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sábado, 6 de fevereiro de 2016

A capitalização moral é leva a uma expansão sustentada na verdade

1) Uma expansão sustentada na verdade pede que você vá servindo aos outros de maneira pessoal - quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento reterá o que é bom, de maneira sensata.

2) No começo, poucos são os seguidores; só após muito trabalho é que você passa a ter muita gente te seguindo e ouvindo aquilo que você tem a dizer. 

3) Se você faz um bom trabalho, aquele que se importa com o que você diz não só contribuirá financeiramente para a manutenção do seu trabalho, que é digno, como também te indicará para mais pessoas, de modo a ouvirem o que você tem a dizer. E essa pessoa indicará você para os melhores que ela conhece, que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento.

Um pensador público deve se preparar muitos anos em privado

1) Para um pensador desempenhar bem suas funções publicamente na rede social, ele necessita se preparar durante muitos anos em privado, de maneira reservada.

2) Ele deve renunciar a tudo o que se funda na vaidade e parar de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, pois boa parte da tagarelice disfarçada de atividade intelectual se funda no conservantismo, que serve de base para pecados mais graves, pois isso é estar à esquerda do Pai no seu grau mais básico. E o que é moderado prepara o caminho para o radicalismo fundado naquilo que está à esquerda do Pai.

3) Antes de começar a falar o que falo, eu estudei durante muitos anos. E quando senti que estava pronto para falar o que penso, eu não parei mais. Se você deseja debater comigo, então eu aconselho que se prepare. Não tenha pressa - faça o que deve ser feito e depois venha me procurar. Se eu não estiver vivo até lá, não se preocupe; você pode dialogar comigo no campo da eternidade, seja comentando, seja meditando ou completando tudo aquilo que disse. Você pode refutar tudo aquilo em que estiver errado, pois eu não sou o dono da verdade.

Comentários sobre um conselho de Dom Bosco

1) Se D. Bosco dizia para falarmos pouco de nós mesmos e menos ainda dos outros, uma vez que isso dá causa à maledicência, isso é um bom conselho.

2) Um auto-retrato diz muito sobre você. Fazer isso freqüentemente é falar muito sobre você, só que de uma forma não-verbal. E o exibicionismo é uma manifestação do pecado da vaidade.

3) Por isso, não faça da rede social uma feira, de modo a exibir a sua vaidade. Esse republicanismo virtual não é sensato. Portanto, faça bom uso da tecnologia: busque conhecimento, exponha-se pouco e comente só aquilo que é bom e necessário - é isso que faço todos os dias.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A nacionidade pré-existe a nacionalidade

1) Quando falo que a questão de se tomar o país como fosse um lar em Cristo pré-existe, isso quer dizer que não posso pensar que estou vinculado ao meu país por conta do nascimento se tomarmos por verdade que o homem é uma folha do papel e que as ideologias que compõem o Estado vão o preenchendo na medida em que ele vai se formando e se capacitando para a vida. Pois critérios abstratos tendem a ser critérios relativos, totalitários, fundados em sabedoria humana dissociada da divina, que tende a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, a qual tem por Cristo fundamento.

2) Se o país é tomado como se fosse um lar em Cristo, os vínculos com esse lar são reais, absolutos, permanentes - Cristo fez de D. Afonso Henriques e seus sucessores reis de Portugal e de todas as terras onde Portugal fosse chamado de modo a servir a Ele em terras distantes. Se D. Afonso Henriques é o pai da minha pátria, então eu sou filho dele eternamente. E isso é a verdadeira nacionalidade, fundada naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

3) Quando critico o nacionalismo, eu critico também seu falso produto, a nacionalidade moderna, cuja origem reporta ao iluminismo e a tudo aquilo que se funda em sabedoria humana dissociada da divina.

Da importância da árvore genealógica no Direito Internacional Privado

1) Quando se estuda o Direito Internacional Privado, você deve estar examinando o critério da nacionalidade.

2) Se o Rei é o pai de uma grande família, por conta de servir a Cristo em seu próprio país ou em terras distantes, então o cidadão de sua terra é seu filho. Por conta disso, é preciso sempre remeter a árvore genealógica, em que o Rei do país é sempre o pai da pátria e que toda decisão tomada visando o bem da pátria se torna lei. Como na monarquia as coisas tendem à estabilidade, esse é o critério mais seguro para se examinar as circunstancias jurídicas que envolvem um nacional fora do Brasil ou um estrangeiro no Brasil.

3) Numa família em que o pai é brasileiro e a mãe é italiana, é preciso se olhar também à circunstância, como o nascimento de um filho. Na terra em que o Pai da Pátria é o Imperador do Brasil, o law of the land declara que brasileiro é quem nasce no Brasil; na terra onde o Pai da Pátria é o Rei da Itália, o law of the land da Itália proclama que italiano é quem é filho de alguém que está sujeito à proteção do Rei da Itália, não importa onde quer que ele esteja.

4) O filho nascido no Brasil recebe dupla proteção, pois é beneficiado pelo eventual conflito decorrente dos laws of the land. E acaba se tornando um diplomata perfeito, pois fará a ponte entre esses dois país, pois deve tomá-los como se fossem partes de um mesmo lar em Cristo, já que no casamento dois corpos se tornaram um (os dois países).

5) Em países republicanos, onde o Chefe de Estado é trocado a cada 4 anos, a figura do Pai da Pátria se torna uma figura circunstancial e oportunística. Se a Lei X foi sancionada por Presidente X, então tudo o que for feito com base na lei X vai remeter a esse sujeito X e se torna direito adquirido; se a lei for mudada, os fatos fundados nessa nova lei vão remeter-se ao sujeito Y. 

6) Aquilo que será objeto de revogação deve ser controlado de modo a que não cause conflitos que prejudiquem os cidadãos. Como os presidentes só tendem a enxergar os interesses do grupo que o elegeu, então os critérios são os mais tendenciosos possíveis e a questão da sanção e do veto se torna algo caótico, a ponto de todos terem a sua verdade e serem apátridas, pois o conflito legislativo vis a vis (a lei do Brasil em face da lei de outro país, ao tratar da mesma matéria) nunca será levado em conta, pois a ordem republicana se funda no fato de que ninguém crê em fraternidade universal.

Notas sobre o caminho do filósofo que há em mim

1) Acho que finalmente consegui responder àquela pergunta que me fizeram: qual é a diferença entre patriotas e nacionistas?

2) Pode parecer uma questão simples, mas eu levei dois anos meditando sobre isso até achar a resposta definitiva.

O nacionismo é a evolução do patriotismo

1) Ainda que amasse um só país, o meu país, o amor que tenho por ele se funda no fato de que a Terra está ligada ao Céu. Se amo o meu país tendo por Cristo fundamento, então tudo o que fizer de bom na terra será ligado ao céu, ao passo que tudo de ruim eu fizer será desligado do céu.

2) O patriota, quando ama só a sua terra, ainda que desligada do Céu, tende a perverter o seu amor a partir do momento em que esse país é tomado como se fosse religião, pois está conservando o que é conveniente e dissociado da verdade.

3) Quando digo que o nacionista ama ao menos duas pátrias, é porque ele sabe que o verdadeiro amor emana de Deus e porque leva em conta as pontes que ligam a Terra ao Céu. O que aprendo aqui é um preparatório para servir a Cristo em terras distantes - e em Cristo aprendo amar aquela nova terra como se fosse minha também, tendo por Cristo fundamento.

4) Dito por essa forma, o nacionismo é a evolução do patriotismo, cujo amor tende a ser materialista.