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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Pseikörder quer ser brasileira - e quer mais do que os apátridas nascidos aqui

1) Eu fundei um país imaginário - ao contrário da maioria, eu não quero me separar do Brasil. 

2) O que meu país quer é ser brasileiro - e para isso quer eliminar esse espectro de Brasil em que a maioria dos nascidos são apátridas, burros massificados e vazios. Somos nascidos nesta terra - e somos católicos. Mais do que isso, estamos comprometidos com aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, coisa que nos leva à excelência.

3) O que fazemos é conquistar o Brasil dentro de uma santa reconquista, fundada em Ourique.

Não é por falta de mar que deixarei de imitar os portugueses

1) Para fazer o que eu faço, é preciso se dedicar e muito. Não é à toa que meu ofício de escritor se tornou uma profissão.

2) O fato de o Rio de Janeiro ser uma cidade caótica e vazia é um convite para a vida em reclusão - quase não saio de casa, a não ser para ir à Igreja. Se a porta de casa é a serventia que me leva a atender aos que estão na rua, quando me visitam, então a tela do computador é a serventia por excelência para um mundo bem mais amplo, atendendo a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, sejam eles espalhados pelo Brasil inteiro, quiçá pelo mundo inteiro.

3) O mundo online é uma evolução da conversa que se dava entre os vizinhos, numa época em que não existia esse modernismo nem essa mentalidade revolucionária que fabricou apátridas em massa, esses seres bestializados que não conseguem imaginar que nosso país nasceu a partir de um milagre decorrente do Cristo Crucificado, que queria fundar um Império e escolheu os portugueses e seus descendentes, nós, para esta santa tarefa. O lado bom é que eu converso com pessoas cuja cabeça lembra muito a minha - e esses amigos adequados, ainda que dispersos pelo país ou pelo mundo afora, me fazem ver a vida com um sentido - se dependesse do que vejo no mundo real, eu seria mais um da horda que aprendi a desprezar, quando vi que Cristo era o caminho, a verdade e a vida.

5) Eu consigo contemplar a riqueza das excelentes conversas de antigamente, coisa de que meus ancestrais tanto falavam. A diferença é que as possibilidades são ainda maiores. Se eu tivesse os meios necessários para viajar pelo país inteiro, visitando os lares dos meus pares para discutir assuntos importantes, eu estaria cumprindo o que o Olavo tanto fala: de que os movimentos de renovação do senso de se tomar o país como se fosse um lar dependem da interação de pessoas reais, que interagem umas com as outras face à face. E para sair do computador, eu necessito de dinheiro - e isso consigo trabalhando da forma como eu trabalho.

6) Neste mundo virtual, o aeroporto para mim é a versão atual dos portos do chamado (ports of call) que me fazem servir a Cristo em terras distantes, sobretudo no lar dos meus pares, se eles me abrirem a casa para isso e se me convidarem. Estarei sempre na estrada - e isso se dá cruzando as estradas que construíram no céu (as linhas aéreas).

7) Se navegar online é preciso, então viver a vida no hedonismo moderno não é preciso. Meu país imaginário, a Pseikörder, está imitando Portugal pelas duas únicas vias disponíveis: a do ciberespaço e a do espaço aéreo. Não é por falta de mar que não seremos como são os portugueses, em sua grandeza - esses dois meios suprem aquilo que nos falta de modo a sermos como eles e sermos mais brasileiros que a maioria dos nascidos aqui, que são apátridas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2016.

Como se deve (e não se deve) educar uma princesa

No Império, um pai dizia pra sua filha:

_ Sua modéstia vale ouro.

A filha desde cedo aprendia a servir ao marido, a seus filhos e à Igreja. E terminava se tornando um exemplo de santidade e de devoção dentro da própria casa, e isso acabava influenciando gerações inteiras de filhos e netos. As mulheres se tornavam santas, princesas e rainhas assim, ao bem servirem. 

Na República, um pai diz pra sua filha:

_ Sua modéstia vale ouro.

No dia seguinte, ela vai no baile funk e diz, se provocando para os caras da balada:

_ Minha modéstia vale ouro. Quem dá mais?

Esta é a maneira republicana de se educar uma princesa - a de se dar mais que chuchu na serra. Por isso que nenhuma república vai pra frente.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de novembro de 2011.

A vida é um mistério - e isso deve ser respeitado e não desvendado, pois decorre de Deus

1) Para quem tem uma alma muito fecunda, as constantes vindas do Espírito Santo que te movem a escrever são um verdadeiro mistério. E este mistério te traz uma riqueza enorme: sabedoria, que vale mais que ouro e prata. Por ser um mistério é mais sensato que isso seja respeitado - e não desvendado. Pois a tentativa de desvendar algo que decorre da graça de Deus torna as pessoas arrogantes.

2) Não é preciso ler muito - os livros são memoriais, uma referência para se descrever as coisas com mais precisão ainda. O grande segredo para ser sábio é meditar muito sobre cada linha que se lê, pois para bom entendedor um pingo é letra.

3) Ler muito, sem meditar, te torna neurótico, um cagador de regras - isso te faz um protestante que só conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. A coisa mais nefasta para um intelectual é produzir conhecimento sem sabedoria.

4) A vida intelectual não pede que você ralhe as pessoas só por um mero erro de vírgula que separa sujeito de objeto. A vida intelectual pede que você mostre e fundamente aquilo que é bom e necessário. Basta só ensinar a quem pede sua ajuda, a quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

5) De nada adianta você ter vocação para a vida intelectual se você tem um mau gênio ou se é mau-caráter. Isso anulará todo o seu trabalho, pois não terá nenhum valor, diante do plano da eternidade. Sem caridade, nenhuma boa obra intelectual frutificará, algo tão necessário para se formar almas santas e em abundância.

Notas sobre uma promessa que acabei de cumprir

1) Nesta madrugada, eu decidi passar algumas postagens de facebook para o meu blog. Numa delas, eu vi algo em que havia prometido escrever uma análise comparativa entre certidão de nascimento e certidão de batismo.

2) Só ontem, com base na inspiração, eu escrevi não só isso, como integrei outros elementos, conseguindo cumprir a promessa que fiz quatro anos antes. Por conta disso, eu aprendi uma importante lição: posso até desejar escrever algo sobre isso, mas só a inspiração do Espírito Santo e o dom da graça de Deus é que me permitem que isso se torne obra - e obra de qualidade.

3) Antes de escrever uma obra-prima, existem preparativos para a obra; vários são os artigos que escrevo e que me preparam de modo a ter o conhecimento necessário para dizer as coisas o mais claramente possível - e caso eu esqueça alguma coisa, estou sempre consultando o que já escrevi antes. O lado bom de ser empírico é que você sempre sabe de algo escondido e que está lá dentro de você - e que pode surpreender até você mesmo, pois do pouco que se lê é possível aproveitar muita coisa. Para quem já tem uma certa experiência, um detalhe já ajuda e muito, da mesma forma que um pingo nos is é letra.

4) Eu costumo usar as aulas do COF como referência. Qualquer detalhe dito pelo Olavo me dá causa para escrever muitos artigos, pois sou muito fecundo para escrever - Deus me deu esse dom. A razão pela qual sou capaz de fazer isso é que porque me conheço muito bem, pois tive de suportar e muito o peso da solidão desde cedo, de modo a ter uma alma muito fecunda. Ainda criança, por conta da mudança de escola, minha ligação com os colegas do colégio antigo foi cortada para sempre e isso mudou muito minha vida. Não estava pronto para essas mudanças - por isso, passei mais de dez anos sem amigos e por conta disso desenvolvi uma vida muito introspectiva e voltada para o saber, já que o ambiente social do colégio novo, um microcosmos da realidade brasileira que enfrentaria por toda a vida, era muito vazio e angustiante. Antes, eu reclamava disso - hoje, com a maturidade, eu vejo que isso foi a minha salvação. Quando fui para a vida online, eu pude prosperar, pois tinha a experiência necessária, de modo a escrever artigos profundos e fecundos, cheios de sabedoria.   

5) Enquanto passei por essa longa e angustiante solidão, a maioria dos que conheço não consegue imaginar ficar um minuto nisso. Estão sempre saindo de casa para uma aventura qualquer, sempre perdendo a alma numa balada cara e cheia de drogados. Não é à toa que, quando eu visito o facebook de alguns de meus ex-colegas, vejo o quão vazios eles são. Por isso que deletei a todos. Nossa juventude brasileira está muito drogada e mentalmente inepta - essa vida de farra só enche a nossa vida de pessoas fúteis e torra a nossa grana. Ainda bem que me salvei disso, pois sempre tive uma vida muito ligada à família, à vida intelectual - e mais recentemente, em conformidade com o Todo que vem de Deus.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vox Populi Vox Dei - notas sobre uma falácia

1) Ataques ad hominem são um indício muito claro de falta de argumento e de propostas de governo. Um candidato a prefeito, a governador ou a Presidente da República pode até ganhar as eleições com milhares ou milhões de votos decisivos com esse tipo de estratégia, mas, no longo prazo, o governo desse candidato candidato tornado governante eleito se mostrará falido e incompetente. 

2) Se na democracia do provocatio ad populum, em que se clamava ao povo a liberdade de alguém preso injustamente, Jesus foi preterido por Barrabás, que dirá nesta, em que se vende o candidato aparentemente mais bonitinho através de puro marketing eleitoral, tal como houve com o Collor? 

3) É por isso que não confio nesta ordem onde a voz do povo é como se fosse a voz de Deus, pois numa ordem destas o certo e o errado estão totalmente pervertidos, através de uma intenção revolucionária de tornar tudo o que é sagrado, absoluto, relativo.  Afinal, como disse Karl Marx, tudo o que é sólido se desmancha no ar.  É o que muitos imbecis que se consideram de direita o fazem. Eu me refiro aos conservantistas, que é o que eles são. Não passam de verdadeiros idiotas. Poucos se atentam para isso que falo e não percebem a tolice que é elevar o min. Joaquim Barbosa à condição de presidente do Brasil. Esses que acreditam nisso, além de caírem numa cilada mortal, de serem enganados por um fingimento demoníaco por essência, não merecem a pecha de serem chamados de conservadores, no sentido verdadeiro do termo. 

4) Esta postura deve ser combatida a todo custo por quem é conservador de verdade. Alguma coisa nessa seara precisa ser feita, sob pena de cairmos numa ditadura completa, sem a menor chance de que isso seja revertido.

Notas sobre a natureza do governo de exceção

1) O verdadeiro sentido do governo de exceção não é o de uma ditadura, até porque é inadmissível cercear a liberdade de ir e vir dos inocentes, pois estes não cometeram crimes em nome de uma utopia revolucionária. 

2) O verdadeiro sentido do governo de exceção é garantir a segurança de modo a que o trabalho de restauração das consciências não se perca com o advento das próximas eleições – em outras palavras, esse trabalho deve ser mantido enquanto se mantém essas organizações criminosas – PT, PSDB, PSOL, PMDB e outras do mesmo gênero – longe do poder e longe do Brasil.  É preciso se separar os conservadores - que conservam a dor de Cristo no coração - dos conservantistas - que defendem o Estado separado da Igreja por conveniência e com intuito de criar novos homens, para os "novos" tempos em que o homem está divorciado de Deus. É a primeira coisa que deve ser feita, enquanto se restaura a aliança do altar com o trono. 

3) Os conservantistas, tal como os comunistas, estão automaticamente excomungados, já que o comunismo se alimenta desta atitude. Dentro dele estão os liberais, os libertários e outros grupos de todo o gênero que estão em revolta contra Deus e fazem disso ativismo militante. Todos eles são relativistas por essência. Uma vez completado esse processo, nós podemos confiar numa ordem moral onde o povo já se encontra completamente vacinado e curado dessa doença revolucionária, bem como cônscio de que não vai se reinfectar de novo disso – mais do que questão política, trata-se de saúde pública, de promoção da verdadeira sanidade mental, enquanto base para ordem pública (daí porque falei da necessidade de se restaurar o senso de normalidade no seio do povo, através da noção de certo e de errado, do justo e do injusto, coisa que só os valores cristãos tradicionais podem ensinar no seio do povo).