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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pensamento de Bento XVI sobre as cidades modernas

“As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente de homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado.” Bento XVI

Fundamentos da vida horizontal e da vida vertical

1) O verdadeiro fundamento da vida vertical está na conformidade com o Todo que vem de Deus - se Deus é o autor da vida e nos criou, então nós somos criaturas e devemos obediência a tudo o que é mais sagrado.

2) Se somos todos criaturas, então todos estamos sujeitos à lei eterna, pois devemos nos amar e nos perdoar uns aos outros, assim como o Deus feito homem e nos amou e nos perdoou, pois Ele mesmo quis ser nosso irmão e a nós todos salvar.

3) Se somos criaturas, as cidades respeitam os seus limites naturais e não se estruturalizam de tal forma a que uns e outros se tornem estranhos, de tal modo a que as casas não sejam apenas meros campos de isolamento do mundo exterior, mas, sim, lugares onde se fomenta a verdadeira amizade em Cristo, base da fraternidade universal.

4) O verdadeiro fundamento da vida horizontal - divorciada da vida vertical, de modo a compor a Cruz - está no fato de que todos são iguais perante a lei. Mas, de qual lei? Da lei proclamada por todos aqueles que são ricos em sabedoria humana e dissociada da divina. Se a lei moderna nega a Deus, então o igualitarismo fundado na conveniência e na dissociação para com a verdade é de uma falsidade escancarada, pois estabelece liberdade para o nada, onde o ilícito se torna lícito e o que é lícito na Lei de Deus se torna ilícito por força de sabedoria humana dissociada da divina. E isso gera uma confusão demoníaca.

5) Se todos são iguais perante uma lei que edifica liberdade para o nada, então não somos criaturas, mas deuses - e aí começam os conflitos de interesses qualificados pela pretensão resistida, base para toda uma cultura fundada na negação da fraternidade universal. E as decisões judiciais não garantem a justiça - só prorrogam ainda mais o conflito a ponto de exigirem mais Estado, até que tudo esteja nesse Estado e nada fora dele. 

6) Se a fraternidade universal não existe, então somos indivíduos tornados atomizados, pois não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Não passamos de ratos de laboratório para as mais estranhas e nefastas políticas públicas existentes, seja na saúde ou na educação pública. E a cidade se torna anônima - e a nação - que é composta deste sistema de cidades e de estados que comungam de uma crença comum, baseada no fato de vivermos a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus - se torna uma república de apátridas. E onde há apátridas há bárbaros incapazes de se organizarem na forma de um governo justo e estável - e aí somos alvo fácil, pois seremos conquistados por forças anticristãs e criminosas, que amam mais o dinheiro do que a Deus. 

7) Eis aí o projeto de poder da Nova Ordem Mundial: fomentar apatria em todo o mundo, pois a Terra será a nação universal dos apátridas, dos não-humanos, coisa que será tomada como se fosse religião. E o humanismo será superado por qualquer outra coisa fundada na sabedoria humana dissociada da divina - e o ser humano estará extinto, sem Deus e sem nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2015 (data da postagem original).

O movimento monárquico não é um movimento de massa

1) Sou monarquista e o movimento monárquico não é torcida organizada, tal como acontecem com os partidos de massa, como vemos no PT.

2) Como não posso tomar meu país como se fosse religião, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, eu também não posso tomar o meu Imperador como se fosse um Deus vivo, edificador de uma pretensa Igreja Nacional, tal como fizeram os reis dos países protestantes - do contrário, isso vira absolutismo, um tipo de tirania. O próprio uso da palavra "fã" já denota isso - trata-se de lealdade voltada para o nada, o que se torna, pois, um desserviço à verdade.

3) Eu não sou fã do movimento monárquico - eu só sigo o meu Imperador onde quer que ele esteja, pois o que faço tem sentido e propósito - além de ser herdeiro daquilo que se edificou desde Ourique, ele, através de palavras e exemplos, mostra a todos nós, no presente, como devemos servi-lo, enquanto soberano, pois o verdadeiro fundamento da liberdade é fomentar lealdade, amparado na verdade, em Cristo.

4) Se o lar se funda na lealdade, no amor e na reconciliação, então eu tomo o Brasil como se fosse um lar aprendendo ser leal ao meu Imperador e a amar a Família Imperial, ao vê-los imitarem a Sagrada Família Cristã, bem como aprendo a me reconciliar com o passado de minha pátria, pois troco a ignorância fomentada pelo regime republicano pela liderança sábia e esclarecida da Coroa.

Notas sobre a diferença entre amador e amante

1) O amador é aquele que ama fundado na dor. Ele aprende a amar o que faz com base na dor, nos erros decorrentes de sua falta de experiência. 

2) O amador está num vir-a-ser profissional. Quando ele aprende a amar o que faz, tendo por Cristo fundamento, ele faz da sua atividade fundamento para se viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus. Seu trabalho se torna uma profissão de fé e ele exerce o seu ofício de maneira sagrada, de modo a tirar o pão de cada dia. É desse sacrifício sistemático que vai colhendo os frutos do seu trabalho e assim construindo uma ordem fundada naquilo que lhe é próprio, coisa que ele pode legar aos que virão a partir dele, seus filhos.

3) O amante é aquele que ama, mas esse amor não se funda na dor, mas naquilo que é conveniente. Se isso é conveniente e dissociado da verdade, esse amor se torna fugaz, passageiro. E esse amor passageiro leva ao fingimento e à falsidade, coisa leva à traição de tudo o que é mais sagrado.

4) Onde o amor é livre, fundado no fato de se amar o que é conveniente e dissociado da verdade, nós temos concubinato sistemático, coisa que edifica a cultura do divórcio, base para a abolição da família. Se você não tem família, então os bens ficarão sem dono e tudo ficará nas mãos do Estado.

5) Eis a razão pela qual conservantismo e mentalidade revolucionária têm o seu ponto de contato.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2015 (data da postagem original).

É no encontro entre autor e leitor que vemos se eles amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento

Um colega me faz esta pegunta:

_ José, você disse que quando o número de pessoas for grande o bastante, de modo a formar uma comunidade, você pública um livro.  Pode discorrer sobre a origem dessa idéia? Eu sou um escritor iniciante e achei isso interessante.

Eu respondo:

1) A razão pela qual digo isso é que a relação entre o escritor e o leitor se dá num encontro e não numa sujeição, tal como se dá no mercado. Eu me baseio na fala do professor Rodrigo Gurgel​.

2) No encontro, aí é que vemos se o leitor e o escritor amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, coisa que é crucial para a formação da sociedade política, fundada no fato de que devemos tomar o país como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião de Estado da República, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele.

3) Estou na vida online desde 2007. E depois de eliminar muitos conservantistas e compreender o que é o conservadorismo de verdade, eu tratei de me aproximar somente de todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. E isso é bem lento: começa com um, depois esse um te indica para mais um e assim sucessivamente. Quando o grupo for razoavelmente grande, depois de muito trabalho acumulado, vale muito à pena sistematizar suas idéias e apresentá-las na forma de livro. E aí isso atrai mais gente e aí você vai lançando mais edições, conforme a demanda vai crescendo.

4) Eu não faço isso focado no dinheiro - eu faço isso focado num apostolado que faço. Quando você faz bem o seu trabalho, as pessoas te remuneram livremente - e tendem a te pagar mais por conta do que você faz, pois a atividade de escrever é um serviço e não um comércio. Digo isso porque o serviço atende pessoas e isso acaba agregando pessoas em torno de você, enquanto o comércio é algo mais impessoal, pois envolve troca de mercadoria, já que é o Deus do dinheiro que está sendo amado aí.

5) Dentro do meu ramo, é assim como se deve fazer. Como cientista social, essa foi a forma que encontrei para crescer. Você precisa empreender, de modo a ganhar leitores. E a rede social é a esfera pública perfeita para isso, pois o seu ir e vir está na escrita - e são poucos os que têm consciência disso.

domingo, 27 de dezembro de 2015

O que virá para 2016?

1) 2014: 689 artigos escritos

2) 2015: 715 e contando

3) O que virá para 2016? Mais artigos! E dos sérios, mais gente séria me virá.  Isso é capitalização moral, no sentido verdadeiro do termo.

4) Acho um pecado lançar um livro, fazer um grande esforço de modo a semear consciência na pátria, só para vê-lo encalhado nas prateleiras das livrarias. Os que me pedem para lançar um livro logo se esquecem de que há um apostolado por trás do trabalho que faço - se a Igreja foi crescendo ao semear a verdade no coração de cada homem, então esse é o melhor trabalho a ser feito. Quando o número de pessoas for muito grande, a ponto de forma uma comunidade, aí lanço o livro.

A independência é uma ilusão

"Ser independente é depender de todo mundo" (Paulão de Carvalho, citado por Ítalo Lorenzon)

1.1 ) A verdade é que não existe homem independente: se ele existisse, este moraria longe da civilização. E quem se isola fica necessariamente à margem da Lei Eterna, pois o próprio Deus feito homem nos mandou amarmos e perdoarmos uns aos outros. 

1.2) O que temos, na verdade, é interdependência; este é o fundamento pelo qual se rege a vida em sociedade, pois a atividade de um completa o trabalho do outro - e com isso nos sentimos mais fortes, quando estamos diante de todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

2) Eu posso dizer essas coisas por experiência própria: eu dependo cada vez mais dos meus leitores e menos dos meus pais. E é por confiarem no meu trabalho que, escrevendo, vou escrevendo minha própria história, tal como um tecelão que, tecendo, vai tecendo os rumos de sua própria história.