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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O exemplarismo dos EUA era um simulacro de monarquia dentro de uma tradição utópica

1) Segundo o professor Olavo, a presidência é vista com bons olhos por conta do exemplo personalista de Washington - acabou se tornando uma tradição nos EUA, que se tornou um simulacro de monarquia. E enquanto não existiu um MEC na vida, os americanos tinham a melhor educação do mundo e eles lembravam sempre desse personalismo, que é o único elemento monárquico existente nesta república presidencial, de forte tendência anáquica, o que chama totalitarismo.

2) A partir do momento em que os EUA criaram uma secretaria de Educação, durante o governo Carter, a tendência foi o exemplo de Washington ser esquecido junto com a falência da educação nos EUA. 

3) Hoje, o Obama é o exemplo mais notório de ditador salafrário populista, tal como estamos acostumados a ver no Brasil e na América Latina. Os americanos têm a desvantagem de não estarem acostumados a isso. Eles ainda não percebem que seu regime, que é utópico, faliu.

4) A república-modelo, tão apregoada pelos republicanos, está morta.

A inflação da sucessão presidencial leva à institucionalização da ditadura

1) Ainda que o primeiro presidente seja um aristocrata e tente governar com personalismo, a tendência é que isso se perca logo, com a sucessão freqüente de homens ao longo do tempo e num curto espaço de tempo.

2) A inflação da sucessão presidencial leva não só à impessoalização como também à  institucionalização da ditadura, pois não há uma referência a alguém digno de ser imitado. Como geralmente o presidente atual não é um bom imitador de Cristo, tende-se a não imitá-lo, já que ele não tem virtudes. E mesmo que o imitem, seu exemplo será logo esquecido, pois a cada 4 anos muitos já teriam passaod pelo poder e você acaba perdendo a referência daquele que é considerado digno. 

3) Os livros de História só te dão uma pálida idéia do que foi o presidente, essa majestade ilegítima. Como seu exemplo não é vivo e não está presente na realidade, então não há um bom motivo para imitá-lo, pois a prática não está sendo vista ao vivo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

Comentários ao contexto do artigo:

Escrevi este artigo em 2016, dois anos antes da eleição do presidente Bolsonaro. Em nenhum momento passou-me pela cabeça criticar o presidente Bolsonaro, que tem feito uma excelente presidência. O presente artigo aqui vale para se compreender o período compreendido entre 1889 e 2018, entre a queda da monarquia e antes das eleições de Jair Bolsonaro, quando não tivemos um chefe da nação e de Estado de verdade por mais de 130 anos. Que isto fique bem claro, pois esta foi minha intenção ao escrever estas notas!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 04 de abril de 2022 (data da postagem do comentário adicional

O presidencialismo é uma ditadura disfarçada

1) Em tempos de guerra, os cônsules em Roma eram substituídos por um ditador com plenos poderes, cujo mandato era de 6 meses.

2) A república é uma guerra de facção - como a guerra civil é sempre iminente e existe uma cultura de não se crer em fraternidade universal, a tendência é nomear um ditador com amplos poderes (Chefia de Estado e de Governo) e para um prazo mais longo: 4 ou 5 anos.

3) O presidencialismo é o nome pomposo para a ditadura, na Roma Antiga - troca-se um ditador por outro. E torna-se um absolutismo presidencial quando este resolve eternizar-se no poder, tornando-se totalitarismo. E isso descamba na demagogia e no populismo, coisa que tem em Getúlio Vargas o seu expoente mais notório.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

O olavismo atual é uma república, uma guerra de facções

1) Houve quem dissesse: "os olavettes devemos ser todos unidos, sejam eles católicos ou protestantes"

2) Como posso estar unido a alguém que não crê em fraternidade universal, que divide o mundo entre eleitos e condenados, base para a luta de classes marxista?

3) Como posso ser amigo de uma pessoa que só conserva o que é conveniente e dissociado da verdade? Se o protestante rejeita a esposa de Cristo e Santa Maria, a mãe de Deus (que é Nossa Mãe também), como pode ele amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento? Isso não faz sentido.

4) Quem pensa assim tende a pensar a mesma coisa quando houve o incidente entre o Olavo e o Reinaldo Azevedo ou entre o Olavo e o Constantino (que não passa de um cocô instantâneo e estou de pleno acordo).

5) Estou vendo comentários de que o Olavo necessita mesmo fazer uma faxina - e de fato eu estou de acordo. Antes mesmo de conhecer o professor, eu vi o perigo que é misturar conservadores verdadeiros, fundados na fé verdade, com conservantistas - que estão à esquerda do pai, ao conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Eu decidi evitar os grandes grupos por conta disso.

6) E quando decidi me afastar do professor Olavo, é porque isso estava me lembrando experiências anteriores - e isso não estava me fazendo bem. E quando o professor fizer essa faxina tão necessária, eu volto com muito prazer.

7) Por enquanto, vou continuar fazendo o que faço: servindo aos meus pares, que são alunos do Olavo e que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. E um me vai indicando para o outro. Prefiro desse modo - prefiro estar perto dos melhores.

8) Talvez o Olavo esteja a pagar um preço muito alto por conta do que faz de melhor - de fato, ele se tornou uma marca e impessoalizou seus serviços. Quando se impessoaliza, você atrai a todos, incluindo gente da pior espécie (tal como vemos no anti-olavismo). Mas o fato de ele haver impessoalizado seus serviços esteja no fato de que isso era necessário para o pais, já que era uma boa medida a ser tomada - ele teve de correr o risco, pois ele toma este país como se fosse um lar em Cristo. Hoje, ele é o maior pensador do pais e devemos a ele tudo o que sabemos sobre o mal, que está sendo combatido com afinco, na medida de nossas possibilidades.

9) A diferença da impessoalização praticada pelo Olavo da impessoalização praticada pelo que ama o dinheiro como se fosse um Deus é de que ele impessoalizou as coisas fundadas na verdade. Serviu-se de lanterna onde tudo era escuro - e atraiu e salvou aos sensatos. Se hoje eu tenho um mercado onde eu possa crescer e pôr meus serviços à apreciação dos sérios e honrados, que são os meus pares, eu devo isso a ele.

A república parlamentarista é a versão piorada da monarquia constitucional

1) Quando o Chefe de Estado é de um partido e o Chefe de Governo é de outro, aquilo é um microcosmos da coexistência pacífica, na época da Guerra Fria - no final, isso acaba virando uma Guerra Civil. Pois a República é essencialmente guerra de facções, luta de classes - como cada facção tem a sua verdade, a tendência é haver conflito.

2) Quando o Chefe de Estado e o Chefe de governo são do mesmo partido, vira um presidencialismo de fato (semi-presidencialismo). Só não é de direito porque a Chefia de Estado e a Chefia de Governo não estão concentradas nas mãos de uma mesma pessoa. Lembra muito a velha fórmula do consulado romano, instável e incapaz de cumprir a promessa de que nenhum homem será escravo de outro homem. No final, a corrupção e os conchavos levam à escravidão de todos, por conta dos abusos cometidos.

3) Quando a chefia de Estado é trocada constantemente, isso é prova cabal de que não há estabilidade, muito menos neutralidade política. Como pode o juiz político ser imparcial, se ele é membro de um partido? A justiça se torna ideológica e demagógica, pois acabando descambando no mais puro populismo - e isso acaba sendo levado ao âmbito da justiça comum, que resolve os conflitos de interesse entre os cidadãos ou entre o governo e os cidadãos. O ativismo do juiz político, que não é apartidário, leva ao ativismo judicial - e o país acaba sendo tomado como se fosse religião de Estado.

4) Por isso que republicanismo é uma desgraça - melhor que se volte a monarquia. A monarquia é a evolução da república e o aperfeiçoamento por excelência do parlamentarismo.

domingo, 31 de janeiro de 2016

O estrangeiro se separa do apátrida por conta das atitudes

1) Eu não diferencio estrangeiro de apátrida por conta do nascimento. Eu o diferencio por conta de suas atitudes.

2) O estrangeiro, por força de circunstância, pode nascer fora do território brasileiro ter toda a sua vida formada no estrangeiro. Quando ele toma o seu país como se fosse um lar em Cristo e é chamado a servir a Cristo em terras distantes, ele leva essa experiência para esta terra - por isso é tão brasileiro quanto alguém nascido aqui e que toma este país como se fosse um lar em Cristo. E enquanto bem servir a Cristo, ele será um bom brasileiro tanto quanto é um bom polonês. Por isso é um cidadão universal, súdito do Rei do Universo, Nosso Jesus Cristo.

3) O apátrida, quando conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, ele está negando o país em que nasceu, pois não o está tomando como se fosse um lar em Cristo, mas como religião de Estado totalitário, próprio desta República.

4) Se devemos defender nosso país do que é ruim, devemos nos defender dos apátridas, desses bárbaros que estão tanto dentro da fronteira quanto vindos de fora. O mal está no caráter e não no nascimento.

Deus me cumulou de graças neste mês de janeiro

Ao longo deste mês, recebi a graça de escrever mais de 100 artigos em menos de 30 dias.

Ao longo desta semana, recebi outras duas: 

1) A de ver meu padrinho de novo, que andou viajando por este país, ao longo das últimas três semanas.

2) A de conseguir me inscrever no curso de inglês instrumental da Faculdade do Mosteiro de São Bento, aqui no Rio de Janeiro. Há anos queria estudar lá - minha mãe é testemunha disso.

3) Agora, uma avenida está aberta, de modo a traduzir meus pensamentos para o inglês, de modo a que atinja os americanos.

4) Quando tiver domínio pleno da língua inglesa, vou prosseguir nos estudos de língua polonesa, que é praticamente minha segunda língua, por conta de todas as minhas circunstâncias de vida, marcadas pela presença constante de São João Paulo II na minha vida.