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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Notas sobre a sociologia fundada numa lógica paraconsistente

1) Quando se toma um fato disseminado na sociedade como se fosse coisa, não basta só olhar para os aspectos materiais, fisiológicos desse fato (se os fatos são políticos, jurídicos ou econômicos); também é necessário olhar para os aspectos metafísicos desse fato. Podemos fazer algumas perguntas sobre isso: nesse fato, podemos ver a face de Deus? A ação humana que produz esse fato sociológico é conforme a Lei Eterna? Isso faz com que tomemos o pais como se fosse um lar em Cristo ou com que tomemos o país como se fosse religião de Estado totalitário, onde tudo está no Estado e nada pode estar fora dele?)

2) Quando se examina os aspectos materiais da sociologia, nós examinamos as coisas de maneira formal. Olhamos pelo lado do ser e não-ser. Isso é um fruto da tradição positivista, que elimina os aspectos metafísicos dos fatos, já que Deus fala através de fatos, palavras e coisas. E para se estudar a sociedade, nós precisamos olhar para a ação em face da Lei Eterna - portanto, Deus deve ser contado na sociologia.

3) Não basta olhar para o ser e não-ser - é preciso olhar se isso é bom ou ruim. Quanto maior for o grau de bondade, de conformidade com o Todo que vem de Deus, mais o ser das coisas leva à santidade - e a ocupação dessas coisas deve ser incentivada, pois leva a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. Quanto mais perverso for o ser, maior a tendência de esse ser ser um espectro de ser (um não-ser), pois, como ele é mau, mais nulo é o seu exemplo, sendo portanto nem um pouco interessante tratar-se dessas coisas, pois nada de bom será produzido daí.

4,1) Se ser e não-ser é o x

4.2) Se bom e mau é o y

4.3) Então a sociologia obedece a uma lógica paraconsistente. A forma das coisas deve ser descrita do modo mais adequado possível de modo a que se descreva as coisas dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus e examinando seus diferentes graus, suas diferentes circunstâncias.

5) O raciocínio sociológico paraconsistente pede uma análise holística, onde as muitas facetas do objeto levam para a imagem de um Todo, onde você é capaz de ver Cristo, o caminho, a verdade e a vida. Não podemos fazer análises sociológicas partindo de elementos binários, pois eles tendem à relatividade, já que Deus foi excluído da equação.

Nenhum argumento dos ímpios deve ser reconhecido, mesmo que seja correto

1) Esses que agem de maneira escandalosa para com os semelhantes, por terem má consciência, estão a contestar muitos argumentos do que o Olavo fala. Há pelo menos um aluno do Olavo que age assim - e é meu dever alertá-los sobre isso.

2) Mesmo que provem de maneira correta seus argumentos, a sua conduta escandalosa, a maneira pouco caridosa com que tratam seus semelhantes na sua timeline, denuncia sua impiedade. Ninguém deve reconhecer o argumento correto dos ímpios, por conta do seu proceder maléfico - trata-se de exceção à verdade, pois não se dever servir a verdade de maneira vazia, sem um proceder bom, conforme o Todo que vem de Deus.

Meu crítico precisa ter um bom caráter, antes de me criticar

1) Um sujeito que ralha publicamente seus semelhantes, pelo simples fato de separar sujeito e objeto com uma vírgula, não tem a menor condição de ser meu crítico. 

2) Mesmo que ele prove que meu raciocínio esteja errado, eu jamais vou reconhecer que ele tem razão, pois o proceder dele não é leal, não é conforme o Todo que vem de Deus. Mesmo que o crítico diga a sua crítica de maneira correta, a sua impiedade, a sua ação, que não é fundada na bondade, não pode ser reconhecida, pois não faz sentido ser lógico, correto em ações postas tais como elas são, se eu não for caridoso, se eu não agir de maneira correta para com a Lei Eterna, que se dá na carne.

3) Se a verdade é a regra das ações, há que considerar também que a bondade é a regra elementar das ações, pois o proceder com caridade tem um peso muito grande para Deus. Para ser verdadeiro, eu preciso ser bom, conforme o Todo que vem de Deus. Se sou verdadeiro, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, então eu sou um hipócrita.

Notas sobre uma grande desgraça que há no meio conservador

1) A maior desgraça que pode haver é admirar alguém que é ímpio, que fica a ralhar os outros na sua timeline e de maneira generalizada, só porque o semelhante, quando erra, separa sujeito e objeto com uma vírgula. 

2) Essa conduta escandalosa é atentado à caridade. E o pior é que gente desse baixíssimo nível tem uma legião de seguidores - e dos 327 que possuo, pouco mais que 30 e poucos realmente me seguem, pois ouvem o que tenho a dizer.

Notas sobre a necessidade de traduzir livros de interesse geral para o português

1) Certa ocasião, nas minhas muitas andanças online que fiz na década passada, eu percebi que há muitos livros sobre a História da Holanda e de outros povos em geral escritos em inglês. Mesmo que as publicações não tenham relevância para o público americano, são informações úteis, principalmente por conta de seu valor acadêmico e por conta de seu valor investigativo - e essas obras atendem a um nicho de mercado, interessado em coisas de interesse geral, sempre disposto a saber mais.

2) Essas obras, que têm valor, poderiam ser traduzidas para o português. O problema é que, nesta terra de apátridas, eu não poderia publicá-las comercialmente, a não ser disponibilizá-las na forma de crowdfunding, através dos meus pares.

3) Quando melhorar meu domínio sobre a língua inglesa, eu vou dar um jeito de traduzir o Cosmópolis de Danilo Zolo e publicá-lo em edição bilíngüe (inglês - português, sendo que a edição em português, por mim feita, terá um estudo crítico sobre isso). Enfim, já estou de saco cheio de gente como o sr. Fábio Salgado de Carvalho, que fica ralhando os outros e não faz a caridade de traduzir um livro para a nossa língua, de modo a que mais pessoas possam entender aquilo que é bom e necessário. Ele, que se diz fluente até em japonês, nunca fez essa caridade. E não sei por que há tanta gente que segue um traste desse, que só sabe ralhar os outros, quando alguém comete um simples erro de vírgula, ao separar sujeito de objeto, um erro básico de sintaxe.

4) Só não traduzo para outras línguas porque nunca tive um professor sério, como tive em português. O único professor de línguas sério foi o meu padrinho, que me ensinou um pouco de polonês, mas a turma logo perdeu o interesse e ele desistiu de dar aulas.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Comentários sobre a Cristologia Ouriqueana

1) Na Cristologia Ouriqueana, nós estudamos a figura de Cristo, enquanto "construtor e destruidor de reinos e impérios".

2) Se Cristo é Rei, então seu reino não tem fim e se estende até os confins da Terra - e é natural supor que o poder de forjar e destruir reinos está relacionado à sua natureza divina, pois Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É por conta de sua natureza divina que Cristo prometeu a vitória a D. Afonso Henriques e seus sucessores, se confiassem naquilo que Cristo prometeu.

3) O próprio fato de Cristo prometer a vitória já mostra que o princípio da Aliança do Altar com o Trono é uma cláusula constitucional pétrea, fundada na Lei Natural, já que Cristo é a verdade - e que nenhum governo, ou regime de governo, que ouse separar Igreja de Estado, o produto dessa Aliança, será legítimo, mesmo manipulando a história ou a consciência nacional, tal como se deu no plebiscito de 1993.

4) A missão de servir a Cristo em terras muito remotas pede toda uma estrutura de Estado e de governo de modo a que esse propósito seja cumprido. Isso pede uma teoria de Estado específica, que não admite comparação com todas as outras pré-existentes. Esta estrutura é única só pode ser compreendida dentro dos propósitos que o próprio Cristo estabeleceu desde Ourique. Até porque Cristo é Deus, enquanto as demais foram criadas por sabedoria humana dissociada da divina.

5) É dentro dessa estrutura que você compreenderá o senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião de Estado totalitário, fruto de sabedoria humana dissociada da divina. A ocupação de outros territórios pede o conhecimento das circunstâncias locais e o modo como isso influi no senso de se tomar o país como se fosse um lar, tendo por Cristo fundamento.

6) Esses são alguns pontos que gostaria de apontar sobre a necessidade de estabelecer um estudo desse Estado fundado na promessa estabelecida em Ourique.

7) Além do estudo dos fins desse Estado, precisamos estudar os fundamentos da restauração dessa ordem de coisas, interrompida por conta da Revolução Liberal do Porto e da queda das monarquias do Brasil e de Portugal. E isso remete a uma outra promessa: a promessa que Cristo fez à Santa Faustina, dizendo que da Polônia viriam os ventos dessa mudança, a partir de São João Paulo II.

8) São João Paulo II é chamado de "papa peregrino" porque serviu a Cristo em terras remontas, fazendo o que foi edificado desde Ourique. O ponto de contato entre a antiga promessa e a nova está neste Vigário de Cristo, em específico.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

Notas sobre duas cristologias importantes, fundadas nas promessas de Cristo

Existem duas cristologias fora da Bíblia, mas que estão registradas na História, na forma de milagre, que devem ser estudadas:

1) A primeira delas é a cristologia estabelecida em Ourique: Cristo escolheu os portugueses para servirem a Ele em terras muito remotas, já que Cristo queria forjar um Império que melhor servisse aos seus propósitos. Em Ourique, o Império Português e sua conseqüente grandeza é obra salvífica do Senhor, a ponto de o interesse nacional ser casado com a causa universal, com aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

2) A segunda cristologia está na promessa de que Cristo fez à Santa Faustina dizendo que da Polônia viriam os ventos necessários para a restauração do mundo cristão, após os anos de comunismo e da Revolução Francesa. E esse herói que traria os ventos da mudança seria São João Paulo II, cuja ascensão também foi prevista por São Pio de Petrelcina.

3) O estudo dessas duas cristologias, que revelaram promessas muito importantes para a Cristandade, pede um estudo comparado dessas duas tradições - e os herdeiros dessas duas promessas devem tomar esses dois países como se fossem um mesmo lar em Cristo, de modo a que os ventos da mudança restaurem a missão salvífica que foi estabelecida desde Ourique, destruída por conta da ação revolucionária dos que buscaram liberdade fora da liberdade em Cristo, coisa que derrubou as monarquias do Brasil e de Portugal, condenando o mundo português como um todo à mediocridade da qual ainda é prisioneira.