Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A intercessão à Nossa Senhora junto ao Cristo Crucificado de Ourique é causa de nacionidade

1) Se a Constituição é Cristo, então o princípio constitucional ad Jesu per Mariam é conforme esta Constituição, pois é conforme o Todo que vem de Deus.

2) Para tudo aquilo que se funda no Cristo Crucificado de Ourique, temos Nossa Senhora de Fátima ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida como nossas advogadas junto a Ele. No fundo, são a mesma pessoa: a Santa Mãe de Deus intercedendo por nós.

3) Na Polônia, a intercessão à Nossa Senhora é causa nacional, pois faz a Polônia ser tomada como se fosse um lar em Cristo. Se Cristo é universal, então a intercessão à Nossa Senhora é causa de nacionidade.

Cristo é a Constituição que se fez carne

1) Se Cristo é a verdade, é a liberdade, então Ele é a Constituição. Essa Constituição em Cristo veio a dar pleno cumprimento à Lei Mosaica - se o verbo se fez carne, então a Lei Eterna se dá na carne e pede uma observação sincera.

2) Qualquer constitucionalismo sem Cristo é neoconstitucionalismo, pois tenta revogar por forças humanas o que foi divinamente instituído. O fenômeno do constitucionalismo moderno (neoconstitucionalismo) remonta ao libertarismo, à tentativa de se edificar liberdade fora da liberdade em Cristo.

3) O que a doutrina tradicionalmente chama de neoconstitucionalismo, que adota ativismo judicial e juiz legislante, isso é, na verdade, a segunda onda do fenômeno, pois o libertarismo preparou o caminho para o totalitarismo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Notas sobre o livre comércio libertário-conservantista

1) Livre comércio que tem por base uma liberdade abstrata e descristianizada é fundado no amor ao dinheiro - os acordos tendem a ser desiguais, uma vez que não se observa a reciprocidade.

2) Quando se ama mais o dinheiro do que o senso de se tomar o país como se fosse um lar, a diplomacia do canhão resolve tudo, pois o poder do Estado tomado como se fosse religião está amparado no amor ao dinheiro, e seu poder não terá limites.

3) Os mercados de fora são controlados por facções locais - e elas devem ser combatidas da mesma forma que as facções locais que se encontram dentro do país. Estar dentro ou fora da fronteira é irrelevante para quem ama mais o dinheiro do que a Deus.

Notas sobre a economia internacional com base no nacionismo

1) Se o lar é o lugar da liberdade, da amizade e da proteção paterna, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, então a verdadeira economia fundada nisso pede que as trocas sejam justas e que os partícipes das trocas amem e rejeitem as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

2) A economia fundada nas trocas com as nações amigas pede que todos os que tomam o Brasil como se fosse um lar também tomem a Itália como se fosse um lar também. Por isso, o portador de dupla nacionalidade precisa agir como um diplomata perfeito, servindo inicialmente à sua família, dentro das duas pontas, onde um outro membro da família ajuda servindo aos que estão no Brasil e outro membro atua servindo a quem está na Itália. Esse serviço não se faz fundado no amor ao dinheiro, o que tornaria a economia impessoal, mas no fato de que os que tomam o serviço dessa família amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Para o protecionismo se tornar livre comércio, a vida amparada na tradição cristã precisa ser observada, pois ela é a base da reciprocidade.

3) Se houver uma comunidade de famílias em situação parecida, então se torna um problema juridicamente relevante. O Imperador do Brasil e o Rei da Itália precisarão fazer um acordo de modo a reforçar ainda mais os laços de cooperação, o que fará com que pessoas que não são descendentes de italianos acabem se beneficiando da liberdade, pois o seu ir e vir será ampliado e eles passarão servir a Cristo em terras ainda mais distantes.

4) E o protecionismo educador, fundado no senso de se tomar dois ou mais países como se fosse um mesmo lar, acaba se tornando livre comércio fundado no distributivismo.

A verdadeira cidadania nasce do serviço

1) Nos tempos de Europa Cristã - quando não havia nacionalidade, mas sujeição à autoridade real - todo aquele que viesse de fora não era considerado estrangeiro, mas, sim, forasteiro, pois o que vinha de fora era tão Cristão quanto o nativo da terra.

2) Para ele ser cidadão na nova terra, ele começava a vida como servo de alguém que era nativo. E se bem servisse ao seu senhor, ele adquiria bens e começava a servir a todos os outros como um empreendedor organizado. Pelos relevantes serviços prestados à comunidade, ele se tornava cidadão e estava sujeito à proteção do Rei da terra a que tomou como se fosse um lar em Cristo.

A invasão vertical dos bárbaros começa da base para o topo

1) Para se construir uma pirâmide, você precisa começar da base para o topo.

2) A invasão vertical dos bárbaros começa por uma base - e essa base se dá através da nacionalidade, este vínculo declarado por uma constituição fundada em sabedoria humana dissociada da divina.

3) Mancini, o fundador da doutrina das nacionalidades, dizia que devemos tomar o país como se fosse uma segunda religião. Uma segunda religião pede que o Estado esteja dissociado dos valores da Igreja - e essas duas religiões vão se digladiar até o momento em que a fé verdadeira vai ser excluída da vida pública da nação e voltar às catacumbas. E quando a nação se torna a primeira religião, então tudo está no Estado e nada pode estar fora dele. Eis o totalitarismo, um dos fundamentos do comunismo. E não é à toa que Mancini era um homem de esquerda - e no seu grau mais extremo.

4) Não é à toa que a civilização acaba quando a nação se torna totalitária. Foi o que aconteceu na União soviética

5) Os que possuem vínculos com esse Estado por força do nascimento precisam ser doutrinados - e isso é formado através da escola pública. E o arbítrio da doutrinação recebe o nome de direito à educação.

6) O cidadão desse Estado precisa ser tomado como se fosse um príncipe, um ser superior a todos os outros que não são nascidos nesse Estado. Para isso, ele precisa ser bem nascido. O fundamento do sistema público de saúde é o de promover a eugenia, a morte dos que nasceram com deficiência. E esse arbítrio se chama direito à saúde.

7) O sangue desse falso príncipe se estende a todos os descendentes - por isso esse jus sanguinis cria uma falsa nobreza. Como os descendentes não são criados em valores verdadeiros, por conta da cultura materialista eles possuem um vínculo formal com esse Estado, mas não um vínculo verdadeiro, real, já que este país está descristianizado. É o que vemos nos atuais descendentes de italianos que possuem a cidadania italiana e que são de vida urbana - eles não têm nenhum vínculo de fato com a Itália, como a língua, um ambiente familiar fundado nisso, bem como o hábito de viajarem constantemente para a terra de seus ancestrais, até porque não ligam pra isso. A nacionalidade adquirida se torna um negócio jurídico, pois só facilita a sua entrada na Europa de modo a que se tenha um bom emprego ou um melhor salário, ou evitar pegar uma fila monstruosa no aeroporto, por conta de possuir a cidadania brasileira. E isso cria uma falsa nobreza!

8) Todo aquele que vem de fora, quando tem um filho por acidente, se torna apátrida, uma vez que o ancestral não é súdito do Estado, por conta do direito de sangue. É um lixo, um ser inferior, que não tem direito a nada.

9) Não é à toa que o sistema de jus sanguinis europeu só fomenta o caminho para a invasão vertical dos bárbaros. As revoluções liberais prepararam o caminho para a esquerda, para o racismo, para a eugenia outros tantos lixos da História.

Notas sobre o grande erro que é definir quem é ou quem não é cidadão brasileiro com base em leis positivas

1) O pai da princesa Leopoldina, futura regente do Brasil e Imperatriz consorte de D. Pedro I, disse ao seu genro que não é preciso se criar constituições, essas folhas de papel fundadas em sabedoria humana e dissociada da divina.

2) Em primeiro lugar, você precisaria definir que tem ou quem não tem vínculo com o Estado através de critérios práticos, pragmáticos. E o critério mais prático é declarar que todos os nascidos no território tem a nacionalidade brasileira.

3) E como já falei, esse critério é muito artificial.

4) O próprio Cristo fez D. Afonso Henriques e seus descendentes reis de Portugal e de todos os territórios por onde Portugal fosse chamado pela Divina Providência a servir a Cristo em terras distantes. Ao declarar, por vias pragmáticas, que brasileiro é quem nasce no Brasil, você está ofendendo ao Cristo Crucificado de Ourique. 

5) Se o Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves ou o Imperador do Brasil servir a Cristo em terras distantes, os povos beneficiados por essa augusta proteção tomarão os descendentes de D. Afonso Henriques como se fossem pais de sua pátria também, com base no Cristo Crucificado de Ourique.

7) A Constituição não pode excluir, com base nesta declaração artificial, quem será beneficiário desta santa proteção, com base no Cristo Crucificado de Ourique.