, enquanto propriedade, suporta o jus abutendi - o corpo não, pois não pode ser destruído.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2017.