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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Notas sobre o segredo de tudo o que faço na vida intelectual

1) Um amigo meu uma vez me disse que eu tenho um conhecimento empírico monstruoso, fora do comum.

2) O segredo disso se funda no fato de que li muito na minha juventude e na capacidade que tenho de observar muito as coisas, pois estou sempre observando e meditando sobre aquilo que observo e estou sempre examinando as coisas se elas estão ou não em conformidade com o Todo que vem de Deus. Além disso, estou sempre fazendo exame de consciência de modo a que meus pecados não influam nas análises que faço, o que faria com que eu fosse uma pessoa conservantista - e não conservadora, como me esforço muito em ser todos os dias. Toda vez que escrevo, sempre tento me ater àquilo que é da minha competência - jamais passo daquilo que é da minha expertise, pois não tento bancar o sabichão.

3) Durante os meus anos de Glioche, eu passei a dominar a gramática. E estou aprendendo a dominar a lógica. Da união da lógica e da gramática, eu tento produzir escritos expondo as coisas do modo mais convincente possível.

4) Não sou de falar muito. Prefiro exercer uma liderança calada. Tento ser um exemplo mais pelas atitudes do que pela fala. Prefiro falar para poucos - e para isso estou sempre escrevendo. Por isso que não gravo vídeo.

5) Ainda que não tenha me submetido ao trivium, de certo modo, por conta do conjunto da obra, sei o que é trivial, o que já é muita coisa. Talvez por isso que muitos acham que sei mais do que realmente sei.

6) Eis a síntese da minha experiência pessoal.

Não é errado chamar Sua Majestade de "meu Senhor"

1) Quando chamo Sua Majestade de "meu Senhor" é porque sei que ele é imitador de Cristo e que Cristo está nele.

2) Ele é o pai de minha pátria - e tal como amei a D. Pedro II como se fosse meu pai, mesmo não o tendo conhecido, eu amo a D. Luiz como se fosse meu pai também.

Sobre a dureza que é cristão e militar no Brasil

1) É muito difícil ser Cristão, viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, e ser militar no Brasil - a caserna está toda corrompida com o positivismo e com os valores revolucionários que deram origem a esta República. A maçonaria manda e desmanda na caserna - tirando o exemplo eventual de algum santo que não se deixou corromper por conta dessa circunstância, é certo que os católicos metidos com o Exército estão todos corrompidos. E essa má consciência é levada aos filhos e à população inteira.

2) Além desse problema, há o problema da formação dos padres nos seminários. A teologia da libertação tomou conta e está produzindo maus pastores. E isso inclui capelães militares.

3) Para se resolver o problema do positivismo na caserna, a solução deve passar necessariamente pelo capelão militar bem formado. Em suas homilias, ele deve denunciar a heresia positivista no meio militar. Os soldados reportarão o problema aos seus superiores - e se os superiores são Cristãos, eles resolverão o problema.

4) Até agora, eu não conheço alguém que tenha feito esse problema de conscientização junto aos capelães militares. 

5) O verdadeiro Exército honra o legado de seu patrono: serve ao seu Imperador, que por sua vez rege o povo de modo a servir a Cristo em terras distantes, tal como se edificou em Ourique.

O movimento monárquico é o único movimento que tem ação de longo prazo

1) De todos os movimentos envolvidos no dia 15 de março, o único que tem senso de ação de longo prazo são, indiscutivelmente, os monarquistas. Nossa Família Imperial tem consciência disso e eles sabem o que estão fazendo. Eis aí a importância de ser preparado para governar desde o berço.

2) Olavo fala que o verdadeiro líder está sempre perto do povo. E os nossos príncipes estão sempre se misturando ao povo, pois foram educados desde o berço para governar a nação, uma vez que o povo para eles é uma grande família. Por isso, eles estão sempre militando e semeando consciência onde quer que estejam. Se Cristo está conosco por toda a eternidade, nossos reis e imperados, se contarmos desde as origens de Portugal, estão conosco desde a eternidade, por conta de Ourique.

3) Os príncipes são pessoas experientes e legam essa experiência aos mais jovens. Eles não agem movidos pela revolta, tal como vemos no Revoltados Online. Eles mantêm a serenidade mesmo em tempos de grande perigo - e isso é a diferença crucial.

4) O movimento monárquico, da forma como D. Bertrand age, é um tipo de evangelização. E isso remonta ao Cristo Crucificado de Ourique e não ao quinhentismo

Por que digo que Bolsonaro é salvacionista?

01) Há quem me fale que Bolsonaro vai fazer o resgate dos valores tradicionais do Brasil.

02) Os verdadeiros valores do Brasil estão fundados na Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique, quando Cristo Crucificado fez de D. Afonso Rei de Portugal e nele e em todos os seus descendentes deu a missão de servir a Cristo em terras distantes.

03) Bolsonaro não é monarquista e tem uma formação positivista, pois ele vem do Exército.

04) Valores derivados na mentalidade quinhentista, que são libertários-conservantistas, a base desse regime revolucionário que já dura 127, só prorrogarão a morte lenta e agonizante da República. Eis porque digo que Bolsonaro é salvacionista, uma vez que, por sua formação, está à esquerda do Pai, no seu grau mais básico.

05) Se Bolsonaro fosse monarquista e consciente da missão que foi edificada desde Ourique, eu não teria dúvida em afirmar que o começo da restauração começaria nele. 

06) Eliminar a esquerda radical sem eliminar a cultura que dá causa a isso não resolve o problema. Ao longo do tempo, a esquerda voltará com mais força.

07) Até mesmo uma parte do movimento monarquista está presa nesse pragmatismo político: alguns são libertários-conservantistas tanto no sentido econômico quanto religioso do termo (hereges protestantes). E é essa gente que manterá esse círculo vicioso.

08) A questão é moral, espiritual - se o Cristo Crucificado de Ourique não for o centro das coisas, a gente não sai desse problema nunca.

09) A questão da direita possível tende ao comodismo político. Dentro das atuais circunstâncias, votar em Bolsonaro é paliativo. O problema é confundir paliativo com panacéia. Isso é uma constante na História - e este país já presenciou incontáveis vezes esse paliativo virar panacéia, ao longo da História da República.

10) É dever meu lembrar o que não pode ser esquecido. O brasileiro tem a tendência de se contentar com o que está disponível - e isso não é moralmente aceitável.  Precisamos restaurar o que se perdeu - precisamos consertar a nós mesmos também. Senão, vira hipocrisia.

Em que se baseia a minha afirmação de que a Espanha foi em busca de si mesma?

1) Há quem me pergunte: Dettmann, em que se baseia essa sua afirmação de que a Espanha foi em busca de si mesma?

Resposta: 

2) Leia o livro A Pátria Descoberta, de Gilberto de Mello Kujawski. É lá que está o fundamento do meu raciocínio.

Por que Cristo escolheu os portugueses e não os espanhóis?

1) Cristo tem onisciência - Ele sabe o futuro porque é Deus.

2) Como a estupidez é uma constante na política da Espanha, uma vez que ela foi em busca de si mesma, não é à toa que os portugueses foram escolhidos pelo próprio Cristo, de modo a servir a Ele em terras distantes.

3) O maior exemplo da estupidez é o metalismo. E o exemplo atual de estupidez é que, quando a monarquia espanhola foi restaurada, o lado usurpador da família Bourbon, o da linha de Juan Carlos I, é completamente libertário-conservantista, o que acabará com a monarquia no longo prazo.

4) É por conta dessa tendência a estupidez que a União Ibérica nunca vai ocorrer - e o próprio Cristo sabe disso.