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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O conservantista recusa a fazer um exame de consciência crítica acerca de suas convicções pessoais

1) O conservantista revela sua vaidade e sua insensatez quando se recusa a fazer um exame crítico acerca de suas convicções pessoais. Ele reduz suas convicções pessoais a um dogma puramente humano, fazendo tábula rasa da mesma forma como pratica a sua sola scriptura. 

2) O conhecimento da fé verdadeira pede que examinemos a nossa própria consciência de modo a ver se estamos ou não em conformidade com o Todo que vem de Deus. Essa consciência reta leva a uma vida reta e a uma fé reta, necessária para se edificar boas obras, causa de santidade. 

3) O exame de consciência faz com que conservemos aquilo que é conveniente e conforme o todo que vem de Deus, o conservantismo sensato. É pelos frutos acumulados decorrentes do conservantismo sensato que aprendemos a conservar a dor de Cristo, pois foi por conta do fato de que Ele é o caminho, a verdade e a vida, que ele morreu por nós para nos salvar do pecado.

O conservantismo leva à vaidade e mata todo o mérito

1) Se eu conservo o que é conveniente e dissociado da verdade, então tudo o que é fruto do meu trabalho, ou tudo o que vejo e que é bom e belo, se torna um troféu para mim.

2) A mania de ficar expondo constantemente os troféus é uma vã glória. Pois o mérito não é meu, mas naquilo que é fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. Se minha intenção é querer me tornar um Deus, então eu estou abusando da bondade do Criador, o que é um pecado contra o Espírito Santo, pecado esse que não será perdoado. 

3) Não é à toa que os vaidosos são os piores pecadores.

Notas sobre a ciência de si

1) Quando for descrever os seus próprios atos e sua própria conduta, não use sua sabedoria humana dissociada da divina - não use seu eu distorcido. Faça exame de consciência sempre. 

2) Além disso, leve mais em conta coisas que lhe foram ditas por gente que observou seu comportamento que contou, por caridade, a você o que viu, pois este é um dado mais confiável do que dizer "eu sou isso" ou "eu sou aquilo".

3) Geralmente amigos são uma boa fonte, pois eles te observam de fora e extraem o que há de melhor em você, por conta do seu exemplo. O julgamento que fazem do seu exemplo é o melhor dado que você pode colher sobe si próprio, pois isso é o que vai ser contado para as outras pessoas quando você morrer. Aquilo que vai servir de base para o seu necrológio, vindo de seus amigos, é o que servirá de baliza para você se emendar e ser uma pessoa melhor.

4) Se seus amigos são imitadores de Cristo, isso é um indício de que Cristo sabe quem você é. E na hora do confessionário, Cristo lhe dirá o que você deve fazer para você melhorar a si próprio, pois sabe mais sobre você do que você mesmo, pois Ele é Deus.

Notas sobre o segredo de tudo o que faço na vida intelectual

1) Um amigo meu uma vez me disse que eu tenho um conhecimento empírico monstruoso, fora do comum.

2) O segredo disso se funda no fato de que li muito na minha juventude e na capacidade que tenho de observar muito as coisas, pois estou sempre observando e meditando sobre aquilo que observo e estou sempre examinando as coisas se elas estão ou não em conformidade com o Todo que vem de Deus. Além disso, estou sempre fazendo exame de consciência de modo a que meus pecados não influam nas análises que faço, o que faria com que eu fosse uma pessoa conservantista - e não conservadora, como me esforço muito em ser todos os dias. Toda vez que escrevo, sempre tento me ater àquilo que é da minha competência - jamais passo daquilo que é da minha expertise, pois não tento bancar o sabichão.

3) Durante os meus anos de Glioche, eu passei a dominar a gramática. E estou aprendendo a dominar a lógica. Da união da lógica e da gramática, eu tento produzir escritos expondo as coisas do modo mais convincente possível.

4) Não sou de falar muito. Prefiro exercer uma liderança calada. Tento ser um exemplo mais pelas atitudes do que pela fala. Prefiro falar para poucos - e para isso estou sempre escrevendo. Por isso que não gravo vídeo.

5) Ainda que não tenha me submetido ao trivium, de certo modo, por conta do conjunto da obra, sei o que é trivial, o que já é muita coisa. Talvez por isso que muitos acham que sei mais do que realmente sei.

6) Eis a síntese da minha experiência pessoal.

Não é errado chamar Sua Majestade de "meu Senhor"

1) Quando chamo Sua Majestade de "meu Senhor" é porque sei que ele é imitador de Cristo e que Cristo está nele.

2) Ele é o pai de minha pátria - e tal como amei a D. Pedro II como se fosse meu pai, mesmo não o tendo conhecido, eu amo a D. Luiz como se fosse meu pai também.

Sobre a dureza que é cristão e militar no Brasil

1) É muito difícil ser Cristão, viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, e ser militar no Brasil - a caserna está toda corrompida com o positivismo e com os valores revolucionários que deram origem a esta República. A maçonaria manda e desmanda na caserna - tirando o exemplo eventual de algum santo que não se deixou corromper por conta dessa circunstância, é certo que os católicos metidos com o Exército estão todos corrompidos. E essa má consciência é levada aos filhos e à população inteira.

2) Além desse problema, há o problema da formação dos padres nos seminários. A teologia da libertação tomou conta e está produzindo maus pastores. E isso inclui capelães militares.

3) Para se resolver o problema do positivismo na caserna, a solução deve passar necessariamente pelo capelão militar bem formado. Em suas homilias, ele deve denunciar a heresia positivista no meio militar. Os soldados reportarão o problema aos seus superiores - e se os superiores são Cristãos, eles resolverão o problema.

4) Até agora, eu não conheço alguém que tenha feito esse problema de conscientização junto aos capelães militares. 

5) O verdadeiro Exército honra o legado de seu patrono: serve ao seu Imperador, que por sua vez rege o povo de modo a servir a Cristo em terras distantes, tal como se edificou em Ourique.

O movimento monárquico é o único movimento que tem ação de longo prazo

1) De todos os movimentos envolvidos no dia 15 de março, o único que tem senso de ação de longo prazo são, indiscutivelmente, os monarquistas. Nossa Família Imperial tem consciência disso e eles sabem o que estão fazendo. Eis aí a importância de ser preparado para governar desde o berço.

2) Olavo fala que o verdadeiro líder está sempre perto do povo. E os nossos príncipes estão sempre se misturando ao povo, pois foram educados desde o berço para governar a nação, uma vez que o povo para eles é uma grande família. Por isso, eles estão sempre militando e semeando consciência onde quer que estejam. Se Cristo está conosco por toda a eternidade, nossos reis e imperados, se contarmos desde as origens de Portugal, estão conosco desde a eternidade, por conta de Ourique.

3) Os príncipes são pessoas experientes e legam essa experiência aos mais jovens. Eles não agem movidos pela revolta, tal como vemos no Revoltados Online. Eles mantêm a serenidade mesmo em tempos de grande perigo - e isso é a diferença crucial.

4) O movimento monárquico, da forma como D. Bertrand age, é um tipo de evangelização. E isso remonta ao Cristo Crucificado de Ourique e não ao quinhentismo