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segunda-feira, 21 de abril de 2025

A morte do Papa Francisco e o simbolismo da data de 21 de Abril no Brasil

No dia 21 de abril de 2025, faleceu o Papa Francisco, aos 88 anos, encerrando um dos pontificados mais controversos e polarizadores da história recente da Igreja Católica. A data de sua morte, carregada de simbolismo, convida a uma profunda reflexão não apenas sobre sua trajetória pessoal, mas também sobre o momento histórico e espiritual vivido pela Igreja e pela civilização cristã.

O Signo da Data: Entre Tiradentes e a Missão de Ourique

No Brasil, 21 de abril é celebrado como o “Dia de Tiradentes”, mártir fabricado da Conjuração Mineira e símbolo da República. Para muitos, é o dia em que a República, este regime revolucionário, homenageia um dos maiores traidores da missão civilizatória cristã que, pela graça de Deus, nasceu em Ourique e foi transplantada ao Novo Mundo sob o signo da cruz.

Essa missão não era meramente política ou geográfica. Era espiritual. Em Ourique, Dom Afonso Henriques recebeu a certeza de que sua guerra era santa, e de que seu reino deveria servir a Cristo — Por Cristo, com Cristo e em Cristo. Dela nasceu Portugal, e com ele, a empresa missionária que alcançou o Brasil.

Tiradentes, ao se insurgir contra a Coroa portuguesa, tornou-se o símbolo fundacional da República brasileira, regime que, historicamente, se alinhou à ideologia revolucionária. E não por acaso: como a própria União Soviética bem demonstrou, a república moderna, nascida da negação do trono e do altar, frequentemente se alia a forças que negam a ordem natural, a autoridade espiritual e o Reino de Deus na Terra.

Francisco: O Pontífice das Ambiguidades

O Papa Francisco será lembrado por seus gestos simbólicos e aproximações diplomáticas com regimes e líderes que, muitas vezes, representaram o oposto do que a Igreja defende há dois mil anos. Da simpatia por figuras da esquerda latino-americana à participação em documentos ambíguos sobre fraternidade universal, seu pontificado foi marcado por aproximações com o globalismo, o ambientalismo ideologizado e a linguagem conciliadora com o mundo — por vezes à custa da clareza doutrinária.

Em contraste com São João Paulo II, que lutou tenazmente contra o comunismo e ajudou a libertar sua pátria, a Polônia, do jugo soviético, Francisco parecia confortável entre os aliados do regime que João Paulo combateu. A amizade com líderes como Evo Morales, Nicolás Maduro e Lula da Silva — todos defensores de projetos alinhados ao socialismo — gerou escândalos entre fiéis conscientes do caráter antiteísta dessas ideologias.

Um Fim em Tom de Advertência

Que Papa Francisco tenha morrido no mesmo dia em que a República brasileira homenageia Tiradentes é um detalhe que não pode ser ignorado por aqueles que enxergam a história como pedagogia divina. A Providência escreve certo por linhas que só os atentos conseguem ler. Esse paralelo entre a morte de um papa simpático ao projeto revolucionário e a celebração de um falso mártir fabricado pela República parece sugerir uma advertência espiritual para os nossos tempos.

Assim como a figura de Tiradentes foi utilizada para apagar a memória da missão de Cristo em terras brasileiras, Francisco, ao buscar harmonia com o mundo, parece ter negligenciado a tensão inevitável entre o Reino de Deus e os reinos da terra. “O mundo vos odiará, porque me odiou primeiro”, disse o Senhor. Em tempos de perseguição sutil, o papel do pastor não é se aliar ao lobo.

Conclusão: A Sede Vacante e o Clamor por Fidelidade

Com sua morte, abre-se o tempo da sede vacante, e o mundo aguarda a eleição de um novo pontífice. Que este tempo de transição seja também um tempo de purificação. Que o próximo sucessor de Pedro seja, como Cristo ordenou a Pedro, alguém que “apascenta as ovelhas” e não as dispersa. Um papa que se lembre que a Igreja não deve ser reconhecida pelo mundo, mas pela cruz.

E que nós, como fiéis, saibamos discernir os sinais dos tempos. Porque a morte de um papa — ainda mais em um dia como 21 de abril — é mais do que uma mudança administrativa. É uma chamada à conversão, ao exame de consciência, e ao retorno à fidelidade que nasce em Ourique e culmina em Roma, passando pelo madeiro da cruz, onde se revelou a única e verdadeira revolução: aquela que salva a alma.

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