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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O libertarismo é a infância do totalitarismo

1) O libertário, seja na sua forma mais clássica ou radical, fala que imposto é roubo. Ele olha por esse viés porque ama mais o dinheiro do que as pessoas, dado que não passa de um egoísta, mimado.

2) Este Estado totalitário é fruto direto desse amor pelo dinheiro que ele tem, pois acabou criando um concorrente, aparentemente falando, mais perverso do que ele e do qual mais parece um colaborador, na verdade - e isso tudo é fruto do seu ódio cego à monarquia e ao fato de o Rei tomar o povo como se fosse parte de sua família, que é parte do senso de se tomar o pais como se fosse um lar, em Cristo. Ele que assuma o filho que ele gerou, pois o libertarismo é a infância do totalitarismo!

3) A única coisa que acaba com o totalitarismo é a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus. E isso pede que os chefes de família católicos lutem sempre e ocupem seu lugar de direito na política, transformando esta infame praça de negócios que se tornou o Congresso Nacional numa escola de estadistas.

4) Já faz um tempo, mas estou tornando oficial - estou bloqueando todos os libertários, todos os que buscam liberdade fora da liberdade em Cristo. Não adicionarei mais nenhum. E se estivesse no Congresso, eu defenderia o banimento e a cassação da nacionalidade de todos os que estiverem envolvidos com estas ideologias: o libertarismo e o comunismo. Para mim, apátrida não tem direito algum, pois estes atentam contra as fundações lógicas da pátria. 

5) Se algo de ruim for feito contra eles, nenhuma proteção da lei terão, pois atentaram contra o Cristo Crucificado de Ourique - e este país está fundado na Aliança do Altar com o Trono, pois Cristo fez de nós servidores do Império que Ele queria tanto ter e nos mandou - desde nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques - servirmos a Ele em terras distantes. Não admitirei que se valham da própria torpeza. Se já não permito isso no meu mural, que dirá quando estiver no Congresso Nacional, se me chamarem para ser deputado federal ou senador!

6) Se eles quiserem a proteção do Estado, que se arrependam e vivam em conformidade com o Todo que vem de Deus. Acho muito pouco provável que voltem a viver por força de seus pecados, a não ser uma pequena parte deles, pois o conservantismo nasce de uma escolha - trata-se de uma heresia. E o orgulho, fundado no fato de que todos têm a sua verdade, os torna escravos do demônio. O povo não vai ser vítima dessa canalhice porque eu não vou deixar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

Notas sobre a falácia da fraternidade universal das repúblicas

1) Se a fraternidade universal das repúblicas fosse verdadeira, eu poderia votar em qualquer um que julgasse apto a exercer a Presidência. E essa pessoa pode até mesmo não ser nem nascida no Brasil - como certa vez aconteceu com D. Pedro II, nosso Imperador, que recebeu uma quantidade expressiva de votos numa eleição presidencial dos EUA.

2) A maior prova de que isso é uma ilusão está no nacionalismo - a república é composta basicamente por governos de facção, que se valem do conhecimento da terra em que nasceram de modo a terem o monopólio absoluto do poder. E neste ponto, as facções, por conta do monopólio transvestido de legitimidade, se unem e tendem a um governo de colaboração, de modo a impedir, sob alegação de colonialismo, que facções rivais externas sejam chamadas ao poder, através da iniciativa do povo. Eis a técnica das tesouras.

3) O nacionalismo é o primor da insinceridade, do fingimento, pois tomam o país como se fosse religião totalitária de Estado - e as facções querem poder absoluto, pois tomam as riquezas da nação como se fossem suas, a ponto de quererem abolir, por decisão inescrupulosa, a proteção legal que decorre da propriedade privada. E neste ponto, tendem a enxergar o povo como se fosse um grande órgão que confirma os interesses desses grupos que estão no poder.

4) Se a fraternidade universal das repúblicas fosse verdadeira, eu poderia votar em D. Luiz, chefe da Casa Imperial do Brasil, ou em Andrzej Duda, presidente da Polônia, que é mais católico do Bolsonaro, o qual, quanto à questão da gravidez em caso de estupro, não passa de um legalista. Ele sabe que o aborto é inconstitucional, se observada a Lei Eterna, mas este conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. E para um país que é herdeiro daquilo que foi edificado pelo Cristo Crucificado de Ourique, ele não passa de um apátrida.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Notas sobre o princípio da igualdade na monarquia e na república

1) Quando trato as pessoas igualmente bem, enquanto consumidoras dos serviços que presto, eu preciso levar em conta também suas diferenças. Tem aspectos em meu serviço que uma pessoa A gosta mais do que B, e em outros aspectos B gosta mais do que A. Por conta disso, meu serviço deve ser sistematizado e flexível, de modo a agradar o maior número de pessoas possível, levando em conta o que é de seu interesse, já que o meu serviço se funda naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, coisa que no geral A e B amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Por conta disso, acabo me tornando rei dentro do serviço que presto - e tendo a servir melhor a quem busca os meus serviços quando faço uma boa regência do serviço dos meus empregados, de modo a que bem melhor façam o seu serviço, por estarem motivados por conta do meu exemplo, da minha liderança e porque levo em conta o grau de desempenho profissional de cada um a ponto de remunerar a cada um bem, dentro de suas circunstâncias profissionais e pessoais, uma vez que levo em conta todas as circunstâncias que regem a cada um dos meus empregados, em todas as suas classes.

2) O que explico aqui é o que Aristóteles tanto fala: trato os iguais, os que estão sujeitos à Lei Eterna, levando em conta suas circunstâncias, suas desigualdades, seus gostos, seus interesses. E quando faço isso, dou um tratamento mais personalista a quem busca o meu serviço.

3) A impessoalidade, na república, tem muita relação com a indiferença. Todos são iguais perante a lei fundada em sabedoria humana dissociada da divina - neste ponto, todos os humanos regidos pela Carta Constitucional de 1988 são reduzidos a um CPF. Essas pessoas não passam de prestadores de impostos, uma vez que o Estado é tomado como se fosse religião de Estado totalitário - e nele eles só tem deveres e não direitos, pois a Constituição não passa de letra morta, de uma folha de papel que prega uma verdadeira utopia. O republicanismo em que vivemos não passa de uma ordem protestantizada, fundada no amor ao dinheiro ou onde a riqueza é indício de salvação dos poucos eleitos que a possuem - além disso, ninguém crê em fraternidade universal, o que tende a uma descristianização cada vez mais crescente - e isso é um prato cheio para a propagação do islamismo.

4) O igualitarismo, enquanto falácia e utopia, atende a esses dois requisitos: impessoalidade + indiferença - e isso leva à massificação. Os homens são reduzidos a peças de uma engrenagem mecânica e se tornam substituíveis uns pelos outros (pois A, B, C podem ser substituídos pelo mesmo gênero quantidade e qualidade - e isso é irreal, pois a natureza humana, enquanto criatura muito amada por Deus, é muito mais complexa do que isso). Não é à toa que isso edifica ordem totalitária.

5) O regime republicano preza a impessoalidade - eis aí porque o retorno dos impostos é da pior qualidade. Na monarquia, como os cidadãos são tomados como se fossem filhos dessa grande família que é a pátria, tomada como se fosse um lar em Cristo, então todos são levados em conta, dentro de suas circunstâncias - seja o lugar onde se mora, seja a classe profissional em que está lotada a vocação de servir ao próximo, seja por conta da sua necessidade de instrução, de uma boa saúde ou de melhores condições de trabalho.

6) O regime monárquico imita melhor a lei natural do que a república. Cristo é Rei e fez de alguns de seus servos e imitadores mais fiéis reis de modo a servir melhor aos que vivem na conformidade com o Todo que vem de Deus, dentro de suas circunstâncias locais. Enfim, a república cristã é um verdadeiro império - e cada território é uma monarquia, uma república mais evoluída do que a congênere tal como a conhecemos hoje, marcada pela ambição pessoal estúpida, pela falsa filantropia e pela fisiologia carreirística.
 
José Octavio Dettmann
 
Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 2016 (data da postagem original)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Para se ler um texto, você precisa adaptá-lo ao seu jeito de escrever

1) Quando me são mandados textos para que eu os aprecie, eu tenho o hábito de lê-los como se fosse um escritor.

2) Eu adapto o texto do autor ao meu jeito de escrever, como se eu tivesse escrito aquele texto - eu enumero os parágrafos, simplifico sua linguagem e só aí eu leio.

3) Esses textos que adapto para mim servem de referência para a minha produção textual. Quando faço esses textos dialogarem, eu geralmente coloco a versão modificada e os meus textos, de modo a que as pessoas vejam as coisas na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Alguns tolos acham que a adaptação é uma forma de perversão, ao alegarem que o estilo é o homem. Se o texto escrito foi feito num estilo ruim, então o homem é ruim - e para eu lê-lo, eu preciso vê-lo como um irmão em Cristo - e isso implica emprestar meus dons de modo que a verdade contida naquele texto de estilo ruim fique ainda mais evidente. E ele passará a ser uma pessoa melhor, ao emprestar meus dons a ele.

5) A cultura da permissão é um ato de vaidade. Se a verdade se impõe por si mesma, então eu devo modificar os textos, de modo a que a verdade seja dita do modo mais evidente possível. Eis aí a licença que nós, escritores, temos - é nossa prerrogativa e devemos bem exercê-la.

Escreva de forma simples e direta - e de uma maneira organizada

1) Eu tenho visto muitos textos bons, escritos da maneira corrida - e dentre os que li, alguns são de um português muito sofisticado, mais preocupado com razões estéticas do que com a verdade contida no discurso. Pura vaidade! Isso pode levar um escritor ao fogo eterno!

2) Ressalvado o que já falei quanto ao estilo corrido, aprendido em nossas escolas, escrever textos em estilo sofisticado, fundado no juridiquês ou no estilo acadêmico, é extremamente ineficaz. Se nós vivemos a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, então precisamos dizer as coisas do modo mais simples e direto. 

3) Todo escritor precisa ser como Cristo, ao escrever. Diga as coisas do modo mais simples e direto. Às vezes, é preciso dizer as coisas em forma de parábola; às vezes, você precisa escrever na forma de dissertação, como costumo fazer habitualmente - quanto mais simples e direto você for, mais você permitirá que a verdade se imponha por si mesma, já que isso edifica ordem pública.

4) Todo texto escrito é um ato de evangelização - por isso, escreva do modo mais direto e simples possível. E todo texto eficaz precisa de eficiência, de texto organizado - por isso que falo tanto em escrever na forma em que as encíclicas papais foram escritas. Escreva textos curtos e só se alongue se for necessário.

5) Escrever de forma simples é lutar contra o pecado da vaidade todos os dias. É um ato de penitência, além de ser um apostolado da diversão. Quem é que não gosta de um texto simples e muito bem escrito, agradável e fácil de ler?

Notas sobre a vantagem de se enumerar textos, mais ou menos da forma como eu faço

1) Quando você enumera os seus parágrafos, você cria uma referência. Além de isso ajudar na leitura, ele permite a retomada da mesma mais tarde, a partir do ponto em que paramos. Isso faz com que um texto muito longo continue sendo lido, pois você vê nele uma noção de progresso - quanto mais você progride na leitura, mais você se aprofundará. 

2) Uma outra vantagem da enumeração do parágrafo está no fato de que um argumento usado no texto X, se combinado a um outro argumento de um texto Y, pode gerar um texto Z, que aborda novas nuances e permite explorar outros territórios desconhecidos. A própria enumeração do texto favorece a engenharia reversa, no sentido de você entender o que está nele posto. É mais ou menos como fazemos com engenharia reversa de software - a enumeração leva à criação de breakpoints, que podem ser aproveitados em outros softwares, uma vez entendido o comportamento do software dentro daqueles parâmetros estabelecidos.

3) Além disso, o próprio parágrafo enumerado pode ser dividido em subenumerações, de modo a ficar mais curto e mais organizado.

4) Quando se enumera tópicos, você cria um sistema de artigos que trabalham de maneira coordenada de modo a produzir um livro ou uma sentença, um conjunto de impressões que te levam a conformidade com o Todo que vem de Deus e que te fazem obedecer à palavra do Criador, ao reconhecer a força invisível da lei natural, fundada na verdade, pois Cristo é exatamente isso: a verdade. O próprio reconhecimento disso cria a obrigação para que os outros a sigam, se eles amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. E a justiça neste aspecto acaba se distribuindo por conta da força da sabedoria e do exemplo, por conta de sua finalidade pedagógica.

5) Quando não se tem o hábito de enumerar parágrafos, a coesão textual tende a desaparecer e leitura tende a se tornar enfadonha, chata.

6) Se para escrevermos bem precisamos de um bom modelo a ser imitado, então imitemos os autores de patrística ou as encíclicas papais, quanto ao estilo de enumerar os textos. O texto corrido, aprendido nas escolas, é só falatório - e quanto mais longo e maçante for, mais irrelevante ele se torna.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Notas sobre a terceirização do poder

1) Se a estrutura de poder do Estado tende a delegar poderes, então ela tende a criar pessoas jurídicas. E essas pessoas de direito público, quando são numerosas, levam ao institucionalismo, o que marca o republicanismo, enquanto fenômeno da impessoalidade. A institucionalização se funda nas necessidades do Estado e é indiferente se o beneficiado pela delegação do poder é competente ou não para a tarefa a ser feita.

2) Na república, a acefalia da Chefia de Estado é mascarada pelo institucionalismo, pois não há quem exerça o controle finalístico da instituições, através do poder moderador, que tem também aparatos administrativos. Como não há ninguém a ser imitado, e como os componentes das instituições são constantemente substituídos uns pelos outros, então a tendência é elas não oferecerem resistência quando algum tirano assume o poder, uma vez que os órgãos das pessoas jurídicas de direito público tendem a ser preenchidos por pessoas que fazem do carreirismo um meio de vida e que tendem a tomar seus cargos como se fossem propriedade privada. Somada à certeza da impunidade, esses tiranos tendem a abusar do poder, pois não há uma pessoa, um juiz que refreie esse apetite fundado na fisiologia e no carreirismo.

4) A iniciativa privada tende a imitar a estrutura de poder da iniciativa pública, pois o trabalho da empresa, se impessoalizado e fundado no amor ao dinheiro, se torna uma entidade de iniciativa pública, que tende a se associar com o governo do país. Essa parceria leva a gerar uma oligarquia e a concentrar poderes em poucas mãos, a partir do momento em que empresários e governo tendem a ser sócios. Eis a terceirização do poder político.

5) Como concentrar tudo nas mãos do Estado leva ao colapso do regime totalitário, então a única maneira de se mascarar o totalitarismo se dá através da associação das grandes empresas com o governo. E as atividades de uma Odebrecht da vida tendem a se tornar um longa manus da tirania presidencial, naquilo em que o Estado não é capaz de fazer. E a gênese do Estado empresarial se dá justamente nisso, nessa associação oligárquica,. Por isso que o capitalismo prepara o caminho para o comunismo, pois a associação de monopólios tende a concentração de poder.  

6) Enfim, o Estado empresário não se dará mais na forma de empresas públicas, coisa que marcou o Estado Novo, mas sim da associação de grandes empresas privadas, que possuem concessões do governo, com os eventuais detentores do poder. O regime será todo baseado na corrupção e no conluio.