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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Notas sobre uma questão jurídica

Róger Badalum me faz esta observação:

Talvez o problema esteja no CNPJ, que deve ter sua pessoalidade fundada no CPF, e não numa sociedade de anônimos. Será que, principalmente com o advento da internet, teríamos realmente algo que ainda justifique uma sociedade de anônimos? Será que teríamos algo que justifique que uma sociedade seja dona de outra? Enfim, O que realmente levaria o capitalismo a uma impessoalidade? Não estaria todo o problema na insuficiência do judiciário, na impunidade? Onde, precisamente, teríamos problemas na Escola Austríaca? Pois, sinceramente, não vejo outra estrutura governamental que não seja aquela montada em cima de uma estrutura capitalista.

Eu respondo:

1) Bom, até onde sei, uma sociedade, de responsabilidade limitada, necessita da affectio societatis, de modo a ser constituída.

2) Uma sociedade anônima tem sua affectio societatis fundada na junção de vários capitais associados - e esta sociedade é movida pelo dinheiro.

3) Se o CNPJ fosse vinculado ao CPF, isso acabaria com a sociedade anônima. Pois o CNPJ seria acessório do CPF, e acessório segue a sorte do principal. É o que acontece hoje com as empresas de responsabilidade limitada de firma individual, uma das inovações do Novo Código Civil.

4) Como moramos numa sociedade de impessoais, onde as pessoas não amam e não rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então abrir um empreendimento se torna dificil - e o fato de haverem alterado a legislação favorece a adoção de uma economia personalista.

5) O simples fato de o filho do empresário nascer com CPF é um indicativo de que a empresa terá um sucessor, dentro do âmbito da própria família, pois interessa ao governo proteger os empregos e a economia da população diante de uma crise de sucessão em que a empresa se torna acéfala, passando a sofrer intervenção judicial por conta disso.

6) A própria alegação de as crianças nascerem com CPF parte do fato de que as empresas têm direito a um sucessor. E por pragmatismo e por igualitarismo, todas as crianças nascerão com CPF, sejam elas filhas de empresário ou não. 

7) Isso fará com que o direito sucessório seja mais vigiado, pois boa parte da arrecadação vem de impostos decorrentes de transmissões de bens e direitos entre vivos e por conta da morte do titular da empresa. E uma constante vigilância nas sucessões tende a aumentar ainda mais o imposto sobre a herança. Isso é um indicativo, nesta direção.

8) A questão sucessória é matéria de ordem pública e a tendência é uma maior judicialização do direito privado, exercido dentro do âmbito da família. Considerando que o PT está destruindo a família, então a tendência é que toda a economia fique nas mãos do Estado. E isso é terrível!

Por que o anabatismo deveria ser proibido?

1) Se o batismo de crianças é conseqüência lógica e necessária do batismo dos pais, que se põem a serviço de Deus de modo a preparar as futuras gerações na vida reta e na conformidade com o Todo que vem de Deus, então nada é mais santo, nobre e sensato do que batizar as criancinhas. Afinal, não foi o próprio Jesus quem disse que deveríamos deixar as criancinhas virem até Ele, pois elas são a personificação do Reino de Deus? É na inocência de uma criança que encontramos o fundamento da bondade da fraternidade universal, coisa que vem do próprio Cristo.

2) Quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade não crê na fraternidade universal - e quem não crê na fraternidade universal crê necessariamente na abolição da família, a partir do fato de que Deus escolheu os que vai salvar e condenou de antemão quem vai pro fogo eterno. E para se libertar desse determinismo diabólico, só uma luta de classes que aboliria Deus de nosso imaginário, a ponto de criar um paraíso terrestre, na forma de Estado tomado como se fosse a religião da humanidade. Nada mais nefasto do que é isso.

3) Não é à toa que o anabatismo é a mais horrenda e diabólica das heresias protestantes - ela fabrica apátridas em massa. É da cultura da negação da fraternidade universal que temos a cultura dos documentos tomados como se fossem monumentos. Se é a partir do paradigma do Estado tomado como se fosse religião que os registros se aperfeiçoam, a ponto de se ter controle quase que absoluto sobre todos os indivíduos, então o que é falso, fundado em sabedoria humana dissociada da divina, vai se tornar o norte de todas as coisas - e será repetido constantemente até se tornar verdade. 

4) Se há certas crenças que deveriam ser tornadas ilegais, por darem margem à tirania, um exemplo disso seria o anabatismo, que leva necessariamente ao niilismo.

Notas sobre a desumanização da arte

1) Se a arte é o fundamento próprio da vida, da liberdade fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, então ela não pode ser voltada para o nada, para a morte.

2) Como já falei, é na maiêutica que se opera o parto da alma para a verdade, para a conformidade com o Todo que vem de Deus. E a maiêutica, por excelência, se dá no batismo - Cristo veio nos batizar com água e com a força do Espírito Santo, de modo a que caminhemos na luz e na retidão constantes.

3) A partir do momento em que a arte é voltada para o nada, para se destruir aquilo que foi edificado em forças eternas, ela deixa de semear vida e passa a semear o grotesco, o animalesco, fundado naquilo que é conveniente e dissociado da verdade. E essa arte é vil e desumana - a ponto de ser fundamento para se edificar a cultura da morte.

4) O exemplo disso é a questão do espetáculo "Macaquinhos", que transforma o ânus numa forma de arte. Se do cu não sai vida, mas titica, então isso é a prova cabal de que a arte não pode ser voltada para o nada, pois edifica a morte. O que são as fezes se não rejeitos do organismo das substâncias tóxicas contidas nos alimentos? Afinal, o que é tóxico mata! 

5) Quando o que é tóxico é tomado como se fosse a substância própria da vida, isso acaba edificando uma confusão dos infernos, pois o mau é tomado por bom e o bom em essência é tomado por mau. Nada mais nefasto do que esta confusão demoníaca. Isso acaba fazendo com que ocorra uma apologia às drogas e ao próprio tráfico de drogas, que mata pessoas, destrói famílias e corrompe governos. E que eu saiba, apologia ao crime é crime - e isso é nefasto, hediondo.

O conservantismo é alimentado pela indolência dos bem nascidos

1) Tenho pena dos bem nascidos - eles, que são herdeiros de toda uma tradição de boas obras edificadas pela família da qual são originários, acabam se tornando cômodos, a ponto de conservarem o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) Essas pessoas são indolentes, mais preocupadas em se divertir do que governar a própria vida na mais pura retidão moral e espiritual, coisa que pautou as gerações anteriores, fundamento para a verdadeira capitalização moral, base da verdadeira aristocracia.São pessoas dessa natureza que deixam países cristãos à mercê de invasores islâmicos. 

3) Estamos num tempo em que não temos um Carlos Martel para contar a história de seus feitos mais notórios, de modo a impedir que um desastre maior ocorra, a ponto de o Mediterrâneo se reduzir a um lago muçulmano. Esse certamente seria o fim da História.

4) Digo isso por experiência própria - tive uma namorada que era uma bem nascida e que devotava sua vida para o nada. Passei três anos com ela - nada aprendeu comigo.

Notas sobre o conservantismo do Movimento Brasil Livre

1) Quem defende o Movimento Bosta Livre está cagando e andando para a verdade.

2) E lugar para se defecar é no vaso sanitário e não na rede social. Pois os meus olhos e ouvidos não são penico. Portanto, faz que vai cagar e some da minha timeline.

3) Que eu saiba, o parto da alma, a maiêutica, se faz com a alma aberta para a verdade, pois o parto da alma não começa no parto anal, como ensina o Paulo Ghiraldelli - pois do cu não sai vida, mas titica. E parto anal, que eu saiba, é aborto do que não presta - e não nascimento.

4) Então, por quê conservam o que é conveniente e dissociado da verdade? Parem de defecar pela boca e pelos seus dedos!

Notas sobre a educação cristã

1) Quando estava na catequese, quando apontei o que aponto, teve um que discordou de mim. E esse que discordou acabou desistindo da preparação.

2) O que falo é fruto de uma vida intelectual muito rica e de uma longa preparação. Se não tivesse uma formação sólida, jamais me poria em missão, de modo a servir a Cristo em terras distantes, tal qual faço.

3) A educação para a vida, voltada para aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, é permanente - e tal como as obras da Igreja, ela nunca acaba, pois a construção do verdadeiro saber é inacabável. Mesmo crismado, eu continuo ainda me aprimorando no conhecimento da tradição cristã. E jamais darei pitaco em coisas que desconheço - sei qual é o meu limite e isso eu respeito.

Notas sobre um vício de caráter tipicamente brasileiro

1) Falar em ser independente e original pressupõe superar todo e qualquer limite - e o bom senso - limitação fundada na sensatez, no agir prudente, coisa fundada na verdade - acabará sendo tomado como uma mera convenção social, um preconceito burguês que deve ser quebrado. Disso para o marxismo é um pulo.

2) Não é à toa que o princípio operacional da maldade é conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. 

3) Quem é conforme o Todo que vem de Deus sempre se deixa guiar pela luz do Espírito Santo - por essa razão, é sempre dependente da bondade de Deus. É da providência divina, da divina inspiração, que eu, em particular, tendo a apreciar retamente todas as coisas, a ponto de separar o que devo conservar, que se funda na dor de Cristo, daquilo que é falso, fundado no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.