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terça-feira, 28 de outubro de 2014

O catecismo da eficiência pela eficiência é demoníaco


1) Eu não sou contra a eficiência - se novas técnicas de produção são criadas de tal forma a se aumentar a produtividade das coisas, buscá-la é sinônimo de sensatez.

2) O que não é sensato é a busca da eficiência tal qual o protestante busca fazer com a Bíblia, a ponto de reduzi-la a uma crença de livro, permitindo toda e qualquer interpretação bíblica fora da conformidade com o todo que vem de Deus. Tal tábula rasa fere todos os preceitos de justiça e de conformidade com o todo - pois a eficiência divorciada da justiça mata a pessoalidade e favorece a verticalização dos contratos de trabalho, a ponto de matar a liberdade contratual, gerando ordem injusta e ineficaz, incapaz de produzir boa ordem pública. E esses fatores são extremamente desumanos.

3) O catecismo da eficiência pela eficiência dá causa à ordem fundada na falsa crença de que o dinheiro chamará dinheiro. Isso é inconstitucional e leva o país a ser tomado como se fosse religião.

4) A religião dos amantes do dinheiro afirma que todos têm a sua verdade que todas as religiões são boas, que o mal e o pecado não existem. Isso sem contar que diviniza a humanidade. Isso é o demônio.

5) Quem tomar o capitalismo como ideologia ou como sua religião está a proclamar apatria na pátria celestial e nesta terra, que herdou dos portugueses a missão de servir a Cristo em terras distantes. E os conservantistas são os defensores reais dessa falsa verdade.

O capitalismo nasce da verticalização, da proletarização e da impessoalidade

1) O melhor indício para se tomar o ambiente de trabalho como um lar, como um exercício de modo a realizar um chamado da alma, se dá na forma da remuneração. A remuneração deve ser liberal.

2) Liberal aqui deve ser entendido no sentido medieval do termo, pois o ambiente  de trabalho é corporação de ofício. Se você contratou alguém, é porque essa pessoa tem um bom caráter e é capaz de fazer as coisas para você, já que você é um bom patrão. Se ele trabalha bem, ele merece ser bem pago - e o salário deve levar não só a perfeição técnica do trabalho desempenhado, como também as necessidades dele, enquanto pai de família.

3) Quando a remuneração do trabalho se dá de forma livre, há mais lealdade e mais horizontalidade nas relações de trabalho. Empregado e patrão tornam-se sócios e cooperam juntos, de tal modo em que capital e trabalho passam a ditar o rumo sob o qual o país será tomado como um lar, em Cristo. É da concórdia das classes, da harmonia de interesses, que nasce a liberdade no âmbito trabalhista. E isso edifica ordem pública.

4) Quando se perde a noção da pessoalidade, fundamento para a livre prestação do serviço, então o contrato deixa de ser acordado e torna-se um termo de adesão. Não se pode nem falar em contrato, pois não houve liberdade para se discutir as cláusulas. Enfim, o capitalismo é por essência crise contratual permanente, cultura da falta de lealdade.

5) O pragmatismo jurídico e o pragmatismo econômico simplificam as formas, de tal modo a que se mate a livre vontade.

5.1) Os  contratos de uma economia empresa empresarial são feitos e geridos em grande quantidade, a tal ponto que se necessita de um departamento de recursos humanos para se intermediar a obtenção de mão-de-obra. E é dentro dessa lógica de massa que são feitos os contratos, criando um efeito vertical, quase semelhante ao de uma imposição de uma lei, feita tal de modo a criar um constrangimento fora da conformidade com o todo: ou se sujeita a isso ou não terá o que comer. E o trabalhador é aviltado em sua dignidade humana e o preço do seu trabalho é reduzido de tal forma que ele tenha só o mínimo indispensável para sua sobrevivência. Enfim, o trabalho perde o seu real sentido de vocação e passa a ser um martírio e um sofrimento, análogo ao da escravidão.

6) Com o gradual processo de proletarização e do divórcio da aliança do altar com o trono, a esperança sobre os trabalhadores vai se perdendo e muitos se organizam de tal modo a se vingar da opressão. O primeiro método de reação, de revolução, é o luddismo, em que a raiva se descontava apenas nas máquinas.

7) Novas doutrinas nefastas surgiram, atentando contra o mau patrão. E o processo foi-se radicalizando até o ponto em que se tornou um exagero, em que todo e qualquer patrão é visto como um demônio, um representante do inferno na terra, que deveria ser vista como um paraíso. Do mesmo modo, o ódio se estendeu à religião do patrão e de quem professasse a religião do patrão. Enfim, o monstro foi crescendo e crescendo, até atacar de vez os valores da civilização cristã, em todo o planeta.

8) Eis o efeito pérfido que o modernismo implementou ao corromper os valores da remuneração liberal do trabalho.

8.1) Ao verticalizar a relação trabalhista, desumanizou-a, a ponto de ser regulada pelo Estado. E a ideologia da regulação deu causa a que o Estado fosse tomado como se fosse religião, causando apatria.

Sobre a importância do esporte como atividade contemplativa


1) Ao ver um esporte na televisão, não se preocupe em torcer, pois os erros de arbitragem são frustrantes, angustiantes e estressantes. Seu dia não será bom se você abraçar a realidade do jogo, ao confundir isso como se fosse a própria realidade. Pois esse reducionismo nos leva ao absurdo, que nos afasta de Deus.

2) Veja o esporte como uma atividade contemplativa - olhe com olhares de cronista. Case mão, mente e olhos - essa trindade será necessária de modo a inculcar uma imaginação de tal maneira a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. 

3) Se o país do futebol nasceu de uma cultura de nacionidade, então ela ficou muito bem eternizada por todos os que viram no futebol uma atividade contemplativa.

4) O esporte como atividade contemplativa te leva a ver a beleza da vida e é dali que você vai encontrar elementos, de modo a estar em conformidade com o todo de Deus.

5) Se você vê o esporte do ponto de vista de um torcedor, de um fanático que toma o seu time como se fosse religião, então você não verá o invisível, a beleza da vida - na verdade, você direcionará suas energias para o nada e nada de bom será edificado. Enfim o time de futebol é e será apenas um microcosmos, um termômetro pelo qual se mede a cultura de se tomar o país como se fosse religião, a tal ponto em que futebol e a nefasta política republicana se misturam, quase que promiscuamente, gerando efeitos maléficos.

6) Quando se vê o esporte como uma atividade contemplativa, você curte o esporte tal como beber uma cerveja. Se a cerveja te leva à alegria, é porque você bebeu sem precisar disso, sem a necessidade de descontar suas frustrações na bebida.

7) Quando se vê o esporte como uma descarga para as frustrações do cotidiano, aí ele é tão nefasto como o alcoolismo. O hooligan é um alcóolatra esportivo - pois ele é viciado no time. O time para ele é uma droga. Ele perdeu tudo exceto a razão - e a única razão para ele estar vivo é o time. É um louco, no sentido chestertoniano do termo.

8) E a melhor maneira de se combater esse tipo de droga é combatendo a cultura de modernidade, aquela que dá causa a que qualquer objeto seja adorado ou tomado como se fosse um Deus, nos afastando da conformidade com o todo que decorre do Deus verdadeiro. É preciso que se combata à idolatria, pois Deus deve ser o centro de tudo. E nem mesmo o clube deve ser tomado como se fosse um deus, pois outro deus não há.

Dos cuidados necessários à mente

1) Se em muitas profissões as pessoas vivem do corpo e precisam ter cuidados com o corpo, de modo a bem produzirem, nós precisamos da mente, pois é dela que tiramos as reflexões necessárias, de modo a edificar entre o que nos rodeiam a noção de se tomar uma nação como se fosse um lar, em Cristo.

2) E os cuidados com a mente são bem mais simples: uma boa noite de sono, um bom café de vez em quando e um bom jogo de baseball na TV, de modo a favorecer a atividade contemplativa (é assim como funciona comigo).

3) Outro cuidado que você deve ter é sempre ter o hábito de deletar e desamigar quem fomenta a má consciência no facebook. Se você se aborrece com imbecil, você entra no jogo do imbecil - e entrar no jogo do imbecil é uma imbecilidade. Aborrecer-se com a estupidez não faz bem para a mente e não contribui em nada para um bom trabalho. Grande parte do tempo em que fico irritado se deve ao fato de lidar com imbecis. E é por isso que dialogo com fantoches, pois a imbecilidade serve aos propósitos do demônio, pois seu combustível é sabedoria humana dissociada da divina.

4) Enfim, esses cuidados dispensados à mente são fundamentais, de tal modo que o escritor seja um bom instrumento à conformidade com o todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2014 (data da postagem original).

Para se escrever bem é preciso meditar muito

1) Todo escritor que produz reagindo às impressões, seja vendo, ouvindo ou lendo, correrá o risco de ser peremptório, se não tiver o hábito de meditar com freqüência.

2) Isso é particularmente muito comum com quem lê muitos livros em quantidade e com quem passa lendo muita coisa no facebook sem fazer uma devida seleção do que vai aproveitar para o futuro.

3) Sabedoria humana dissociada da divina é um fator que prejudica e muito a qualidade de uma boa reflexão. É necessário que se faça confissões com freqüência, pois uma consciência reta, movida por uma fé reta e vida reta, é o motor essencial da sabedoria.

4) Gostando ou não, a meditação te leva à sabedoria e a falta dela te deixa ignorante. Então, sempre retome constantemente os fatos que aconteceram e que lhe causaram uma impressão marcante de tal modo a que isto seja o motor do seu progresso moral e espiritual.

O povo brasileiro é um povo federal

Se na República tupiniquim o federalismo é um credo, um elemento do Estado tomado como se fosse religião, então o povo federal, chamado de "povo brasileiro", não é um povo livre, mas escravo, pois as circunstâncias locais, que dariam causa a que o país seja tomado como um lar, não são observadas e nem isso é praticado, por falta de incentivo.

Dos dois combustíveis da criação literária

1) Existem dois combustíveis para a criação literária: 

1.1) A reação às circunstâncias, ao momento, em que você solta todo o seu senso de criatividade e de improvisação; 

1.2) E a meditação, seja através da leitura de escritos de outras pessoas ou olhando para dentro de tudo aquilo que você já produziu antes, em busca de elementos internos que possam ser aprimorados ou reforçados, reforçando as verdades contidas no seu trabalho.

2) O trabalho de um escritor é um veículo bicombustível. Basta que haja um combustível que ele se move sozinho, pois a mente de quem tem o dom para escrever flui naturalmente, pois é um verdadeiro automóvel, em que o Espírito Santo dá a partida, de modo a nos guiar nos caminhos da sabedoria. 

3) Quando os dois combustíveis estão combinados, a potência só aumenta. E se potência é comprometimento sincero e permanente de modo a se estar em conformidade com o todo de Deus, então essa é a melhor forma de se dizer sim a Deus, de modo a bem servir ao próximo.