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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para ser brasileiro, você precisa ser cristão primeiro

1) Ser Cristão é ser parte de uma comunidade - todos os que estão em conformidade com o Todo que vem de Deus são cristãos; pela marca do batismo você só torna parte do povo de Deus, pois você nasceu para Deus nesse dia.

2) O batismo é mais importante do que a certidão de nascimento - pelo batismo você passa a ser parte de uma comunidade que abrange a todos os povos, que, apesar de suas peculiaridades, amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3) Para você aprender a tomar o seu país como se fosse um lar, você primeiramente precisa se universalizar - e é se universalizando que você aprende a tomar o seu país como se fosse um lar. Por isso, você precisa ser batizado e viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Se você só tiver apenas a certidão de nascimento, você só terá vínculos com o governo de seu país - como no mundo moderno a lei do Estado está divorciada das leis de Deus, a tendência é você tomar o país como se fosse religião de Estado, pois tudo estará no Estado e nada estará fora dele. O certo e o errado serão definidos através de sabedoria humana dissociada da sabedoria divina - como todos têm a sua verdade, então não haverá fraternidade universal. No final, sendo apenas nascido no Brasil e sem Cristo, você não passa de um apátrida, de um bárbaro de incapaz de se autogovernar. E se sou criado numa fé reformada (herética), essa apatria se torna mais qualificada, pois tendo a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que passo a estar à esquerda do Pai e do Cristo Crucificado de Ourique. Não posso ser tomado como brasileiro, pois recusei a conformidade com o Todo que vem de Deus. uma vez que não passo de um estranho no ninho. E enquanto não perceber que o problema sou eu, eu não passo de mero idiota.

5) Por isso é crucial a Aliança do Altar com o Trono. O registro no batistério vale mais, uma vez que para ser brasileiro eu preciso me universalizar primeiro - e essa formação universalizante fica a cargo da Igreja Católica. Sem ela, jamais serei capaz de tomar o meu país como se fosse um lar, muito menos ser capaz de servir a Cristo em terras distantes, a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento.

6) Eis ai porque a descristianização de nossa terra só forma apátridas. Como são poucos os que se mantêm na conformidade com o Todo que vem de Deus, então os verdadeiros brasileiros somos poucos. A massa mesmo escolheu a apatria. Eis a triste realidade do quinhentismo, que nega as fundações estabelecidas desde Ourique.

O olavismo é mais do que ensino - ele tem relações de poder

1) Para o olavismo ser compreendido, não basta só entender os ensinamentos do Olavo. É necessário observar as relações de poder entre o professor e seus alunos.

2) O grupo que segue o Olavo é um grupo muito heterogêneo. Ainda que o Olavo incentive a amizade uns dos outros, a facção protestante faz aquilo que lhe é próprio, pois conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

3) Essa facção, que constitui a esquerda do olavismo - e ao mesmo tempo está à esquerda do Pai -, essa vai naturalmente se unir aos naturais inimigos do Olavo. 

4) A facção que está à direita está realmente à direita do Pai, em conformidade com o Todo que vem de Deus. Eles naturalmente prosseguirão o trabalho do Olavo e corrigirão seus eventuais erros - sabem que o ser humano é falho e perdoarão seu mestre, quando virem estar numa pista falsa. Fazem isso amparados na sã doutrina e fazem do amor Cristão seu primeiro mandamento: amam uns aos como Jesus nos amou.

A verdade sobre o olavismo

1) Aquilo que muitos chamam de seita, o olavismo, é na verdade republicanismo.  Há duas facções: uma facção à direita, conforme o Todo que vem de Deus, que é católica, e uma facção mais à esquerda que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, que são os protestantes.

2) Os próprios alunos do Olavo já se dividiram em facções. E após a morte dele, haverá uma guerra de facções, o que caracterizará uma república de fato, só que em vias culturais.

3.1) O que mantém esse grupo unido é o personalismo do Olavo, tal qual o personalismo de Washington. Isso cria um verniz monarquista que mantém essa república unida. 

3.3) Trata-se de uma monarquia cuja base é a da união pessoal, pois é tão personalista que não admite sucessor. 

3.4) Quando o Olavo morrer, essa união será naturalmente dissolvida, pois mesmo o filho dele não tem os mesmos dons do pai, os dons de agregação. 

3.5) É fato notório que o professor Olavo é um agregador por excelência - tanto é que em suas aulas ele incentiva a todos serem amigos uns dos outros. Como os protestantes não crêem em fraternidade universal, os alunos estão naturalmente divididos em facções.

4) Essa estratégia de atacar o Olavo e os seus alunos não vai dar certo, pois alunos e professor estão unidos, tal qual o pai para com os filhos - e a união faz a força, tal como vemos numa grande família de batizados ou mesmo numa monarquia. 

5) Já que o grupo está dividido em facções, a solução que me parece mais sensata é se unir a quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento - a facção católica. Esse grupo é grande e compreenderá logo que algumas coisas ditas pelo Olavo estão erradas, pois estão à direita no sentido verdadeiro do termo: à direita do Pai, em conformidade com o Todo que vem de Deus. Olavo já admitiu que não é um bom conhecedor de teologia - se você estudar essa parte e for mostrando com argumentos onde estão os (supostos) erros do Olavo, certamente você conquista este grupo aos poucos. Por isso, o conselho que recomendo ao anti-olavismo é estudar até superar os possíveis erros do professor - coisas que estavam bem no nariz dele e que ele não pôde enxergar, tal como fez com Maquiavel. É só corrigir o errado pelo certo. Intrigas e agressões gratuitas não são solução.

6) A facção que conserva a dor de Cristo continuará o legado do Olavo, conciliando o ensinamento do professor com a sã doutrina; a facção protestante se perderá, pois será facilmente aliciada pelos inimigos do Olavo - eles venderão suas almas para o eurasianismo.

7) Há quem me diga que não conheço direito os aspectos públicos do olavismo. Essas pessoas não me demonstram onde eu pouco sei - se soubessem que pouco sei, teriam que refutar cada ponto deste relatório, coisa que não vão fazer.

8) Pode-se dizer que existe uma facção anti-olavista que é petulante, por ser rica em sabedoria humana dissociada da divina. Já estou prevendo a natural associação dos mesmos com a facção protestante pró-Olavo. Em comum: o senso comum de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Ambos dividem o mundo entre eleitos e condenados e têm profundo asco pela verdade e pelo saber. Se tivessem, estariam na conformidade com o Todo que vem de Deus e perdoariam o professor pelos eventuais erros de seu ensino. 

O exemplarismo americano nasceu quando Washington resolveu imitar a César

1) Quando Washington foi eleito presidente do Estados Unidos, a tendência era fazê-lo Rei do novo país, uma vez que ele era aristocrata.

2) Ele não quis a coroa, a exemplo de César - ele preferiu governar como César: como eram os ditadores em Roma, embora não fosse um tirano. 

3) A república dos aristocratas foi se degenerando numa república oligárquica e suas elites foram se degenerando, à medida que o país foi se afundando no laicismo.

O exemplarismo dos EUA era um simulacro de monarquia dentro de uma tradição utópica

1) Segundo o professor Olavo, a presidência é vista com bons olhos por conta do exemplo personalista de Washington - acabou se tornando uma tradição nos EUA, que se tornou um simulacro de monarquia. E enquanto não existiu um MEC na vida, os americanos tinham a melhor educação do mundo e eles lembravam sempre desse personalismo, que é o único elemento monárquico existente nesta república presidencial, de forte tendência anáquica, o que chama totalitarismo.

2) A partir do momento em que os EUA criaram uma secretaria de Educação, durante o governo Carter, a tendência foi o exemplo de Washington ser esquecido junto com a falência da educação nos EUA. 

3) Hoje, o Obama é o exemplo mais notório de ditador salafrário populista, tal como estamos acostumados a ver no Brasil e na América Latina. Os americanos têm a desvantagem de não estarem acostumados a isso. Eles ainda não percebem que seu regime, que é utópico, faliu.

4) A república-modelo, tão apregoada pelos republicanos, está morta.

A inflação da sucessão presidencial leva à institucionalização da ditadura

1) Ainda que o primeiro presidente seja um aristocrata e tente governar com personalismo, a tendência é que isso se perca logo, com a sucessão freqüente de homens ao longo do tempo e num curto espaço de tempo.

2) A inflação da sucessão presidencial leva não só à impessoalização como também à  institucionalização da ditadura, pois não há uma referência a alguém digno de ser imitado. Como geralmente o presidente atual não é um bom imitador de Cristo, tende-se a não imitá-lo, já que ele não tem virtudes. E mesmo que o imitem, seu exemplo será logo esquecido, pois a cada 4 anos muitos já teriam passaod pelo poder e você acaba perdendo a referência daquele que é considerado digno. 

3) Os livros de História só te dão uma pálida idéia do que foi o presidente, essa majestade ilegítima. Como seu exemplo não é vivo e não está presente na realidade, então não há um bom motivo para imitá-lo, pois a prática não está sendo vista ao vivo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

Comentários ao contexto do artigo:

Escrevi este artigo em 2016, dois anos antes da eleição do presidente Bolsonaro. Em nenhum momento passou-me pela cabeça criticar o presidente Bolsonaro, que tem feito uma excelente presidência. O presente artigo aqui vale para se compreender o período compreendido entre 1889 e 2018, entre a queda da monarquia e antes das eleições de Jair Bolsonaro, quando não tivemos um chefe da nação e de Estado de verdade por mais de 130 anos. Que isto fique bem claro, pois esta foi minha intenção ao escrever estas notas!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 04 de abril de 2022 (data da postagem do comentário adicional

O presidencialismo é uma ditadura disfarçada

1) Em tempos de guerra, os cônsules em Roma eram substituídos por um ditador com plenos poderes, cujo mandato era de 6 meses.

2) A república é uma guerra de facção - como a guerra civil é sempre iminente e existe uma cultura de não se crer em fraternidade universal, a tendência é nomear um ditador com amplos poderes (Chefia de Estado e de Governo) e para um prazo mais longo: 4 ou 5 anos.

3) O presidencialismo é o nome pomposo para a ditadura, na Roma Antiga - troca-se um ditador por outro. E torna-se um absolutismo presidencial quando este resolve eternizar-se no poder, tornando-se totalitarismo. E isso descamba na demagogia e no populismo, coisa que tem em Getúlio Vargas o seu expoente mais notório.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2016 (data da postagem original).